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[Livro] As Pontes de Madison - Robert James Waller

Um romance para acalentar a alma. Um amor denso e ao mesmo, leve. Uma paixão avassaladora, vivida por duas pessoas maduras e seguras de seus desejos. É o tipo de romance que agrada qualquer pessoa, até mesmo uma como eu, que detesta melecas amorosas.

Sinopse: O ano é 1965, e a cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos, parece estar ainda mais quente nesse verão. Francesca Johnson, uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo, não espera nada além dessa temporada do que o retorno dos filhos e do marido, que viajaram. Sua tranquilidade, porém, será interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County. Francesca e Robert comprovaram para o mundo que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Casada, mãe, Francesca não deveria ter sentimentos tão fortes por esse fotógrafo. Assim como ele, um homem tão livre, nunca se viu tão preso a alguém que acabou de conhecer. E é justamente assim que as paixões intensas funcionam: é como ser atingido por um raio quando menos se espera, e, de repente, seu corpo e sua existência estão preenchidos de energia, sem ter como voltar atrás para o estado anterior. E perdemos todo e qualquer pudor ao ver que é possível, uma vez mais, encontrar espaço para dançar. As pontes de Madison dá voz aos anseios de homens e mulheres de todo mundo e mostra, por meio desse encontro fortuito e avassalador, o que é amar e ser amado de forma tão ardente que a vida nunca mais será a mesma. 


E que adaptação perfeita! Colocar Meryl Streep no papel principal foi simplesmente genial. É tão bom quando o filme capta a essência da obra como foi feita aqui.


Será que é possível amar alguém de verdade e tão profundamente em pouquíssimo tempo? Menos de uma semana? Ou melhor, é possível se apaixonar, mesmo depois de certa idade e já estando casada?

Resposta correta: Sim, sim e SIM!

Francesca poderia jurar que não, já que tem uma vida estruturada e uma família feliz, mas o mundo conspira contra todos, isso é fato. São pequenos detalhes, ações quase imperceptíveis (como NÃO bater forte a porta da casa ao entrar) que fazem o outro mais feliz. Aos poucos, a ausência dessas ações cuidadosas pode minar o amor e fazer murchar a mais alegre das pessoas.

Francesca é incrível, mas os anos de dona de casa a fizeram murchar e tiraram de sua vida a vontade de mudar. Ela não é infeliz, ama os filhos, gosta muito do marido, mas nada daquilo foi o que ela havia sonhado para si.


Então o homem perfeito aparece. Livre, inteligente, divertido e não bate a porta quando entra. Essa fórmula perfeita vem de encontro aos sonhos adormecidos dessa mulher que, quase não acredita mais em nada.

Aos poucos, tudo que ela havia deixado de tentar em sua vida, parece mais palpável e as cores, assim como a dança, voltam para o seu dia a dia. Nem que seja por pouco tempo. O que você faria com isso? Iria se agarrar a esse sonho é deixar para trás toda a base sólida que te sustentou até então?

É uma obra linda. Não é a toa que se tornou um clássico, tanto em livro, quanto em filme. Recomendo a leitura e logo depois o filme, porque você irá captar elementos importantes e tão sutis que vai te fazer sorrir.

Não tenho muito mais o que dizer dessa obra que já é um clássico dos clássicos, portanto é mais uma indicação do que uma critica. 


[Conto] Sara anda mais bonita - Valéria Martins


No Halloween de 2014 falei sobre histórias contadas em duas frases (Leia aqui). Fiquei impressionada com a profundidade que poucas palavras poderiam trazer para o leitor, sendo que a maior parte da história se passava dentro da minha cabeça, com imagens que eu mesma criei, porque, escrito ali na minha frente, muito pouco era dito.

E se duas frases podem me contar uma história completa o que não dizer sobre contos? Alguns são bem grandes, possuem umas 40 páginas, outros, bem pequenos como esse que vim resenhar hoje.


"Sara anda mais bonita", é contado não por ela, mas pela amiga dela que a observa de longe e a nota cada dia mais bonita. Sim, o segredo de beleza é muito interessante, mas devo confessar não é o melhor da história. Nessas poucas páginas, cheias de tensão sexual e frases instigantes, a perseguição e admiração da amiga é que nos fazem grudar na história.



A forma com que amiga observa Sara e a descreve, faz com que seja impossível o leitor não se interessar pelo segredo de sua jovialidade. Mas não posso contar mais nada, a história é mesmo pequena e quando você menos espera, já acabou.

Essa foi a minha primeira leitura de 2017 e ganhou logo cinco estrelas, mas antes de terminar a resenha, preciso contar uma coisa:



No ano passado (2016) minha primeira leitura também foi um livro dessa mesma escritora - Valéria Martins - chamado "A matéria dos sonhos" e ganhou 5 estrelas também. Tomara que eu não tenha que esperar mais um ano para ler algo novo dela, porque sei que é satisfação garantida.

Se interessou? Compre seu conto AQUI no site da Editora 7Letras! É baratinho e vale cada palavra!


[Livro] O garoto que tinha asas - Raiza Varella

Dizem que a primeira obra de uma série é sempre a melhor. Eu discordo! Pelo menos nessa saga da escritora Raiza Varella, o segundo volume me deixou bem mais apaixonada e se o ritmo continuar assim, eu vou derreter completamente com o terceiro.


Sinopse: Depois do conto de fadas protagonizado por Bárbara e Ian em O Garoto dos Olhos Azuis chegou a hora de conhecermos a história de outro casal encantado. Augusto Bittencourt, vulgo Monstro, é um renomado médico, dono de uma carreira sólida e do hábito de dispensar uma mulher atrás da outra sem piedade. Nunca se apaixonou e não acredita que um dia irá encontrar uma mulher interessante o suficiente para mudar esse fato. Mas o destino parecia pensar diferente, em uma madrugada fria ele presencia um terrível acidente de carro e conhece a garota sem nome. Uma garota que há muito tempo não sabe o que é ter um lar, se sentir segura e não precisar fugir de ninguém até que, em meio aos destroços, ela vê alguém correr em sua direção, um garoto que ela poderia jurar ter asas. Embora Augusto esteja muito longe de se parecer com um anjo, ele acaba por salvar a sua vida. Pela primeira vez, o médico de pouco humor e muito caráter terá que enfrentar e ir contra todos os seus princípios para cumprir uma promessa que não deveria ter feito e de quebra, quem sabe, se apaixonar. Em O Garoto que tinha Asas vamos descobrir se o príncipe encantado realmente vem montado em um cavalo branco ou se sua cor é o que menos importa em meio a uma singela releitura de A Bela e a Fera.

