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(Livro) Os livros que devoraram meu pai - Afonso Cruz

Esses dias comprei um livro só pelo valor. Não foi pela capa, pelo menos (rs).

Bem, li a sinopse, achei "legalzinha", mas o que me convenceu a finalizar a compra foi mesmo o preço: Apenas R$10,00 (sem frete). Praticamente de graça.


O livro era bem pequeno também, pouco mais de 100 páginas e com várias ilustrações no meio, era algo para ler brincando, sabe?

Me lembrei agora de uma conversa que tive com um amigo duas atrás: Os melhores livros que já li são bem pequenos e de fácil leitura. 

Esse foi só mais um assim. Daquele tipo que te segura com força já nas primeiras linhas e te arrasta até o final sem esforço algum. Toma um lugar bem grande em sua alma, daqueles em que vc vai marcando tudo com post its coloridos e, mesmo detestando essa mania, acaba grifando frases com caneta vermelha. 


"Os livros que devoraram meu pai" é LO-TA-DO de referências literárias e se o leitor tiver a sorte de já ter passado pelas obras citadas vai aproveitar 60% a mais da leitura. Se não leu, vai tomar spoilers diversos (rs). Eu tive sorte. 

Em um resumo rápido e bem superficial, esse livro fala de um homem viciado em leitura que leva livros para ler escondido no serviço. Ele é tão viciado que um dia uma dessas obras o engole e ele desaparece. Anos depois seu filho sai a sua procura. Nos livros!


Pareceu coisa do Ítalo Calvino? Então. Se jogue nessa leitura o mais rápido possível. Não foi a toa que ele foi o ganhador do prêmio Literário - Maria Rosa Colaço de 2009. (Prêmio esse que eu não conhecia, mas que irei vasculhar assim que terminar essa resenha).

Não vou falar mais nada da história em si, porque o mais legal é ir caminhando sem saber aonde está pisando, mas posso dizer que o Epílogo quebrou meu coração em 7 bilhões de pedacinhos. Mas calma, não é tudo só tristeza, dei boas gargalhadas com essa história e as referências são de matar ualquer leitor apaixonado. 

[Conto] Noites Brancas - Fiódor Dostoiévski

Mais um daqueles contos do Dostoiévski que são tão profundos e cheios de detalhes que mais parecem uma novela. 

Sinopse: Numa iluminada noite de primavera, à beira do rio Fontanka, um jovem sonhador se depara com uma linda mulher, que chora. São Petersburgo está mergulhada em mais uma de suas noites brancas, fenômeno que as faz parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas. Em apenas quatro noites, o tímido rapaz e a misteriosa Nástienhka passam a se conhecer como velhos amigos, mas algo vem atrapalhar o desenrolar romântico deste fugaz encontro. Publicada em 1848, esta história faz parte do ciclo de obras que Dostoiévski (1821-1881) criou após amargar uma forte desilusão amorosa e é a última escrita antes da prisão e do período de exílio na Sibéria. 


Acho que já é redundante escrever sobre a genialidade do autor, portanto vou me ater a outro aspecto dessa pequena obra: A solidão. 

Se você quer ler e entender sobre solidão, pegue um romance do Dostoiévski e você terá relatos profundíssimos e variados sobre o tema. Ao lado da religiosidade, acredito que esse seja o tema mais usado em seus trabalhos. 

Em "Noites Brancas" o sentimento veio acompanhado de seu algoz natural: a esperança o que tornou tudo mais doloroso e real. 

Só uma pessoa que se sente sozinha em meio à multidão de gente ao seu redor é que conseguiria entender, de fato, o começo desse conto sem achar bobo ou sem sentido. Quando alguém se vê na situação de não ter ninguém e não ser notado por ninguém, sem querer, se joga à trivialidade das coisas.  

Situações começam a ser criadas para amenizar a dor, tais como: Apego a lugares, apego a pessoas estranhas que frequentam os mesmos lugares nas mesmas horas, carinho por prédios históricos e por aí vai. Nosso protagonista é de uma peculiaridade ímpar, assim como todo solitário e logo nas primeiras páginas somos apresentados a sua rotina. 

Tudo anda bem até que a "tal esperança" aparece na vida dele na forma de uma bela jovem e eu não vou falar nada mais além disso. O conto é realmente pequeno e qualquer coisa além disso pode tirar a graça da história. 

