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[Livro] Dragão Vermelho - Thomas Harris (Especial Hannibal 2/9)


Que livro incrível. Policial de qualidade, com suspense até os ossos e muitas cenas inesquecíveis. 

A verdade é que Dragão Vermelho ficou imortalizado, após sua adaptação e ganhou ainda mais destaque depois que a série foi cancelada, tendo sua cena final bem ao lado dele - O Dragão.


Sinopse: Dragão Vermelho é a história de um agente do FBI, especializado em serial killers. Ele entra em colapso após a caçada a um psicopata extremamente perigoso. Mas seus serviços são novamente requisitados quando um serial killer começa a matar famílias inteiras, quebrando espelhos da casa e colocando os cacos diretamente nos olhos das vitímas. E para resolver esse caso, ele conta, a contra gosto, com a ajuda de um de seus maiores inimigos, o psiquiatra sociopata, o doutor Hannibal Lecter.


Classificação
Editora Record

Francis Dolaryde é um vilão digno. Até Hannibal o admirou. O livro descreve tão bem sua transformação que é possível sentir alguma empatia por ele em determinados momentos. 

Bom, partindo do principio, Dragão vermelho começa já na metade da história entre Will Graham (agente do FBI especializado em serial killers) e Hannibal. Will tem uma capacidade imaginativa fora do normal e consegue se colocar no lugar do assassino, apenas observando a cena do crime.

Traçando um paralelo com a série, podemos ver, em muitos momentos, o quanto Will, praticamente, entra na cabeça dos psicopatas que investiga, para traçar a ordem e os motivos dos seus crimes. Will assume a personalidade das pessoas de tal forma que uma simples conversa já o faz assumir tiques e sotaques de quem está ao redor, isso ele faz de forma inconsciente.

Esse é meu estilo.

Impossível esquecer a maneia como foi retratada, na série, essa capacidade de Will e parece que Hannibal também admira isso, pois o aceitou como amigo. Nesse livro, Will já passou pela batalha que precisou travar contra Hannibal e já o prendeu. 

"— Fez o que fez porque sentiu prazer nisso. Ainda o sente. O Dr. Lecter não pode ser considerado louco no sentido vulgar da palavra. Fez algumas coisas monstruosas porque sentiu prazer nisso. Mas quando quer, pode funcionar perfeitamente e parecer normal".

Após um incidente no passado, Will é internado em um hospício, por ter matado um homem, mas a verdade é que Hannibal conseguiu entrar em sua cabeça de tal forma que o perturbou. O livro passa por esses detalhes rapidamente, assim como o filme, mas a série destrincha essa parte minuciosamente em sua primeira e segunda temporada. Ela nos mostra o que nem mesmo Thomas Harris (o escritor) mostrou.

Enfim, começa o livro bem nessa parte, com Will Graham aposentado e curado de seus demônios, recebendo a visita de Jack Crawford, antigo chefe e agente especial do FBI. Jack vem em busca de ajuda para solucionar um caso que está deixando todo o departamento assustado. Sua equipe é imensa, mas apenas Will tem as ferramentas necessárias para pegá-lo.

Will Graham do filme
Will aceita voltar, analisa o caso e chega à conclusão de que só conseguirá resolver esse caso com o auxilio de seu antigo parceiro: Hannibal Lecter. 

Não preciso dizer o quanto é prazeroso acompanhar a relação entre os dois. A maldita cumplicidade que eles possuem, mesmo estando em lados opostos da lei, é deliciosa. Eles parecem falar a mesma língua e com isso destrincham nosso novo vilão, chamado inicialmente de Fada do dente.

Francis Dolarhyde - o dragão - do filme

Pausa para o meu chilique: Esse, tirando Hannibal, é meu vilão preferido no mundo da literatura policial. Francis Dolarhyde foi tão bem construído e ganhou adaptações tão magníficas que fizeram dessa obra, a minha preferida na quadrilogia toda.

Então Will aceita caçar o Dragão ao lado de Hannibal, o canibal.

"A loucura entrara naquela casa pela porta da cozinha, calçando sapatos tamanho quarenta e três. Sentado na escuridão, Graham farejava a loucura como um cão-policial fareja uma camisa".