Classificação
Editora Pandorga

Se existe uma coisa que anda me desagradando profundamente, é essa onda de romances rasos com garotinhas indefesas e MUITO açúcar. Você sabe do que estou falando, não sabe? De QUASE todos os romances adolescentes lançados nos últimos tempos.

Bem, esse não é, nem de longe, algo do tipo. É um romance, sim. É contemporâneo, sim. Tem uma garota meio perdida, meio quebrada, sim. Tem um cara relutante, SIM... Mas tem um toque tão especial e uma forma tão peculiar de ser contada que tornou essa obra, uma das minhas preferidas no mercado editorial brasileiro.

Romances dificilmente me fisgam. Tenho os meus preferidos e são mais para distrair de um clássico pesado do que propriamente para acalentar meu coração com uma boa história. "O garoto que tinha asas" passou desse patamar e ganhou minhas difíceis 5 estrelas com um coração na classificação. 

Os personagens aqui conseguem ser profundos ao ponto de me fazer desejar tê -los ao meu lado. Esse volume é o segundo da trilogia ENCANTADOS e já prometi nas redes sociais, para a Editora Pandorga e também para a escritora: Vou ler QUALQUER coisa que ela escrever daqui em diante.

O enredo: Augusto tem um apelido que já fala muito sobre ele: MONSTRO.
Um cara que é chamado assim por sua própria família, não trás muita delicadeza à cena, mas é exatamente por isso que ele é encantador e apaixonante. 

Para começar, essa é uma releitura de "A Bela e a Fera", história que sempre foi minha preferido na infância e que agora vem de forma moderna e recheado de cenas dinâmicas. Impossível não gostar, mas a capacidade que a autora tem de nos envolver com a trama é profunda e deliciosa.

Outro aspecto que preciso ressaltar sobre as obras da Raiza Varella é o nível de suspense e ação que ela SEMPRE acrescenta ao romance e isso faz toda diferença, pelo menos para mim. Ponto para ela que consegue enlaçar mais de um tipo de leitor com esse toque especial na trama.

Esse é o segundo livro que leio dela, mas li um conto também, chamado, “O último adeus”, que mesmo sendo mais leve em termos de ação, trouxe uma dinâmica incrível à obra e uma profundidade de arrancar suspiros (e lágrimas em alguns casos).



Mas voltando ao livro. Augusto presencia um acidente de carro e ao tentar salvar a motorista, promete a ela que cuidará do que ela chama de sua "vida" que está no banco de trás. Bem, eu pensei em dinheiro! Aposto que ele esperava por isso também, mas a verdade é que havia um garotinho encolhido no fundo do carro e o Monstro, sem ter como desfazer essa promessa irresponsável, acaba levando a criança para casa.

Ai gente, ele é como eu, não tem afinidade alguma com esses serezinhos e de repente se vê cuidando de um moleque que não fala com ninguém, além dele e que se esgueira para sua cama no meio da noite. Quer saber? Eu me derreti completamente já nessa parte.

A garota acidentada precisou ser internada e por isso, Monstro cuida do garoto enquanto aguarda que ela acorde. As cenas entre os dois são deliciosas e de uma sensibilidade enorme. 

A história não tem nada de óbvia. Você pensa: Ela vai acordar e quando abrir os olhos será amor à primeira vista. (Errou feio). A coisa vai ficando cada vez mais preta à medida que Monstro se afunda na vida dessa garota, que passa boa parte do livro sem ter um nome.

Sério, os mistérios se acumulam e os segredos vão crescendo e crescendo e quando você (e o Monstro) percebe, já está de coração entregue à trama. Acaba que essa garota tem uma história de vida arrasadora e você cria teorias conspiratórias a cada capítulo. Ouso dizer que errará todas! 


O Monstro não deixa de ser monstro e isso me agradou demais. Detesto personagens que se modificam inteiramente por alguém. Isso faz com que a essência que nos conquistou se evapore. Aqui ele reconhece algumas coisas, mas continua grunhindo até final das páginas.

Outro destaque importante são os personagens além do casal que parecem tão protagonistas quanto eles e que continuam a história do livro anterior ou começam a traçar seus passos para o próximo volume. No geral são todos excelentes. Não tem um personagem sequer que tenha me desagradado na trama.

Estou tecendo tantos elogios à obra e à autora, mas continuo sentindo que essa resenha está injusta. Isso, geralmente, acontece com obras que me agradam demais.


Bom, não vou dar mais detalhes da obra. Se você não se interessou por ela depois de ter lido tudo isso, certamente não existirá argumento que o convença, mas vai por mim, se algum dia pegou alguma dica de livro aqui no meu blog e aproveitou, faça o mesmo com essa obra. 

Se você gosta de romance, aproveite essa dica. Se você curte ação e suspense, aproveite também. Tenho certeza de que se a Raiza Varella continuar nesse caminho de qualidade, vai acabar se destacando ainda mais, no cenário literário do nosso país. Eu torço por isso! 

Chega de romances rasos. Que venham mais obras como essa para nossas estantes.



[Livro] - O Garoto dos Olhos Azuis

Essa é uma resenha paras as garotas românticas. Esse post é para arrancar suspiros e sorrisinhos, mas não é só isso. Nessa obra, Raiza Varella acrescenta ao romance, um toque de ação e suspense que vai conquistar outros tipos de leitores e ESSE é o seu tempero especial.