Só digo que o final é muito bom, digno de um gênio da escrita. Mas cuidado, corações fracos podem sangrar... (rs)

[Livro] Belas Adormecidas - Stephen King e Owen King


Obra que me fez lembrar demais outro livro do autor: "Sob a Redoma", tanto pela trama distópica e sobrenatural quanto na quantidade de personagens. 

Sinopse: Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir. Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”,incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir. Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis. Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.


Um livro do King que trás logo nas primeiras duas páginas uma "lista de personagens" é algo para prestar atenção. Não é brincadeira, tem divisão com títulos e tudo! Dito isso preciso ressaltar o ÚNICO ponto negativo que eu encontrei nessa trama:

É um pouco mais arrastada do que as outras obras dele. As primeiras 200 páginas é basicamente para apresentar os mais de 30 personagens ao leitor e também para inserir o problema na trama que é: As mulheres começaram a dormir e durante o sono um casulo se forma ao redor delas e elas simplesmente não acordam mais. Quando alguém tenta remover essa substância esquisita elas despertam extremamente violentas, agridem (e até matam) quem as incomodou e voltam a dormir. 

"Um ruído baixo começou a soar de dentro da garganta dela, quase um ronco. As pálpebras estavam se movendo, tremendo com o movimento dos olhos por baixo da pele. Os lábios se abriram e fecharam. Um pouco de cuspe escorreu pelo canto da boca." 

Mas a questão é que você pega essa ideia logo de cara e as coisas demoram um pouco para acontecer justamente porque o leitor ainda está perdido no meio do mar de personagens. Isso atrasou bastante a trama e deixou ainda mais evidente o que todo mundo sabe: O Stephen King enrola pra cacete! (rs)


Bem, passemos para os pontos positivos do livro que são só todos os outros milhões. Se você é fã do mestre já deve estar achando o que eu escrevi anteriormente bem redundante. Nós estamos muito acostumados com esse jeito dele e até gostamos, mesmo que isso traga um ponto negativo, ainda assim é tão bem escrito e desenvolvido que você engole as páginas mesmo assim.

Por conta dessa questão de não poderem dormir, as mulheres recorrem a todo tipo de estimulante para ficarem acordadas e isso inclui cocaína e outras drogas. Isso é angustiante. Uma delas chega a pensar que talvez seria melhor se render e dormir logo de uma vez, porque assim escaparia dos problemas que anda enfrentando acordada. #QuemNunca!

Não é um livro sanguinário. Não espere algo próximo de "O Cemitério" ou "IT". Como eu já disse ele está mais próximo de "Sob a Redoma" do que qualquer outra coisa. Há sim algumas cenas bastante pesadas e cheias de sangue, mas nada comparado ao que estamos acostumados a ler. Portanto nivele suas expectativas quanto a isso. Mesmo assim encontramos aqui referências à estupros e abusos psicológicos e sexuais, mesmo entre família. (Isso é constante nas obras dele).

"Jeanette fez o que ele mandou e, enquanto fazia, manteve o olhar na janela atrás dos ombros dele. Era uma técnica que ela começou a aprender aos onze anos, quando o padrasto a tocava, e aperfeiçoou com o falecido marido. Se encontrasse alguma coisa em que se concentrar, um ponto focal, quase dava para esquecer o corpo e fingir que estava agindo sozinho enquanto você visitava aquilo que de repente estava achando tão fascinante." 

Tramas e subtramas são muito bem desenvolvidos e da metade do livro para frente você nem consulta mais o glossário de personagens. Cada um fica absolutamente distinto do outro o que acelera a leitura.

Nosso famoso escritor preferido é conhecido pela sua critica religiosa e aqui ele faz um trabalho diferente do que andou fazendo em toda sua carreira. Ele muda o foco e aposta no "feminismo". As mulheres adormecendo e deixando para trás homens perdidos e desesperados é algo muito bem explorado. Por conta disso podemos chegar a conclusão de que um mundo só de homens simplesmente acabaria uma hora ou outra. Sem falar que a violência cresceria em números astronômicos e não para por aí...

Uma das personagens chega a dizer que se fosse ao contrário, se os homens dormissem e as mulheres ficassem acordadas, em pouco tempo eles se organizariam, dariam a luz à novos meninos (banco de espermas, sacou) e os educaria diferente. Assim o mundo continuaria... MELHOR!

