Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

A formação de um leitor profundo

Eu não sabia bem como nomear o tipo de leitor que eu gostaria de discutir aqui. Pensei em chamá-lo de "leitor clássico", mas sendo bem sincera, que pessoa lê APENAS livros considerados clássicos? A verdade é que a demanda de obras, nos últimos tempos, têm sido avassaladora e chega às livrarias aos montes - por dia. Impossível escapar de um contemporâneo ou outro.

E ao contrário do que dizem os críticos, nem todos são ruins. O problema dos livros contemporâneos é que pertencem a escritores que estão trilhando seus primeiros passos ainda e estes apresentam falhas, assim como nossos imortais já apresentaram um dia.

Pelo menos, em minha cabeça, é essa a diferença. Veja bem, temos hoje Cesar Bravo - um escritor incrível que está arrastando multidões de leitores por onde passa - mas que ainda não foi considerado um escritor clássico. Raphael Montes é outro exemplo e estou aqui nomeando apenas os que escrevem um determinado gênero (terror/Suspense). Então, se o que diferencia um Cesar Bravo de um Stephen King é apenas o tempo, não devemos criticar leitores que se rendem aos contemporâneos. 

Mas é inegável o quanto um clássico tem a nos dizer. Eles parecem mais profundos, mais encorpados e é deles que eu quero falar. O que torna um leitor mais profundo? Quais clássicos tornam sua bagagem realmente considerável? Você está no caminho certo em suas escolhas?

Alguns escritores são imprescindíveis para quem deseja se tornar um leitor respeitado: Vitor Hugo, Tolstoy, Dostoiévski, Thomas Man, Kafka, Cecília Meireles, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Cervantes, Shakespeare, Alexandre Dumas, Gogol, Mia Couto, José de Alencar e mais um milhão de exemplos, mas são somente estes? Obvio que não. 

Eu descobri, estes dias, que para cada clássico que eu leio, mais três títulos são acrescentados à minha lista, ou seja, eu jamais chegarei ao final e, acredite, essa é a melhor parte!

Foi melhor que o livro

Existe uma máxima entre os leitores: O livro é SEMPRE melhor que o filme. Algumas imagens aparecem pela internet para ilustrar isso, assim como essa:


E eu concordo com isso. Poderia ficar aqui, citando diversos exemplos para vocês, como quase todas as adaptações do Stephen King.
  • "O Cemitério" foi horrendo, já o livro é um dos melhores que eu já li.
  • "O Iluminado" foi criticado até pelo escritor, mas o livro é um clássico que merecia mais.
  • "Salem" virou "A hora do Vampiro" e me dá tristeza ao lembrar, mas o livro... Uau!
Fora estes, temos mais uma infinidade de adaptações que não deveriam existir. Algumas que me dão arrepios:



  1. Lanterna Verde (foi a vergonha em forma de filme).
  2. Demolidor (Filme de 2003 foi péssimo. Pelo menos a série está salvando esse herói do limbo vergonhoso).
  3. Academia de Vampiros (O livro já é bem teen,daí fizeram uma produção pobre para a coisa, resultado: Tão péssimo que nem contando com milhões de fãs aqui no Brasil, o filme veio para o cinema, foi direto para o Netflix).
  4. Carrie, a estranha (o primeiro dos anos 70 foi muito bom, mas o segundo foi triste. Nem o excelente elenco salvou a péssima adaptação).

Mas será que isso é lei? Não existe sempre uma exceção? 

Sim, exceções estão aí para nos provar que nada no mundo pode ser levado a ferro e fogo e eu trouxe uma listinha dos MEUS escolhidos. Lembrando que essa é a MINHA opinião e pode ser que você não concorde. Para isso, peço que deixem mais exemplos nos comentários. Vamos honrar as boas adaptações do mundo!



Comer, rezar, amar
Pode ter sido culpa da Julia Roberts, mas o filme ficou bem mais legal do que o livro. Achei a leitura lenta, desinteressante, mas a adaptação me deu arrepios. Toda aquela peregrinação, que delicia se descobrir daquela forma. Eu queria "desler" o livro por causa disso.





