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[Book] The girl who loved Tom Gordon - Stephen King

I got this book from a special Friend who travels a lot. She is almost the only person on the planet that can give me a book I haven´t read yet, without asking me anything. This was one of this events. CARLA CERES, this review is for you.





Synopsis: The story follows a 9 year old girl who finds herself lost in the woods after straying from her arguing mother and brother to pee. She continues to wander around the woods for nine days, trying to find her way out.



This synopsis is so faint, so empty that I probably would never have bought this book if I did not know Stephen King as if I do. If there´s a writer who can make this poor story really incredible, that guy is Stephen King.


Trisha is a normal girl, very intelligent, but her life is boring and her family is to blame for much of it. her parents are divorced and her brother has that delightful behavior of all teenagers in such situations. He's a pain in the ass, actually.


Well, knowing this, it's not so difficult to understand why Trisha goes into the woods with her mother and brother, but she carries her CD player along and walks a little way from them. There arguments are unbearable and she just needs some peace. So she thinks: She can pee quickly and hidden, then return to the trail without major problems.


And her problems start there. 

"She was afraid of the dark even when she was at home in her room, with the glow from the streetlight on the corner falling in thought the window. She thought that if she had to spend the night out here, she would die of terror"

What child would not die of terror in such situation? Trish was not different. When she was lost in the forest, she panicked and despaired as any other child would. And everything only got worse when the night came and together the mosquitos and other insects. The dark. The noises of the woods and, of course, worst of all: Her childish imagination.

"She wished briefly that she was dead - Better to be dead than have to endure such fear, better to be dead than to be lost."
My criticism of this boohas to do with what gives Trish strength to go on. That girl really loves baseball, and one particular player, Tom Gordon, who walks by her side to calm her down and give her little survival tips. Sometimes he just shows up and sits there without saying anything and it calms down her scared heart. Trish is a child and makes bargains with herself and somehow this helps her to overcome the obstacles that only grow up each day that she is lost.

"If we win, if Tom gets the save, I´ll be saved. This thought came to her suddenly - it was like a firework bursting in her head." 

Now the good part of the story ...
Thirst, hunger, fright, terror, doubts and pain all over the child’s body are not enough for Mr. Stephen King. He wants more. He wants to alienate the girl’s mind and use her own imagination as a weapon. Everything in this forest is conducive to madness. The noises of the trees, the dark, endless nights and the buzzing of insects form what she calls the "cold voice."

And this cold voice, my friends, is totally inappropriate. It appears in the worst hours as a nightmare usually does. It says terrifying things when the girl desperately needs to calm down. It’s a delightful read!!

"You know what it was, the cold voice told her. It was the thing. the special thing that´s whatching you right now." 

To be fair, this is not King's best book. But even though it contains a lot of references to baseball that left me stuck for several pages, it's one of the easiest to read. It messes with the character´s mind and with ours too. Things are palpable here as in any other work of Stephen King and that is what keeps a legion of fans eager for everything he writes.


I hope "Suma de Letras" brings this work to Brazil, because Brazilian readers deserve to know this story in a beautiful and well-made edition. 

And this is my gift to my friend Carla Ceres who has brought me this book from Europe and asked me for a good review. I hope you liked what I tried to do here, and I hope you haven´t seem my languages mistakes.

In the end of the book, King keeps trying to scare us with this explanation:

" the wood themselves are real. If you should visit then on your vacation, bring a compass, bring good maps... and try to stay on the path." 

It´s impossible not to love a book written by the master of terror.

[Livro] A Pequena Caixa de Gwendy – Stephen King e Richard Chizmar

Pequeno livro que li, lentamente, e terminei em dois dias, com ilustrações de Richard Chizmar e que me encantou como se fosse um conto de fadas moderno. Mais uma vez a Editora Companhia das Letras com seu selo SUMA arrasou na edição de capa dura e arte original!


Sinopse: A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada... Até agora. Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso. 


Eu acho que o Mr. Stephen King está ficando mole! (rs) 
Essa obra não tem nada de terror e não apavora. Claro que aquela veia negra e maligna que ele tem desde que escreveu “Carrie” ainda existe e influência tudo que ele coloca as mãos, aqui não é diferente, mas é leve, mágico.

“A pequena caixa de Gwendy” é um drama quase infantil, com um toque... Não, não, uma pitada de suspense à lá King. Algo bem sutil, peculiar, claro, mas que te faz sorrir no final, coisa que geralmente só acontece se seu sorriso é de nervoso! 

Mas vamos à obra: Gwendy é uma garota gordinha que se cansou de ser chamada de Goodyear pelos garotos da escola e resolveu tomar uma atitude. Todos os dias ela sobe uma escadaria imensa (chamada de “escadaria do suicídio") para queimar suas calorias e ainda manera na comida. Ela nunca repete. Isso até que está funcionando, mas seria bom se as coisas andassem mais rápido. 


É aí que entra nosso outro personagem: Sr. Farris é um homem peculiar que um dia aparece sentado no bando que fica bem de frente à tal escadaria. Parecia que esperava Gwendy e realmente fazia isso. Esse homem entrega a ela uma caixa cheia de botões coloridos (cada um deles representa um continente) mas dois deles são mais chamativos: O vermelho realiza qualquer coisa que ela desejar e o preto... bem, é preto, preciso dizer algo mais? 