Tem como ser mais feminista do que isso?

Só quero falar mais uma coisinha da trama: Em determinadas partes do livro, o leitor acompanha o "Nosso Lugar" que é o mundo paralelo em que as mulheres adormecidas estão e isso é bem bizarro e interessante. Elas começam a se organizar e a distinção entre as duas realidades começa, de fato, a se distanciar É uma obra que te coloca para pensar sobre diversos aspectos das nossas relações. Te instiga à critica feminista e mostra um lado do King que muita mulher vai adorar.

"As mulheres começaram a chamar de “lugar novo” porque não era mais Dooling, ao menos não a Dooling que elas conheciam. Mais tarde, quando começaram a perceber que poderiam ficar ali por muito tempo, começaram a chamar de Nosso Lugar. O nome pegou."

Eu estou falando muito do Stephen King e não estou citando o filho Owen que escreveu esse livro junto dele, mas é porque eu simplesmente não consegui identificá-lo. Só vi Stephen ali e isso me alegra! Teremos um substituto para quando nosso mestre partir? Quem sabe?!


Agora um pequeno elogio à editora: A suma manteve a capa original do livro e isso agradou demais os fãs brasileiros e, ainda por cima, lançou aqui no país o livro apenas 20 dias depois do lançamento lá dos Estados Unidos. Um "VIVA" para a Suma. Muito amor por vocês!


Leia, mas se você for daqueles que detestam a enrolação do King, se prepare antes.


Voltei: Projetos e listas


É, eu voltei. 

Acontece que falar de literatura é o que eu mais gosto de fazer mesmo, então resolvi resgatar esse cantinho que já me trouxe tanto benefício. Certo, sem enrolação, vamos ao que interessa: Livros! 


  1. Tenho em torno de 60 resenhas atrasadas para postar;
  2. Devo ter assistido umas 15 séries diferentes desde a última que indiquei aqui;
  3. Aproximadamente 300 filmes foram consumidos sem moderação;
  4. E um número incalculável de reflexões, literárias ou não, foram produzidas em meu cérebro durante esse período de abstinência bloguística! (sim, já voltei inventando palavras). 

Mas por onde começar? Bem, durante esse tempo não fiquei parada e criei alguns projetos de leitura e é daí que partirei. Vou compartilhar com vocês o que ando lendo e como venho escolhendo minhas próximas leituras e depois recomeço com as resenhas. 

Projeto #LendoOQueTenho 

Ano passado reformei toda minha biblioteca e disso aqui:

Fui para isso aqui: 







Então percebi que tinha livros incríveis estacionados em minha estante e resolvi movimentá-los. Preciso admitir que encontrei coisas ali que eu nem sabia que tinha comprado ou recebido e tive belas surpresas. 

Quem se interessar pelo projeto, estou publicando fotos e pequenos comentários a cada obra que consumo lá no Facebook em um álbum especial – CLIQUE AQUI 

Projeto #LivrosBasicosParaUmLeitorCompleto 

Esse foi pura audácia minha mesmo! 

Sempre vejo listas essenciais em vários sites importantes e até grandes escritores já ditaram para nós o que acham que seria imprescindível ser lido por quem leva a literatura a sério. 

Acontece que eu resolvi criar minha própria lista de livros que eu acho obrigatória para todo leitor. Obvio que coloquei algumas obras de gêneros que, geralmente, são ignorados. 

Portanto, sim, temos terror/suspense aqui. Ah, está em ordem alfabética e possui, atualmente, 94 títulos. Chegarei aos 100 em breve. 

==A, B==
Auto da Barca do Inferno, O - Gil Vicente
Apanhador no Campo de Centeio, O - Jerome David Salinger
Alice no país das Maravilhas - Lewis Carrol
Bebê de Rosemary, O - Ira Levin

==C==
Colecionador, O - John Fowles
Corcunda de Notre Dame, O - Vitor Hugo
Cem anos de Solidão - Gabriel García Marquez
Cortiço, O – Aluízio Azevedo
Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski

==D==
Duplo. O - Fiodor Dostoiévski
Dom Quixote - Cervantes
Dom Casmurro - Machado de Assis
Doutor Fausto - Thomas Mahnm
Divina Comédia - Dante Alighieri
Drácula - Bram Stoker
Diário de anne Frank - Anne Frank

