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Música, sangue e ação

Finalmente estamos no mês mais esperado do Blog Vida Complicada. Para quem acompanha o blog, sabe que esse é o mês que a nossa querida autora Camila mais ama entre todos os outros. Então, aqui estou com um desafio enorme em trazer a coluna de música para uma temática Halloween.



Pensei em trazer algum rock meio dark, mas como já disse no post do mês passado, sou apaixonada por trilhas sonoras. Então, resolvi trazer para vocês um musical muito conhecido, mas que nem todas as pessoas doaram duas horas da sua vida para apreciar. Eu estou falando de um dos musicais mais sanguinários da história da broadway: "Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet".


Eu só tive acesso, até agora, ao filme dirigido pelo Tim Burton e lançado em 2007. Eu lembro que eu estava no ensino médio e nem todo mundo da minha sala tinha os 16 anos mínimos para poder ver o filme. 

Por se tratar do Tim Burton, não precisa falar muita coisa sobre a questão estética do filme. Afinal, para quem está acostumado com os filmes do diretor, sabe muito bem da sua pegada mais gótica, com uma fotografia mais escura e personagens caricatos. Eu poderia ter trazido outros musicais dele em animação, como "A noiva cadáver" e o "Estranho mundo de Jack", mas quis algo um pouco mais pesado para fazer jus ao mês especial de Halloween.

Uma das minhas músicas preferidas: "A tittle priest".

Eu lembro que na época de lançamento do filme, eu li uma reportagem na Revista Época falando que o Johnny Depp estava muito inseguro em aceitar o papel, pois Burton queria que o ator usasse a própria voz para cantar no filme. Insegurança essa, difícil de acreditar ao ver o desempenho do ator, que chegou a ser indicado ao Oscar. 

O mais legal de toda a história é que não sabemos se é uma lenda ou um caso verídico. Descobri que em 1846 foi a primeira vez que essa história foi citada em um romance e logo depois ganhou adaptações para o palco. As músicas usadas no filme do Tim Burton fazem parte do espetáculo montado por Stephen Sondheim, em 1979.

A história do personagem envolve muitos mistérios, magoas e um desejo de vingança, onde o personagem principal caminha pela linha tênue entre vítima e vilão. Eu diria que esse musical tem que estar na lista de qualquer cinéfilo minimamente empenhado. Sei que o gênero musical nem sempre é muito palatável para a maioria das pessoas, mas todos deveríamos dar uma chance para esse filme, ainda mais se você gosta de um suspense e sangue... Ou talvez porque você simplesmente curte uma praia. 





Escrito por Nina Novaes



[Livro] Os miseráveis - Vitor Hugo

Uau! O que dizer? Tanta coisa se passa nessa obra que nem sei por onde começar, então já vou avisando, essa resenha vai ficar enorme e nem de longe contarei um terço do que aconteceu na história. Então arruma uma cadeira confortável e volte comigo para meados de 1800, na França.




Sinopse: Esta obra é uma poderosa denúncia a todos os tipos de injustiça humana. Narra a emocionante história de Jean Valjean — o homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão. Os miseráveis é um livro inquietantemente religioso e político. Com a França do século XIX como pano de fundo, «Os Miseráveis» conta uma apaixonante história de sonhos desfeitos, de um amor não correspondido, paixão, sacrifício e redenção, num testemunho intemporal da sobrevivência do espírito humano.



Classificação

Os miseráveis pode ser considerada uma obra cansativa, não vou gritar com isso, mas é tão genial que me deu aquele gostinho de poder quando finalmente cheguei ao final. Fui chamada de corajosa, louca e nerd, mas na verdade me considero privilegiada por ter conseguido enfrentar as mais de 1600 páginas e os inúmeros personagens – alguns deles com vários nomes e apelidos diferentes. 

Enfim, vou admitir que sentirei falta de alguns deles, tão singulares e tão apaixonantes e por isso ilustrarei o post com imagens do filme estrelado por tantos atores magníficos para tornar essa leitura um pouco mais visual para vocês. 