"Gwendy esqueceu de sentir medo. Está fascinada pela caixa e quando o homem de paletó a entrega ela aceita. Estava esperando que fosse pesada porque mogno é uma madeira pesada afinal de contas e nem dava para saber o que havia dentro, mas não é. É leve a ponto de Gwendy conseguir balançar nos dedos. Ela passa o dedo pela superfície reluzente e meio convexa de botões e quase sente as cores iluminando sua pele." 

A caixa ainda conta com duas alavancas que liberam coisas bem especiais: Uma dela lhe dá moedas raríssimas e a outra chocolates do tamanho de jujubas que fazem milagres para sua dieta. Acontece que King mergulhou no mundo mágico e criou uma trama deliciosa e leve. Algo que só vi em “Os Olhos de Dragão” (resenha aqui). 

A grande questão é que a caixa proporciona coisas boas para Gwendy que passa a conseguir, sem muitos esforços, tudo que sempre desejou. É como se tivesse uma fada madrinha bem ali, capaz de destruir o mundo com seus botões, mas com a habilidade de lhe dar conforto e força de vontade para as tarefas do dia a dia. Cabe a Gwendy decidir o que fazer com essa caixa tão especial.

“Quanto da vida dela é obra dela mesma e quanto é obra da caixa com seus chocolates e botões?”. 

Acho mesmo que esse é um excelente livro para quem quer começara ler King. Não vai ter aqui aquela coisa crua e visceral que nós fãs amamos, mas terá a rescrita detalhada e muita história por baixo da história principal como de costume. Personagens profundos e acontecimentos de cair o queixo. Recomendo.


[Livro] Belas Adormecidas - Stephen King e Owen King


Obra que me fez lembrar demais outro livro do autor: "Sob a Redoma", tanto pela trama distópica e sobrenatural quanto na quantidade de personagens. 

Sinopse: Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir. Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”,incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir. Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis. Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.


Um livro do King que trás logo nas primeiras duas páginas uma "lista de personagens" é algo para prestar atenção. Não é brincadeira, tem divisão com títulos e tudo! Dito isso preciso ressaltar o ÚNICO ponto negativo que eu encontrei nessa trama:

É um pouco mais arrastada do que as outras obras dele. As primeiras 200 páginas é basicamente para apresentar os mais de 30 personagens ao leitor e também para inserir o problema na trama que é: As mulheres começaram a dormir e durante o sono um casulo se forma ao redor delas e elas simplesmente não acordam mais. Quando alguém tenta remover essa substância esquisita elas despertam extremamente violentas, agridem (e até matam) quem as incomodou e voltam a dormir. 

"Um ruído baixo começou a soar de dentro da garganta dela, quase um ronco. As pálpebras estavam se movendo, tremendo com o movimento dos olhos por baixo da pele. Os lábios se abriram e fecharam. Um pouco de cuspe escorreu pelo canto da boca." 

Mas a questão é que você pega essa ideia logo de cara e as coisas demoram um pouco para acontecer justamente porque o leitor ainda está perdido no meio do mar de personagens. Isso atrasou bastante a trama e deixou ainda mais evidente o que todo mundo sabe: O Stephen King enrola pra cacete! (rs)


Bem, passemos para os pontos positivos do livro que são só todos os outros milhões. Se você é fã do mestre já deve estar achando o que eu escrevi anteriormente bem redundante. Nós estamos muito acostumados com esse jeito dele e até gostamos, mesmo que isso traga um ponto negativo, ainda assim é tão bem escrito e desenvolvido que você engole as páginas mesmo assim.

Por conta dessa questão de não poderem dormir, as mulheres recorrem a todo tipo de estimulante para ficarem acordadas e isso inclui cocaína e outras drogas. Isso é angustiante. Uma delas chega a pensar que talvez seria melhor se render e dormir logo de uma vez, porque assim escaparia dos problemas que anda enfrentando acordada. #QuemNunca!

Não é um livro sanguinário. Não espere algo próximo de "O Cemitério" ou "IT". Como eu já disse ele está mais próximo de "Sob a Redoma" do que qualquer outra coisa. Há sim algumas cenas bastante pesadas e cheias de sangue, mas nada comparado ao que estamos acostumados a ler. Portanto nivele suas expectativas quanto a isso. Mesmo assim encontramos aqui referências à estupros e abusos psicológicos e sexuais, mesmo entre família. (Isso é constante nas obras dele).

"Jeanette fez o que ele mandou e, enquanto fazia, manteve o olhar na janela atrás dos ombros dele. Era uma técnica que ela começou a aprender aos onze anos, quando o padrasto a tocava, e aperfeiçoou com o falecido marido. Se encontrasse alguma coisa em que se concentrar, um ponto focal, quase dava para esquecer o corpo e fingir que estava agindo sozinho enquanto você visitava aquilo que de repente estava achando tão fascinante." 

