O Requinte de Hannibal + Fatos Interessantes (Especial Hannibal 9/9)

E chegamos ao final do nosso Especial Hannibal. Eu não pensei que seria capaz de destrinchar uma obra dessa forma, mas quando a história é boa, temos muito que conversar.

Hannibal, do Thomas Harris, elevou meu padrão de leitura, o que me rendeu uma, enorme ressaca literária. Nada parece tão bom no momento e foi necessário um total afastamento dos livros para me recuperar. 

Pausa para um desabafo: A única coisa que PRECISO ressaltar é sobre a edição pobre que a Editora Record deu à essa obra. Lançado na versão pocket, deixa a desejar em muitos aspectos. É feia, com capas desinteressantes e material ruim, frágil. 

Mas vamos seguir...


E como não poderia faltar, mesmo depois de falar sobre todos os livros, todos os filmes e as três temporadas da série, sobraram curiosidades e pontos espalhados que merecem algum destaque. Separei por tópicos e espero que seja uma boa despedida. Vamos lá:

Fatos interessantes (emaranhados) ENTRE os três formatos dessa obra:


  •  Mason Verger aparece já mutilado e no último livro (Hannibal), uma vez que na série aparece bem antes e enfrenta até mesmo Will Grahan. Dessa forma, temos o prazer (ou não) de vê-lo alimentando alguns cachorros com pedaços do seu próprio rosto! 

  • Will tem uma pequena participação nos livros. O destaque é de Clarice Starling. Mas a série - talvez prevendo seu cancelamento - colocou todos os pontos principais vividos por ela na série, só que protagonizados por Will Grahan. Temos Hannibal cortando uma cabeça para comer o cérebro. Temos um agente implorando ajuda de Hannibal e temos o final tão poético de Clarice e Hannibal, mas com Will e Hannibal.  
Não faltou nada! Nem uma cena importante foi ignorada!


  • Dr. Bloom dos livros virou Dra Bloon que chega a ter um caso romântico com Hannibal, se envolvendo também no caso Verger tempos depois com Margot Verger (irmã de Mason).

  • Margot é descrita, nos livros, como lésbicas. Do tipo "quase homem" mesmo. Nos filmes ela nem existe, mas na série ela é linda e extremamente feminina. Os fãs notaram essa mudança e bem no final ganhamos um enorme presente, quando ela acaba se envolvendo com Alan Bloon QUE nos livros é homem!!!
Adorei esse jogo de sexos trocados.


  • Nos livros, Hannibal tem 6 dedos na mão esquerda, algo que não apareceu nem na série e nem nos filmes. Aliás, nessa cena acima ele esconde o metal na mão direita, porque sabe que o guarda irá observar sua, estranha, mão esquerda. No terceiro volume, quando ele foge para o Brasil, esse dedo é retirado. Aposto que foi no Hospital das Clínicas (rs).


  • O odiado Dr. Frederick Chilton foi a vítima queimada do Dragão na série, enquanto no livro a vítima foi Fred Louds. O repórter, que por sua vez era uma mulher na série. Acontece que na segunda temporada, Will Grahan encena a morte de Fred exatamente da forma que ela morreria nos livros e essa encenação é citada pelo Hannibal, quando o Dragão sequestra o maldito doutor. A troca de vítimas ficou divertida para os fãs!

  • A série conseguiu mostrar, perfeitamente, o quanto a mente de Hannibal trabalha a seu favor. Principalmente quando preso, Dr. Lecter usa toda sua imaginação para se ver livre de seu cárcere. Ele praticamente sai de seu corpo é vaga pelas construções que criou há muitos anos e que vem decorando com o passar dos tempos. Isso fica claro nesse trecho do livro 3 (Hannibal), quando ele se instala na biblioteca do Palazzo Caponi em Florença:
"Os espaços, a altura das salas do palácio, são importantes para o Dr. Lecter depois de anos confinado num espaço pequeno. Mais importante, ele sente uma ressonância com o lugar; é o único prédio particular que ele já viu e que se aproxima, em dimensão e detalhes, ao palácio de memórias que mantém desde a juventude".


