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[Livro] A Caça - Jussi Adler-Olsen

Esse é o segundo volume de uma série que se chama Departamento Q. Os livros podem ser lidos fora da ordem, pois não há continuação. A história base (entre os investigadores) é bem sutil e o leitor não perde muito se começar pelo segundo.

O primeiro livro se chama "A Mulher Enjaulada" e tem resenha AQUI.

Sinopse: Ao retornar das férias, o detetive Carl Mørck, do Departamento Q, encontra em sua mesa os arquivos do caso Rørvig. Que estranho. O caso não havia sido encerrado? O assassino dos dois irmãos mortos na casa de veraneio não se entregara nove anos depois do crime? Quem teria colocado aqueles arquivos ali? Alguém parece querer que o caso seja reaberto e Carl Mørck morde a isca. As pistas que encontra levam o detetive à alta-roda, ao mundo do mercado de ações, da indústria da moda e da cirurgia plástica. E também às sarjetas mais imundas e sinistras de Copenhage, onde conhece Kimmie, uma moradora de rua atormentada por vozes e que precisa roubar para viver. Kimmie parece estar sempre fugindo. E de fato está. Três poderosos homens estão atrás dela e não medirão esforços para encontrá-la, pois Kimmie parece saber algo capaz de ameaçar o futuro deles. Algo que pode ter a ver com o caso antes encerrado, mas que, infelizmente para os três, acaba de ser reaberto pelo incansável detetive Mørk. 


Definitivamente, eu vou ler QUALQUER coisa que este escritor lançar. No quesito: POLICIAL, ele arrasa e prende o leitor da primeira à última página sem muito esforço.

Adaptação da obra.
Filme muito fiel ao livro!
A história é simples e é daquele tipo que já começamos sabendo quem mata, quem morre e quem está mentindo. A questão é COMO serão pegos e PORQUE um deles se rebelou contra os outros.

Anos atrás: Cinco amigos, completamente pirados, se uniram na adolescência, pois perceberam que havia algo que eles possuíam em comum: Todos adoravam torturar pessoas, espancar, humilhar, etc.

O grupo: herdeiros de famílias muito ricas, não se preocupavam com as punições, pois elas não os ameaçavam de forma alguma e isso faz com que a maldade desses adolescentes crescesse dia a dia. Até que...

Uma garota, a única do grupo, resolve se voltar contra eles. O motivo é avassalador e o leitor fica o tempo todo querendo descobrir o que se passa na cabeça dessa garota que cresce como uma mendiga e escuta vozes, além de carregar um embrulho precioso nos braços.

Ela parece se esconder de todos e fugir da própria sombra, mas tem algo muito fixo em sua mente: Vingança.

"— O divórcio vai sair caro, Ditlev. Você faz coisas estranhas. Quando os advogados estiverem envolvidos no caso, elas vão custar muito dinheiro. Seus jogos perversos com Ulrik e os outros. Por quanto tempo você acha que vou omitir isso de graça?".

Ao mesmo tempo acompanhamos o já conhecido detetive Carl, rabugento como sempre e seu subordinado Assad e toda sua alegria irritante. Ambos são atraídos para um caso já solucionado há anos que aparece, misteriosamente, no famoso Departamento Q e exige ser reaberto.

O caso é justamente um duplo assassinato que envolveu aquele grupo de adolescentes, mas acontece que um deles já havia confessado o crime, inocentado os outros todos.

Quem está enviando arquivos desse caso aos detetives?

O livro te coloca em uma posição estranha. Até onde o ser humano pode ir antes de se arrepender pelos crimes cometidos? É possível um assassino frio e perverso entender que o que faz é errado? Existe redenção para isso?

O crítico do "The New York Times" nos avisa logo na capa:

“A criatividade de Jussi Adler-Olsen para cenas de violência é inigualável” 

E ele tem razão. Olsen não mede palavras. Ele parece tão feliz em nos chocar, quanto os assassinos em matar, naquela trama. As cenas são narradas com maestria e me peguei prendendo a respiração, diante de tanta brutalidade. A narrativa é incrível. Impossível largar a obra sem ficar pensando nela.

