Essa leitura me foi apresentada em um CLUBE DO LIVRO que eu participo e a primeira coisa que me chamou a atenção, foi a capa.
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| Livro no Skoob |
Interessante que quando recebi o livro aqui em casa (troca do skoob), também me vi apaixonada pela capa que tem um buraco de verdade nesta toca de rato. Super simples, mas que deu um charme especial!
Meu primeiro pensamento: Espero que a leitura seja tão legal quanto a arte.
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| Essa capa ganhou o Prêmio Jabuti |
E não foi! Foi melhor!
A leitura é absurdamente rápida, porque a história é mais que envolvente e dinâmica, e ser contada em primeira pessoa pela protagonista Shelly a perspectiva das cenas se tornaram mais interessantes ainda.
Shelly e sua mãe são como ratos. Vivem escondidas, com medo, não sabem revidar ou se defender e preferem se humilhar à ter que tomar alguma atitude drástica na vida.
E pra variar não faltam pessoas para subjugar essas duas. A mãe sofre com o término do casamento em que foi deixada sem nada pelo marido que sabia muito bem que ela era um rato. Atualmente trabalha em um escritório onde é diariamente humilhada.
Já Shelly, a filha, sofreu bullying a adolescência toda e depois de um sério atentado que a deixou com muitas cicatrizes, não vai mais a escola e estuda em casa.
São mesmo como ratos que vivem fugindo.
Para completar esse quadro as duas resolvem se mudar para um Chalé tão longe e isolado que mal podem ver os vizinhos.
“Tudo em que pensava era que não importa o quanto somos próximos de alguém, sempre existirão limites – fronteiras que simplesmente não somos capazes de atravessar, questões que nos tocam tão profundamente que não podem ser compartilhadas – Talvez, pensei, aquilo que não conseguimos compartilhar com os outros seja o que realmente define quem somos.”
E nesse modo de vida assustado as duas descobriram a felicidade com suas manias e tradições, vivem feliz uma com a outra com seus livros, musicas e bebidas quentes. Essa parte é mesmo gostosa de ler porque o leitor se sente aliviado ao vê -las feliz depois de tudo que tiveram que passar.
“Percebi quanto ela estava cansada – as rugas sob seus olhos pareciam um pouco mais profundas e havia mais fios brancos em seus cabelos pretos e frisados – e como aquilo fora difícil. Essa é a maldição das mães, pensei, estão condenadas a sentir a dor de seus filhos como se fossem sua.”
Mas como sabemos, até os ratos tem um limite e com as duas não foi diferente.
No dia do 16° aniversário de Shelly um rapaz entra sorrateiramente no Chalé e anuncia um assalto ameaçando-as com uma faca.
Como eu disse, até os ratos chegam têm um limite e Shelly resolve se defender dessa vez.
O tempo todo Shelly mostra sua personalidade e em cada cena da historia vamos entendendo como a pressão psicológica age e como as pessoas funcionam de fato.
Você conhece algum rato?!
Siiiim eu conheço alguns e hoje os respeito mais. Esse livro me colocou pra pensar de tal maneira que já estou com vontade de ler novamente.
Essa é uma obra para ser degustada, sem sombra de duvidas!
Bem, não preciso nem dizer o quanto recomendo essa leitura, para qualquer tipo de leitor. Tem ação, suspense, drama, tudo! Estou em busca de novas obras do mesmo autor porque esse tipo de leitura psicológica me fisgou!