  • Existe um personagem que foi, completamente, ignorado na série que teve uma importância enorme nos livros e nos filmes: O enfermeiro Barney. Barney foi o único que chegou perto de Hannibal e não saiu ferido. Ele foi prova viva de que o Dr. Lecter não suporta quem é rude, pois agiu com delicadeza e respeito e ganhou noites e noites de profunda conversa com o preso. Lecter deixou Barney se aproximar por que era tratado com respeito por ele e quando foi solto, nunca o procurou para se vingar. Ele fez o contrário com Dr. Chilton.
Essa cena, em particular, foi deliciosa. Hannibal dá uma bronca "daquelas" em Freddy.
Delícia de ver!!!
  • Freddy Lounds foi irritante em todas as versões dessa história. Nos livros ele é um homem é foi interpretado pelo falecido Philip Seymour Hoffman. Ele desempenhou um papel magnífico, foi extremamente fiel ao do livro. Já na série Freddy é uma mulher (Lara Jean Chorostecki), tão chata, mas tão chata, mas tão chata que vou odiar a atriz pra sempre. Isso prova o quanto ela foi boa. Palmas para os dois Freddys de ambos os sexos!

  • A série recebeu a notícia de que seria cancelada e teve tempo para preparar sua terceira e ultima temporada. Por conta disso, colocou aspectos dos livros seguintes (Silêncio dos Inocentes e Hannibal) no meio da história, só para agradar os fãs e terminou seu arco onde os livros começam: Dragão Vermelho. Então foi como se tivéssemos ganhado O ANTES mesmo, como eu havia falado, mas também particularidades de todos os volumes. Temos referências para dar e vender, mas de uma forma bastante inédita e original.

Algumas notícias de que a série ganharia uma nova temporada estão sendo espalhadas por aí. Parece que estão apenas procurando uma nova produtora. Quem sabe ainda conheceremos Clarice Starling dentro dessa produção magnífica?

Pare de chorar, Hannibal...
9 posts só para você é o suficiente.

Bem, esse foi o fim do nosso #EspecialHannibal, eu comemorei meu aniversário aqui com vocês e não poderia ser melhor do que foi: falando de uma das minhas obras preferidas no mundo. 

Espero que tenham gostado e lembre-se: Sempre que possível, tente comer o rude!


[Livro] Hannibal - A Origem do Mal - Thomas Herris (Especial Hannibal 8/9)


E chegamos à última resenha dessa série tão incrível. Mergulhei tão fundo no mundo de Hannibal que acabei sofrendo a maior ressaca literária da minha vida. 

Mas é isso que o Hannibal faz, não é? Ele, literalmente, come o cérebro das pessoas.

Sinopse: Hannibal Lecter é um menino como muitos: inteligente, gentil e extremamente carinhoso com a irmã, a pequena Mischa. Mas os horrores da Segunda Guerra Mundial farão deste inocente menino um dos personagens mais assustadores de toda a literatura. Vagando pela neve, Hannibal, de 8 anos, emerge de seu pesadelo. É mais um cambaleante sobrevivente de guerra. Está mudo e tem uma corrente em volta do pescoço. Em sua mente, a dolorosa imagem da morte dos pais, torturantes cenas de violência e apenas uma mera lembrança sobre o que pode ter acontecido a irmã. Por companhia, somente seus demônios. Levado de volta a sua casa na Lituânia, transformada agora em orfanato, sua tortura continua – física, nas mãos de revoltados meninos mais velhos e dos inescrupulosos administradores da instituição; e psicológica, vendo nas ruínas do castelo Lecter os restos de uma infância destruída – até o momento em que finalmente é encontrado pelo tio, um pintor renomado que o leva para a França, onde passará a conviver também com Lady Murasaki, sua bela e misteriosa esposa aristocrata. Com a ajuda desta nova família, Hannibal tentará reconstruir sua vida. Aos poucos, recobra a fala e refaz expectativas. Aluno brilhante, torna-se o mais jovem calouro de uma turma de medicina. Mas os demônios de Hannibal ainda o visitam e atormentam. E quanto tem idade suficiente, ele passa a retribuir as visitas. E descobre que sua ira unida a seus dons acadêmicos é a fórmula perfeita para um prodígio da morte.