O nevoeiro
Sim, tem Stephen King nessa lista também. Na verdade O Nevoeiro é um conto que foi adaptado e vou dizer, o filme ficou bem melhor. Na história do King algumas coisas me incomodaram bastante e parece que ao ser levado para o cinema tudo se ajustou. Sem falar que na tela ele teve O MELHOR FINAL DE TODOS OS TEMPOS que ganhou de longe do final do conto.



Pretty Little LiarsComecei a ler a coleção e parei no terceiro livro. Não tem muito a ver com a série - alguns fatos mudam e não me agradou - porque eu já era fã da adaptação. Daí acabou não funcionando para mim. Acho que as atrizes forma muito mais felizes em seus papeis e até hoje, não sinto vontade de ler a obra. Ver já me basta.





Vampire Diaries
Outra série que não me ganhou nos livros. Essa eu comecei lendo antes e logo passei para a televisão e o visual foi bem mais impactante. Gostei demais do atores e tudo ficou melhor e mais dinâmico.
Hoje, é uma das tramas mais bem elaboradas que eu já vi e nem sei se segue a risca os livros, acho que não...




The Walking DeadCalma! Não me matem. Essa história saiu dos quadrinhos e na tela tomou uma proporção assustadora. Eu adoro Hqs, mas a velocidade da série foi importante nesse caso PRA MIM. Eu acho que li até o volume 30 e acabei desistindo e ficando na série. Mas é uma HQ magnífica, para quem curte esse formato eu recomendo muito.






O lado bom da vida
Eu ganhei esse livro e li rapidinho. Achei legal, mas quando vi o filme achei fantástico. Eu preferia ter lido outra coisa no lugar, porque a adaptação realmente me bastou. Mais uma vez a escolha dos atores foi ótima e me atraiu logo de cara.







Simplesmente AconteceO livro é MEGA chato, em forma de cartas e não consegui me apaixonar por nenhum personagem. Já o filme me tocou profundamente. Acompanhei o crescimento daqueles dois amigos e sofri a cada cena. A adaptação é divertida, coisa que o livro passa longe.


O Diabo Veste PradaEu só descobri que esse filme era de um livro quando o segundo foi lançado. Bem, se você quer transformar algo em pura perfeição adicione Meryl Streep à receita e nenhum escritor estará à altura (tiete, eu?). Simplesmente não tenho palavras para expressar a diferença gritante entre um e outro. O livro é maçante, com todas aquelas descrições de marcas e cores e blá, blá, blá... Jamais lerei o dois! Mas o filme tem um visual ótimo. Difícil não amar!



E eu não consigo me lembrar de mais nenhum. Ajudem aí... O que vocês acham que ficou melhor na tela do que nas páginas, em sua opinião?

A americanização dos nacionais

Há quem não se importe muito, mas se eu escolho um livro brasileiro para ler, espero não encontrar nenhum Jhon ou Mary na trama. Me alegro quando consigo me encontrar naquela história e quando os personagens possuem características que são mais "comuns" para mim, porque somos conterrâneos.

Sim, me irrita ler uma obra nacional completamente americanizada pelo autor. E posso apontar diversos problemas que fazem uma história assumir esse perfil. Um leitor mais atento percebe, logo de cara, quando isso vai acontecer e acreditem: Isso é o suficiente para que uma estrela de classificação seja tirada.

Posso enumeras os exemplos para ficar mais claro. Quer ver só:


1 - Nomes: Porque, em nome de GOD, os personagens precisam ter nomes como: Steven, Catherine, Jason, Emma... Qual o problema com nossos nomes? Não é uma história nacional? Então porque não nomear os personagens com Pedro, Marcelo, Aline, Juliana etc... Salvo em uma história de fantasia, onde tudo se passa em mundos alternativos ou coisa do tipo, usar nomes "diferentes" é totalmente permitido, mas eu disse diferente e não americano.


2 - Locais: Qual o motivo da história - escrita por um brasileiro - se passar em Nova York? São Paulo não é grande o bastante? Não é completo o bastante? Ou o motivo é que não possui o glamour que podemos conferir nos filmes? Quer um exemplo positivo disso: André Vianco. O cara ambienta todas as suas histórias em Osasco ou Porto Alegre e é incrível se encontrar nos cenários. Stephen King escreve como se tudo acontecesse no Maine - estado que me mora - e o pessoal de lá vibra por isso. Por que não podemos fazer isso aqui? Já pensou criar uma história que se passa na cidade em que você mora, com referências reais e tal? Não seria incrível? Pensem nisso, por favor...