A cada visita que Will faz à prisão, onde encontra Hannibal, sentimos o peso que isso traz para seus ombros. O medo e a admiração que ele sente são quase iguais e os jogos que precisa jogar para conseguir cada informação é um deleite. 

Fora isso, Will teme que Hannibal penetre em sua cabeça novamente, algo que ele faz com facilidade. O problema é que ficamos o tempo todo torcendo para isso acontecer, quer dizer, a relação deles é profunda e foi muito bem retratada na série. O medo e a fascinação andam juntos.

"A distância que o separava da rua pareceu-lhe muito curta. Era um único edifício e só cinco portas entre Lecter e o mundo exterior. Sentia uma impressão absurda de que Lecter saíra com ele. Parou diante da porta do Hospital e olhou à sua volta para se certificar de que de fato se encontrava só".

Francis Dolarhyde - o dragão - da série

Agora o Dragão.
Um homem traumatizado. Renegado desde seu nascimento, que sofre as piores humilhações no orfanato por ter um problema sério no palato que prejudica sua fala. Francis é, finalmente, adotado por sua avó e se muda para um lar de verdade.

Bem, um lar distorcido e tão agressivo quanto sua vida no orfanato, mas real. Sua avó é assustadora, além de usar uma dentadura medonha e ser extremamente rígida, ameaça Francis de formas dolorosas. E ele cresce, temendo tudo e todos.

Quando adulto, conhece uma pintura chamada "O Grande Dragão Vermelho e a Mulher Vestida de Sol" de William Blake e imediatamente sente uma conexão. Ele se vê nessa pintura e encontra a força que pensa não possuir. Francis resolve então se transformar no Dragão, unindo a pintura à dentadura medonha de sua avó: duas coisas que ele teme e que representam força para ele.


Mas seus delírios são inesgotáveis. A força do Dragão cresce dentro dele (ele desenvolve uma segunda personalidade) e o obriga cometer os atos mais brutais em nome dessa transformação.

"Durante semanas, Dolarhyde receara que seus pensamentos pudessem sair pelas orelhas para se materializar na câmara escura e queimar os filmes. Colocara tampões de algodão nas orelhas. Mais tarde, temendo que o algodão fosse inflamável, tentara a lã de aço. Fizera-lhe sangrar as orelhas. Por último, cortara pequenos pedaços de tela de amianto da cobertura de uma tábua de passar ferro e fizera pequenas bolas que obstruíam perfeitamente os seus canais auditivos"

Para ele, seus atos eram de salvação. Ele escolhia famílias perfeitas e as "transformava". Um psicopata desse nível só poderia ser entendido e capturado por outro ser como ele. Hannibal é um tipo de ídolo para Francis e aceita ajudar Will nessa caçada, mas nem sempre se inclina para o lado certo. Hannibal não tem mais nada e age sempre em busca da única coisa que o interessa: prazer e diversão. Por isso nunca sabemos quem, exatamente, ele está ajudando.

Essa obra é deliciosa. Temos a introdução de Hannibal e no meio do livro a história completa de Francis. O ritmo é acelerado e o nível de delírios, assustador. Francis, apesar de psicopata, é adorável e chega dar pena. Seus atos são justificáveis para ele e aqui, temos a primeira grande vingança contra personagens odiosos que nos fará torcer pelos vilões o tempo todo.

"Dolarhyde reunia os seus gritos como um escultor reúne a poeira que se liberta da pedra trabalhada".

Falarei disso mais para frente, mas chegamos a torcer para Hannibal e até para Francis, quando nos deparamos com o odioso Dr. Chilton e o detestável repórter Freddy Lounds (que na série é uma mulher). Ambos são tão baixos e rudes que merecem um encontro com nossos protagonistas do mal. 

Francis é poderoso e delicado ao mesmo tempo. Ele sofre e vive atormentado. Suas lembranças o assusta como se sua avó ainda estivesse ali ao seu lado, junto com o Dragão, prontos para o punir. Ao mesmo tempo em que vive solitário naquela casa enorme e cheia de lembranças.

"Desde os nove anos que sabia que se encontrava só e que estaria sempre só, uma conclusão que se acentuou mais por volta dos quarenta. Estava só porque era único".

