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Nova parceria do blog – Editora Draco

Uma pausa no Halloween - É por uma boa causa!

Algumas pessoas se perguntam: Para que servem as parcerias com editoras?

  • Para ganhar livros de graça?
  • Para o blogueiro aparecer, com maior facilidade, nas mídias?
  • Para realizar sorteios com maior frequência?

Eu respondo o que todo blogueiro deveria responder: Nenhuma das opções acima. Parcerias servem para diversificar suas dicas de leitura.

E a Editora Draco é uma das melhores opções para isso nos últimos tempos, pois propões algo bem diferente do que estamos acostumados e isso, foi o que mais me animou a tentar a parceria.
 
Clique na imagem e visite o site da Editora

Para começar, a Editora Draco publica APENAS livros nacionais. Isso já merece um prêmio não é verdade? Nos últimos anos, venho trazendo parcerias com escritores do nosso país na ânsia de convencer todos vocês o quanto a nossa literatura é incrível e agora...

Temos uma editora inteirinha para provar isso de uma vez por todas! 

Estou muito orgulhosa de fazer parte dessa equipe e espero, um dia, ser escritora na Editora Draco também. Agora, vem comigo conferir alguns títulos publicados pela nossa parceira. Alguns deles já foram resenhados aqui e outros ainda serão! Olha só:

Sinopse: Essa jornada mágica só ela pode trilhar
Anna sempre foi feliz entre os elfos da Floresta dos Teixos, mas, ao completar doze anos, começa a se dar conta de que é muito diferente de todos. Nem sua avó, uma caçadora experiente, e nem o xamã da tribo têm respostas para suas dúvidas.
Quando uma misteriosa coruja rouba sua bolsa de talismãs, a menina se aventura em uma jornada no coração da floresta, atravessando os territórios dos espíritos-guardiões da tribo. E é através das armadilhas e perigos da Trilha Secreta que tudo o que aprendeu até hoje será posto à prova.
Anna e a Trilha Secreta, escrito por Ana Lúcia Merege e ilustrado por Ericksama, é o primeiro livro a mostrar um outro lado do fantástico universo de Athelgard. Agora pelo olhar dos mais jovens, visite a magia e a imaginação que encantaram os leitores de O Castelo das Águias, A Ilha dos Ossos e O Tesouro dos Mares Gelados. Mas cuidado para não se perder. Siga o seu coração e nos diga o que há no final dessa trilha.





Sinopse: E se do outro lado do espelho estivesse a vida que você sempre desejou?
Lá no fundo, Megan não quer ser quem é e nem viver essa vida triste, exatamente o inverso daquela que sempre sonhou para si. Tudo começa com a morte de sua mãe. A sensação terrível de que algo nunca mais vai ser como antes. E não será mesmo. O seu único alento é o carinho da irmã, que a vê como o que gostaria de ser quando crescer.
Mas há um novo mundo do outro lado dos espelhos. Um mundo igual ao seu, só que ao contrário. Um mundo perfeito onde as pessoas que morreram estão vivas e Megan é exatamente a garota que deveria ser.
Entrando nessa realidade pelo avesso, Megan começa uma perigosa busca por si mesma onde o reflexo de tudo que há de ruim tentará detê-la. Enquanto segue em frente ela deverá garantir a segurança das pessoas que mais ama.
Inverso é um romance cheio de suspense de Karen Alvares, autora deAlameda dos Pesadelos. Em um labirinto de escolhas sem poder sequer distinguir a própria imagem, Megan deverá lidar com a perda enquanto descobre quem é a garota que a encara no espelho.




Sinopse: Hoje deve ser seu dia de sorte. Sim, é com você que estou falando! Ao abrir esse livro, você ganhará um passe livre, uma tão cobiçada credencial, um passaporte com visto para um mundo que mal se vê pela fechadura. Você poderá conhecer cada um dos membros da nova aristocracia do Rio de Janeiro e saber o que realmente se passa na vida, na cabeça e no coração deles (e eu aposto como você jurava que isso nem existia!). Só me sinto na obrigação de alertar você a respeito do principal perigo, que ameaça aqueles que se julgam sortudos por cruzar essa linha: você vai descobrir que as coisas podem não ser como você imaginava e ter vontade de correr de volta para o seu mundo seguro, que antes parecia tão medíocre. Mas não precisa correr tanto. No meio do caminho sei que você vai dar meia-volta e perceber que não vai a lugar algum. O Clube dos Herdeiros pode não ser nada parecido com um conto de fadas… mas não há como não se apaixonar perdidamente por ele! Pense bem antes de aceitar o convite: existem festas que duram a vida inteira…
Clube dos herdeiros: como nossos pais é um romance viciante de Fabiana Madruga. Depois de viver a vida ao lado deles, será difícil ver o mundo da mesma forma.





