Resenha – SONHOS DE UMA GERAÇÃO

Hoje farei uma critica apenas e nenhuma recomendação! 

Nem todos os livros nos tocam a alma e esse não foi feito para mim.

Obvio que nem tudo que eu recomendo é do gosto de vocês e o contrário vale também, mas hoje falarei um pouco mais a fundo sobre o que é fazer resenhas no blog.

O Blog Cultura Viciante está constantemente em busca de parceiros e estou recebendo escritores brasileiros que me surpreendem com seus livros e o primeiro foi o L.L. Santos que depois de um tempo se tornou um amigo.

Daí eu percebi como é complicado fazer criticas a um amigo. Não que eu vá mentir aqui para vocês, mas para mim é mais fácil simplesmente não dar minha opinião do que falar mal de uma obra que eu não gostei principalmente se for de alguém que eu conheço!

Dito isso farei a tal resenha, ressaltando que não é porque eu não gostei que você não pode gostar de uma obra. Simplesmente acho que para mim faltou muito para ser um livro recomendável.



SONHOS DE UMA GERAÇÃO me pareceu um livro confuso e mal escrito. O narrador - que mais para frente até pode ser que se revele um personagem - tem uma linguagem pobre e muitas vezes de baixo escalão misturando-se com o texto em si, para mim ficou bagunçado.

Se a intenção do autor foi nos fazer uma surpresa quanto a identidade do narrador acho que deveria ter feito ainda nesse volume porque não sei se irei ler o segundo para descobrir.

A história em si até é considerável, mas os personagens não se entrosam e ficamos o tempo todo em o que mais parece uma apresentação da vida de cada um do que propriamente o desenrolar da história.



A história se passa em 1964 em uma saturação nada diferente da que vivemos hoje em dia. O cenário do livro é uma guerra silenciosa entre governo, traficantes e a população, mas não só isso, diferenças sociais e valores familiares são fortemente discutidos no decorrer das 194 páginas.

Agora um pouco sobre a revisão. Quando terminei meu livro eu tinha uma grande preocupação que era a revisão gramatical e ortográfica e após ler esse livro eu vi que estava certa. Como um texto mal corrigido e cheio de pontos finais e vírgulas em lugares errados pode destruir uma trama.

Não me identifiquei com o formato da escrita e muito menos com a forma com que tudo foi apresentado.
Enfim, o escritor deste livro é o mesmo que criou Bullying que eu até sorteei aqui no blog e que adorei demais, portanto não entendo como uma obra pode se distanciar tanto de outra quanto a qualidade.

Gosto de livros que me dão prazer em ler, eu gosto de viajar nas palavras e principalmente, gosto de obras que não me deem vontade de pular páginas.

Essa obra não foi para mim, assim como outras tantas, mas vamos em frente, quero ler outras coisas do autor e depois conto para vocês.

Ao menos sabem agora que não gosto de tudo que leio!  O.o


15 comentários

  1. Uma revisão displicente pode mesmo estragar um livro, Camila. Você fez bem ao salientar que toda apreciação envolve um certo grau de subjetividade. Beijos!

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  2. O que importa é analisar o livro e escrever a resenha (positiva ou negativa); assim, os leitores podem ter uma opinião (subjetiva, claro) antecipada sobre o mesmo - quando lerem, aí, serão os leitores que decidirão se o livro é 'bom' ou 'ruim'. Além disso, até os grandes escritores escrevem bombas em meio aos seus best-sellers (depois que um autor ganha renome, qualquer coisa que ele publicar, venderá, sendo 'boa' ou 'ruim'...).

    Monster-Monster :)

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  3. Que pena que o livro te decepcionou... a capa é tão bonitinha né. Apesar de não ser uma história 100%, eu gosto de histórias que se passam na década de 60.

    Vanessa - Blog do Balaio
    http://balaiodelivros.blogspot.com.br/

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  4. Todas as forma de arte valem pela emoção que nos despertam. E o sentimento difere de pessoa para pessoa. Observo que muitos livros e filmes me causam uma sensação de prazer ou desconforto totalmente diversa da que provocaram em outros. Confesso, porém, que, quando me dizem que um livro não agradou, perco o interesse em lê-lo (rss). Bjs.

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    1. "Confesso, porém, que, quando me dizem que um livro não agradou, perco o interesse em lê-lo" ???
      Que alienação hein? Ir pela cabeça dos outros...

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    2. Um pouco mais de educação aqui no meu blog! Não quero mediar comentários, mas eu compartilho da mesma opinião da Marilene, se TODAS as opiniões são negativas, não perco tempo e leio outro livro - Tipo Jogos Vorazes que é bem mais divertido!

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    3. Pois é, você quer fazer a cabeça dos leitores Camila pelo visto. Logo percebe-se que quer formar opiniões passivas e não aceita opiniões diferentes da sua. Respeito é respeitar opiniões que também são negativas. Escreva um livro para alguém avaliar e coloque para a apreciação do público e vamos comentar. E se você escrevesse um livro, ia querer apagar os comentários críticos com relação ao mesmo? Ou se visse resenhas em outros blogs? A intenção da resenha não é para os leitores lerem ou não, mas sim é uma opinião pessoal de quem resenhou - fazer apologia a resenha é moldar a cabeça do leitor.
      Abraços.

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    4. Melhor não contribuir com sua festa né?!

      Parabéns pelos comentários tão adultos, contribuiu e muito para esse post! rsrsrs

      Ahhh não assine como anônimo por favor, qual o problema de se identificar?!

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    5. Não tenho conta e preciso fazer uma e sou tímido :(
      Meu nome é Bernardo e sou muito feio... Mas achei muito legal os comentários :)
      Obrigado e sucesso ao blog Camila!

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    6. Bernardo... Sei!

      Ok, volte sempre! hahahahaha

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    7. Acabei de ver os comentários e tal. Penso que a liberdade de opinião é livre. Quem gostou, gostou; quem não gostou, não gostou.

      C. L. Santos

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    8. Quem é você?

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  5. L.L. Santos, é você???
    Se não for, esse "anônimo" copia seu estilo muito bem!

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  6. Talvez não seja apenas "ir pela cabeça dos outros", como o corajoso "Anônimo" disse.
    Eu me desinteressei de ler qualquer coisa desse autor por causa de uma única frase dele, que li um dia.

    "A miséria física só existe, por que alguém teve a feliz ideia de criar a miséria intelectual, popularmente conhecida como IGNORÂNCIA!"

    Alguém teve a ideia de criar a ignorância???

    Sério, respeito muito a literatura nacional, mas tem muita coisa boa para se ler, que não seja produto de ego inflado, fruto de arrogância e prepotência.

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  7. Passei aqui no blog para ver as novidades, e me deparo com uma acusação. Nem sabia destes comentários acima, e que acabam por me citar. Realmente não entendi isso. A partir do momento que um leitor ou leitora não pode se expressar com liberdade em comentários em uma resenha, aí sim fica estranho. Ou mesmo se identificar. Eu por exemplo, sempre coloco meu nome, mas quem quiser me escrever de forma anônima tem todo esse direito. Agora... Eu não faço comentários acerca do que eu escrevo. Porém, é cada vez mais fácil de ver que as pessoas verdadeiramente chegaram a um alto ponto de alienação. Mas isso vai de cada um. Os autores não escolhem leitores. São os leitores e leitoras que escolhem seus autores. E para finalizar, a sinceridade hoje em dia, é considerada arrogância. Mas enfim, cada um planta as palavras da forma que melhor acreditar.

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