Então Francis conhece Reba, uma mulher encantadora e CEGA que parece perfeita para ele. Isso até o dragão decidir que ele precisa matá-la. Nesse ponto ele vive o maior dilema de sua vida: Ser mais forte que o dragão e conservar Reba mais um pouco ao seu lado ou seguir com sua transformação.


Eu poderia ficar horas escrevendo sobre Francis e Hannibal nesse post, mas destruiria as surpresas do livro para quem decidir ler. A série ganha, mais uma vez, na forma em que retratou o Dragão e suas alucinações. Ganhou também com a adaptação perfeita de Will Graham em sua relação com Hannibal, portanto mais um ponto para ela!

Melhor parar por aqui, porque falaremos mais sobre Francis Dolarhyde daqui alguns dias.

*****
Eu não ia comentar, mas existe uma adaptação (horrorosa) dessa obra, além do filme com o Antony Hopkins e a série. Foi a primeira aparição de Hannibal nas telas, mas foi tão ruim que passou despercebida pelo mundo. Graças a Deus.


Ela se chama ManHunter que trás um Will Graham palerma, um Hannibal com cara de tonto e um Francis Dolarhyde em sua versão DragQueen.

Foi QUASE ofensivo e revoltante ler, no meio do filme o título de uma matéria se referindo à Hannibal Lecter assim:


Eu senti vontade de chorar e quase nem falei dessa obra aqui, mas achei melhor alertar quem, um dia, se deparar com isso. NÃO PERCA SEU TEMPO. 

Acho que o único que ficou bem nesse filme foi o Jack Crawford, que consegui ser um bom personagem em TODAS as adaptações, mesmo sendo interpretado por atores diferentes em cada uma delas. Mas mesmo assim, não vale as mais de DUAS horas sofridas! 

Você não vai querer ver isso:



Se pode ver isso:



[Série] Sons of Anarchy


Uma das melhores séries que Já vi entre as mais de 50 que tenho contato. Sons Of Anarchy conquistou pessoas por todo o planeta e foi uma das poucas que fechou seu arco de forma perfeita, garantindo a alegria de seus telespectadores até o final da ultima cena. 

A produção foi tão apreciada que alguns famosos "pediram" para participar da série, como no caso do escritor Stephen King. Nunca mais vou esquecer sua participação. 

Stephen King

E também do cantor Marilyn Manson, que apareceu quase irreconhecido na série, mas desenvolveu um papel incrível em alguns episódios:

Marilyn Manson

E na Semana do Rock, não tem série mais Rock in Roll para deixar de dica, uma vez que, sua trilha sonora conta com bandas do tipo: Black Sabbath, Elvis Presley, Alice Cooper entre outras, mas hoje falaremos apenas sobre o enredo, porque as músicas merecem um destaque só delas. 

Kurt Sutter

Criada por Kurt Sutter, que também participou como ator (e protagonizou uma das cenas mais marcantes da série toda), conta a história de um clube de motoqueiros residentes em Charming (cidade fictícia), na Califórnia. 

Jax Teller

Jackson (Jax) Teller é o protagonista dessa série. Atualmente vice-presidente do clube, tem seu tempo dividido entre eles e sua família recém formada, além de travar uma batalha silenciosa com o atual presidente, Clay Morrow, casado com sua mãe Gemma Teller. Batalha, essa, que tomará proporções épicas a cada episódio. 

Clay e Gemma

Acontece que esse clube não se trata de uma turma qualquer de motoqueiros, eles estão envolvidos com tráfico de armas e vivem em guerra com outras gangues das redondezas. Ah, temos 7 temporadas pela frente, por isso, não pensem que seus negócios param nas armas! A série vai até para Irlanda por conta de seus novos negócios. 


É uma obra densa, violenta e dramática ao mesmo tempo. TODOS os personagens são inesquecíveis e parecem protagonistas para mim. Jax é forte e realiza nossos desejos o tempo todo: Ele dá porrada quando tem que dar e corre quando precisa. É descabeçado e vai crescendo à medida que as temporadas vão mudando. 

Sem falar que é bonito acima do padrão! 



