Sim, nós temos lendas
urbanas também e são boas, de arrepiar.
Algumas delas foram
adaptadas e fortemente incorporadas para nossos costumes e até hoje existem
pessoas que afirmam serem, estes causos, verídicos, nada fantasiosos. Bem, eu
não duvido de nada nesse mundo e não vou atrás de provar que são apenas lendas,
mesmo porque não quero ter a certeza de que são verdadeiras.
Achou covardia? Aposto
que você não tem coragem de apagar a luz do seu quarto e diante do espelho
dizer 3 vezes:
Maria Sangrenta, Maria
sangrenta, Maria sangrenta.
Vai lá, eu espero! (Rá!)
Lendas ou não, são
terríveis, então vamos a elas:
Chupa-cabra
Quem não se lembra da onda
de fazendeiros desesperados em busca dessa criatura que a cada relato ficava
mais apavorante? Alguns o descrevia como um cachorro, outros diziam ter dentes
para fora da boca como um javali, alguns mais afoitos diziam que andavam sobre
duas patas e uivava, enfim... Não faltou história para essa criatura que foi
“vista” não só no Brasil, mas também em Porto Rico, Flórida, Chile e México.
Lenda ou não, o Chupa-Cabra espantou fazendeiros e drenou muito animal no pasto
nos anos 90.
Arranca-Línguas
Essa eu não conhecia,
mesmo porque é mais comum em Goiás e na região do Rio Araguaia. As pessoas
diziam que um ser maior que um gorila costumava atacar moradores dessa região e
arrancava suas línguas para se alimentar. Nos poucos relatos que encontrei pela
internet, esse ser chegou a aterrorizar cidades inteiras, que passaram a se esconder
em casa assim que o sol ia embora! #Tenso
A loira do banheiro
Essa eu vivi ativamente
enquanto estudante. A lenda conta que havia uma loira que vivia nos banheiros
das escolas e para invoca-la era necessário dar descarga 3 vezes, seguidas de 3
batidas na porta e logo em seguida chamar por ela. É uma variação da Maria
Sangrenta Americana que aparecia quando chamada pelo espelho, mas que nunca
funcionou comigo...
Sim, eu já tentei. Claro
que rodeada de amigos e com a porta do maldito banheiro aberta, mas já pensou
se... #ArrepieiAgora
A procissão das almas
Eu nunca gostei de
procissão. Desde criança morria de medo de ver aquele bando de gente de noite,
segurando velase rezando pela rua. Me arrepia só de imaginar até hoje. Agora
sabendo dessa lenda aqui, não saio nem na rua se topar com uma.
Reza a lenda que uma velha
que gostava de passar boa parte do tempo olhando a rua pela janela, um dia
avistou uma procissão passando, com pessoas vestindo roupas largas e brancas,
com velas nas mãos. A velha sabia que não era dia de procissão e não reconhecia
ninguém que ali estava.
Uma dessas pessoas foi até
a velha e entregou uma vela, pedindo que a guardasse, pois voltaria para
pegá-la no dia seguinte. A velha fez como pedido e foi dormir. No outro dia, ao
acordar, viu que no lugar da vela estava apenas o osso de uma pessoa adulta e
de uma criança. Isso foi uma forma de punição, pois essa procissão não era para
ser vista por pessoas vivas!
Você arrisca ficar olhando
alguma depois de ler isso?! #NuncaMais
Dizem que a Procissão das
Almas, em Mariana, é baseada nessa lenda, e por isso os devotos que dela
participam usam os mesmos trajes e aparatos descritos pela senhora que
presenciou a Procissão das Almas.
O Homem do saco
Essa lenda foi algo
inventado pelos pais terríveis do século passado. Pessoas que produziam traumas
absurdos em suas crianças e se divertiam com isso. A lenda sofre diversas
variações de acordo com a criatividade dos adultos (rsrs), mas todas as versões
são terríveis.
Reza a lenda que um velho
com um saco pegaria qualquer criança que estivesse sem nenhum adulto por perto.
Algumas vezes quem contava essa história ia mais longe e dizia que o tal homem
levava as crianças para sua casa e fazia sabonetes e botões com eles. WTF! Sabonete! Que coisa horrível de inventar
para uma criança!
Só sei que vários homens
sofreram Bullying de crianças naquela época HAHAHAHAHAHAHAHA
A gangue do palhaço
Oh criatura assustadora é
o palhaço né? Stephen King tem larga culpa nisso quando criou o seu Pennywise
apavorante (logo teremos resenha desse livro aqui), mas a lenda é de muito
antes.
Nos anos 90, um jornal de
São Paulo escreveu sobre o caso de um palhaço que, nos Estados Unidos da década
de 60, assassinava crianças. A história fez sucesso na cidade de Osasco, onde
começaram os boatos de que um palhaço na cidade estaria roubando crianças para
vender seus órgãos. As pessoas se impressionam e começam a inventar, daí as
coisas mais absurdas viram lendas.
Mas não para por aí, o
estado todo se alarmou com essas histórias que começou a ficar cada vez mais
horripilante. Em pouco tempo, já havia se tornado uma gangue inteira de
palhaços que atacava em toda a região, com uma Kombi azul, mas apenas em
escolas públicas. A história tomou proporções tão grandes que ninguém mais
sabia se era verdade ou apenas lenda urbana. Já notaram como escola abre margem
para coisa de terror?!
Bem, tem bastante material
aqui para seu subconsciente te pregar uma peça hoje a noite né?
Então, bons
sonhos...