Tramas e subtramas são muito bem desenvolvidos e da metade do livro para frente você nem consulta mais o glossário de personagens. Cada um fica absolutamente distinto do outro o que acelera a leitura.

Nosso famoso escritor preferido é conhecido pela sua critica religiosa e aqui ele faz um trabalho diferente do que andou fazendo em toda sua carreira. Ele muda o foco e aposta no "feminismo". As mulheres adormecendo e deixando para trás homens perdidos e desesperados é algo muito bem explorado. Por conta disso podemos chegar a conclusão de que um mundo só de homens simplesmente acabaria uma hora ou outra. Sem falar que a violência cresceria em números astronômicos e não para por aí...

Uma das personagens chega a dizer que se fosse ao contrário, se os homens dormissem e as mulheres ficassem acordadas, em pouco tempo eles se organizariam, dariam a luz à novos meninos (banco de espermas, sacou) e os educaria diferente. Assim o mundo continuaria... MELHOR!

Tem como ser mais feminista do que isso?

Só quero falar mais uma coisinha da trama: Em determinadas partes do livro, o leitor acompanha o "Nosso Lugar" que é o mundo paralelo em que as mulheres adormecidas estão e isso é bem bizarro e interessante. Elas começam a se organizar e a distinção entre as duas realidades começa, de fato, a se distanciar É uma obra que te coloca para pensar sobre diversos aspectos das nossas relações. Te instiga à critica feminista e mostra um lado do King que muita mulher vai adorar.

"As mulheres começaram a chamar de “lugar novo” porque não era mais Dooling, ao menos não a Dooling que elas conheciam. Mais tarde, quando começaram a perceber que poderiam ficar ali por muito tempo, começaram a chamar de Nosso Lugar. O nome pegou."

Eu estou falando muito do Stephen King e não estou citando o filho Owen que escreveu esse livro junto dele, mas é porque eu simplesmente não consegui identificá-lo. Só vi Stephen ali e isso me alegra! Teremos um substituto para quando nosso mestre partir? Quem sabe?!


Agora um pequeno elogio à editora: A suma manteve a capa original do livro e isso agradou demais os fãs brasileiros e, ainda por cima, lançou aqui no país o livro apenas 20 dias depois do lançamento lá dos Estados Unidos. Um "VIVA" para a Suma. Muito amor por vocês!


Leia, mas se você for daqueles que detestam a enrolação do King, se prepare antes.


[Livro] A maldição do cigano - Stephen King


Inicialmente lançado sob o pseudônimo de Richard Bachman em 1984, "Thinner", de Stephen King, chegou ao Brasil com o título de "A maldição do cigano" e foi adaptado para o cinema em 1996 com outro nome: "A Maldição". Enfim, apesar dessa melecada de ficar mudando o título das coisas, a Editora Suma de Letras relançou o livro que seguiu o título do filme e pronto, acabou-se as mudanças bizarras. Só acho que essa obra merecia um pouco mais de destaque entre os leitores, porque é realmente aterrorizante. 

Sinopse: Bill Halleck tinha uma vida boa e tranquila, até o dia em que atropelou uma velha cigana. Inocentado no tribunal por ter boas relações com o júri, logo descobrirá que, apesar de ter escapado da justiça americana, existem outras formas de pagar por um erro. Em pouco tempo, o obeso Halleck começa a emagrecer — seus quilos sugados vertiginosamente a cada dia que passa. Para surpresa dos médicos que o examinam, não há nada de errado fisicamente. Mas Halleck terá de encontrar uma solução – e rápido – senão, em pouco tempo, não será mais do que um feixe de ossos. 


Esse livro vem com todos os pontos positivos de Stephen King. Toda sua força maligna impressa em papel foi usada nessa história, com direito a cenas nojentas e final aterrorizante. Parece até que o livro não acabou porque não é possível não ter um "Felizes para sempre" nem de leve! 

A obra conta a história de Billy Halleck, um advogado obeso bem-sucedido que, de forma bastante imprudente, atropela uma velha cigana. O caso vai a julgamento, mas, mesmo com tudo contra, Billy é inocentado (pois é bem influente no ramo) e sai ileso do acidente. O problema é que quando ele sai do tribunal, um cigano o toca e sussurra uma maldição em seu ouvido: "Mais magro". 

A maldição é real e começa, de fato, a acontecer. 

Billy começa a emagrecer e isso pode até parecer bom no começo, mas a coisa começa a sair fora de seu controle e ele passa a correr risco de morte. Desesperado vai a vários médicos e nada funciona. A situação o força acreditar que foi mesmo amaldiçoado. 


Eu pensei em várias formas de terminar essa resenha sem dar spoilers e resolvi colocar uma sequência de tópicos para atiçar a curiosidade de vocês, portanto aí vão algumas coisinhas que existem nesse livro: 

  • Billy culpa sua esposa pelo acidente
  • O cigano não amaldiçoa apenas o advogado obesa. Todo mundo envolvido no julgamento cai em suas garras e as maldições são terríveis.
  • Existe uma "cura" para sua maldição.
  • É uma saída bem ao estilo Stephen King. 