Sua mãe, Gemma é um destaque à parte. É do tipo que você ama e odeia diversas vezes em um único episódio. Até hoje, não sei se torcia a favor dela ou contra, mas uma coisa é certe, Gemma sabe das coisas e deixou sua marca na televisão. É a grande mãe da gangue e nada passava despercebido por ela.

Gemma pistoleira! (rs)


Agora o que mais ficou marcado nessa série foram as mortes. Quando digo que essa produção é Rock in Roll não estou mentindo. Não tem fôlego aqui. A toda hora alguém está em perigo, e com bastante frequência, você vai terminar os episódios sem acreditar que acabou de ver.



É entretenimento puro. É ação garantida com uma das tramas mais legais que já vi. Não é só o clube e seus negócios arriscados, temos arcos dentro da cadeira, na Irlanda, em hospitais e até no passado. Jax é um personagem complexo de opiniões fortes pregando o que há de mais puro dentro da anarquia. 

Fora que ele precisa ser pai e marido, acima de tudo. Tem que lidar com problemas que, muitas vezes, parecem maiores do que ele e vai sendo arrastado para o que existe de pior no submundo do crime. E sabe o que é pior? Você vai torcer por ele o tempo todo, até quando ele estiver errado! 

Sons of Anarchy está ali no topo para mim, ao lado de Dexter, Lost, Banshee e Breaking Bad. Séries que me transportavam para outro planeta quando eu apertava PLAY.


Foram 7 temporadas com 13 episódios cada. O último fechou o arco das histórias de forma espetacular. É difícil ter uma aceitação tão grande quanto a que Sons o Anarchy teve desde seu começo até o término, mas a questão é bem essa: Foi uma série que cumpriu o que prometeu e inovou a base das tramas da televisão, porque se analisarmos bem, não existe mocinho nessa trama. 

TODO mundo é bandido e você toma o partido de um deles, que não deixam de ser culpados por isso! 

Essa série é minha dica especial para a semana do Rock, porque não existe um roqueiro sequer no mundo, que não apreciaria uma trama como essa, cheia de atitude!

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Agora um "mimo" para quem assistiu a série. Livre de Spoiler, porque não vou explicar imagem nenhuma, mas com um enorme significado para quem já assistiu até o final!

Gemma e Nero, um dos melhores personagens da série que trouxe um novo segmento para o clube!

Opie! Meu amor eterno por ele!

Eu tenho vontade de chorar até hoje só de ver esse pequeno GIF.
Tenho certeza que QUEM ASSISTIU a série, reconheceu NA HORA!

Os Mayans - Gangue rival

Tig e Venus - Casal mais improvável e perfeito de todos!

HAHAHAHAHA bem feito!

Sem comentários! Ele teve o que mereceu, mas no fim eu me apaixonei pelo personagem!

Fica a Dica! Espero que tenham gostado da seria Rock in Roll que eu trouxe para vocês!


[Dicas] Ler e ver - CSI

A DarkSide criou uma série de livros e chamou de FILMES PARA LER ( terá uma resenha de um deles aqui, em breve) e eu adorei a ideia. Então naquela famosa arrumação da minha estante encontrei estes 3 exemplares aqui:


Notem que um deles é repetido, mas em inglês, o que foi ótimo para treinar, já que eu li o original e quando não entendia algo ia para a tradução, me salvar. 

CSI se mostrou eletrizante, tanto na tela, quanto nas páginas. O ritmo das histórias é exatamente o mesmo. E notem que estou falando do CSI Las Vegas que sempre foi meu preferido dos 3 que existem: CSI Nova York e CSI Miami (este último parece ter conquistado muita gente também).


Mas eu sempre achei a interação do pessoal de Las Vegas muito mais natural e divertida. Os personagens sempre me atraíram mais, e nos livros senti a mesma coisa. É delicioso ler imaginando os atores. Adorei.

Recomendo muito essa leitura (que não é da DarkSide - Só citei isso porque lembrei da ideia deles) para quem curte leituras rápidas e cheias de mistério. É um livro policial cheio de detalhes de perícia e deduções incríveis.


Grinsson é muito bem descrito aqui e o resto do elenco também, mas ele é e sempre será meu preferido, com aquela neura por insetos *adoro*.

Se não me engano, tem outro livro dessa mesma série que eu não tenho, mas os casos são independentes, assim como na televisão. Não existe muita ordem para os livros. 