Classificação:
Editora Record

Então você caminha entre as primeiras três obras dessa quadrilogia, observando um Hannibal frio e capaz de tudo para saciar sua "fome" de adrenalina e acaba diante desse final tão perfeito. (Ou início)

"A Origem do Mal" veio com uma, magnífica, explicação para o comportamento do aclamado Dr. Lecter e nos colocou em uma posição interessante.


Veja bem, ninguém aqui está defendendo um psicopata e seu comportamento, mas experimentamos a empatia por esse homem durante as três primeiras obras e agora, simplesmente deixamos a culpa de lado ao sentir essa cumplicidade. Como se finalmente nos rendêssemos aos seus motivos, que aqui podemos ver que foram bem fortes.

Eu não vou mentir, apesar de saber que Hannibal é um vilão (dos que não devemos querer por perto), torci por ele o tempo todo, porque apesar de sua maldade, foi mostrado a mim que existem maldades piores e mais... rudes.


A elegância de Hannibal vem de berço. Herdeiro de uma família muito rica e residente na Lituânia, quando criança, sofre as revoltantes investidas do exército alemão e vê sua família inteira dizimada por essa guerra.

Quase quatro anos depois de fugir com sua família para os bosques de sua propriedade, agora traumatizado por tantas perdas, é resgatado e levado para um orfanato que - pasmem - é seu antigo lar: Um castelo cheio de memórias felizes.


Hannibal começa, então a sofrer nas mãos dos outros garotos por ser mudo (o trauma o tornou mudo). Os funcionários do orfanato também não o respeitam e ninguém parece entender a dor que ele sente por voltar a viver ali, daquela forma tão ofensiva.

Ah, mas se tem uma coisa que esse livro nos dá, e dá com classe, é a tão aguardada VINGANÇA. Aqui ela vem adornada com requintes de crueldade e quer saber, eu achei é pouco.


"O rosto de Grutas estava coberto de sangue e penas. Ele voltou o rosto sangrento para as crianças e disse: — Ou comemos ou morremos. Esta foi a última lembrança consciente que Hannibal Lecter teve do pavilhão de caça".

O que Hannibal presencia em sua infância é tão doloroso que sua mente se fecha, até mesmo para ele. Suas lembranças são bloqueadas e a única coisa que ainda permanece é a certeza de que mataram sua irmã, Micha, mas não faz ideia de como isso foi feito e nem por quem. O trauma o faz ficar mudo e altera, completamente, sua visão do mundo.


"— O garotinho Hannibal morreu em 1945 lá na neve, tentando salvar sua irmã. Seu coração morreu com Mischa. O que ele é agora? Ainda não existe uma palavra para isto. Por falta de uma palavra melhor, o chamaremos de monstro".

Nesse volume, também acompanhamos o início da construção do tão falado "Palácio de Memórias" do Hannibal. Um lugar onde ele pode ir quando quer descansar ou se lembrar de algo. O lugar mais visitado por ele durante os anos todos de confinamento em sua cela. Mas como e quando ele começou essa construção é que faz a coisa toda ficar belíssima.

Seu pai foi o primeiro a perceber sua genialidade. Professores normais não supriam a necessidade de aprendizado do pequeno Hannibal, então um orientador melhor foi trazido para ensiná-lo e esse sim, conseguiu "ver" o tamanho da sua inteligência e ensinou táticas importantíssimas para Hannibal, uma delas, foi essa:

"— Você gostaria de se lembrar de tudo? — disse o Sr. Jakov. — Sim. — Lembrar nem sempre é uma bênção. — Eu gostaria de me lembrar de tudo. — Então você precisará de um palácio mental, para estocar as coisas nele. Um palácio na sua mente. — Tem de ser um palácio? — Vai crescer e ser enorme como um palácio — disse o Sr. Jakov".

E sabemos o quanto esse castelo cresceu mesmo. É tão grande que muitas vezes serve de arquivo para ele, sendo possível até mesmo fazer pesquisas em determinados cantos, escondidos em sua mente.

Esse é o último livro da série, que na verdade deveria ser o primeiro.

Se o escritor quisesse dar algo mais do Lecter para nós, seria um livro logo após esse é antes de "Dragão Vermelho", contando a história de como Hannibal conheceu Will Grahan. 

Essa lacuna é preenchida apenas pela série que trouxe, exatamente, esse período. Talvez seja por isso que ela sempre será a minha preferida das duas adaptações. (E eu sei que vocês já estão cansados de ler isso!).