Algumas pessoas chegam a ler outros livros antes de se aventurar em Os Miseráveis pela profundidade da obra, mas eu fui em frente e me meti nessa bela enrascada, escrita pelo genial Vitor Hugo em 1862. Isso por causa do Desafio literário que eu mesma propus a vocês e que agora receberá essa obra na seguinte categoria:


Jean Vanjean

Os Miseráveis conta a história de Jean Valjean, um homem condenado a trabalhos forçados nas Galés por roubar um pão para alimentar sua família. Só que sua pena aumentava à medida que ele tentava escapar da escravidão e isso lhe roubou 18 anos de vida.

A história se passa em 1812, na França e trás um núcleo de personagens típicos de periferia. Prostitutas, ex-presidiários, vigaristas, meninos de rua etc. compõem o cenário pobre e miserável de pessoas endurecidas, como o próprio título já diz: Miseráveis.

Jean Valjean cumpre sua pena e é liberto, mas deve andar com seus documentos que provam que ele esteve nas Galés como escravo e alerta a qualquer um que ele é um homem perigoso e agressivo. Isso torna sua vida ainda mais complicada. 


Repudiado, nunca consegue um lugar para dormir ou para comer e passa a vagar pelas cidades, passando fome, até conhecer o Bisco Bienvenue e essa parte é hilária. O bispo é muito louco, prega o desprendimento total de seus bens e vive quase na pobreza, mesmo que receba da igreja condição mais do que necessária para viver bem e isso gera brigas homéricas com sua irmã. 

E essa personalidade o torna um alvo fácil para Jean Valjean que ao passar a noite em sua casa, acaba roubando seus objetos de prata e fugindo de madrugada. Mas é capturado é trazido de volta pela polícia. Nesse momento acontece a maior transformação de sua personalidade.


Subjugado e humilhado acaba presenciando mais uma das loucas facetas do Bispo Bienvenue que diz aos policiais que havia doado aquela prataria toda para ele e ainda lhe entrega mais dois candelabros e manda que os policiais o libertem. 

Antes de deixa-lo ir embora, o Bispo diz a Jean Valjean que fez isso para que ele se torne um homem bom novamente e que volte a acreditar em Deus. Isso mexe com sua cabeça e o faz voltar a raciocinar como uma pessoa de bem e não tão endurecido pela vida e pelos anos de escravidão. Por isso ele rasga seu documento e resolve criar uma vida nova, mas se torna um fugitivo da lei.

Anos se passam, Jean Valjean prospera e cresce como pessoa de bem. Cria uma indústria, empregando várias pessoas e se transformando no novo prefeito da cidade, tornando a vida de todos ao seu redor, muito melhor. 


Até que aparece Javert que descobre que ele é um fugitivo da polícia. 

Uma pausa aqui para falar sobre a magnífica atuação dos atores nesse musical. Não pouparei elogios para todos eles, que tornaram essa obra tão linda e profunda em algo ainda mais incrível. 

Nesse meio tempo Jean Valjean conhece Fantine, uma mulher sofrida que precisou deixar sua filha Cosette sob o abrigo de um casal, que prometeu cuidar da criança em troca de dinheiro, que ela deveria mandar de tempos em tempos. Por acaso ela é demitida da indústria de Jean Vanjean e acaba na periferia passando por períodos horríveis em sua vida para cumprir sua promessa.

É aqui que ela canta essa música que me fez chorar como uma menininha (hahaha):



Jean Valjean se sente culpado pela sua situação e a acolhe, prometendo buscar sua filha assim que puder e dar a ela tudo que lhe foi negado até então. Muita coisa acontece nessa parte da história. Ele realmente vai buscar Cosette e descobre que o casal que cuidava dela na verdade a maltratava e usava o dinheiro para seu próprio bem e não o dela. Então ele tira a garota do casal e a adota como filha.