Deixem aí nos comentários suas preferências de séries, quem sabe eu não venha falar sobre elas por aqui!

[Livro] Novembro de 63 - Stephen King

Aqui estou eu, mais uma vez, para falar de um livro, escrito pelo meu escritor preferido em TODO o universo. Como falei de uma obra dele antes do Natal, resolvi dar essa de presente antes do Ano Novo. Que venham outras histórias incríveis como essa no próximo ano.

Sinopse: vida pode mudar num instante, e dar uma guinada extraordinária. É o que acontece com Jake Epping, um professor de inglês de uma cidade do Maine. Enquanto corrigia as redações dos seus alunos do supletivo, Jake se depara com um texto brutal e fascinante, escrito pelo faxineiro Harry Dunning. Cinquenta anos atrás, Harry sobreviveu à noite em que seu pai massacrou toda a família com uma marreta. Jake fica em choque... mas um segredo ainda mais bizarro surge quando Al, dono da lanchonete da cidade, recruta Jake para assumir a missão que se tornou sua obsessão: deter o assassinato de John Kennedy. Al mostra a Jake como isso pode ser possível: entrando por um portal na despensa da lanchonete, assim chegando ao ano de 1958, o tempo de Eisenhower e Elvis, carrões vermelhos, meias soquete e fumaça de cigarro. Após interferir no massacre da família Dunning, Jake inicia uma nova vida na calorosa cidadezinha de Jodie, no Texas. Mas todas as curvas dessa estrada levam ao solitário e problemático Lee Harvey Oswald. O curso da história está prestes a ser desviado... com consequências imprevisíveis. Em Novembro de 63, livro inédito de Stephen King, a viagem no tempo nunca foi tão plausível... e aterrorizante

Classificação

O escolhido foi Novembro de 63, porque em breve será lançada uma série, baseada nesta obra e eu não poderia deixar de ler antes. A produção já está a todo vapor e conta com o MARAVILHOSO James Franco no papel de Jake (protagonista).

Tem como não me jogar nessa leitura? Impossível! Estou aqui fazendo novenas para que no estraguem a obra como fizeram com Sob a Redoma, mas enfim. Novembro de 63 é um livro genial, com uma ideia incrível que só poderia ter saído da mente MALUCA do Mr. King.

Se imagine na seguinte situação: Você não tem nada que te prende aqui. É divorciad@, mora sozinh@, está de férias e é jovem. Então, como em um livro de ficção do Stephen King, o dono de uma lanchonete (Al), que você frequenta às vezes, te recruta para assumir o lugar dele em uma aventura maluca, mas que faz todo o sentido do mundo quando lhe é contada

— É grande, não é?
— É — respondi — E Al... cara... eu sou pequeno".

É isso que está acontecendo na vida de Jake, um professor de supletivo que, como todo profissional da área, acumula histórias de alunos. Uma dela tão terrível que fica gravada em sua memória, mesmo anos depois de ser lida em forma de redação. E sério, essa história é bem típica do Stephen King. *dancinhafeliz*


Esse tal texto foi escrito por Harry, o zelador da escola que calhou de ser seu aluno e ele conta, com erros ortográficos e tal, sobre a pior noite de sua vida, quando viu seu pai matando a mãe e os irmãos bem na sua frente.

Risquei um grande A vermelho no alto da redação. Olhei para ela alguns instantes e acrescentei um grande + vermelho. Porque era boa, e porque a dor dele provocara em mim, o leitor, uma reação emocional. Não é isso que textos A+ deveriam fazer? Provocar reações?"

Quando Jake é convencido por Al (dono da lanchonete) de que viajar no tempo e mudar certas coisas é possível, essa história triste lhe volta à mente e ele propõe que, tentar mudar este passado, seja um tipo de aquecimento. Um teste, antes de grande feito que eles estão planejando.

Que feito é esse? 
Voltar no tempo e salvar o Presidente Kennedy daquele atentado em 63. (Simples assim).

É impossível ler esse livro sem imaginar o James Franco como Jake. Acho que a escolha do ator mexeu com minha cabeça e fez a coisa toda parecer mais real. A leitura é superdinâmica e li todas estas mais de 800 páginas sem ao menos perceber!