Chega! Quando eu li esse livro, não sabia absolutamente nada sobre a história e as surpresas fizeram toda diferença pra mim. Aconselho que quem se interessar faça o mesmo. Vale muito a pena!

Ah! Feliz Halloween para todos!


[Conto] Desculpe, número certo - Stephen King

Sabe aquelas ligações que a gente recebe, geralmente de alguém tentando algum golpe, que tem uma pessoa gritando por socorro do outro lado da linha? 

Então, se você já recebeu alguma dessas ligações, deve entender o quanto a pessoa do outro lado pode soar familiar, ainda mais se você fica desesperado ou se já está preocupado com alguém em específico. 

Esse conto, presente no livro "Pesadelos e paisagens noturnas 2" é sobre isso. Esse sentimento desesperador de não saber quem poderia ter entrado em contato naquela ligação assustadora cheia de suspiros e soluços. 

Katie recebe uma ligação de uma mulher soluçando e pedindo coisas que ela não entende direito. Ela fica tão transtornada que começa a entrar em contato com um monte de gente. Diante dessa crescente preocupação, seu marido Bill resolve ajudá-la. 

O final é uma maravilha! Estamos falando de Stephen King, então encare "maravilha" da forma que você quiser! (rs)

Fui reler esse conto depois de ver um post do Stephen King Kingdom que falava sobre a adaptação dessa história em um dos episódios da série "Tales from the Darkside" a qual ficou no ar durante os anos 80 e 90 e adaptou vários contos de diversos autores do terror moderno, entre eles, Clive Barker. 


De qualquer forma vale a pena ler, apesar do formato bem diferente do que estamos acostumados. Aqui Stephen King escreve como se fosse um roteiro. É bem visual, mas não é meu estilo preferido, mas o que eu estou reclamando aqui? É do King, então merece ser lido!



[Livro + Filme] Christine - Stephen King

Essa é uma história sobrenatural de um carro assombrado, contado pelo melhor amigo de Arnie, seu nome é Dennis. É através de seus olhos que conhecemos Christine e, assim como ele, notamos logo de cara como a história toda já começa errada.

Sinopse: Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. Mas não espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. 

A história é fantástica. Não quero entregar muitos detalhes para quem não leu, mas basta saber que Arnie vê Christine, na casa de seu ex-dono, caindo aos pedaços e fica alucinado por ela, ao ponto de pagar muito mais do que ela vale, mesmo com os protestos de seu amigo. É como se ele estivesse enfeitiçado. 



A partir daí as coisas vão ladeira abaixo em uma velocidade incrível. A família de Arnie fica "fula" da vida com a aquisição. Dennis começa a não reconhecer seu amigo por conta da mudança repentina de comportamento e por isso começa a investigar qual é a história desse carro velho que lhe causa arrepios. 

Antes e depois de Arnie
 
Olha, nesse livro tem de tudo: Carro que anda sozinho, atropelamentos bizarros (narrados com tantos detalhes que dá nó no estômago), cenas de tensão para quem pega carona com Arnie, pessoas vivas vendo mortas andando em Christine por aí e uma das cenas mais angustiantes que já li: 

Quando a namorada de Arnie engasga dentro do carro. Essa cena é de tirar o fôlego no livro. No filme ficou mais leve, mas mesmo assim dá um desespero! Dá uma olhadinha nela: 


Acreditem, a leitura é bem pior do que essa cena. Leigh, a namorada, se torna parceira de Dennis na luta contra Christine e o desenrolar é alucinante. 

O ponto negativo do livro: A parte realmente alucinante como eu estou dizendo até aqui só começa da metade para frente. É um livro de 600 páginas e nas primeiras 300 acompanhamos a amizade entre Arnie e Dennis, a mudança de Arnie e todo o desenvolvimento do carro, se revelando aos pouquinhos. 


Mas na segunda metade é que tudo acontece. Os assassinatos, as pessoas realmente entendendo o que está acontecendo e o melhor: o motivo para Christine ser como é que, diga-se de passagem, é diferente do motivo do filme e também sua primeira cena. 

Gostei muito do livro apesar disso, quem lê muito Stephen King já está acostumado com essa "enrolação". Ele dá todo o panorama da cidade e das pessoas antes de entrar fundo na história. Achei exagerado, mas nada de se jogar fora pela genialidade da escrita. 

 

Quanto ao filme: Os livros do King foram muito adaptados nos anos 80/90 e possuem (TODOS) um ponto negativo e um positivo: 

Negativo: é fraco em produção, com atores bastante despreparados e algumas mudanças importantes que alteram os finais das obras. 

Positivo: Mesmo com a mudança, as cenas mais impactantes dos livros estão lá e com as mesmas falas escritas por King. Isso é delicioso para o leitor. 

Em Christine, escrito em 83 e adaptado em 84 é tudo muito fiel. As melhores cenas estão presentes e algumas falas icônicas também. As mudanças e adaptações não fazem diferença na história e, apesar do final ser diferente, a diversão é garantida. 

Não é à toa que virou um clássico!