Sinopse: O príncipe encantado existe?Bárbara é linda, loira e bem-sucedida. Desde que assistiu a uma cerimônia de casamento pela primeira vez, ainda criança, seu sonho é apenas um: percorrer o tapete vermelho da igreja, vestida de noiva. Porém, contrariando todas as suas expectativas, ao ser abandonada no altar, a vida de Bárbara desmorona. Ela decide voltar à cidade natal e passa a viver com os irmãos e mais dois amigos. Todos homens. Com a ajuda de Vivian, uma espécie de Barbie Malibu, Bárbara tenta superar sua decepção amorosa recente e uma da adolescência, que volta com tudo à sua memória: o garoto dos olhos azuis. Será que o cavalo branco só passa uma vez? É isso que Bárbara vai descobrir com bom humor, jogo de cintura e uma pitada de neurose, em O Garoto dos Olhos Azuis, romance de estreia de Raiza Varella.

Classificação
Editora Pandorga

O Garoto dos Olhos Azuis foi cedido pela nossa parceira Editora Pandorga e escrito pela, talentosa, Raiza Varela que eu conheci no Skoob e no Instagran e achei supersimpática. (Beijo Raiza, sua obra é deliciosa).

Gente, esse livro teve um gostinho de "sessão da tarde" para mim, sabe? Aquele romance gostoso que te prende apaixonada e te faz sofrer aflita mesmo que você já saiba o que vai acontecer com a mocinha no final. 

Por isso eu detesto o Nicholas Sparks - Ele sempre mata alguém importante. Detesto #EsperoQueEleLeiaIssoUmDia 

Mas vocês também sabem que Romance não é muito a minha praia não é mesmo? E para me envolver precisa ter um toque a mais, um ingrediente especial que me faça seguir a leitura e, esse teve! \0/ 

Teve mesmo. Acreditem ♥ 

Mas é bem o ingrediente especial que não posso contar, é um grande Spoiler e vale muito a pena ser lido na surpresa. É o que faz a coisa ficar arriscada, imprevisível, instigante. E por isso adorei esse livro. O que posso contar dele para vocês é o seguinte: 

Bárbara é o tipo de garota que sonha em se casar e tem até um príncipe encantado em sua cabeça há muitos anos - O tal garoto dos olhos azuis. Ela tem esse sonho  e deseja ardentemente segui-lo como um plano de vida feliz. Tenta tanto até que consegue, mas na hora H, seu noivo a abandona no altar para ficar com sua "melhor amiga" e desfaz todos os seus sonhos.

Devastada, Barbara vai morar com os irmãos que dividem uma casa com mais dois amigos e em resumo, ela termina afundada em uma fossa eterna e morando com 4 rapazes. Tem alguma formula melhor para se curar? (rs).

Já sacou o que pode rolar né? Um deles - Ian - é supergato e superfofo e super... (ai ai *suspiros*). O desenrolar dessa nova relação é DE-LI-CI-O-SA e quando você acha que pode respirar apaixonada o grande "ingrediente" aparece e BAM! 

Vale ressaltar que os irmãos de Bárbara são ótimos assim como os amigos que vivem com eles. Suas personalidades são ótimas e me lembrou do quanto eu gostaria de ter tido uma família grande daquela forma. E também teve a Viviam - Irmã do Ian (♥) que se mostra uma verdadeira amiga para Bárbara, algo que ela estava precisando muito mesmo naquele momento. Desejei conhecer uma "Viviam" também, confesso. 

Enfim... Bárbara tenta seguir em frente com sua vida, tenta se entregar às novas experiências, mas o passado insiste em aparecer de várias formas, uma delas bem difícil de ignorar, mas... Ok, quase Spoiler. 

É uma história muito bem escrita, muito envolvente e difícil de largar. Depois do final fiquei desejando permanecer naquela casa movimentada e cheia de amor e amizade. Recomendo que leiam! 

[Livro] Por trás do palco - M. H. Datria

Esse livro é uma verdadeira saga. Digo isso, porque acompanhamos diversas gerações, diversas famílias, com reviravoltas constantes em um núcleo enorme de personagens.

Sinopse: Expulsa de casa pelo pai por estar grávida, abandonada pelo namorado, Hélène se viu de uma hora para outra sozinha no mundo. Passando fome e frio nas ruas de Paris do ano de 1955, Hélène foi salva de um destino pior por Dominique Breton, dona do bordel mais famoso da cidade. A jovem que sonhava ser modelo e aparecer em capas de revistas, acabou se tornando mãe de Roberto e brilhando nos cabarés da cidade luz dos anos dourados. Ao conhecer o médico brasileiro Sandro Montserrat, na Maison de madame Dominique, este se apaixona perdidamente por ela. A entrada inesperada do jovem médico em sua vida não apenas gerou os gêmeos Ricardo e Rodrigo, como acabou conduzindo-os ao mundo mágico dos palcos e das passarelas.
POR TRÁS DO PALCO retrata uma época glamorosa, criativa e atraente do século XX que foram os anos 50, 60 e 70 e conta a trajetória de Hélène e seus filhos para vencer o preconceito e conquistar o sucesso no universo fascinante do rock and roll e da moda.
Classificação
Editora Multifoco

Seria impossível falar sobre uma história apenas. Essa obra nas mãos de George R. R. Martin teria 5 volumes de 1200 páginas cada. Graças a Deus não é dele! (rs)

A autora foi muito feliz no desenvolvimento todo. Não tem um capítulo que não seja importante e é daquele tipo que, se você pula uma página ou se distraí, perde algo primordial. A narrativa é rápida. Rápida mesmo. Impossível perder o foco e só notei a quantidade de personagens no livro quando parei para escrever essa resenha, mas os fatos vão rolando de forma tão fluida que não dá para se perder.

Ps: Isso pode ser um problema para alguns leitores. A quantidade de personagens requer atenção ou algo se perde no caminho. Eu achei fluída a leitura, mas conheço pessoas que não apreciariam tal velocidade.

Alguns personagens são deliciosos e isso ajuda muito. A construção de cada um, como já disse, é rápida, mas não perde a profundidade. Digo isso, porque em determinadas situações eu já sabia, exatamente, como alguns reagiriam. Não é que foi previsível, é que eu consegui conhecer o personagem de verdade.