Quando passa a não ter mais dúvidas de que é mesmo possível mudar o passado, Jake volta para os anos 60 com um plano e muita coragem, mas o destino não se mostra tão agradável assim e esse é o "tchan" da história.

O passado é obstinado, ele não quer mudar".

A cada mudança drástica que ele tenta fazer, algo acontece para dificultar sua vida. É possível, mas não é simples e o mínimo movimento que ele faz diante daquelas pessoas, pode alterar todo o plano original que traçou com Al em 2011, o forçando começar tudo de novo.

Sério, é eletrizante acompanhar Jake nessas voltas ao passado. Os detalhes que ele conta, desde o comportamento das pessoas até o preço das cosias, meio que te faz querer voltar também, ao mesmo tempo em que dá aquele medinho. O passado parece quase vivo. Impertinente. Ele parece não querer, de forma alguma, ser mudado.

Fãs do King se segurem agora: Então, na segunda parte da obra, eu quase tive um mini-enfarto. Jake volta para 1960 e vai parar em Derry. Vocês sabem o que é que acontece em Derry nesse EXATO ano?! Uma série de assassinatos envolvendo crianças e um palhaço!!! Sim, estou morta. Stephen King fez um personagem seu encontrar outro personagem - de outro livro - em uma viagem no tempo. O quanto isso é Genial?!


Tem gente que diz que foi algum vagabundo que depois foi embora. Outros dizem que era um morador que se fantasiava de palhaço para não ser reconhecido".

Nem tudo sai como planejado. Jake estuda fatos, arquiteta planos, se prepara e sempre aparece algo que lhe tira os trilhos dos pés. Mesmo que tudo se repita exatamente da mesma forma que já aconteceu antes, o mínimo movimento diferente que Jake faça altera uma sequencia de coisas. É lindo de ler e tenho certeza que será lindo de assistir também. #ansiosa

Jake sempre volta no mesmo dia ao passar pela "Toca de coelho" - como o da Alice - e O GRANDE FEITO poderá ser mudado só dali 5 anos e ele precisa passar esse tempo vivendo em 1960, porque toda vez que ele volta para o presente e pisa no passado novamente, volta tudo na estaca zero.

Então Jake tem um plano, muito dinheiro e disposição para enfrentar todo esse tempo, até poder salvar John Kennedy daquele tiro.

Jake e a doce Sadie

Acontece que, assim como Jake, vamos nos apaixonando pelo passado, que é muito mais bacana e cheio de oportunidades. Ele começa a interagir com as pessoas e, mesmo sem querer, cria laços. São 5 anos e tudo pode acontecer até que ele precise encarar sua verdadeira tarefa. 

No quarto, o ar gelado da noite foi substituído por um calor abafado e o cheiro de café e temperos. Pelo menos esse era o caso da minha metade superior. Abaixo da cintura, ainda conseguia sentir a noite. Fiquei talvez três segundos ali parado, metade no presente, metade no passado. Então abri os olhos, vi o rosto exausto, ansioso e magro demais de Al e pisei de volta em 2011".

É delicioso ver como ele se mescla com o passado e passa a nem lembrar que está em uma missão e que na verdade vive há mais de 50 anos dali, mas como toda viagem no tempo existe o maldito Efeito Borboleta e Jake terá que fazer escolhas...

...e arcar com as consequências delas.



Eu estou falando, Novembro de 63 é um livro incrível de mais de 800 páginas que passam voando pelos seus olhos. Impossível parar, porque a trama te puxa de volta.

Algumas pessoas já classificaram essa obra como sendo A MELHOR entre os quase 70 livros de King e eu as entendo. Não li todas, mas A COISA e O CEMITÉRIO ainda são minhas preferidas.

Enquanto esperávamos o laptop abrir, me perguntei quantos e-mails teriam se acumulado durante os meus 52 dias de ausência. Depois lembrei que, na verdade, só ficara dois minutos fora. Bobo, eu".

Mas Novembro de 63 está bem ali, no topo da minha lista de preferidos no mundo e eu suplico aos produtores de séries que aproveitem de James Franco e sejam fiéis a essa obra que tem TUDO para ser um fenômeno.