==E==
Eneida - Publio Virgilio Maronis
Evangelho Segundo Jesus Cristo, O - Saramago
E o Vento levou - Margaret Mitchell
Estudo em vermelho, Um - Arthur Conan Doyle
Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust
Édipo Rei - Sófocles

==F==
Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Frankenstein - Mary shelley

==G==
Grande Gatsby, O - F. Scott Fitzgerald
Gente Pobre - Fiodor Dostoiévski
Guerra e Paz - Liev Tolstói
Grandes Sertões Veredas - João Guimarães Rosa
Guarani, O - José de Alencar

==H==
Homem Duplicado - José Saramago
Hamlet - Willian Shakespeare
Hobit, O - J. R. R. Tolkien
Harry Potter - J. K. Rowling

==I==
Ilíada - Homero
Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévski
Iracema - José de Alencar
Iluminado, O - Stephen King

==J, K, L==
Laranja Mecânica - Anthony Bur
Lolita - Vladimir Nabokov

==M==
Montanha Mágica, A - Thomas Maham
Moby Dick - Herman Melville
Madame Bovary - Gustave Flaubert
Morro dos Ventos Uivantes, O - Emily Bronte
Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
Macbeth - Willian Shakespeare
Metamorfose - Franz Kafka
Médico e o Monstro, O - Robert Louis Stevenson
Miseráveis, Os - Victor Hugo

==N, O==
Odisseia - Homero
Oceano no fim do caminho - Neil Gaiman

==P==
Príncipe, O - Maquiavel
Poderoso Chefão, O - Mario Puzo
Psicose - Robert Bloch
Primo Basílio, O - Eça de Queirós
Processo - Franz Kafka
Porque ler os Clássicos - Ítalo Calvino

==Q, R==
Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
Revolução dos Bichos - George Orwell
Ratos - Gordon Reece

==S==
Sofrimentos do Jovem Werther, Os - Johann Wolfgang von Goethe
Sangue Frio, A - Truman Capote
Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien
Senhor das Moscas - William Golding
Sagarana - João Guimarães Rosa
Sol também se levanta - Ernest Hemingway
Sandman - Neil Gaiman
Senhora - José de Alencar
Sobre a Escrita - Stephen King

==T==
Tempo e o Vento, O - Érico Veríssimo
Terra Sonâmbula - Mia Couto
Três mosqueteiros - Alexandre Dumas
Trabalhadores do Mar - Victor hugo

==U==
Ulisses - James Joyce

==V==
Volta do parafuso, A - Henry James
Velho e o mar, O - Ernest Hemingway
Visconde partido ao meio - Ítalo Calvino
Vinhas da Ira, As - John Steinbeck

==W,X,Y,Z==

==Número==
1984 - George Orwell

Lista dos ganhadores do Prêmio Nobel da Literatura 

Essa é uma meta para a vida. Obviamente que não vou terminar antes de morrer, portanto espero que eu possa acumular 9 encarnações nessa aqui. Isso porque não peguei dos anos 200 para cá e sim desde a criação do tal prêmio que foi exatamente em 1901! Rá! 