Esse livro é o mais cansativo da série, mas não cai em qualidade momento algum. Mesmo chegando a essa conclusão ouso dizer que é o mais profundo dos livros. É o volume em que mais tivemos HANNIBAL e que mais espiamos dentro de sua mente complexa.

Então depois de anos vivendo no castelo que um dia foi de sua família, Hannibal é encontrado por um tio (irmão do pai) e levado para viver na França. Lá ele conhece a esposa desse tio e ela é sua primeira "obsessão".


Lady Murasaki é bela e enigmática. Hannibal fica encantado por ela e esse sentimento o fará cometer seu primeiro assassinato. Ato que nos coloca novamente naquela posição de apoiar Hannibal. Ele apenas fez o que TODOS nós gostaríamos de ter feito! 

É a primeira vez que ele entra em contato com a lei também. O inspetor Popil logo percebe que há algo errado com Hannibal e passa a persegui-lo.

"— Como se sente ao vê-lo morto? — perguntou o investigador.Hannibal olhou debaixo da toalha que cobria o pescoço. — Indiferente — disse".

Novamente temos vilões, além do próprio Hannibal, mas aqui eles interferem diretamente com a vida desse rapaz e o transformam completamente. Bem, eles pagam um preço bem alto pela ousadia de atravessar o caminho do pequeno Lecter.


Por fim, esse é um livro que vale a pena ser lido para colher explicações e para viver as vinganças tão merecidas que alteraram o tipo de ser que Hannibal se tornou.

Ou será que ele viria a ser esse monstro de qualquer forma? O que vocês acham?


O livro, o filme ou a série? (Especial Hannibal 7/9)

Vamos deixar claro, cada obra tem seu valor, cada uma delas foi feita para um público diferente e o mais importante, em épocas diferentes.


Livros: São a base de tudo. É onde pegamos a essência da história, imaginamos a coisa toda, criamos figuras em nossa mente e conhecemos tudo da forma mais crua possível, preto no branco. Arrisco dizer que é a mais genial delas, porque você é responsável por criar aquele mundo todo na cabeça.


Filmes: A adaptação mais fiel dos livros. Segue as ordens cronológicas e coloca personagens como eles são descritos, perfeitamente, na tela. É uma reprodução, algumas vezes bem rasa, do que foi criado por Thomas Harris, mas em outras vezes é como se realizasse nossos sonhos, colocando diante dos olhos algo que só podíamos imaginar. Veja bem, digo rasa, porque todo filme precisa acelerar algumas partes, mas não estou aqui criticando a qualidade da obra. Silêncio dos Inocentes deu ao Anthony Hopkins um Oscar de melhor ator e quem pode contestar isso?


Série: Feita para quem é apaixonado pelos livros. Traz profundidade para tudo, só que embaralha a sequência toda, além de trocar sexo e cor de diversos personagens. Mas é o único que CRIOU algo que os leitores não tinham: o antes.

O diferencial aqui é bem isso, ter o ANTES que nem mesmo Thomas Harris criou. A série começa com Will Graham conhecendo Hannibal e termina quando aparece o Dragão vermelho, exatamente o ponto de partida do escritor.

O detalhe é que durante esse caminho da série, foi introduzido, mesmo que com outros personagens, partes das histórias seguintes que não chegaram a ser contadas na série. Algumas frases que foram ditas à Clarice, por exemplo, são ditas para Will Graham e por aí vai. Quem é fã reconheceu todas elas, tenho certeza.

Todos os atores que fizeram Hannibal. Pela ordem:
Superior esquerda - ManHunter / Superior direita - Filmes
Inferior esquerda - A origem do Mal / Inferior direita - Série

Então você me pergunta: Qual você prefere? Eu já digo de cara: Prefiro a série porque li os livros. Em minha cabeça o Hannibal interpretado pelo *lindo* Mads Mikkelsen se parece mais com o que foi descrito nos livros. Ele parece mais sedutor e muito mais calmo do que o Hannibal interpretado por Anthony Hopkins (não se esqueçam, essa é MINHA opinião. Conheço pessoas que pensam diferente).