Leia e venha aqui me contar. Aposto que não irá se arrepender. A série está prevista para Fevereiro de 2016 e eu já marquei o mês todo no meu calendário! Vai dizer que esse não foi um presente de fim de ano para vocês?


Feliz Ano Novo, galera. 
Até 2016 com muuuuitos livros novos e muita cultura nessa nova Vida Complicada Demais! \O/

[Livro] Psicose - Robert Bloch

Uau! É difícil falar de um clássico!

Psicose sempre será uma referência, tanto na literatura, quanto no cinema, quando o assunto for terror e isso, devemos, antes de tudo, ao autor Robert Bloch e não apenas ao cineasta Alfred Hitchcock




EU BEM QUERIA UMA SINOPSE MAIOR!


Sinopse: Livro que deu origem ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos. Psicose conta a história de Marion Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora. Belo suspense, de tirar o fôlego!





Classificação:

O grande problema que a literatura enfrenta é basicamente o que acontece com essa obra. Psicose ficou famoso no mundo todo após ser lançado em formato de filme, com um elenco de peso e muito bem dirigido, mas poucas pessoas sabiam (alguns não sabem até hoje) que a história foi tirada de um livro e que os créditos devem ir - primeiro - para seu criador literário.

(Isso serve para você que ACHA que o filme O Ilumiado é criação do Kubrick. Não é!)

Mas voltando à Psicose - Essa obra serve hoje de base para a produção de uma série, que eu acredito que todos conheçam, chamada Bates Motel, portanto esse post fará uma análise entre o livro, o filme e a série, porque o escritor foi um gênio, mas as outras duas adaptações que vieram à partir dessa merecem créditos e mais créditos!

Se segure na cadeira aí, porque será de matar!!! O.O

Norman Bates do filme
Uma jovem mulher, apaixonada, louca para casar e impossibilitada de realizar seu sonho por falta de dinheiro, vê a oportunidade da sua vida ao receber 40 mil dólares do seu patrão para depositar no banco. Veja bem, isso nos anos 60 era muito dinheiro. Muito mesmo.

Detalhe: É sexta-feira e se ela fugir agora, ninguém notará nada até segunda. O plano perfeito.

Acontece que Mary Crane resolve ir ate seu noivo Sam Loomes (que mora em uma cidade longe da sua), a fim de fugirem juntos, mas ao errar a entrada da cidade vai parar em um local isolado. Mary, que já está cansada e perdida, resolve parar no primeiro Motel que aparece.

Placa da série
Ah, Mary... Tudo poderia ser diferente se você seguisse o plano perfeito. Alguns sinais foram dados e ela, inocente, os ignorou: A chuva forte, a placa desligada do motel e o quanto o lugar era isolado. Mas ela para, assim mesmo e é recebida pelo jovem Norman Bates.

Pausa para uma reflexão: Norman é uma graça. Delicado, atencioso, tímido e curioso. Eu teria feito o mesmo que Mary fez e jantaria em sua casa. Afinal, a chuva estava muito forte e o primeiro restaurante era longe dali... Enfim.

Norman da série
Mais um sinal: Norman Bates deixa escapar traços de sua personalidade quando sua mãe se torna o assunto da conversa e o homem tranquilo se mostra impaciente e protetor. Fica evidente que ele tem problemas bem sérios de dependência e Mary chega a ter pena dele.

A mãe de Norman, também parece ser uma mulher externamente possessiva e controladora. Daquelas que enxergam o filho ainda como criança, mesmo que ele já tenha passado dos trinta. Diante disso fica bem claro que Mary pagará pela audácia de ter jantado com Norman. Pagará por ser tão leviana assim e acabará sendo a vítima de uma personalidade psicopata.

Mary Crane
A clássica cena do banheiro, onde uma mulher morre a facadas, acontece aqui e isso não é um SPOILER. A não ser que você viva debaixo de uma pedra, já ouviu aquela musiquinha assustadora que anuncia a morte de Mary Crane.

Claro que o roubo da Mary Crane foi descoberto. O noivo se torna um alvo, assim como a irmã. Como ambos não sabem de absolutamente nada e não acreditam que Mary tenha sido capaz de algo tão absurdo, se jogam na investigação também ao lado do "detetive" Arbogast, que se mostra mais interessado no dinheiro do que no desaparecimento.