Tudo começa com Helène, uma garota francesa que sonha em ser modelo. Mas não é qualquer sonho, esse. Helène persegue sua vontade com afinco e, por conta de sua beleza, as oportunidades chegam rápido para ela. Com menos de 14 anos, se envolveu com um fotógrafo e acabou fazendo um ensaio sensual, além de começar um caso romântico com ele. Resultado: Ficou grávida.

Bem, para acelerar um pouco as coisas, Helène foi expulsa de casa e acabou em um bordel. Mais uma vez, recorreu a sua beleza para crescer na profissão e acabou encontrando ali, muito mais do que um trabalho e sim uma família.


Pausa para um detalhe: O bordel, por incrível que pareça, foi o ponto alto do livro para mim. Dominique, a dona, me conquistou com sua franqueza e seu carinho por Helène e pude ver outro lado da profissão mais antiga do mundo (rs). Estamos falando dos anos 50/60, época em que as prostitutas viviam às margens da sociedade, mas possuíam certo glamour. 

Por conta disso, Helène teve outras oportunidades e conheceu outras pessoas, influentes ou não. O fato é que ficou grávida novamente, dessa vez de gêmeos, mas não foi simplesmente abandonada. Sandro Montserrat, um brasileiro de família rica, resolveu assumir as crianças e aí começa outra fase do livro.

Isso tudo que eu falei, não chega ao meio do livro. Eu disse que o ritmo era rápido, então você já imagina o quanto de história vem por aí.

Acompanharemos o casal, Helène e Sandro, assim como conheceremos melhor seus três filhos, suas namoradas, suas profissões e muitos, MUITOS, problemas.

A obra é feita de reviravoltas. Estamos, na maior parte do tempo, com os filhos adolescentes de Helène, nessa segunda parte do livro, portanto imagine as idas e vindas dessa turma. Suas personalidades e seus impulsos.

Mas a própria Helène não para de aprontar. É uma mulher forte e, por diversas vezes, parece não se colocar muito no lugar dos outros. Vou confessar a achei o máximo. Sua determinação e até as besteiras que ela faz é simplesmente refrescante. Queria ser um pouco como ela. 

Por fim, gostei muito da obra de estréia da M. H. Datria e percebi que essa historia, tem uma continuação. TEM QUE TER.

Eu recomendo a obra para leitores que não curtem enrolação. Que gostam de ir direto ao ponto, mas mesmo assim, apreciam uma boa trama com muitas idas e vindas.



[Livro] A invenção das Asas - Sue Monk Kidd

Esse livro fala sobre duas garotas e a incrível amizade que existe entre elas, apesar das diferenças. Fala de um período conturbado da história em que negros eram tratados como animais e forçados a trabalhar sem dignidade alguma. Eram açoitados, humilhados e esquecidos. 


Sinopse: Em sua terceira obra, Sue Monk Kidd, cujo primeiro livro ficou por mais de cem semanas na lista de mais vendidos do New York Times, conta a história de duas mulheres do século XIX que enfrentam preconceitos da sociedade em busca da liberdade. Sue Monk Kidd apresenta uma obra-prima de esperança, ousadia e busca pela liberdade. Inspirado pela figura histórica de Sarah Grimke, o romance começa no 11º aniversário da menina, quando é presenteada com uma escrava: Hetty “Encrenca” Grimke, que tem apenas dez anos. Acompanhamos a jornada das duas ao longo dos 35 anos seguintes. Ambas desejam uma vida própria e juntas questionam as regras da sociedade em que vivem.



Classificação
Editora: Paralela

Esta obra fala sobre a descoberta da consciência, diante de tantas injustiças e os inúmeros problemas que as mentes modernas sofriam por sonhar com a igualdade. Mostra o quanto os brancos viviam escravizados embaixo de suas próprias leis estúpidas. 

Esse livro, ainda conta a história da Sinhazinha Sarah que ganhou de presente de aniversário, uma negrinha chamada Hetty. Ela veio com laço no pescoço e outro na cintura, como se fosse um presente de verdade. Esse livro conta o que esse ato miserável desencadeou nos Estados Unidos em 1800. 

Acima de tudo, essa obra conta, com detalhes lamentáveis, sobre a luta das mulheres em busca de igualdade, ao mesmo tempo em que tentam libertar os negros da escravidão e mais um monte de outras coisas.

Então, reformulando a primeira frase dessa resenha: Esse livro fala sobre duas garotas e a incrível amizade que existe entre elas, porque sabiam que eram iguais apesar de serem de cores diferentes. 

"Tenho uma mente para o mestre ver. Tenho outra mente que sei ser eu". - Encrenca 

O que mais eu devo falar dessa obra, que seja capaz de convencer você a se jogar nessa leitura? É um livro incrível, com uma história comovente e verdadeira. Mais uma vez, li uma obra de ficção, moldada sobre a realidade de algo e confesso que adorei isso. 

Sarah Grimke

Sarah, a sinhazinha que ganhou uma negrinha chamada de Encrenca como presente de aniversário, realmente existiu. A Encrenca também, mas sua história acaba aí, para que a de sua "dona" continue. Isso na realidade, porque aqui no livro conhecemos a história de ambas. A escritora Sue Monk Kidd, resolveu desenvolver o papel da escrava também, já que sua obra falaria de amizade e de luta. Nada mais justo. O resultado é belo! 

E saiba que Sarah foi uma grande mulher, diferente de todas as outras ao seu redor. Lutou contra a escravidão e começou logo cedo, ao negar seu presente de aniversário e desafiar o pai. Reafirmou-se ao ensinar Hetty escrever e também ao defendê-la em várias situações. 

"Ela estava presa como eu, mas presa por sua mente, pela mente das pessoas em volta dela, não por lei. Na Igreja Africana, sr. Vesey dizia: “Cuidado, você pode ser escravizado duas vezes, uma vez pelo corpo e uma vez pela mente”. Tentei dizer isso a ela. Falei: “Meu corpo pode ser escravo, mas não minha mente. Pra você, é o contrário”. Ela piscou pra mim e as lágrimas voltaram, brilhantes como o vidro do candelabro". - Encrenca 

Sarah não parou por aí, ao perceber que perderia a luta em favor dos negros por ser mulher, começou a lutar como feminista pelos direitos iguais que hoje nós desfrutamos. Impôs-se diante de uma sociedade endurecida e lutou com todas as forças pelos seus ideais. 