2017 - Kazuo Ishiguro (Reino Unido)
2016 - Bob Dylan (EUA)
2015 - Svetlana Alexievich (Bielorrússia)
2014 - Patrick Modiano (França)
2013 - Alice Munro (Canadá)
2012 - Mo Yan (China)
2011 - Tomas Transtroemer (Suécia)
2010 - Mario Vargas Llosa (Peru)
2009 - Herta Müller (Alemanha)
2008 - Jean-Marie Gustave Le Clezio (França)
2007 - Doris Lessing (Reino Unido)
2006 - Orhan Pamuk (Turquia)
2005 - Harold Pinter (Reino Unido)
2004 - Elfriede Jelinek (Áustria)
2003 - J.M. Coetzee (África do Sul)
2002 - Imre Kertesz (Hungria)
2001 - V.S. Naipaul (Reino Unido)
2000 - Gao Xingjian (França)
1999 - Günter Grass (Alemanha)
1998 - José Saramago (Portugal)
1997 - Dario Fo (Itália)
1996 - Wislawa Szymborska (Polónia)
1995 - Seamus Heaney (Irlanda)
1994 - Kenzaburo Oe (Japão)
1993 - Toni Morrison (EUA)
1992 - Derek Walcott (Santa Lucia)
1991 - Nadine Gordimer (África do Sul)
1990 - Octavio Paz (México)
1989 - Camilo José Cela (Espanha)
1988 - Naguib Mahfouz (Egito)
1987 - Joseph Brodsky (EUA)
1986 - Wole Soyinka (Nigéria)
1985 - Claude Simon (França)
1984 - Jaroslav Seifert (Checoslováquia)
1983 - William Golding (Reino Unidos)
1982 - Gabriel García Márquez (Colômbia)
1981 - Elias Canetti (Bulgária/Reino Unido)
1980 - Czeslaw Milosz (Polónia)
1979 - Odysseus Elytis (Grécia)
1978 - Isaac Bashevis Singer (EUA)
1977 - Vicente Aleixandre (Espanha)
1976 - Saul Bellow (EUA)
1975 - Eugenio Montale (Itália)
1974 (1) - Eyvind Johnson (Suécia)
1974 (2) - Harry Martinson (Suécia)
1973 - Patrick White (Austrália)
1972 - Heinrich Böll (Alemanha)
1971 - Pablo Neruda (Chile)
1970 - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (Rússia)
1969 - Samuel Beckett (Irlanda)
1968 - Yasunari Kawabata (Japão)
1967 - Miguel Angel Asturias (Guatemala)
1966 (1) - Shmuel Yosef Agnon (Israel)
1966 (2) - Nelly Sachs (Alemanha)
1965 - Mikhail Aleksandrovich Sholokhov (Rússia)
1964 - Jean-Paul Sartre (França)
1963 - Giorgos Seferis (Grécia)
1962 - John Steinbeck (EUA)
1961 - Ivo Andric (Jugoslávia)
1960 - Saint-John Perse (França)
1959 - Salvatore Quasimodo (Itália)
1958 - Boris Leonidovich Pasternak (Rússia)
1957 - Albert Camus (França)
1956 - Juan Ramón Jiménez (Espanha)
1955 - Halldór Kiljan Laxness (Islândia)
1954 - Ernest Miller Hemingway (EUA)
1953 - Sir Winston Leonard Spencer Churchill (Reino Unido)
1952 - François Mauriac (França)
1951 - Pär Fabian Lagerkvist (Suécia)
1950 - Earl (Bertrand Arthur William) Russell (Reino Unido)
1949 - William Faulkner (EUA)
1948 - Thomas Stearns Eliot (Reino Unido)
1947 - André Paul Guillaume Gide (França)
1946 - Hermann Hesse (Alemanha)
1945 - Gabriela Mistral (Chile)
1944 - Johannes Vilhelm Jensen (Dinamarca)
1940-43 - Não foi atribuído
1939 - Frans Eemil Sillanpää (Finlândia)
1938 - Pearl Buck (EUA)
1937 - Roger Martin du Gard (França)
1936 - Eugene Gladstone O'Neill (EUA)
1935 - Não foi atribuído
1934 - Luigi Pirandello (Itália)
1933 - Ivan Alekseyevich Bunin (Rússia)
1932 - John Galsworthy (Reino Unido)
1931 - Erik Axel Karlfeldt (Suécia)
1930 - Sinclair Lewis (Estados Unidos da América)
1929 - Thomas Mann (Alemanha)
1928 - Sigrid Undset (Noruega)
1927 - Henri Bergson (França)
1926 - Grazia Deledda (Itália)
1925 - George Bernard Shaw (Irlanda)
1924 - Wladyslaw Stanislaw Reymont (Polónia)
1923 - William Butler Yeats (Irlanda)
1922 - Jacinto Benavente (Espanha)
1921 - Anatole France (França)
1920 - Knut Pedersen Hamsun (Noruega)
1919 - Carl Friedrich Georg Spitteler (Suíça)
1918 - Não foi atribuído
1917 (1) - Karl Adolph Gjellerup (Dinamarca)
1917 (2) - Henrik Pontoppidan (Dinamarca)
1916 - Carl Gustaf Verner von Heidenstam (Suécia)
1915 - Romain Rolland (França)
1914 - Não foi atribuído
1913 - Rabindranath Tagore (Índia)
1912 - Gerhart Johann Robert Hauptmann (Alemanha)
1911 - Maurice Maeterlinck (Bélgica)
1910 - Paul Johann Ludwig Heyse (Alemanha)
1909 - Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf (Suécia)
1908 - Rudolf Christoph Eucken (Alemanha)
1907 - Rudyard Kipling (Reino Unido)
1906 - Giosuè Carducci (Itália)
1905 - Henryk Sienkiewicz (Polónia)
1904 (1) - Frédéric Mistral (França) =/=
1904 (2) - José Echegaray y Eizaguirre (Espanha)
1903 - Bjørnstjerne Martinus Bjørnson (Noruega)
1902 - Christian Matthias Theodor Mommsen (Alemanha)
1901 - Sully Prudhomme (França)