A investigação começa e devo dizer que é tudo muito simples, mas de uma genialidade incrível. Os detalhes, os motivos e os próprios atos. A verdade é que o que realmente assusta, são as personalidades das pessoas. O que elas são capazes de fazer quando perdem a sanidade.

Paro por aqui no que diz respeito a contar sobre a história. Muitas coisas merecem ser descobertas durante a leitura e não cabe a mim contar. Agora vou falar sobre os pequenos detalhes entre as três versões dessa história.

MOTHER (Norma) da série
1 - A mãe de Norman não tem nome no livro e é sempre chamada de MOTHER, tanto por ele quanto pelos outros personagens. No filme acontece o mesmo, mas na série é que a sacada foi legal demais, porque a personagem precisava de um nome e acabou recebendo o mesmo do filho: Norman Bates. Como nos Estados Unidos, alguns nomes são usados para ambos os sexos, esse coube certinho e tem TUDO a ver com a história. Genial! Gente, o Norman chamando a mãe dele de MOTHER o tempo todo na série é irritante e brilhante ao mesmo tempo.

2 - O destaque vai mais uma vez para o Norman, que em todas as três versões é gentil, tímido e recatado. Devoto por completo à sua mãe, mas sai de si quando a ofendem. É um garoto confuso, mas muito inteligente. Mesmo assim, depende por completo da mãe, tanto financeiramente, quanto emocionalmente. Na série temos a impressão de que ele é apaixonado por ela em diversos momentos.

3 - O Motel do filme e da série são idênticos! Idênticos mesmo... Até o problema que eles enfrentam é o mesmo, o motivo de não terem tantos hóspedes e tal. Tudo combina certinho. É um deleite ver aquela série hoje e poder relembrar a obra antiga. Aposto que os fãs a adoram!

Norman do filme, rodeado de seus animais taxidermizados
4 - A paixão de Norman pela taxidermia está presente em todas as adaptações. Isso é algo tão simbólico no livro, essa fascinação por conservar coisas mortas que não poderia, de forma alguma, faltar no filme e muito menos na série.

5 - Norma Bates: A Mother da série é uma das minhas personagens preferidas entre todas as séries que assisto. Ela é louca, irresponsável, intrometida, inconsequente e possessiva, mas não importa o quanto ela erre, eu ainda irei amá-la. Norma é simplesmente adorável.

Daí trouxe um vídeo – que não tem NADA a ver com a trama original – mas que entrou na série. Eu fiquei dias, obcecada por essa música e achei tão lindo vê-la cantar...



Basta dizer que, quem segue a série, entendeu perfeitamente o motivo dessa cena. Norma precisava disso e me fez arrepiar.

Curiosidades:

Quando eu vejo uma garota bonita andando na rua, tenho dois pensamentos .
Uma parte quer ser realmente agradável e doce e a outra parte se pergunta como sua cabeça ficaria em uma vara

# Robert Bloch se baseou em Edward Theodore Gein, um psicopata que chocou o mundo na década de 50, para construir os personagens dessa obra. Não quero falar sobre as semelhanças para não estragar o final da história, mas basta dizer que Gein desenterrava pessoas e usava partes de seus corpos para ornamentar objetos em sua casa. Bizarro né?



# Hitchcock leu o livro de Bloch e ficou obcecado por ele. Pediu a Paramount que o financiasse, mas eles não aceitaram. A história parecia excêntrica demais para a época. Então o cineasta resolveu bancar a filmagem inteira e com isso decidido comprou a edição completa do livro (3 mil exemplares) para que ninguém lesse a obra e descobrisse o final antes de ver o filme. Pensa num cara obcecado. 

Então é isso. O livro conta com um apoio de peso para ganhar destaque no cenário cultural do mundo todo. Sei que não há uma pessoa que não conheça ao menos a cena do banheiro e isso já basta para o criador de uma história se sentir realizado. 

Aos que nunca viram, deixo aqui a tal cena e aos que viram, vai um incentivo para ler o livro. Vale a pena. Apesar de o filme ser bem fiel, obviamente que a obra é mais completa. É um exemplar pequeno e dá para ler rapidinho. #SeJoga


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