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Eu e meu caso de NÃO amor pelo amado Ernest Hemingway

Eu li duas obras desse escritor, só para não ser injusta em minha crítica. Eu tentei e 'REtentei' encontrar toda a genialidade que as pessoas falam que ele tem, mas infelizmente, suas histórias não são para mim.

É, meu querido Ernest... Estas tuas frases geniais quase me enganaram!!!
O respeito, obviamente, mas não o amo e não o idolatro como vejo milhões de leitores fazendo e vou logo dizendo: Esse post contém a opinião CONTRÁRIA de todos os outros posts que você encontrar pelo mundo, ao qual falam de Hemingway.

Eu sei, eu procurei. Não existe crítica negativa a esse escritor o que me faz pensar algumas coisas:

  • Eu fui o problema, e nesse caso, me perdoem, mas minha opinião continuará sendo está, até que eu leia outro livro dele e mude de ideia.
  • Os leitores não leram, de fato, os livros dele e gostam de usar suas frases geniais pela internet sem conhecer - de verdade - sua escrita. (Isso acontece, juro).
  • Hemingway tem um pacto com os críticos e todo resenhista que publicar algo negativo dele irá desaparecer misteriosamente. Nesse caso já deixei algumas postagens programadas e mandei minha senha do blog para um amigo.
Dito isso, começarei o meu relato, embasada em duas obras: O SOL TAMBÉM SE LEVANTA e O VELHO E O MAR, certo?

Ambos pequenos e de leitura rápida. A linguagem é muito fácil e a narrativa... Como eu posso dizer, sem ofender os fãs, muitas vezes, a narrativa e os diálogos, me pareceram vagos. Algo assim:

- Olá - eu disse.
- Olá - ela respondeu.
- Como você está hoje?
- Estou bem.
E fomos para o bar. Eu pedi uma bebida forte.

Para mim isso cansa. Foram vários os momentos em que pensei que deveria pular algumas linhas (e até páginas) para ver se algo mudava e para meu espanto, mudava apenas o bar em que estavam. Isso enquanto na obra O Sol Também se Levanta, já no outro livro foi a maldita e eterna, luta entre o pescador e o peixe gigante que leva quase 100 páginas.


Mas vamos falar um pouco de O SOL TAMBÉM SE LEVANTA: É narrada em primeira pessoa, por Jake, que se confundiu em minha cabeça, pois parecia muito com o próprio escritor (já li várias coisas a respeito dele). Em dado momento, comecei a imaginá-lo como ator que fez Hemingway no filme 'Meia Noite em Paris e aí virou tudo a mesma coisa:

Corey Stoll é mesmo um gato!
Procurando saber mais sobre a obra, descobri que essa "bagunça" não foi só minha. Muitos desconfiam que este seja um livro quase autobiográfico do escritor, contando sobre uma de suas aventuras, já que os pensamentos e atitudes condiziam com o que ele relatava em outros romances.

Enfim, assumindo que Jake é Hemingway, a coisa toda ficou um pouco mais fácil para mim. Imaginar ele como o ator acima facilitou ainda mais, pena que não foi o suficiente.

Jake – o personagem - não me interessou em nada. Pouco me importou o que ele desejava e o que buscava - ele próprio parecia não saber - mas ao passo que o imaginei como o grande escritor, ficou um pouco mais interessante. Um pouco...

Não me critique. Cada pessoa tem direito de gostar e desgostar de uma obra seja ela conceituada ou não. Conheço pessoas que AMAM Crepúsculo. Eu apenas não gosto de Hemingway.

O interessante da obra são as inúmeras referências a locais da França que realmente existem. Bem, eu li que existem. Nunca fui à França, mas gostaria de trilhar aquele caminho. Enfim, no geral, não é uma história ruim, apenas escrita de uma forma bastante cansativa, pelo menos para mim.


Mas tentei experimentar outra obra e nessa, tive certeza de que Hemingway não escreve para mim. Eu entendi e até apreciei o livro O VELHO E O MAR, mas terminei a obra cansada - exausta seria a palavra mais apropriada - e não levei boas lembranças comigo.

A história se passa quase toda em alto mar, após um velho pescador que não pesca nada há mais de cinquenta dias, fisga um peixe imenso e trava uma batalha com ele. Durante essa batalha, que dura quase 100 páginas, ele faz reflexões de todos os tipos e é nesses momentos que conhecemos o velho melhor. Sabemos de suas ambições, de seus sonhos e tal.

Mas novamente, mesmo entendendo a necessidade de TODA essa luta, me cansei. Me senti quase o velho, tentando engolir aquele livro até o final e tudo isso para perceber que uma obra de pouco mais de 100 páginas quase me venceu.

Então decidi que livros que me deixam exausta dessa forma, não servem para mim.

A genialidade de Hemingway é incontestável. Ele faz reflexões excelentes no meio de suas obras, mas de uma forma maçante e por isso ele tenha me perdido como leitora. Novamente, o respeito completamente e já o recomendei para amigos e familiares, que eu sei, que gostarão se sua escrita.


Essa sou eu mostrando respeito até às obras que não me agradam. Todo mundo deveria fazer o mesmo! Hemingway não foi chamado de gênio à toa e quem sou eu para dizer o contrário.

Em resumo, essa seria a minha resenha para estas duas obras conceituadas que não caíram no meu agrado. Dou a ambas 3 estrelas, mas agora sei, exatamente, para quem recomendar o famoso Hemingway.

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