Essa parte da história é horrível no livro, mas no filme é hilária (maior contraste que percebi entre as duas versões)! Me deu uma tristeza enorme ler sobre a péssima vida da pequena Cosette e o quanto Fantine estava enganada ao pensar que havia feito o melhor para sua filha. A infância sofrida e os maus tratos me deram arrepios. Torci para Jean Valjean chegar logo...

A relação dos dois, por outro lado, é deliciosa. Jean Valjean a acolhe como filha e, mesmo fugindo de Javert o tempo todo, dá à menina a dignidade perdida. Ele troca de nome diversas vezes na história, muda como um camaleão diante dos percalços de sua jornada, mas nada diminui seu brilho e sua vontade de viver.


O que torna a história muito grande e às vezes cansativa é a mania que o narrador tem de puxar o leitor para o ambiente ou para a época da história em que aquela cena está acontecendo. Para isso ele conta toda uma nova história dentro daquela e se você não pular páginas (não faça isso aqui, mesmo que a história demore um ano para ser lida) vai se perdendo dentro de muita coisa além do romance propriamente dito.

O ponto positivo disso é: Mesmo com toda essa divagação, a obra vale a pena. O narrador tem o dom de envolver o leitor em qualquer história que conte e até mesmo quando Jean Valjean está percorrendo os esgotos da cidade, a parte acrescida do narrador é interessante. 


Uma coisa que li em algum lugar (agora não me lembro onde), é que os fatos históricos contados no livro não devem ser levados muito a sério, porque não relatam a verdade completa. As batalhas (A Batalha de Waterloo por exemplo – A que Napoleão Bonaparte perdeu que é o cenário em que a história toda se passa) contem muitos fatos que não aconteceram ou que foram diferente. 

Portanto não é uma obra para aprender sobre a história Francesa e sim para ser encarada como um Romance histórico “baseado” na história real. O autor romanceou muito, tudo que realmente aconteceu, mesmo assim dá para visualizar muita coisa, se você estudou um pouco a história da França na época do ginásio.


Eu, particularmente, sempre gostei muito da história da França. No período que estudávamos isso na escola lembro que me empenhava mais nessa matéria do que nas outras e é por isso que percebi o grande erro que muita gente comete ao falar desse livro.

Os miseráveis, NÃO se passa durante a Revolução Francesa que aconteceu em 1789. A Revolução que vemos na obra é a Estudantil. A obra toda se passa no período entre 1812 e 1832, portanto a Revolução Francesa JÁ ACONTECEU! 

Falando em Revolução Estudantil, essa é uma parte muito bacana do livro, onde conhecemos outros personagens ótimos que não posso deixar de citar:


Primeiro falarei sobre o jovem Marius Pontmercy que se apaixona por Cosette (que nessa altura já é uma jovem mulher) e mal enxerga Éponine que se derrama aos seu pés - Sua vida tem um laço incrível com a vida de Cosette, mas isso você só vai descobrir se ler a obra rs).


Éponine tem uma das histórias mais tristes do livro, porque sofre de amor o tempo todo – e isso para mim é pior do que a própria morte – e também é protagonista de uma das cenas mais lindas do filme. É de chorar, porque eu li o livro, sofri por ela e nessa cena... (lágrimas)


O outro personagem que me apaixonei foi pelo pequeno Gravoche um garoto incrível e esperto além do limite que é tão perspicaz que praticamente rouba a cena quando aparece. Ele ilumina o elenco de personagens que formam a Revolução Estudantil e no filme suas músicas foram as mais fofas, mesmo que estivessem gritando por guerra e sangue.

Aqui está algo sobre a igualdade -
Todos são iguais quando estão mortos.

A quantidade de personagens é imensa. No começo foi difícil me encontrar, mas com o passar das páginas a coisa fica no automático. As personalidades são facilmente distanciadas e mesmo com núcleos distintos, como acontece muito, todos eles acabam se interligando de uma forma ou outra. Alguns de forma surpreendente como no caso de Épomine e Cosette.