Sinopse: O Castelo das Águias, romance fantástico de Ana Lúcia Merege, é um lugar especial. Localizado nas Terras Férteis de Athelgard, região habitada por homens e elfos, abriga uma surpreendente Escola de Magia, onde os aprendizes devem se iniciar nas artes dos bardos e dos saltimbancos antes de qualquer encanto ou ritual.
Apesar de sua juventude, Anna de Bryke aceita o desafio de se tornar a nova Mestra de Sagas do Castelo. Aprende os princípios da Magia da Forma e do Pensamento e tem a oportunidade de conhecer pessoas como o idealizador da Escola, Mestre Camdell; Urien, o professor de Música; Lara, uma maga frágil e enigmática, e o austero Kieran de Scyllix, o guardião das águias que mantêm um forte elo místico com os moradores do Castelo.
Enquanto se habitua à nova vida e descobre em Kieran um poço de sentimentos confusos e turbulentos, uma exigência do Conselho de Guerra das Terras Férteis põe em risco a vida e a liberdade das águias. Com o apoio de Kieran, Anna lutará para preservá-las, desvendando uma trama de conspiração e segredos que envolvem importantes magos do Castelo.



E tem muitos outros títulos interessantes. Em breve trarei novas resenhas “brasileiríssimas” para vocês. Que orgulho! 


Feliz da vida, por estar fazendo parte dessa galera agora. Se preparem! \O/


[Lançamento] Maratona do terror: Perdidos – Juliana Skwara

Hoje quero falar sobre um lançamento muito bacana, mas antes quero ressaltar dois pontos interessantes:

Contos: Não há como explicar a satisfação que é ler um bom conto. Para quem não tem paciência de acompanhar uma obra inteira, essa é a melhor dia. Contos são mágicos. Trazem o melhor da trama de forma acelerada! Recomendo.


A escritora: Juliana Skwara é revisora e administradora do Novos Escritores que ajuda muita gente. Eu mesma já apareci por lá e a receptividade é ótima e hoje, divulga seu primeiro livro!

Dito isso, vamos a sinopse da obra:




Maratona do terror: Perdidos – Juliana Skwara

Esse livro é uma maratona de contos assustadores. Ele começa com a história de Lily, uma Estudante apaixonada por filmes de terror que faz de tudo para assistir à pré-estreia de um filme ao lado dos seus amigos em uma “Sexta-Feira 13”, conto inicial, e termina com a “A casa nº 7”, uma casa mal assombrada em que um casal tem o azar de se abrigar. Para viver essas e outras histórias aterrorizantes, não deixe de ler “Maratona do Terror: Perdidos – Contos de Arrepio!

Obs: Não leia à noite!



Ah, morri com esse aviso no final! Já quero ler! Ficou curioso também? Dá uma olhada nos links da escritora e encomende o seu:








Boa leitura!

A última crônica

Estes dias eu estava passeando pela mil páginas literárias que tenho no meu reader e me deparei com esse texto, delicioso, do escritor Fernando Sabino, publicado na Revista Pacheco.

Não resisti e o trouxe aqui para vocês se deliciarem também. Portanto, aproveitem:

Clássicos da Literatura: A última crônica


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Fernando Sabino



AVISO: Fiz uma cirurgia ontem para retirada da vesícula e por isso ficarei, alguns dias, ausente. Espero estar, agora mesmo, lendo o comentário de vocês. Volto logo, algumas gramas mais magra, por conta dessa porcaria de vesícula que tirei de mim! \O/


[Livro] Clube dos Herdeiros - Fabiana Madruga

Finalmente uma versão brasileira e muito bacana da juventude rica do nosso país. O que me incomoda bastante nas ficções nacionais, é a tendência de mostrar somente o nosso lado pobre e degradante (filmes fazem muito isso), quando na verdade possuímos também o glamour e as intrigas que parecem dignas apenas de Norte Americanos.

Não! Nós também temos uma sociedade "podre de rica" e dela podemos extrair excelentes histórias e é isso que o livro O Clube dos Herdeiros trás para o leitor. Uma obra que me lembrou demais o seriado Gossip Girl, mas com aquele tempero brasileiro que só nós sabemos dar. 

Blair e Serena que se cuidem, pois Manuela e Helena vieram para abalar as noites cariocas e prometem tantas fofocas e intrigas quanto somos capazes de suportar. 