Abandonou sua família, pois não concordava com o que via ali: Negros sendo castigados, vendidos e separados de seus filhos. A realidade de sua casa não fazia parte de suas ambições e como adulta ela podia lutar. 

"Observei Sarah colocando seus poucos pertences em cima da colcha e pensei, essa não é a mesma Sarah que foi embora daqui . Ela tinha um olhar firme e sua voz não vacilava e hesitava como antes. Ela tinha sido fervida até virar um caldo forte e bom". - Encrenca 

Sarah não abandona Encrenca. A luta que ela trava, ao lado de uma irmã, às vezes parece tão maior do que aquela negrinha que ela ganhou em seu aniversário, mas o coração dessa sinhazinha guarda virtudes ainda maiores. 


O final é lindo, comovente e infelizmente não foi o final de milhões de escravos e seus senhores. A cada livro que leio sobre esse assunto, me assusto mais com a humanidade. 

Enfim, é uma obra maravilhosa, muito bem escrita e que vai mexer com você de alguma forma. Esse livro estava parado aqui há algum tempo e com a arrumação para a minha estante acabou sendo resgatado. 

Mais uma dica: Olhe para os livros encalhados em sua estante, pode surgir uma obra incrível e que você desdenhava por não ser um livro famoso! 

[Saga] Irmandade da Adaga Negra - J. R. Ward

*Esta semana teremos apenas este post (por isso ele é enorme). 
Estou trabalhando em outros projetos, mas volto ao ritmo em breve* 



Nada melhor do que vampiros para rechear uma saga com mais de 10 livros, não é mesmo? E essa não é a primeira vez que trago os Irmãos de Irmandade da Adaga Negra (IAN, para os mais íntimos e é assim que vou me referir a ela daqui para frente) aqui para o blog, também não será a última. Mas porque agora? Porque eu concluí a leitura do 11º livro da saga estes dias e finalmente cheguei ao final das histórias particulares de todos os irmãos... 

Vou explicar melhor.

IAN é uma saga que conta a histórias de todos os guerreiros da Irmandade da Adaga Negra. Uma irmandade formada por vampiros machos que protegem toda a sua raça contra os Redutores - Inimigo mortal há muitas e muitas gerações. A cada volume dessa coleção, conhecemos, mais profundamente, um vampiro da irmandade e o 11º é o ultimo.

Mas agora acabou? 

J. R. Ward
Não de forma alguma, já existem mais 4 obras depois dessa 11ª e outras estão sendo escritas pela, talentosíssima, J. R. Ward, mas Amante Finalmente conta a história do último irmão. Depois dela, a história segue normalmente, com novas crises e novos problemas, com o foco principal em um dos guerreiros já conhecidos, mas com outros personagens - alguns antigos e outros novos.

Ah, você vão se deparar com algumas palavras diferentes aqui, tais como Shellan (esposa), Redutores (inimigos dos vampiros), Emparelhamento (casamento) etc. Eles se chamam de macho e fêmea, como animais, porque são uma espécie à parte do Homo sapiens. Mas no decorrer da resenha vou explicando, não é nada tão absurdo.

O mais importante a se dizer sobre essa coleção é que: Os vampiros da Irmandade são do tipo tradicional. Tudo bem, eles são bons e protegem seus companheiros, mas estão longe de serem dóceis para os humanos. Na verdade, eles nos desprezam friamente. Somos moscas voando sobre o lixo para estes vampiros, mas de tempos em tempos acabamos esbarrando nesse mundo noturno.

O legal de ler esses livros é mergulhar no mundo criado pela escritora e perceber que tudo faz sentido. Desde os machos se alimentando das fêmeas para viver (nosso sangue é muito fraco para eles) até os problemas com a pureza da raça e seu enfraquecimento por conta da mistura com nossa raça. Não farei um post para casa uma das 11 obras, mas falarei rapidamente sobre a trama delas, para poder resenhar tudo daqui para frente. E se Deus quiser, teremos mais uns 48 livros dessa saga!

Então, vamos às obras. Senta que lá vem história:

01 - Amante Sombrio

Primeiro livro da série, que falará exatamente sobre Wrath, o último vampiro puro sangue do planeta. O herdeiro legal do trono do seu povo, mas que se recusa a aceitar esse destino, porque nasceu para lutar no campo de batalha e não atrás de uma mesa. 

No último dia de vida, seu companheiro, e melhor amigo, Darius, pede para que ele ajude sua filha (desconhecida de todos até então) a passar pela transição. Ela é meio-humana e não sabe absolutamente nada sobre sua condição. 

Mesmo contrariado e diante da morte violenta de seu amigo, Wrath acaba se sentindo na obrigação de realizar esse ultimo desejo e acaba assim, nas garras de Beth, uma mulher irresistível para seus instintos e que perturba sua sanidade de guerreiro.

* O bacana dessa obra é a introdução violenta que os outros guerreiros ganham. Logo de cara, todos parecem animais sanguinários para nós e aos poucos - bem aos poucos mesmo - vamos nos afeiçoando com cada um deles. Isso nos passa a impressão de que estes guerreiros da Irmandade são capazes de tudo para defender a sua raça.

Aqui conhecemos os Redutores, inimigos dos vampiros, que são criados à partir do Ômega (Figura mística que almeja a extinção dos vampiros). Ele meio que doa uma parte dele para transformar humanos nessas criaturas e quando eles morrem, essa "parte” retorna para ele. Os Redutores possuem um aroma adocicado para os vampiros, enjoativo. Algo que eles classificam como parecendo talco, sempre que o farejam. O Ômega é como o nosso Diabo, ele é o oposto da Virgem Escriba, que é como nosso Deus (comparação esdrúxula, eu sei). A diferença é que alguns vampiros até conseguem conversar com eles e interagir de alguma forma. Wrath, herdeiro do trono é um deles.