"Ditlev tinha que se segurar para não matar a vítima. Ulrik era diferente. A morte, na verdade, não o interessava. O que o excitava era o espaço vazio entre a potência e a impotência, e era exatamente lá que sua vítima se encontrava naquele momento".
Carl e Assad
Os personagens são os melhores. Tanto os bons quanto os ruins. Em relação aos detetives, já falei na resenha de "A Mulher Enjaulada" e repito aqui: Me apaixonei pelo Assad. Ele é um árabe muito interessante que chega a Dinamarca e é contratado para ajudar Carl, mas nada ao redor dele é muito claro. Sem falar que ele possui habilidades interessantíssimas e contatos ainda mais suspeitos do que sua procedência. Mas o bom humor dele... Ah, é apaixonante!

Os vilões dessa obra são outro ponto positivo. 
Um fato interessante aconteceu: Li e resenhei a obra "Laranja Mecânica" (LEIA AQUI) ao mesmo tempo em que lia essa obra aqui e o bacana é que os adolescentes dessa trama assistiam ao filme do Kubrick o tempo todo, porque adoravam aquela violência. Eles mantiveram esse costume até depois de adultos e muitas emoções que eles demonstram são bem parecidas com as do Alex de Laranja Mecânica.

O gosto pela violência. O desprezo pela lei e a união entre os amigos que parecem se venerar entre si, onde se colocam em pedestais, acima de todos.

"Eles assistiram ao filme inúmeras vezes. Sem ele, a vida não seria a mesma. A primeira vez que viram Laranja mecânica foi no internato, nos primeiros anos".

Isso deu uma profundidade enorme à obra, pelo menos para mim e me fez mergulhar ainda mais fundo na trama.

"— A escolha é sua. Pular ou levar um tiro. São cinco andares até lá embaixo. Se pular, você tem boas chances de sobreviver. Os arbustos, você sabe. Não é por isso que eles são plantados tão próximos do prédio?".

Leiam! Literatura dinamarquesa me pareceu algo para se ficar de olho. Vou procurar outras coisas dessa mesma procedência.



[Livro] A mulher enjaulada - Jussi Adler Olsen

Comprei esse livro há mais de um ano e o guardei na estante. Sabe aquelas “heresias” que cometemos de vez em quando? Essa foi uma delas. Lembro que li o primeiro capítulo, em pé, na livraria e me apaixonei pela trama bem ali, mas ao chegar em casa acabei deixando de lado por conta das outras leituras e o livro foi ficando...

Esses dias, eu resgatei vários desses, perdidos, da minha estante e decidi que estava na hora de me redimir com A Mulher Enjaulada. Qual foi minha surpresa quando, já no começo da leitura, não consegui – mais uma vez – largar o livro.



Sinopse: No auge da carreira política, a bela e reservada Merete Lynggaard desaparece. As investigações que se seguem não rendem muitas informações à polícia, levando ao arquivamento do caso. Passados alguns anos, o detetive Carl Mørck, responsável pelo recém-criado Departamento Q — uma seção para casos importantes não solucionados — é encarregado de descobrir o que, afinal, aconteceu a ela. Então, com seu assistente, Assad, ele inicia uma busca pelos rastros desse mistério e, para isso, Carl precisa vasculhar o passado de Merete, guardado a sete chaves, para descobrir a verdade.



Classificação: 

Tudo começa com uma mulher, presa em algum lugar, no escuro total, sem entender nada e sem sabe por que está lá. O livro é contado em terceira pessoa e intercala entre o tormento dessa mulher presa e o dia a dia de um investigador de polícia que acaba de sofrer um atentado.

Depois de algum tempo, começou a se sentir lúcida, e então o medo apoderou-se dela como uma infecção. Sua pele tornou-se quente, o coração começou a bater descompassadamente. Os olhos, cegos pela escuridão, piscavam nervosos. Ela tinha lido e visto tantas coisas horríveis...

A obra é dinamarquesa e o governo do país decide criar um departamento chamado “Q” que trabalhará, exclusivamente, para solucionar casos arquivados. Casos antigos e mal estudados. É uma jogada política que irá disponibilizar uma verba enorme a fim de elevar as estatísticas no país.

Carl Mork é o tal investigador do livro e de cara eu já gostei dele. Um homem que tinha a equipe perfeita, mas que sofreu um atentado em um de seus casos e perdeu um de seus companheiros e o outro está em péssimas condições no hospital e ficará paralitico para o resto da vida. Acontece que esse caso o consumiu e fez de Carl uma pessoa bem amarga. Resultado: Ninguém gosta muito dele. (só eu...rs)

A criação do Departamento Q parece um céu para os chefes de polícia que nomeiam Carl como responsável e arrumam para ele uma salinha horrorosa no porão, a fim de se livrar dele e, de quebra, aproveitar a verba que receberão. Mas Carl é genial e não será tão fácil enganá-lo.