O interessante é que a obra passa por gerações e os mesmos personagens se encontram em situações diferentes e eles estão tão modificados pelos problemas que enfrentaram na vida que não se dão conta que já se conheceram - Algumas vezes acabam se reconhecendo, mas em outras, isso passa despercebido. Não é uma falha do escritor, como ouvi algumas pessoas falando, mas sim o que acontece de fato em nossa vida.



Eu não sei mais o que falar dessa obra, aqui no Word já se foram 4 páginas e sinto que não contei nada. Sinto que estou na página 5 do livro ainda e tenho mais de 1600 para resenhar e mesmo assim seria injusta.

Demorei 4 meses para ler esse livro. Parei diversas vezes porque me cansava dela e voltava porque sentia falta – Principalmente de Jean Valjean - mas quando cheguei ao final, respirei orgulhosa de mim e pesarosa por ter que abandonar tantos personagens incríveis. 

Não consigo diminuir uma estrela por conta disso. Não seria justo com Vitor Hugo que escreveu uma história incrível e foi tão criticado pelos leitores, pela igreja, pelo governo, pelos jornais e por mais meio mundo. Hoje Os miseráveis é um clássico que deve ser lido e apreciado. 


Ah, o filme vale a pena, vale mesmo e as músicas ficaram grudadas em minha cabeça. Por isso dou 5 Torres Eiffel para a leitura:





Musical - O fantasma da Ópera

Sim eu gosto de musicais... E mais ainda, eu amo os clássicos! 

Fim da semana passada, eu assisti ao filme O Fantasma da Opera pela primeira vez e me apaixonei pela história, pelo drama e produção. 



Que filme é esse?! É bom demais, é clássico demais e extremamente romântico! Apaixonante e intenso. Tem como classificar melhor? 

O fantasma da ópera é considerado por muitos uma obra gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia. É um musical completo com um figurino maravilhoso que brilhou mais forte ao ser adaptado para o cinema em 2004 contando com a presença de nada mais nada menos do que Gerard Butler como o Fantasma o que potencializa a paixão feminina pelo irresistível “vilão”.



Duvido muito que alguém não conheça a obra, eu mesma a conhecia, mas contarei a sinopse mesmo assim: 
Um teatro assombrado! É o que todos dizem! Atores juram ter visto uma figura assustadora com metade do rosto coberta por uma máscara rondando pelos bastidores. 



Depois de muita perturbação,a estrela principal Carlotta que se recusa a participar de um novo show, várias pessoas já haviam se machucado, coisas estranhas aconteciam durante os ensaios e ela resolve se retirar.



É nesse momento que o Fantasma da Ópera vê sua protegida Christine Daae subindo no palco como protagonista. Da escuridão dos porões do antigo teatro ele observa e ouve sua pupila e envolto a muito mistério se faz passar por um anjo da música enviado pelo seu pai e começa a ensiná-la como um mentor. Devido ao talento nato do Fantasma, Christine aprende a cantar de forma extraordinária. 



Não demora muito para que o dono do teatro, o Visconde Raoul, perceba seus encantos antes vistos somente pelo Fantasma da ópera que também está apaixonado. 
Christine e Raoul têm um passado em comum e seus encontros começam a ser mais constantes e logo o casal se apaixona verdadeiramente. 



Esta relação provoca a ira do fantasma, que sente uma paixão obsessiva pela mulher. Ele sabe queexerce algo sobre ela, mas somente porque finge ser um ano da música enviado por seu pai e isso o revolta ainda mais.




Usando todo seu poder sobre os dirigentes do teatro - que temem que os desastres continuem - o Fantasma escreve uma peça e exige que seja encenada com Christine em seu papel principal. 



Nela ele planeja uma vingança contra o casal apaixonado e eu paro por aqui! Não quero dar Spoilers nenhum, pois vale muito a pena assistir!

É realmente um filme que deve ser assistido, infelizmente não temos muito acesso a teatros aqui, mas certamente deve ser magnífico assistir essa peça na forma original! 



E viva os clássicos!
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