Mês do Halloween, Dicas de livros e sorteio

Diz a lenda que um alcoólatra mal educado chamado Jack Miserable bebeu excessivamente em um dia 31 de outubro e o diabo veio buscar sua alma. Jack enganou o diabo para continuar bebendo e viveu por mais alguns anos. Quando morreu, não foi admitido no céu. Ressentido, o diabo também não o quis no inferno e o enviou para a noite escura com apenas uma brasa de carvão para iluminar o caminho. Jack colocou o carvão em um nabo esculpido que funcionava como uma lanterna e dizem que ele vaga pela Terra desde então.


Lendas como essa fazem do Halloween a data a mais divertida do ano e, para nosso deleite, muitos escritores continuam criando histórias (talvez algumas delas nem sejam tão ficção assim, certo?) para nos assustar. Eu reuni uma pequena lista dos meus livros preferidos dentro do gênero "terror/horror" para quem quiser entrar no clima!




1 - O Cemitério (Stephen King): não pode faltar, né? Mas esse é especial, porque acredito que seja um dos meus preferidos entre a imensa lista de livros do King. A história me deixou absolutamente impressionada e a notícia boa para quem decidir se aventurar nessa leitura é que terá adaptação nova para o cinema. Eu acho digno, já que a adaptação dos anos 80 é assustadora, mas é tão ruim que dá dó!





2 - O Vilarejo (Raphael Montes): Pelo amor de Deus que livro bom é esse e o mais legal: é muito bem ilustrado! Acreditem, isso torna a experiência bem mais tenebrosa. Raphael Montes vem sendo comparado com Stephen King e eu discordo disso, não que ele não tenha talento, mas porque ele escreve um terror muito mais puxado para o bizarro e não tão psicológico como o do King. Mesmo assim, recomendo seus livros e espero muitas outras coisas boas vindo dele.




3 - O Colecionador (John Fowles): Acredito que Stephen King leu este livro antes de escrever seu tão aclamado "Misery". Digo uma coisa: Se você sair ileso dessa leitura, provavelmente você não tem coração. É uma história arrebatadora, contada de um jeito que mexe com você e brinca com seus sentimentos. O leitor é, constantemente, jogado de um lado para o outro e o final... Estou em choque até agora!






4 - Do Inferno (Alan Moore): É uma HQ deslumbrante que conta a versão mais aceita até hoje para a história de "Jack, o estripador". Acontece que HQ é visual, né? Imagina essa história contada dessa forma e pelas mãos do mestre Alan Moore. Acho que nem preciso falar mais nada! Leitura obrigatória para quem curte terror e suspense.






5 - Hellraiser ( Clive Barker): Você pode até me falar que já viu os filmes que passavam nos anos 90, mas uma coisa é fato: Ler essa história é muito mais apavorante do que ver. As descrições de Clive Barker são tão palpáveis que dá medo da nossa própria imaginação. Essa história mexe com nossos sentimentos e sentidos, você sente cheiros, arrepios, ansiedade, tudo! No entanto, não indico essa obra para qualquer um, porque é realmente pesada!



6 - A mão do macaco (W. W. Jacobs): Esse não é um livro e sim um conto. Não sei em qual livro você poderia encontrá-lo, mas o PDF. dele é facilmente encontrado pela internet toda. É um conto realmente apavorante que merece ser lido e relido porque em torno dele foi criada toda uma lenda urbana que aparece em várias produções do gênero. Leitura rápida e bem assustadora!


Dicas dadas, agora quero convidar vocês para participar do sorteio que está rolando lá no Facebook, em parceria com o escritor Rodrigo Rodrigues e a Livraria Torre do Tombo.



[Livro] O Pistoleiro da Meia-Noite - Rodrigo Rodrigues

Tenho a maior satisfação do mundo hoje em abrir esse meu pequeno espaço para falar de um livro muito especial para mim, pois se trata do primeiro lançamento de um amigo meu e só por isso já valeu a pena ter voltado com o blog (mesmo de forma tão esporádica).



Sinopse: Frankie é um assassino de aluguel implacável que roda o país estrada afora matando desconhecidos a troco de dinheiro. No entanto, a quantia ganha é o que menos lhe interessa... A única coisa que o move é um forte impulso homicida, que ele controla por meio de protocolos rigorosos. Após quarenta anos de serviços prestados, seu corpo já não é mais o mesmo, os ossos doem e o coração velho está cansando demais. É então que a aposentadoria se torna uma realidade inevitável, mas a vontade de continuar na ativa e o medo de encarar a vida solitária deixam-lhe em conflito. Porém, quando um senador aparece em busca de vingança, o pistoleiro aceita o trabalho, planejando seu último desafio, só que, ao confrontar o alvo, um sujeito misterioso, Frankie se envolve em uma trama sobrenatural de consequências cruéis. 


Eu classificaria essa obra como uma novela, porque é maior do que um conto, mas bem menor do que um romance e, como novela, cumpre muito bem seu papel. (São 101 páginas bem intensas) 

Certamente o mundo é um hospício muito maior do que as pessoas imaginam. 

Os personagens são bem delineados, não tão aprofundados como em um romance, mas não deixa nada a desejar. A trama é simples, mas muito envolvente. Não há reviravoltas, surpresas ou sustos, você já prevê o que vem pela frente, mas é tudo descrito com muita habilidade. 