Obviamente que não tenho prazo para terminar isso. Essas listas são apenas uma direção para que eu não me desvie do caminho certo da literatura e me perca em livros de vampiros sanguinários e atraentes... 



Espero contar com alguns de vocês nessa empreitada. Para ficar sempre por dentro, aqui estão minhas redes sociais. Me siga, me acompanhe, comente! 


A formação de um leitor profundo

Eu não sabia bem como nomear o tipo de leitor que eu gostaria de discutir aqui. Pensei em chamá-lo de "leitor clássico", mas sendo bem sincera, que pessoa lê APENAS livros considerados clássicos? A verdade é que a demanda de obras, nos últimos tempos, têm sido avassaladora e chega às livrarias aos montes - por dia. Impossível escapar de um contemporâneo ou outro.

E ao contrário do que dizem os críticos, nem todos são ruins. O problema dos livros contemporâneos é que pertencem a escritores que estão trilhando seus primeiros passos ainda e estes apresentam falhas, assim como nossos imortais já apresentaram um dia.

Pelo menos, em minha cabeça, é essa a diferença. Veja bem, temos hoje Cesar Bravo - um escritor incrível que está arrastando multidões de leitores por onde passa - mas que ainda não foi considerado um escritor clássico. Raphael Montes é outro exemplo e estou aqui nomeando apenas os que escrevem um determinado gênero (terror/Suspense). Então, se o que diferencia um Cesar Bravo de um Stephen King é apenas o tempo, não devemos criticar leitores que se rendem aos contemporâneos. 

Mas é inegável o quanto um clássico tem a nos dizer. Eles parecem mais profundos, mais encorpados e é deles que eu quero falar. O que torna um leitor mais profundo? Quais clássicos tornam sua bagagem realmente considerável? Você está no caminho certo em suas escolhas?

Alguns escritores são imprescindíveis para quem deseja se tornar um leitor respeitado: Vitor Hugo, Tolstoy, Dostoiévski, Thomas Man, Kafka, Cecília Meireles, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Cervantes, Shakespeare, Alexandre Dumas, Gogol, Mia Couto, José de Alencar e mais um milhão de exemplos, mas são somente estes? Obvio que não. 

Eu descobri, estes dias, que para cada clássico que eu leio, mais três títulos são acrescentados à minha lista, ou seja, eu jamais chegarei ao final e, acredite, essa é a melhor parte!

[Livro] Dragão Vermelho - Thomas Harris (Especial Hannibal 2/9)


Que livro incrível. Policial de qualidade, com suspense até os ossos e muitas cenas inesquecíveis. 

A verdade é que Dragão Vermelho ficou imortalizado, após sua adaptação e ganhou ainda mais destaque depois que a série foi cancelada, tendo sua cena final bem ao lado dele - O Dragão.


Sinopse: Dragão Vermelho é a história de um agente do FBI, especializado em serial killers. Ele entra em colapso após a caçada a um psicopata extremamente perigoso. Mas seus serviços são novamente requisitados quando um serial killer começa a matar famílias inteiras, quebrando espelhos da casa e colocando os cacos diretamente nos olhos das vitímas. E para resolver esse caso, ele conta, a contra gosto, com a ajuda de um de seus maiores inimigos, o psiquiatra sociopata, o doutor Hannibal Lecter.


Classificação
Editora Record

Francis Dolaryde é um vilão digno. Até Hannibal o admirou. O livro descreve tão bem sua transformação que é possível sentir alguma empatia por ele em determinados momentos. 

Bom, partindo do principio, Dragão vermelho começa já na metade da história entre Will Graham (agente do FBI especializado em serial killers) e Hannibal. Will tem uma capacidade imaginativa fora do normal e consegue se colocar no lugar do assassino, apenas observando a cena do crime.