3 - Comidas: Não estou dizendo que é impossível, mas me diga se é normal uma família comer bacon com ovos mexidos e panquecas com milk shake logo cedo? É normal isso? Vamos combinar que brasileiro está mais para um pão com manteiga e um café com leite. Fala sério. Qual o problema em ser um pouco mais fiel à nossa realidade? É até divertido - pelo menos para mim - quando um personagem compra uma coxinha de frango no mercado ao invés de pedir um waffle! 


4 - Copos vermelhos em festas - NÃO!!! Nos mercados se vendem copos brancos ou transparentes. Não é impossível comprar os vermelhos (ou azuis) eu mesma já comprei, mas os vermelhos são como um símbolo americano de festas. Todo jovem que se preza - lá - já esperou os pais sair de casa para comprar aqueles barris de chope e distribuir copos vermelhos para os convidados em seus gramados. Nós nem temos gramados aqui quase! Vivemos presos dentro de muros e grades... Fala sério!


5 - Armários em escolas - Essa eu morro de rir. Eu sei que em muitas escolas particulares existem armários para que os alunos guardem seus materiais. Eles ficam em corredores também, mas alguém aqui já estudou em uma escola estadual? Se tivesse armários, certamente não teriam as portas (hahahahaha). Só digo que se o escritor quer mesmo impressionar e conquistar os leitores, seria legal se ele se aproximasse um pouco mais da realidade em que a massa vive. Eu mesma nunca vi esses armários nos corredores em toda a minha vida de estudante. Sei que existem porque me falaram, mas não faz parte da minha realidade, assim como não faz na da maioria dos alunos de classe media ou baixa que estudaram a vida toda em instituições publicas. Pense nisso, isso é só uma dica de uma leitora mais exigente.

Eu pensei em citar algumas obras que "escorregaram" em cada um desses itens listados acima, mas no fim desisti. Não preciso fazer isso, sei que, mesmo os que não concordarem comigo agora, irão se lembrar desse post mais para frente e reconhecer as tais obras. Sei também que nada disso é uma regra, tenho amigas com costumes bem diferentes dos meus, que comem waffle com mel no café da manhã. 

A cultura americana está aí para ser aproveitada e eu gosto muito dela. Vivo dentro dela o tempo todo, mas acho que o escritor precisa olhar ao redor de si próprio e criar personagens mais palpáveis para os seus leitores. Ou será que a ideia é ser só mais um no meio desse mar de livros? 

Aqui, me parece que ser o diferente é ser um pouco mais normal, não acham?

O que leio agora?

A maior dúvida na vida de um leitor, que não vive sem livros, sempre foi e sempre será essa: Qual livro eu devo escolher agora? Eu sempre sofro com essa decisão e não consegui, mesmo depois de anos como leitora, estipular uma regra para isso.


Alguns criam listas: Tem leitor que consegue essa façanha incrível que é criar uma lista de leituras, onde é possível seguir uma ordem - de compra ou lançamento - e não sofre com o próximo.

Eu: Vou ficar sempre olhando o resto da lista e inventando desculpas para burlar um ou outro item e nós sabemos bem que isso acabaria me deixando na mesma situação de loucura

Alguns compram apenas o que vão ler: Tem certas pessoas (e eu as invejo) que conseguem se controlar quando entram em uma livraria (física ou virtual) e saem de lá apenas com o tal próximo. Isso é ótimo, sem acumulações desnecessárias, mas...

Eu: Com certeza teria que comprar dois: e se o que eu escolher for chato? E se for pequeno demais? E se eu quiser intercalar? Mas esse está tão em conta! Aquele é a sequência do que terminei ano passado, e por aí vai.
Sim, eu curto acumular.


Alguns criar uma meta: O Skoob tem isso. Você estipula uma meta de tempo e escolhe algumas obras que deverá ler, daí a quantidade a ser escolhida é bem reduzida. Interessante para quem quer alcançar algo, tipo: Ler todos os livros do John Green, por exemplo.

