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21 de Dezembro – Que venha!


Que venha com tudo se puder.


"Não eu não acho que acabará! Se eu estou desapontada? Um pouco eu diria".


Jamais pensei em morrer, não gostaria de ver tsunamis espalhados pelo mundo, trazendo tristezas como aconteceu na Indonésia.


Em contrapartida, também não gostaria de ver que as poucas pessoas que doaram algum suprimento ou que enviaram dinheiro para aquele povo desalojado sejam roubadas por governantes ou organizadores de supostas ONGs! Não quero ver isso mais. Quase nada chegou até aquele povo! É inaceitável!


Nem me aprecia ver terremotos deslocando Nações inteiras como está acontecendo até hoje com os Haitianos que perderam todas as suas memórias soterradas muitas vezes com parentes ou desaparecidas com seus filhos, esposas e animais de estimação.


 Em contrapartida, também não gostaria de ver que esses mesmos Haitianos precisaram invadir outra Nação (a nossa por sinal) para tentar sobreviver. Também me enoja ver seres humanos se aproveitando dessa situação e contratando esses desabrigados, foragidos, para trabalhar com salários injustos tornando-os assim escravos.



É claro que não quero ver a fome, sede e falta de saneamento básico matar famílias inteiras como acontece na África, por exemplo, é triste ver isso tudo em reportagens, documentários, não quero que o fim do mundo seja isso de maneira alguma!


 Em contrapartida, também não gostaria de ver os mesmos que produzem essas reportagens desfilando com seus carros futuristas e jogando dinheiro fora em festas regadas a álcool e drogas.


Isso não é ficção, são seres humanos!

Não sei se estou preparada para ver mais um atirador em uma escola de crianças em quase véspera de Natal destruindo além da própria família a família dos outros que nada tinham a ver com seus problemas.
 Está difícil aceitar que chegou o tempo em que a natureza precisa revidar para se manter viva. Que absurdo é esse!


Pensando bem, acho que pode vir esse dia 21 mesmo, com toda sua força. Mas lá no fundo sei que nada irá acontecer! Como eu disse no começo do texto:


 Não eu não acho que acabará! Se eu estou desapontada? Um pouco eu diria.



A última dança



Quando ela chegou ao baile o avistou de longe.
Ele era lindo! Vestido com um terno preto como seus cabelos que realçavam seus olhos azuis claros e sua pela branquinha ele virou-se para ela como que sentindo um magnetismo e abriu seu melhor sorriso.
Ela deu o primeiro passo em sua direção e todas as pessoas que ali estavam sumiram de repente. Ele passou a mão em um vaso, roubou uma rosa vermelha e lhe entregou assim que se aproximaram.

Os dois dançaram sozinhos naquele salão enorme ao som da 9ª sinfonia de Beethoven. Ela flutuava, nunca antes havia se sentido tão feliz.

- Dia vinte de Janeiro será um dia especial sabia? - Ele disse no seu ouvido e ela pode sentir seu hálito 
quente a embriagar.

- Claro que sei, é meu aniversário... Daqui dois meses!

- Sim, mas também é o dia que quero me casar com você.
Ela parou a dança, olhou fundo nos seus olhos cor de mar - Você está me pedindo em casamento?

- Só se a resposta for SIM! - Ele respondeu sorrindo ainda mais.

- Então é sim, claro que é sim!

Ele a envolveu novamente e a música pareceu recomeçar. A dança continuou e as pessoas ao redor voltaram para a visão dela. Todos olhavam para eles que rodopiavam pela pista e flutuavam. Agora sim era o dia mais feliz da vida dela.

***

Essa história aconteceu de verdade, não estou inventando, apenas a coloquei no papel. 

A garota, uma amiga minha, havia descoberto o amor nos braços dele e em dois meses a partir daquele dia se casaria fazendo trinta anos de idade. Seria um dia maravilhoso se a vida não fosse tão irônica.
Ele morreu três semanas depois, justo ele que sempre fora um atleta. Sempre se cuidou tanto sofreu um infarto aos trinte e um anos e não teve chance nem mesmo de ser socorrido. 

Isso não é irônico?

Você tem ideia do quanto sua vida é frágil? O que será que pode acontecer daqui vinte minutos?

Eu estou revoltada com a vida, inconformada com a sorte, amedrontada com minha fragilidade, decepcionada com o amor... 

Vou ali me recompor e já volto!


Luto na música


Não, não posso dizer que Amy Winehouse foi um exemplo de pessoa. Não é porque morreu que necessariamente deve ser imortalizada. Mas com certeza será!

Na minha opinião a música perdeu um grande ícone, uma jovem de 27 anos que resgatou o SOUL nos EUA, infelizmente não teve o preparo psicológico necessário para agüentar o tranco de tal responsabilidade.

Fica aqui minha homenagem a essa esplêndida cantora que vai fazer falta pela qualidade das músicas, porque a muito tempo não escuto um álbum que é inteiro maravilhoso como o dela!

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