É como ler sobre uma lenda urbana que você já conhece, mas que foi tão bem escrita que empolga da mesma forma. 

O Recife do Diabo era um lugarejo esquecido, que regressava aos tempos antigos, quando os homens ainda balbuciavam palavras sem sentido e louvavam entidades ancestrais.

Bem, fui um pouco injusta quando disse que não havia surpresas: Bem no finalzinho do livro recebemos o gancho tão esperado e para alguns isso pode, sim, ser surpreendente - eu achei corajoso. Foi muito bem bolado, por sinal a forma com que o autor deixa claro que a história não acaba ali foi a parte que eu mais gostei: A motivação do protagonista. 


Dá forma que o Rodrigo Rodrigues colocou a trama, teremos continuações infinitas pela frente e eu adoraria ler cada uma delas. Ainda mais que as influências são claríssimas, Stephen King está presente em todas as páginas e isso tornou a leitura, pelo menos para mim, muito agradável e familiar. 

Não há crime aos olhos de Deus que não possa ser perdoado.

É o primeiro romance do autor e acho que já mostra um enorme potencial para crescer no cenário literário. Espero que a Editora Chiado não o perca de vista.









Rodrigo "Shepard" Rodrigues, queria te dizer que estou feliz da vida por ter você como amigo e muito orgulhosa com seu caminho. Espero que você tenha mais realizações como essa e que sejam tão boas quanto! Conte sempre comigo!






Siga o Rodrigo Rodrigues em todas as plataformas. Vamos valorizar o que nossos autores estão produzindo. Vale a pena demais e para quem tiver interesse em adquirir sua obra, tens links aqui:




[Livro] O Colecionador - Jhon Fowles

Livro incrível que me surpreendeu demais. Não foi o que eu esperava após ter lido tantas resenhas (isso sempre atrapalha), mas o que encontrei aqui é ainda melhor e é uma obra que serviu de base para outras que gostei muito, então valeu a pena me doar à essa história. 





Sinopse: “O Colecionador" é a história de Frederick Clegg, um homem solitário com um plano para conquistar o grande amor de sua vida. "O Colecionador" também é a história de Miranda Gray, sequestrada por um maníaco que acha que pode obrigá-la a se apaixonar por ele. Dois narradores antagônicos, sequestrador e vítima, brilham no romance de John Fowles. 









Um rapaz se apaixona por uma garota, mas sua personalidade, um tanto peculiar, o impede de se aproximar dela. As primeiras páginas contam muito bem o tipo de pessoa que ele é. 

Acontece que ele é um psicopata e sente essa necessidade de possuí-la e assim talvez a faça amá-lo. Veja bem, não encare esse "possuí-la" como algo sexual, o que o rapaz quer, na verdade, é ter essa garota para ele como um objeto maravilhoso, como um pássaro na gaiola ou talvez como uma obra de arte presa a parede. Para isso ele a sequestra. Ah, ele diz o tempo todo que ela é sua hospede! (rá, sei!). 

Essa história pode não parecer muito original, talvez você já tenha lido aí ao menos dois livros que falam disso, mas, acreditem, essa obra foi a primeira que trouxe esse tema, exposto desse jeito, para a literatura e todas as outras podem (ou não) ter se baseado nessa para nascer. 

O livro é narrado em primeira pessoa, mas dividido em duas partes. Na primeira parte é Frederick quem expõe os fatos. Sua obsessão fica evidente e, por incrível que pareça, sua inferioridade diante dela também. Em determinados momentos da história você chega a sentir pena dele. Ele mostra o quanto ela é forte e decidida. Inteligente acima da média, chega a ser esnobe e, diversas vezes, até manipuladora. 

Na segunda parte a coisa muda de figura e é Miranda quem passa a narrar os fatos de seu próprio sequestro. É aqui que a obra te dá o petardo. Só digo uma coisa: É muito mais completa e bizarra! 

Eu não quero falar mais nada, principalmente sobre essa segunda parte, porque é interessante você se deixar guiar pela narrativa de ambos. Achei muito intrigante o paradoxo das personalidades de ambos quando narrado através dos outros do outro e de si mesmo. Como uma pessoa pode ser diferente aos olhos de cada observador. Isso é algo que grudou em minha cabeça e não consigo parar de pensar no assunto. 

Obras que beberam dessa fonte 

Jhon Fowles pode ter sido lido por alguns escritores do gênero e pode ter inspirado outras histórias igualmente fantásticas. Pode ser que exista outras, mas aqui quero citar duas que me marcaram e que gostei demais: 


Misery (Louca Obsessão) - Stephen King 
Sim, eu acho que o mestre leu esse livro para criar uma de suas melhores histórias. A trama não é exatamente igual ao "Colecionador", mas tem similaridades incríveis. De qualquer forma vale a pena ler as duas porque não seguem o mesmo rumo e o final é absolutamente diferente.  