02 - Amante Eterno

Os irmãos começam a ser mais bem desenhados a partir desse volume. Aqui conhecemos Rhage (meu preferido de toda a saga) que carrega uma maldição nas costas, literalmente. Uma tatuagem de um monstro que cobre toda a sua costa e que... Tem vida própria - #tenso). 

Rhage, também conhecido como Hollywood é o vampiro mais lindo e perfeito da casa, admirado até mesmo pelos outros irmãos, mas em campo de batalha, quando perde o controle de si mesmo, se transforma na tal besta desenfreada que trucida e se alimenta de qualquer coisa que passar pela frente. Isso inclui seus companheiros. Ele perde a noção do que está fazendo e sofre absurdamente depois que volta ao normal. É "A Bela e a Fera" em um só corpo, entende?

Acontece que em um golpe do destino, Rhage conhece Mary (uma humana doente e frágil), que acaba visitando a mansão da Irmandade por um grande acaso e dá de cara com ele. Ela nem imagina que a sua frente está um vampiro poderoso e uma besta desenfreada, escondida atrás do rosto mais belo que ela já viu na vida.

* Neste volume também passamos a conhecer a grande capacidade da autora em introduzir tramas. É aqui que nascem os ganchos principais para os próximos dois volumes. Esse é sem dúvida alguma o meu preferido da saga toda até agora. Como já estou lá na frente posso contar que o 13º livro se chamará "A Besta" e falará de Rhage novamente (dando pulinhos de alegria aqui).

03 - Amante Desperto

Talvez o livro mais sentimental de todos. O mais surpreendente também e no geral, o preferido da maioria dos fãs dessa saga e isso inclui a autora que já confessou que o guerreiro desse livro é seu preferido. 

No livro anterior eu contei que Mary visitou a mansão da Irmandade, mas foi apenas para acompanhar sua amiga Bella. Ela nem imaginava que essa mulher, maravilhosa, que morava ao lado de sua casa era também uma vampira. E ainda por cima, não imaginava que o garoto mudo que vivia rondando sua residência estava para passar por sua transição e precisaria de ajuda para não morrer. 

(A transição da infância para a vida adulta deles é incrível!).

Acontece que Bella toma a frente disso e leva John para a Mansão, mas nessa visita acaba conhecendo o guerreiro mais sanguinário da Irmandade Zsadist. Esse vampiro cheio de cicatrize passou décadas de sua vida sendo escravo de sangue de uma vampira poderosa, antes de ser resgatado pelo seu irmão Phury. Zsadiste é completamente danificado, e dentro dele não resta mais nenhum rastro de bondade. Bem, Bella discorda disso, mas nem mesmo os guerreiros da Irmandade confiam na sanidade desse homem para deixá-los sozinhos. 

O fim desse livro é de matar! Eu achei maravilhoso e mostrou a melhor redenção do universo. Bem, temos aqui o primeiro romance entre vampiros, porque os outros dois primeiros foram entre humanos e teve todo um diferencial. É um livro violento, mas com um toque de romance tão lindo que me fez derramar lágrimas. Não é a toa que este é o volume mais adorado dos fãs. (o meu, continua sendo o do Rhage, só para constar).

04 - Amante Revelado

Quando Beth foi trazida para a Mansão e feita rainha ao lado de Wrath, trouxe junto um policial que a defendeu com todas as forças, mas que não conseguiu brigar diante das poderosas criaturas noturnas que descobriu existir. Bem, ele é um homem católico, de família tradicional. Imaginem o susto!

De uma hora para a outra, Butch foi retirado das ruas, onde era policial e colocado ao lado de guerreiros vampiros, porque se recusou a deixar sua amiga ali sozinha. Acontece que um dos guerreiros o adotou quase como um irmão. Vishous viu em Butch algo mais do que um simples humano e começou a usá-lo no campo de batalha como um guerreiro.

Acontece que o vaidoso policial, descobriu que as vampiras da raça são tão poderosas quanto os vampiros e assim que conhece Marissa, uma dama da aristocracia, e percebe o quanto está afundado nessa nova realidade.

Butch é o primeiro humano a ter um encontro com as entidades místicas dessa raça. Um desses encontros (já quase morto) vai render a ele a maior mudança de toda sua existência.

* Vale ressaltar aqui a forma que a autora encontra para unir os casais. Quer dizer, temos vampiros quase imortais se unindo com humanos e para que a história não acabe daqui alguns anos é preciso uma saída de mestre para a coisa. A história de Butch pode não ser a preferida dos fãs, mas é sem dúvida a mais inteligente. Aqui, temos mais uns trinta ganchos para as próximas histórias.

05 - Amante Consagrado

Então chega a vez de Phury, o irmão que resgatou o danificado Zsadist das garras da escravidão de sangue. Eles são irmãos gêmeos na verdade, mas enquanto Zsadist raspa a cabeça e ostenta cicatrizes horrendas, Phury deixa suas madeixas crescer de forma desordenada. Sua marca são as várias cores de seus fios e seus olhos tristes. Em constante alerta para qualquer problema que o irmão possa causar. 

Phury não conseguiu superar o tamanho do sofrimento que conheceu naquelas masmorras ao resgatar Zsadist e resolveu se manter puro para a eternidade. Ele não aceita como o sexo é tratado e prefere ignorar de tal ato, mas a Virgem Escriba tem outros planos para os guerreiros dessa irmandade e Phury resolve se sacrificar novamente (os motivos vocês terão que ler para descobrir). Ele se torna o grande Primale do Fade, que consiste em casar com TODAS as escolhidas para perpetuar a raça de forma pura. Ele não quer este destino e se vê responsável por todas essas mulheres de uma hora para a outra, sem saber direito o que fazer com esta tarefa. Mas uma delas irá se destacar e é a partir dessa união que o rumo da história milenar dos vampiros vai mudar.

* Fade é onde as Escolhidas vivem. Estas vampiras são puras e servem para alimentar os vampiros que não possuem esposas. Elas são treinadas para isso e não podem se casar. Vivem nesse mundo atemporal, junto com a Virgem Escriba (um mundo totalmente branco) a espera do Primale (vampiro que irá se “casar” com todas elas para perpetuar a espécie).