Eu: E se o Stephen King lançar um livro novo? Eu jamais conseguiria me prender a uma meta. E ler por obrigação, realmente, não é a minha praia.

E tem maluco de tudo quanto é jeito e eu acredito que sou um deles. Sabe como eu escolho? Começo a ler uns cinco de uma vez. Pego tudo e vou pra sala, parecendo uma louca. Leio um capítulo de cada e aquele que me fizer ficar mais curiosa, é o escolhido!

Eu já escolhi os meus próximos cinco. E você, como decide qual será sua próxima leitura?


O livro dita a idade do leitor?

Não gosto de rotular as coisas. Quem me acompanha aqui sabe o quanto isso me incomoda e agora, com o lançamento do meu segundo livro: Kamaleon (Cata-vento 2014), eu tenho ouvido muitas classificações que não me agradam.

Pergunta: Você escreveu o livro para qual idade?
Resposta: E leitor lá tem idade?

Sim, minha obra atraí mais crianças e pré- adolescentes, mas isso não quer dizer que eu escrevi para eles. Eu nunca pensei nisso em toda a minha vida e talvez seja esse o motivo da minha surpresa ao atingir tal faixa etária.

Na verdade, ao conhecer esses jovens, alguns com 13 anos, me surpreendi tanto com os tais rótulos errados que resolvi escrever este post.


Esses dias, falei com um garoto desta mesma idade citada acima e ele me perguntou se o livro era de fantasia, como as obras do Neil Gaiman ou rumava mais para o lado de Harry Potter.

O que? Esse garoto leu Gaiman e entendeu? E discutiu comigo um dos livros mais lindos que já li (O oceano no fim do caminho) e as pessoas ainda rotulam obras por idade?!

Se for isso e se for para essa juventude inteligente eu digo: SIM! Escrevi para crianças! Eles são incríveis.

Mas a verdade é que NÃO. Eu nunca pensei na idade do leitor que leria a minha obra. Apenas coloquei no papel aquilo que minha imaginação preparou para mim e muitas vezes me surpreendi com o que escrevia.

O grande lance de escrever é bem esse, ler novamente e se maravilhar como se fosse a primeira vez. Eu nunca troquei palavras do texto para agradar jovens de 13, 14 anos. Nunca pensei em tirar ou colocar alguma cena porque isso agradaria mais ou menos. Aliás, algum escritor faz isso?

A questão é que algumas pessoas pegam a obra - e aqui estou falando abertamente de Kamaleon - já com certo preconceito. Esperando algo infantil ou até o contrário, esperam algo adulto, talvez por causa da minha obra anterior e isso causa certo espanto.

O bom é que no final - depois do susto - Kamaleon agrada qualquer idade (Na maior parte das vezes)


Mas uma obra precisa necessariamente ter foco em uma idade? Conheço uma garotinha de 15 anos que leu Os Miseráveis do Vitor Hugo e eu estou penando há cinco meses com essa obra sem conseguir terminar. Ela amou e partiu para Crime e Castigo (eu desisti de tentar acompanha essa garota).

Conheço adultos fascinados por obras infantis. Eu mesma adoro várias delas.

Entendo que precisa haver uma classificação indicativa, talvez para nortear os leitores, mas se isso separá-los de alguma forma, eu prefiro não dar atenção para isso.

Bom mesmo é pegar um livro nas mãos porque a sinopse te atraiu. Abrir na primeira página e perceber só na última que a obra te levou para lugares incríveis.

Para mim, bom é agradar um publico que eu nem imaginava que olharia para mim e receber o retorno dessa geração tão nova e tão ávida por livros. Ainda assim, poder unir jovens e adultos no mesmo reino encantado de Kamaleon, parece um presente muito maior do que eu mereço.

Seria um crime, classificar qualquer obra por idade e esse é meu ponto de vista. Uma boa obra merece ser lida por todos e, caramba, como eu quero que a minha seja assim!
Meu conselho: Leia o que agradar e o que aguçar seu faro de leitor. Não se importe com rótulos, eles só servem para dividir as pessoais e como dizia Cazuza:

Meu negócio não é somar é multiplicar. Sozinho eu não dou conta".


Agredidos são agressores


Já faz um tempo que venho notando isso. Como minha família toda faz parte da educação (Professores, coordenadores, diretores, supervisores etc...) escuto muitas histórias e algumas delas, eu vou guardando na memória por serem um tanto quanto controversas. 