Vou ter muita coisa para fazer, Marcus. Nós temos que apresentar resultados, não é verdade? O Parlamento vai querer saber como aplicamos o seu dinheiro, não acha? Eram quantos, oito milhões? É realmente muito dinheiro.

É assim que ele consegue um carro, vários objetos para sua péssima sala, uma porta (sim, ele não tinha nem porta e um ajudante e esse sim me conquistou. Assad é um cara muito interessante: Quieto, responsável, determinado e muito experiente às vezes. Carl sabe pouco do seu passado e se assusta com algumas coisas que Assad fala, como se ele tivesse muita experiência. O legal é que ele pediu asilo político à Dinamarca há pouco tempo e tem algumas coisas que ele ainda não entende direito. As confusões dele são ótimas.

O café de Assad era uma alarmante e potente experiência, que acabou com o sono de Carl, provocando a desagradável sensação de sangue correndo descontroladamente por suas veias. Foi isso que o levou a finalmente começar a folhear as pastas.

Os dois formam uma dupla deliciosa de acompanhar e com a determinação de Assad começam a trabalhar em um caso, arquivado há 5 anos de uma mulher que desapareceu de um navio, sem explicação alguma. Seu nome é Merete.

As partes da mulher enjaulada são bem apavorantes. Algo que não dá para explicar de forma fiel aqui em resenha. Só lendo para sentir a angustia que é ficar presa em um lugar, no escuro completo sem saber o que virá no próximo segundo. A tortura psicológica é uma das piores também e quando você acha que está tudo horrível e não dá para ficar pior... tudo piora:

— Feliz aniversário, Merete. Meus parabéns pelos seus 32 anos. Sim, hoje estamos no dia 6 de julho. Você está aqui há 126 dias e nosso presente de aniversário será deixar a luz acesa durante um ano”.

Ela sofre muito e o leitor se sente igualmente perdido quando os capítulos dela chegam. É aquela situação em que eu não sabia qual história eu preferia ler. Quando chegava ao fim da narrativa dela e pulava para a realidade do investigador eu xingava e pensava até em pular as páginas, querendo ficar ali, naquela jaula com Merete, mas ao passo que Carl e Assad progrediam na investigação e o capitulo deles acabava eu queria continuar com os dois e não voltar para a jaula. 

É uma leitura rápida e dinâmica. Cada página é uma peça de um quebra-cabeça político muito bem arquitetado. Merece cada uma das 5 estrelas possível para uma nota.

Curiosidade: O Departamento Q é uma série, descobri isso ao terminar essa leitura. Existe mais um livro desse investigador e seu assistente e eu espero que no próximo falem mais sobre o passado de Assad, me apaixonei por ele de verdade!

O segundo volume é esse:

Sinopse: Ao retornar das férias, o detetive Carl Mørck, do Departamento Q, encontra em sua mesa os arquivos do caso Rørvig. Que estranho. O caso não havia sido encerrado? O assassino dos dois irmãos mortos na casa de veraneio não se entregara nove anos depois do crime? Quem teria colocado aqueles arquivos ali? Alguém parece querer que o caso seja reaberto e Carl Mørck morde a isca.
As pistas que encontra levam o detetive à alta-roda, ao mundo do mercado de ações, da indústria da moda e da cirurgia plástica. E também às sarjetas mais imundas e sinistras de Copenhage, onde conhece Kimmie, uma moradora de rua atormentada por vozes e que precisa roubar para viver. Kimmie parece estar sempre fugindo. E de fato está. Três poderosos homens estão atrás dela e não medirão esforços para encontrá-la, pois Kimmie parece saber algo capaz de ameaçar o futuro deles. Algo que pode ter a ver com o caso antes encerrado, mas que, infelizmente para os três, acaba de ser reaberto pelo incansável detetive Mørk.

E o bacana é que esse segundo volume tem uma adaptação para o cinema. Já estou com o livro e o filme aqui e logo tem resenha. Já me disseram que este é melhor que o primeiro e se isso for verdade, vou pirar no meio da leitura, certeza!

Olha o trailer de A CAÇA:


Foi liiiindo dar uma imagem aos dois investigadores desse livro. Carl e Assad são geniais juntos no livro e espero que no filme sejam assim também!




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