Esse é o livro que eu menos gostei. Mas é uma ponte necessária para as próximas histórias e Phury é uma gracinha. Vale a pena conferir sua redenção e a transformação no cenário todo em virtude das escolhas de Phury.

06 - Amante Liberto

E assim como todo grupo, aqui temos o vampiro mais inteligente e esperto da Irmandade. Este é o segundo livro que eu mais curto nessa saga, justamente pelo desenrolar de várias histórias e por descobrir mais a fundo sobre Vishous, o vampiro hacker dos irmãos.

Vishous é, sem dúvida alguma, o guerreiro mais brutal que Wrath poderia desejar ao seu lado. Nada pode o ferir. Além de tudo isso, ele é filho da Virgem Escriba e possui marcas em seu corpo que são capazes de incinerar qualquer coisa que ele toque. Bem, ele parece invencível até conhecer o amor. E o perder logo em seguida.

Vishous conhece a médica Jane, uma mulher tão forte que é capaz de escapar até dos poderes de controle da mente que o vampiro emprega a ela. Uma mulher tão forte que o assusta e o faz se render. Logo ele, um vampiro sado-masoquista, que adora a dor e que adora controlar tudo ao seu redor. O vampiro responsável por todos os equipamentos de segurança da Irmandade e o hacker oficial dos vampiros. Bem, o amor atinge a todos e nesse volume, descobrimos o quanto isso é forte para os vampiros.

Para um vampiro, a pior coisa que existe no mundo é perder a pessoa amada. O vinculo que eles formam é quase vital para ambos e quando um se vai, geralmente o outro vai também, porque não suporta a dor. E descobrimos também que o amor entre os irmãos também tem esse poder. O que Vishous sente por Butch (o policial) é tão forte que o confundo. É lindo de conferir, profundo e fala de amizade acima de tudo.

O final desse livro me faz chorar até hoje. É o mais profundo da saga e me fez ver Vishous de uma forma completamente diferente. Aliás, foi nesse volume que percebi o quanto eu estava completamente afundada nesse mundo e não conseguiria parar nunca mais.

07 - Amante Vingado

Assuntos pendentes fazem desse volume algo memorável. É o primeiro que lida com um vampiro que não é da Irmandade, mas que terá sua importância. Bella, hoje esposa de Zsadist - o vampiro que foi escravo de sangue lembram? - tem um irmão que guarda um segredo valiosíssimo para a Irmandade sobre sua natureza. Ele sempre se manteve longe porque é quase uma arma letal contra os Redutores, inimigo natural dos vampiros. 

Rehvenge é um homem de negócios e usa todo o seu poder para conseguir o que quer, mas seu coração também será tomado, assim como vem acontecendo com os irmãos e isso irá lhe mostrar o lado certo dessa guerra. Ele vai precisar fazer algumas escolhas e nenhuma delas será fácil.

* Aqui conhecemos essa raça diferenciada de vampiros com algumas habilidades diferentes e muito úteis para a Irmandade. Também passamos a conhecer Xhex melhor, uma vampira que trabalha com Rehvenge e que cresce muito na história por partilhar seu segredo, porque são iguais.

08 - Amante Meu

E finalmente o gancho criado no livro 2 vai se desenrolar aqui (Estão vendo como esse série é linda). John, o garoto trazido por Bella e Mary para a mansão, finalmente passa pela sua transição e agora precisa treinar, na escola que a Irmandade mantém em suas dependências para se tornar um guerreiro. Ao lado de Blay e Qhuinn ele vai entender que tem muito mais da Irmandade dentro dele do que poderiam imaginar. Desde uma marca, que só os irmãos possuem, até o seu sangue, pois ele descobre que é da linhagem direta de Darius, portanto irmão da rainha Beth.

Mas com a proximidade de Rehvenge, outras criaturas começam a rondar essa história e uma delas parece se destacar. Uma guerreira tão letal quanto os irmãos, chamada Xhex, precisará ser domada antes de qualquer coisa.

John é interessantíssimo. É mudo, mas não por ser surdo, ele simplesmente não consegue emitir som algum, mas entende perfeitamente o que os outros falam. É um guerreiro antigo, mesmo sendo apenas um garoto e todos já notaram isso e o respeitam. Ele trás pensamentos e sentimentos estranhos, como se já conhecesse as coisas que o rodeia. É um personagem complexo e eu tenho certeza que veremos MUITO mais dele nos próximos volumes.

09 - Amante Libertada

Então novos arcos se formam e aqui conhecemos outros personagens.

Wrath está completamente cego. Ele é rei, mas precisa treinar, então vai constantemente para o Fade, onde encontra uma guerreira desconhecida que é tão bem treinada e ávida por lutar que aceita travar batalhas com o rei, quando nenhum outro irmão aceita. Eles o respeitam e por isso o querem governando e não lutando.

Acontece que essa é Payne, filha de Virgem Escriba e irmã gêmea de Vishous e em uma dessas lutas acaba se ferindo quase mortalmente e é aí que Wrath resolve a levar para a mansão, em busca de ajuda. É a primeira vez na vida que ela as do Fade e isso vai fazer tremer as paredes dessa saga. É aí também que Vishous descobre que ela ainda está viva (e estava apenas sendo mantida escondida pela mãe) e que um novo médico, Manello, antigo parceiro de Jane (esposa de Vishous) é introduzido na história.

Se Vishous é tão poderoso por ser filho da Deusa maior da raça, o que reserva Payne, que foi guardada a sete chaves até então, escondida de todos?

10 - Amante Renascido

Tohrment costumava ser o braço direito de Wrath. Isso antes de perder sua companheira e se perder de si mesmo. 

Ele desaparece por um longe tempo, porque é como eu disse anteriormente, para essa raça, a morte de sua companheira é quase insuportável, mas um anjo o resgata. 

O irreverente Lassiter o trás de volta para a Irmandade, mas deixa claro que o caminho que ele terá que trilhar é realmente complexo. O problema é que sua missão não termina aí e nem mesmo Tohrment sabe o que fazer para se ver livre do anjo insuportável e encontrar novamente o caminho certo na vida.