De modo geral acontece o seguinte: 

Uma turma de garotos "descolados" e estúpidos agride um gay na escola. O atormentam ao máximo fazendo da vida dele um inferno. 

Esse mesmo gay vai com os amigos gritar por igualdade nas Paradas diversas pelo Brasil, mas ele e sua turma não suportam negros. O preconceito vem de berço e obviamente ele não enxerga que comete o mesmo crime que sofre na escola. 

O negro agredido pelo gay na parada não tem problemas com homossexuais. Alguns de seus amigos são e ele está bem com isso, mas no fundo detesta pessoas obesas e ignora aquela garotinha apaixonada que levanta a bandeira a favor dos negros, gays e gordinhos, mas detesta evangélicos e por aí vai. 

Será que as pessoas não percebem que estão cometendo os mesmos crimes de que são vítimas criando assim um circulo de preconceito infinito?

Qual o problema dessas pessoas? 


Qual a finalidade de uma pessoa brigar pela igualdade de uma determinada classe se ainda existe outros preconceitos pendentes dentro da sua cabeça? Não seria melhor fazer uma reforma íntima antes? 

Se livrar dos conceitos pré-formados por pessoas que vieram antes de nossa geração. Conhecer os mais variados tipos de seres humanos pela primeira vez e dar a eles a chance de mostrar que são legais. Isso não seria mais bacana? 

Nossa geração é formada disso: De diferenças e é bem isso que a torna tão genial. Meu desejo hoje é que quando um jovem levantar uma bandeira qualquer, traga junto dela todas as outras, por que é só assim que o protesto vai funcionar. Só assim.



Levantando uma bandeira

Hoje quero falar sobre Drag Queens e quero aproveitar para levantar uma bandeira aqui, esclarecendo bem nitidamente o que eu acho dessa pequena massa detonada pelos mais conservadores e o que acho dos detonadores (rs).

Esses dias eu comecei a acompanhar uma série bem interessante: RuPaul Drag Racer.


Para quem não conhece, é um reality show de Drag Queens comandada pela RuPaul, uma celebridade nesse meio e vou dizer, não morria de rir tanto há muito tempo. Os episódios são hilários e animados até o topo!

Como qualquer reality, os episódios são terminados em uma eliminação e a cada semana uma Drag é mandada embora perdendo a chance de ganhar um prêmio deslumbrante. Gente é muito bom.

Mas o que me fez vir aqui escrever além é claro, de recomendar um bom show para vocês? É que no decorrer do programa vamos conhecendo mais de cada um daqueles rapazes que se transformam em mulheres incríveis e descobrimos que existe muito mais do que purpurina e tecidos vibrantes em sua trajetória.

A luta pelo reconhecimento, pelo direito de se sentir “normal” em uma sociedade endurecida, a dor da rejeição, na maioria das vezes, pela sua própria família e muitas outras coisas é só a base em que crescem, mas o que me tocou muito mais foi a insegurança que sentem antes de se transformarem.

Todos parecem desconfortáveis quando precisam interagir no palco ou em qualquer outra prova, se não estão “transformados” e isso é muito interessante de observar, porque dá para ver claramente que aquelas roupas é uma redoma de proteção para eles. É divertido, mas é triste, não acham?

No último episódio que assisti, eles precisavam cantar uma música para eliminação e tinham um dia todo para ensaiar com uma cantora profissional. O ensaio foi um desastre, todos gaguearam, ficaram vermelhos, sem jeito, acuados e apavorados, mas quando a hora da apresentação chegou e todos já estavam vestidos com suas perucas lindas e maquiados, foi um show incrível!


Isso me fez pensar que as pessoas que repudiam esses profissionais são amargas por natureza e não têm mais cura. Fez-me pensar que – assim como o RuPaul fala o tempo todo no reality – qualquer rapaz que tenha coragem de sair vestindo uma peruca e saltos altos na rua é um herói e merece nosso respeito.

Você não precisa se vestir como eles, eu mesma não teria coragem, não há necessidade de mudar sua forma de viver para aceitar esse tipo de profissional no mundo, mas repudiar é outra coisa. Eu não sou homossexual e não pretendo ser, mas respeito quem é e gostaria de viver em um mundo onde eles fossem reconhecidos como qualquer outra pessoa.