Quanto aos outros personagens a coisa varia muito. O Jack Crawford me agradou demais na série também, interpretado pelo Laurence Fishburn , trouxe esse jeito impiedoso do agente e ao mesmo tempo “cuidadoso”. Ele consegue "explorar" as pessoas de forma sutil e fazer com que o amem mesmo assim. 

Já os filmes possuem um Jack para cada e isso me desagradou imensamente, detesto quando mudam o ator no meio da história! Se eu precisasse escolher, seria o do Dragão Vermelho, interpretado pelo ator Harvey Keytel (Na imagem acima é o de baixo, na esquerda). Penso que ele é o mais inteligente e maduro. Mas repito, Laurence Fishburn é, de longe, o melhor.


Como eu falei sobre troca de gêneros e cor de personagens, ele é negro na série e enquanto eu lia, não conseguia tirá-lo da cabeça. Para mim, não havia uma escolha melhor o que fez com que os "Jacks" brancos não me agradassem (rs).


O mesmo acontece com a Clarice Starling que foi imortalizada pela Jodie Foster, mas substituída pela Julianne Moore no filme seguinte. Não que tenha ficado ruim, de forma alguma. Gostei das duas atuações, mas custava ficar na trama Judie? Era o Anthony Hopkins ali do seu lado, poxa! Mas ambas fizeram um trabalho incrível.


Agora um personagem genial: O Dr. Allan Bloon pouco aparece nos livros e nos filmes. É um psiquiatra que acompanha os casos do FBI. Essa foi a maior transformação que eu notei (e adorei). Allan vira Alana Bloon na série e tem um caso, tanto com Will Grahan, quanto com Hannibal! Amor incondicional por ela (rs). Seu papel se estende até o final, quando ela se envolve com outro personagem (sim, ela "pega" geral na série) e fecha sua historia maravilhosamente!

Na ordem: Will Grahan em ManHunter / Dragão Vermelho / Série

Só para fechar o arco de atores que, para mim fizeram a diferença, quero falar de Will Grahan. Bem, como de costume preferi o da série, interpretado pelo Hugh Dancy, mas Edward Norton no filme Dragão Vermelho arrasou também.

O que? O que eu digo sobre o Willian Perteson? (Will de ManHunter)Bem, por mim ele poderia ressuscitar o CSI LasVegas e ficar por lá mesmo!

Talvez esse tenha sido o único personagem que eu gostei demais nas duas versões (Notem que estou ignorando ManHunter ainda). O da série é mais jovem e mais sensível. Muito mais apegado ao Hannibal, mesmo porque eles colocam uma relação bem mais profunda entre eles. Já o do filme é mais justiceiro, parece mais esperto e preparado em relação ao Hannibal. Você vê claramente que ele não facilitaria para o doutor em momento algum, coisa que deixa dúvidas na série.


Mas o ponto que me faz escolher a série ao invés dos filmes é justamente o presente que ela nos dá:

O ANTES.


O que aconteceu antes do primeiro livro de Hannibal: Dragão Vermelho? O que houve antes do Acidente que desfigurou Will Graham e antes de Hannibal ir preso. O caso Jacob Hobs que é apenas citado no livro e é tão bem desenvolvido na série, dando um sentido em toda aquela química que existe entre o Agente Will e o psicopata Hannibal. Isso, nós não encontramos em lugar algum, nem nos livros e é por isso que eu prefiro a série.


Anthony Hopkins faz um Hannibal mais sádico. Ele demonstra o quanto está adorando o caos ao seu redor. Ele grita com Starling (coisa que ele jamais faz nos livros) enquanto na série, apesar de ter a cronologia mais "bagunçada" traz um Hannibal mais fiel aos livros. Mais centrado e muito mais cínico!

Bem, sejamos francos, o mundo não estava pronto para a série que trouxe romantismo para assassinatos e canibalismo. Trouxe arte para o mal e beleza para o que tem de mais podre no ser humano. Poucas pessoas conseguiram aproveitar a poesia de todas aquelas cenas grotescas regada a sangue e servidas em um banquete!


Os fãs de Hannibal escolherão a série, por gostarem de um personagem tão profundo. Os mais clássicos, ficarão com os filmes que seguem, à risca, os acontecimentos dos livros e eu...

Bem, eu gosto de todos, mas estou revendo a série pela terceira vez!

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