Dias Perfeitos - Raphael Montes
Essa eu tenho certeza que veio direto da fonte. Parece até uma releitura. Obviamente possui algumas diferenças estruturais, mas a base toda está lá. Uma ressalva que quero fazer é que em "Dias Perfeitos" as coisas são muito mais bizarras! Recomendo demais a leitura. Aliás, recomendo o autor e toda sua bibliografia.
Tem resenha desse livro AQUI. Confira. 



E é isso. Não é porque um escritor se inspirou em outra obra que seu livro deve ser descartado. Não sendo uma cópia e possuindo pontos específicos só faz a coisa toda mais interessante. Um dia farei um post sobre obras que não são tão "novidades" como nós pensamos ser, mas ainda sim são ótimas. 


Uma pequena ressalva: A DarkSide relançou esse livro recentemente com uma capa de “cair o queixo”. Eu li na versão antiga (deu o maior trabalho para achar), mas fiquei encantada com o trabalho da Editora para essa nova edição. O livro parece um quadro!!! Quero demais.



[Livro] Salem - Stephen King

Obvio que não iria faltar meu escritor preferido no nosso #MêsDoHalloween!

Só mesmo o Stephen King, para começar um livro pelo final sem dar Spoiler algum e quando o leitor chega à última página, corre para o começo porque tudo se encaixa só ali, na última linha da introdução.

Sinopse: Ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade. Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem's Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir. Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem's Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas. 

Classificação
5*
Editora: Suma
Skoob

Esse foi o segundo livro que Stephen King escreveu na vida, lá em 1975. Nem dá para acreditar que o cara já tenha começado tão bem em sua carreira. Tudo bem que, quando você lê mais de 10 obras dele, percebe alguma diferença na escrita, mas isso aqui é genial demais para ser de um escritor principiante e só reforça o que sempre pensei: Stephen King já nasceu gênio e veio para esse mundo "prontinho da Silva".

Essa história começa realmente pelo final, com o fim da pequena cidade Jerusalem's Lot já sendo de conhecimento geral sua tragédia. E nas primeiras páginas você se sente completamente perdido, porque parece mesmo que está perdendo alguma coisa, mas calma, tudo se ajeita. King não te deixa muito tempo no escuro quando retrocede algum tempo e lhe mostra o panorama completo da trama.

E veja só, aqui temos outro escritor. Aliás, o primeiro escritor da carreira de King em suas obras. Veremos muito dessa profissão em suas histórias. Aqui, Ben Mears está de volta à sua cidade natal, pronto para resolver pendencias do passado que o deixou atormentado até então.

Ben está pronto para escrever um romance, baseado no seu medo de criança, aliás, o medo da maioria daquelas pessoas: A famosa Mansão Marsten, palco do mais aterrorizante boato de todos os tempos - Seu ultimo morador foi encontrado morto, enforcado em seu próprio quarto. Circunstancias suspeitas rodeiam essa morte e Ben sabe muito bem disso.

Ele espera, na verdade, superar esse trauma e seguir em frente, mas o que encontra é algo um pouco mais profundo. Logo de início tenta alugar a tal casa, que passou todos estes anos vazia, mas descobre que pouquíssimos dias antes, ela fora alugada para um homem que também está chegando à cidade com a intenção de abrir uma loja de antiguidades.

Como se trata de uma pequena cidade do interior, os boatos voam e logo toda a população está de orelhas em pé e olhos voltados tanto para a loja nova, quanto para os proprietários misteriosos da mansão, mas também para o Ben, o escritor - quase famoso - que passa a perambular pelas ruas.

E é aí que tudo muda drasticamente. Assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, sumiços de crianças e também de alguns mortos no necrotério se tornam comuns e o cenário vai ficando cada segundo mais assustador.


Lançado originalmente aqui no Brasil como o nome de A hora do Vampiro e com essa capa horrenda:

Salem foi resgatado pela Suma e acabou ganhando capa nova e voltou para seu nome original - que eu considero bem melhor - mas que, por anos, me fez pensar que esse livro se tratava de uma história sobre bruxas. Qual foi minha surpresa, descobrir que aqui, lidamos com o melhor tipo de vampiro que se pode existir. O tipo mal, perverso e sem sentimento algum. A criatura apavorante que todos temem e não algo sedutor e irresistível. (ps: aqui ele não brilha, juro).

Eu não vejo problema nessa gama de tipos de vampiros. Gosto da versatilidade que essa criatura recebeu na literatura, só quero ressaltar que aqui ele é daquele tipo clássico, que a maioria prefere.

Esse livro é instigante do começo ao fim. Os personagens são muito bem construídos e você sente empatia por vários no decorrer da história. Bem, se tratando de um livro do King, inevitavelmente, você irá chorar por alguma morte e eu senti várias aqui.

Os personagens do King parecem mesmo ter um vasto passado e é isso que dá a eles tanta profundidade. Um dia falo melhor disso aqui no blog, quero ler mais obras do autor para essa analise. Mas voltando a história: VAMPIROS! Como poderia dar errado? A melhor criatura da ficção, escrita pelo melhor escritor de terror?

É um livro impecável, com críticas bem feitas, assim como em todas as suas outras obras. Como sempre ele pega no pé da religião e também dos costumes das pessoas que vivem em cidades pequenas.