Traçando um paralelo com a série, podemos ver, em muitos momentos, o quanto Will, praticamente, entra na cabeça dos psicopatas que investiga, para traçar a ordem e os motivos dos seus crimes. Will assume a personalidade das pessoas de tal forma que uma simples conversa já o faz assumir tiques e sotaques de quem está ao redor, isso ele faz de forma inconsciente.

Esse é meu estilo.

Impossível esquecer a maneia como foi retratada, na série, essa capacidade de Will e parece que Hannibal também admira isso, pois o aceitou como amigo. Nesse livro, Will já passou pela batalha que precisou travar contra Hannibal e já o prendeu. 

"— Fez o que fez porque sentiu prazer nisso. Ainda o sente. O Dr. Lecter não pode ser considerado louco no sentido vulgar da palavra. Fez algumas coisas monstruosas porque sentiu prazer nisso. Mas quando quer, pode funcionar perfeitamente e parecer normal".

Após um incidente no passado, Will é internado em um hospício, por ter matado um homem, mas a verdade é que Hannibal conseguiu entrar em sua cabeça de tal forma que o perturbou. O livro passa por esses detalhes rapidamente, assim como o filme, mas a série destrincha essa parte minuciosamente em sua primeira e segunda temporada. Ela nos mostra o que nem mesmo Thomas Harris (o escritor) mostrou.

Enfim, começa o livro bem nessa parte, com Will Graham aposentado e curado de seus demônios, recebendo a visita de Jack Crawford, antigo chefe e agente especial do FBI. Jack vem em busca de ajuda para solucionar um caso que está deixando todo o departamento assustado. Sua equipe é imensa, mas apenas Will tem as ferramentas necessárias para pegá-lo.

Will Graham do filme
Will aceita voltar, analisa o caso e chega à conclusão de que só conseguirá resolver esse caso com o auxilio de seu antigo parceiro: Hannibal Lecter. 

Não preciso dizer o quanto é prazeroso acompanhar a relação entre os dois. A maldita cumplicidade que eles possuem, mesmo estando em lados opostos da lei, é deliciosa. Eles parecem falar a mesma língua e com isso destrincham nosso novo vilão, chamado inicialmente de Fada do dente.

Francis Dolarhyde - o dragão - do filme

Pausa para o meu chilique: Esse, tirando Hannibal, é meu vilão preferido no mundo da literatura policial. Francis Dolarhyde foi tão bem construído e ganhou adaptações tão magníficas que fizeram dessa obra, a minha preferida na quadrilogia toda.

Então Will aceita caçar o Dragão ao lado de Hannibal, o canibal.

"A loucura entrara naquela casa pela porta da cozinha, calçando sapatos tamanho quarenta e três. Sentado na escuridão, Graham farejava a loucura como um cão-policial fareja uma camisa".

A cada visita que Will faz à prisão, onde encontra Hannibal, sentimos o peso que isso traz para seus ombros. O medo e a admiração que ele sente são quase iguais e os jogos que precisa jogar para conseguir cada informação é um deleite. 

Fora isso, Will teme que Hannibal penetre em sua cabeça novamente, algo que ele faz com facilidade. O problema é que ficamos o tempo todo torcendo para isso acontecer, quer dizer, a relação deles é profunda e foi muito bem retratada na série. O medo e a fascinação andam juntos.

"A distância que o separava da rua pareceu-lhe muito curta. Era um único edifício e só cinco portas entre Lecter e o mundo exterior. Sentia uma impressão absurda de que Lecter saíra com ele. Parou diante da porta do Hospital e olhou à sua volta para se certificar de que de fato se encontrava só".

Francis Dolarhyde - o dragão - da série

Agora o Dragão.
Um homem traumatizado. Renegado desde seu nascimento, que sofre as piores humilhações no orfanato por ter um problema sério no palato que prejudica sua fala. Francis é, finalmente, adotado por sua avó e se muda para um lar de verdade.

Bem, um lar distorcido e tão agressivo quanto sua vida no orfanato, mas real. Sua avó é assustadora, além de usar uma dentadura medonha e ser extremamente rígida, ameaça Francis de formas dolorosas. E ele cresce, temendo tudo e todos.

Quando adulto, conhece uma pintura chamada "O Grande Dragão Vermelho e a Mulher Vestida de Sol" de William Blake e imediatamente sente uma conexão. Ele se vê nessa pintura e encontra a força que pensa não possuir. Francis resolve então se transformar no Dragão, unindo a pintura à dentadura medonha de sua avó: duas coisas que ele teme e que representam força para ele.