É a quarta vez que eu ligo e eu juro que se você se atrasar hoje eu apago todas as nossas fotos na Tailândia que ainda estão na minha câmera, Manuela!" 
Preciso admitir que eu aceitei essa parceria morrendo de medo. Afinal, sou uma garota do suspense e o que poderia sentir ao ler um livro cheio de riquinhos mimados e irresponsáveis... 

Obrigada Fabiana Madruga por me fazer engolir o preconceito a cada página que eu virava. Em apenas meia hora eu já estava tomada pela leitura e daí em diante foi fácil me render e assumir: Eu estava errada. Deveria ter lido essa obra antes! 

Uma turma inseparável figura o centro dessa história. Manuela, Helena, Guilherme, Henrique e Pietra disputam a atenção dos blogueiros de moda e paparazzis, pois estão presentes em todas as festas e em todas as manchetes de revistas e vivem na praia, nas grandes lojas e por aí vai. 

Fazem parte das famílias mais ricas e importantes do Rio de Janeiro e é a partir deles que conhecemos toda essa sociedade privilegiada e igualmente rica em intrigas. 

O glamour desses jovens certamente seguiria seu curso normal se por um acaso do destino, Manuela não tivesse se apaixonado por Pedro - O típico garoto trabalhador e pobre que parece se encaixar perfeitamente naquele mundo de uma forma deliciosa. 


-Ah, que ótimo - Henrique já estava vendo as coisas ficarem ainda piores - então vamos marcar, na sua casa ou na minha?

-Eu moro na Tijuca e acho que você pode se perder ou não estar com as vacinas em dia - ironizou - o que me leva a crer que seja melhor na sua casa.

-Perfeito por mim, Pedro. Desde que você tome banho no dia e consiga visto para o Leblon - devolveu.

Pedro segurou o riso diante do surpreendente troco rápido..."

O Clube dos Herdeiros é cheio disso, cria e nos apresenta os rótulos - e temos vários aqui, tais como: A patricinha exemplar, a libertina irresistível, a irmã invejosa, o playboy irresponsável e o garoto pobre e incrível... 

Mas conforme a história vai passando, vamos observando cada rótulo desses desabar. Cada personagem se aprofunda na trama e o íntimo de cada um vai tomando conta de tudo. As atitudes de alguns nos surpreende e outros são incrivelmente decepcionantes. 
Tomei partidos e torci por certos casais que depois de um tempo não pareciam mais os certos.

Quase chorei em algumas partes e outras me fizeram parar por um segundo e refletir sobre a minha própria vida. A trama mostra o quanto o dinheiro, no final das contas, não resolve TUDO. Mostra a fragilidade das pessoas que escondem a todo custo seus pontos fracos e também a pressão que vivemos diante das expectativas que criam sobre nós.


A amizade entre Manuela e Helena é inspiradora. Elas são o grande foco da obra e é sempre por elas que torcemos. O apoio mútuo, a segurança e lealdade em que vivem desde crianças e também as atitudes impensadas que podem abalar essa relação movem todas as histórias ao redor. 

Nesse ponto podemos notar que o ambiente é o menos importante na trama. Mesmo porque todos os sentimentos parecem ultrapassar qualquer barreira social e alguns deles chegam a reconhecer que existe vida fora do badalado Leblon. 

Sim... um tempo podia ser bem útil. O amor dos dois não cabia no agora, mas podia ter o número certo do depois. Quando não houvesse espaço para o medo, nem para a culpa. Apenas para eles dois. A chuva que caía lá fora ia durar e ele sabia bem disso. Sentia isso..." 

Jovens de classes sociais diferentes que se apaixonam, parece clichê e aqui é tratado exatamente assim pelas famílias e amigos - que se apresentam pelo sobrenome, mas o que parecia improvável acontece e depois que essa barreira é transposta a primeira vez, o improvável acontece novamente. E novamente, mas de outra forma e novamente como a primeira vez... 

É inebriante ♥ 

A escrita da Fabiana flui rapidamente. Narrado em terceira pessoa podemos ter uma visão ampla dos fatos ao passo que o narrador nos conta a história. Parece uma conversa mesmo. A trama é deliciosa e nos faz querer mais. 

Estou desejando muito o outro volume dessa obra. Tem muita coisa para acontecer e mesmo assim o final desse volume me deixou satisfeita demais. 

Não tenho pontos negativos para apontar, por isso dou 5 estrelas, porque Manuela e Helena não merecem menos do que isso: 

★★★★★ 


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