Em resumo, Salem é quase uma "boia salva-vidas" no mar de tantas ficções mal feitas que existem atualmente nas livrarias. É quase confortador poder sentir medo dessas criaturas noturnas, que não tem pretensão alguma além de matar. É um refresco para quem gosta de terror ao mesmo em tempo que um deleite para os que amam, acima de tudo, uma história muito bem contada.

Leiam!

Foi melhor que o livro

Existe uma máxima entre os leitores: O livro é SEMPRE melhor que o filme. Algumas imagens aparecem pela internet para ilustrar isso, assim como essa:


E eu concordo com isso. Poderia ficar aqui, citando diversos exemplos para vocês, como quase todas as adaptações do Stephen King.
  • "O Cemitério" foi horrendo, já o livro é um dos melhores que eu já li.
  • "O Iluminado" foi criticado até pelo escritor, mas o livro é um clássico que merecia mais.
  • "Salem" virou "A hora do Vampiro" e me dá tristeza ao lembrar, mas o livro... Uau!
Fora estes, temos mais uma infinidade de adaptações que não deveriam existir. Algumas que me dão arrepios:



  1. Lanterna Verde (foi a vergonha em forma de filme).
  2. Demolidor (Filme de 2003 foi péssimo. Pelo menos a série está salvando esse herói do limbo vergonhoso).
  3. Academia de Vampiros (O livro já é bem teen,daí fizeram uma produção pobre para a coisa, resultado: Tão péssimo que nem contando com milhões de fãs aqui no Brasil, o filme veio para o cinema, foi direto para o Netflix).
  4. Carrie, a estranha (o primeiro dos anos 70 foi muito bom, mas o segundo foi triste. Nem o excelente elenco salvou a péssima adaptação).

Mas será que isso é lei? Não existe sempre uma exceção? 

Sim, exceções estão aí para nos provar que nada no mundo pode ser levado a ferro e fogo e eu trouxe uma listinha dos MEUS escolhidos. Lembrando que essa é a MINHA opinião e pode ser que você não concorde. Para isso, peço que deixem mais exemplos nos comentários. Vamos honrar as boas adaptações do mundo!



Comer, rezar, amar
Pode ter sido culpa da Julia Roberts, mas o filme ficou bem mais legal do que o livro. Achei a leitura lenta, desinteressante, mas a adaptação me deu arrepios. Toda aquela peregrinação, que delicia se descobrir daquela forma. Eu queria "desler" o livro por causa disso.





O nevoeiro
Sim, tem Stephen King nessa lista também. Na verdade O Nevoeiro é um conto que foi adaptado e vou dizer, o filme ficou bem melhor. Na história do King algumas coisas me incomodaram bastante e parece que ao ser levado para o cinema tudo se ajustou. Sem falar que na tela ele teve O MELHOR FINAL DE TODOS OS TEMPOS que ganhou de longe do final do conto.



Pretty Little LiarsComecei a ler a coleção e parei no terceiro livro. Não tem muito a ver com a série - alguns fatos mudam e não me agradou - porque eu já era fã da adaptação. Daí acabou não funcionando para mim. Acho que as atrizes forma muito mais felizes em seus papeis e até hoje, não sinto vontade de ler a obra. Ver já me basta.





Vampire Diaries
Outra série que não me ganhou nos livros. Essa eu comecei lendo antes e logo passei para a televisão e o visual foi bem mais impactante. Gostei demais do atores e tudo ficou melhor e mais dinâmico.
Hoje, é uma das tramas mais bem elaboradas que eu já vi e nem sei se segue a risca os livros, acho que não...




The Walking DeadCalma! Não me matem. Essa história saiu dos quadrinhos e na tela tomou uma proporção assustadora. Eu adoro Hqs, mas a velocidade da série foi importante nesse caso PRA MIM. Eu acho que li até o volume 30 e acabei desistindo e ficando na série. Mas é uma HQ magnífica, para quem curte esse formato eu recomendo muito.






O lado bom da vida
Eu ganhei esse livro e li rapidinho. Achei legal, mas quando vi o filme achei fantástico. Eu preferia ter lido outra coisa no lugar, porque a adaptação realmente me bastou. Mais uma vez a escolha dos atores foi ótima e me atraiu logo de cara.







Simplesmente AconteceO livro é MEGA chato, em forma de cartas e não consegui me apaixonar por nenhum personagem. Já o filme me tocou profundamente. Acompanhei o crescimento daqueles dois amigos e sofri a cada cena. A adaptação é divertida, coisa que o livro passa longe.


O Diabo Veste PradaEu só descobri que esse filme era de um livro quando o segundo foi lançado. Bem, se você quer transformar algo em pura perfeição adicione Meryl Streep à receita e nenhum escritor estará à altura (tiete, eu?). Simplesmente não tenho palavras para expressar a diferença gritante entre um e outro. O livro é maçante, com todas aquelas descrições de marcas e cores e blá, blá, blá... Jamais lerei o dois! Mas o filme tem um visual ótimo. Difícil não amar!



E eu não consigo me lembrar de mais nenhum. Ajudem aí... O que vocês acham que ficou melhor na tela do que nas páginas, em sua opinião?

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