Talvez só o amor possa curar o amor. Talvez.

* Essa escritora é realmente incrível. Este anjo Lassiter faz parte de outra série dela chamada Fallen Angels que segue mais ou menos o ritmo dessa aqui, mas com ANJOS!!!! Tem como ela ser mais perfeita? 

Se o sobrenome dela fosse King eu morreria, com certeza.

11 - Amante Finalmente

Então chegamos ao último volume que conta a história dos irmãos e esse, meus amigos, é um romance gay! Sim, sim, sim. Vampiros também podem ser gays e também travam batalhas homéricas para viver seus amores. É um volume tão fofo e denso que me deu vontade de reler agora mesmo. 

John está casado e feliz, mas seus dois amigos parecem viver um dilema. A ligação entre eles é inegável desde o começo, mas o que as pessoas pensam pode ser algo poderoso. Blay e Qhuinn percorreram um longo caminho depois de suas transições e agora parecem distantes um do outro, por milênios, mesmo morando na mesma casa.

A forma como as coisa se encaixam aqui é tão sutil e linda. Os novos ganchos para as próximas histórias também e é aqui que eu paro. 




O próximo volume volta a tratar de Wrath e seu trono. Esse terá uma resenha separada em breve, mas não pensem que termina aí, logo vem "Os Sombras" que trata de criaturas diferentes que apareceram nos livros anteriores, mas que não receberam tanto destaque e já sei que está para sair "A Besta" que vai falar novamente do meu amado Rhage! Estou em cólicas por esse e já desejando ler tudo novamente só para a antecipação. 

E aí? Consegui convencer você?
Alguém aí já leu essa saga? Me conta, nos comentários quais seus livros favoritos. Me diga qual irmão te conquistou mais e qual te decepcionou. Vamos trocar figurinhas. Vou responder aos comentários de discussão, neste post, portanto assinem as respostas e retornem!!!

[Livro] O Visconde partido ao meio - Italo Calvino

Enfim, eu li Italo Calvino, minha gente e vou dizer: Adorei! 

Sinopse: O Visconde Medardo di Terralba, em temerária arremetida contra a ímpia artilharia de turcos, leva um tiro de canhão no peito. O destemido mas inexperiente defensor da cristandade sofre sérias avarias, sobrando-lhe apenas uma metade do corpo, felizmente intacta. Graças ao entusiasmo dos médicos que o socorrem, Medardo sobrevive, embora partido ao meio. À mutilação física do senhor de Terralba seguem-se consequências indesejáveis em seu comportamento, causando grandes desgostos aos moradores de seus domínios. Mas quando os camponeses já estavam se acostumando às idiossincrastias do visconde, eis que ressurge a outra metade, para grande confusão e maior transtorno geral. Se meio visconde já incomodava tanta gente, o que dizer de duas metades contraitórias de Medardo di Terralba? 


Classificação
Editora: Companhia das Letras

O livro é fininho de tudo, li em duas tardes, com toda a calma, mas vou logo dizendo, não é uma leitura levinha. A Escrita do Calvino é densa e floreada. Tenho a impressão que ele sempre queria dizer bem mais do que escrevia e por isso parava a leitura algumas vezes para pensar. 

A história é hilária e a ideia muito original. Um Visconde que leva um tiro de canhão na guerra e tem uma das suas metades (a direita) salva pelos médicos, volta para casa. 

"Em suma, salvara-se apenas metade, a parte direita, que aliás se conservara perfeitamente, sem nem sequer um arranhão, excluindo aquela enorme rasgadura que a separara da parte esquerda estraçalhada". 

O curioso e que coisas estranhas começam a acontecer na vila em que ele mora. Além de artes como: Frutas que aparecem comidas nas árvores (só pela metade) flores são arrancadas pela metade da terra, etc... O Visconde Metardo passa a ser uma pessoa detestável. Detestável mesmo e não do tipo só "chatinho". 

A maldade emana dele de forma descontrolada e, como ele é um visconde (mesmo partido ao meio) manda e desmanda como quer. Dá ordens para prender pessoas sem motivo algum. Enforca vários prisioneiros por ninharia e espalha o medo ao seu redor. 

"Metardo condenou Fiorfiero e toda a sua quadrilha a morrerem na fora, culpados de rapina. mas como as vitimas eram por sua vez caçadores ilegais, condenou-as igualmente a foca. E para punir os guardas que intervieram tarde demais e que não souberam prevenir os crimes dos caçadores nem os dois bandidos, decretou que eles também fossem enforcados". 

Um dia ele se apaixona e decide, com toda a sua maldade, que vai casar. A vontade da moça não conta, é claro, e o casamento é quase certo, mas dessa vez, os planos de Metardo podem não dar certo. 

É que, do nada, sua outra metade aparecesse de volta à vila, (A metade boa) e assim como a metade má que já estava ali, passa a destilar sua personalidade por onde passa. 

Agora, não pensem que só bondade em um ser é algo ótimo... Essa é a beleza dessa obra, um pouco difícil de ler, mas de uma genialidade incrível! 

"Que se pudesse partir ao meio todas as coisas inteiras - disse meu tio de bruços no rochedo, acariciando aquelas metades convulsivas de polvo, que todas pudessem sair de sua abstrusa e ignorante inteireza. Estava inteiro e para mim as coisas eram naturais e confusas, estúpidas como o ar: Acreditava ver tudo e só havia a casca. Se você virasse a metade de você mesmo, e lhe desejo isso, jovem, havia de entender coisas além da inteligência comum dos cérebros inteiros. Terá perdido a metade de você e do mundo, mas a metade que resta será mil vezes mais profunda e preciosa. E você haverá de querer que tudo seja partido ao meio e talhado segundo sua imagem, pois a beleza, sapiência e justiça existem só no que é composto de pedaços. 

Gente, o livro é divertido demais. Vale a pena ser conferido, mesmo com a linguagem mais complexa. São poucas páginas e logo no início você esquece qualquer dificuldade. Eu recomendo! 

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