 |
Sempre que se pensa em autoestima, a primeira ligação de imagem é de nós mesmos frente ao espelho.
Conhecer-se é a palavra de ordem da autoestima |
Há muito tempo, acho que logo que nos conhecemos (e esta história ainda vai virar um post), Camila vem me pedindo para escrever um texto sobre autoestima. Para ela, eu sou um exemplo de pessoa com a autoestima em dia. Ainda bem que ela me pegou na fase certa! A bem pouco tempo antes disto, não teria muito orgulho do que fazia comigo mesma. Porque a autoestima é, sobretudo, a admiração que temos por nós mesmos. E sempre que penso em falar ou escrever sobre autoestima acho que vou parecer com os milhões de livros de autoajuda que existem por aí, alguns de boa qualidade, outros nem tanto, mas todos falando quase sempre a mesma coisa, quando não as mesmas frases. É que construção da autoestima é algo muito óbvio. É como dieta. Todo mundo sabe que tudo que se tem a fazer é diminuir a quantidade de alimentos, menos açúcar, sal e refrigerante, fazer exercícios físicos, mas temos preguiça de pôr em prática.
E do mesmo jeito que forma física, algumas pessoas nascem abençoadas por um excelente metabolismo, outras tem que lutar para construí-lo. Algumas pessoas nascem com uma facilidade muito grande de aprender, outras tem que se esforçar e recorrer a mais livros, aulas e professores. Mas a maravilha disto tudo é que todos podem chegar a um resultado bom, nascido ou não com esta ou aquela habilidade, tudo só depende da sua vontade e esforço em prol daquele objetivo.
Desta forma é a autoestima. Podemos construí-la, montá-la. Alguns com mais, outros com menos facilidade. Para mim veio com naturalidade por toda infância, parte da adolescência, mas eu a perdi no caminho. E recuperá-la foi uma grande descoberta, foi um susto! Falei sobre isto no meu blog, o
Puro ou com Gelo.
Vou deixar no final do post algumas dicas estilo autoajuda, mas já vou avisando: sem vontade de mudar, nada muda. Não adianta eu te dar todos os passos de como eu cheguei a me gostar e me gostar muito, porque foi como EU cheguei aqui. Para você, com outras vivências, outras experiências, crenças e gostos, o caminho será diferente.
Mas chega de lero-lero, que eu sei que apesar do alerta ali em cima, tá todo mundo querendo saber como chegar ao estado glorioso de gostar de si mesmo, se apreciar, confiar no próprio taco. Dica principal: SE CONHEÇA. Não tem como gostar do que você não conhece, certo? Se conheça por dentro e por fora. Não tenha medo de você, não tenha medo de suas angustias, não tenha medo de seus defeitos. Todo mundo tem defeitos! Segundo passo: SE ACEITE! Tentativas de mudar o que você é como essência traz muito mais sofrimento do que simplesmente se aceitar. Não é se acomodar, é se aceitar. São coisas diferentes.
Exemplo pessoal: Eu estou acima do meu peso há muito tempo. Mas sou saudável, pressão arterial normal, colesterol, trigliceredes e articulações, ok. Ou seja, sou gorda é para os padrões que a mídia nos faz engolir todos os dias. Ainda assim, eu me acho bonita. Eu tenho charme. Eu não sou uma pessoa padrão. Sou como um vinho especial, produzido para um público específico. Tenho cabelos cacheados. Nunca quis entrar na onda da chapinha, adoro meus cachos, incondicionalmente.Não sou loira. Amo minha morenice sapeca. Morenas são sexies! No campo psicológico, penso diferente de muitas pessoas em vários assuntos. Muita gente pode achar que não é normal. Eu me acho criativa, inovadora, livre.
Para finalizar, o terceiro item que acho importante: NÃO COMPARE! Comparações são injustas com você. Sempre terá alguém mais bonito, mais inteligente, mais bem sucedido. O homem mais inteligente do mundo não será o mais bonito, nem o mais bem sucedido, o mais amado. Entenda o que você tem de bom, de admirável. Aceite estes dons dados pela natureza. Sem ficar pensando que você poderia ser inteligente como fulano, bonito como ciclano e assim por diante. Não importa. Você também tem seus pontos fortes. Só tem que conhecê-los, aceitá-los, admirá-los. Não se compare com o que a mídia prega. Eles querem vender um produto. E vendem padrões, porque é a forma que têm de atingir uma maior camada da população. Eu não sou um produto de prateleira. Não seja. Pense-se como único, como alguém especial, porque você é!
Rafaela Lobato