Mas seus delírios são inesgotáveis. A força do Dragão cresce dentro dele (ele desenvolve uma segunda personalidade) e o obriga cometer os atos mais brutais em nome dessa transformação.

"Durante semanas, Dolarhyde receara que seus pensamentos pudessem sair pelas orelhas para se materializar na câmara escura e queimar os filmes. Colocara tampões de algodão nas orelhas. Mais tarde, temendo que o algodão fosse inflamável, tentara a lã de aço. Fizera-lhe sangrar as orelhas. Por último, cortara pequenos pedaços de tela de amianto da cobertura de uma tábua de passar ferro e fizera pequenas bolas que obstruíam perfeitamente os seus canais auditivos"

Para ele, seus atos eram de salvação. Ele escolhia famílias perfeitas e as "transformava". Um psicopata desse nível só poderia ser entendido e capturado por outro ser como ele. Hannibal é um tipo de ídolo para Francis e aceita ajudar Will nessa caçada, mas nem sempre se inclina para o lado certo. Hannibal não tem mais nada e age sempre em busca da única coisa que o interessa: prazer e diversão. Por isso nunca sabemos quem, exatamente, ele está ajudando.

Essa obra é deliciosa. Temos a introdução de Hannibal e no meio do livro a história completa de Francis. O ritmo é acelerado e o nível de delírios, assustador. Francis, apesar de psicopata, é adorável e chega dar pena. Seus atos são justificáveis para ele e aqui, temos a primeira grande vingança contra personagens odiosos que nos fará torcer pelos vilões o tempo todo.

"Dolarhyde reunia os seus gritos como um escultor reúne a poeira que se liberta da pedra trabalhada".

Falarei disso mais para frente, mas chegamos a torcer para Hannibal e até para Francis, quando nos deparamos com o odioso Dr. Chilton e o detestável repórter Freddy Lounds (que na série é uma mulher). Ambos são tão baixos e rudes que merecem um encontro com nossos protagonistas do mal. 

Francis é poderoso e delicado ao mesmo tempo. Ele sofre e vive atormentado. Suas lembranças o assusta como se sua avó ainda estivesse ali ao seu lado, junto com o Dragão, prontos para o punir. Ao mesmo tempo em que vive solitário naquela casa enorme e cheia de lembranças.

"Desde os nove anos que sabia que se encontrava só e que estaria sempre só, uma conclusão que se acentuou mais por volta dos quarenta. Estava só porque era único".

Então Francis conhece Reba, uma mulher encantadora e CEGA que parece perfeita para ele. Isso até o dragão decidir que ele precisa matá-la. Nesse ponto ele vive o maior dilema de sua vida: Ser mais forte que o dragão e conservar Reba mais um pouco ao seu lado ou seguir com sua transformação.


Eu poderia ficar horas escrevendo sobre Francis e Hannibal nesse post, mas destruiria as surpresas do livro para quem decidir ler. A série ganha, mais uma vez, na forma em que retratou o Dragão e suas alucinações. Ganhou também com a adaptação perfeita de Will Graham em sua relação com Hannibal, portanto mais um ponto para ela!

Melhor parar por aqui, porque falaremos mais sobre Francis Dolarhyde daqui alguns dias.

*****
Eu não ia comentar, mas existe uma adaptação (horrorosa) dessa obra, além do filme com o Antony Hopkins e a série. Foi a primeira aparição de Hannibal nas telas, mas foi tão ruim que passou despercebida pelo mundo. Graças a Deus.


Ela se chama ManHunter que trás um Will Graham palerma, um Hannibal com cara de tonto e um Francis Dolarhyde em sua versão DragQueen.

Foi QUASE ofensivo e revoltante ler, no meio do filme o título de uma matéria se referindo à Hannibal Lecter assim:


Eu senti vontade de chorar e quase nem falei dessa obra aqui, mas achei melhor alertar quem, um dia, se deparar com isso. NÃO PERCA SEU TEMPO. 

Acho que o único que ficou bem nesse filme foi o Jack Crawford, que consegui ser um bom personagem em TODAS as adaptações, mesmo sendo interpretado por atores diferentes em cada uma delas. Mas mesmo assim, não vale as mais de DUAS horas sofridas! 

Você não vai querer ver isso:



Se pode ver isso:



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