Vou dizer, quando isso acontecer, o mundo será mais colorido e alegre! Acredite, veja o reality e você vai entender que essa leveza toda que eles têm não pode ser prejudicial para ninguém nessa vida.

Gostamos dos piores ou são eles que disfarçam muito bem?

Ah, os homens carrancudos, desligados, irritados e agressivos... Os homens que sapateiam com sua agressividade marcante, alguns lotados de tatuagens e no fundo escondem uma alma doce e carente. 

As series estão cheias deles. Os livros e filmes também, mas hoje vou me ater a estes personagens que vem e vão por diversas temporadas. Porque os homens maus e os anti-heróis nos seduzem dessa forma? 

Romero de Bates Motel












Um policial carrancudo, irritado, arrogante que em apenas uma cena sorrindo já me fez derreter na cadeira. Agora torço por ele e Norma Bates o tempo todo, por que sei que ele esconde um coração gigante e sedutor dentro daquela carapuça emburrada de Macho Alfa. 

Crowley de Supernatural
















Sexy, arrogante, traiçoeiro e extremamente engraçado. O demônio mais amado do mundo quase rouba a cena de Sam e Dean em Supernatural. 
Eu nem quero que ele fique bonzinho na série, queria só que ele continuasse suas loucuras cada dia mais, porque isso faz dele QUASE um alfa dos demônios! 

Swayer de Lost












Quem não se lembra do irresistível Swayer da série Lost deveria parar tudo que está fazendo e correr para a TV. Esse galã é o cara mais irritante da face da terra, mas quando colocava aqueles óculos para ler seus livros na cadeirinha de praia...(*suspiros*)
Quase dava para esquecer os apelidinhos depreciativos que ele dava a todo mundo. Saudade eterna do Swayer... 

Eric de True Blood




















Um vampiro que curte ser vampiro. Que saudades disso! Eric nunca escondeu sua vontade de sangue e não tem piedade alguma de qualquer pescoço que passasse ao seu lado, até se apaixonar! Ai que coisa linda ver o ponto fraco de um monstro... 

Uma notícia boa para quem gostava do Eric e da sua Pam - A HBO já aprovou o Spin Off de True Blood que se chamará FANTASIA e terá apenas vampiros. Nada de lobos, Metamorfos e fadas, agora o mundo é só dos chupadores de sangue!
(A Camila comemora) \0/ 

Dale (Barbie) Barbara de Under the Dome















O cara é lindo, difícil não gostar, briga bem, tem cara de mal, um passado sombrio, uma pegada firme já na primeira temporada, MAS... 
Começou a série enterrando um cara e mostrando o quanto era um anti-herói. Porque nos apaixonamos por um tipo assim? Ele simplesmente faz a série ficar mais... Divertida. 

Damon Salvatore de Vampire Diaries




















Esse com certeza é unanimidade entre as mulheres. Quem aí prefere o chato e meloso Stephen levanta a mão! (Aposto que ninguém levantou). Nem quando Stephen estava na época "emo" dele conseguiu ficar irresistível como Damon. #prontofalei

Damon é mal, impulsivo, mentiroso, aproveitador, cínico ao extremo e completamente delicado em algumas situações e com algumas pessoas. E eu não estou falando só de romance aqui. A relação que ele tinha com o Alaric era deliciosa, a amizade entre os dois fazia qualquer uma suspirar. 

Ps: Ele deveria ter sido escolhido para fazer o Mr. Grey de 50 Tons de Cinza. 
Não me conformo... 

Enfim, as séries estão começando a entender que não queremos mais o Romeu que se mata ao lado da Julieta, queremos um herói que dá uma voadora no frasco do veneno e arrasta a amada para longe.
Chega desses príncipes encantados cheios de "não me toque", homens que bagunçam nossos mundos são bem mais interessantes.


Ler e só?


É fato: Ler está na moda!

Por esse motivo, ter uma estante abarrotada de livros e carregar o exemplar infinito de Game Of Thrones para todos os cantos faz de você, uma pessoa mais "cool". Mesmo que isso lhe traga insuportáveis dores nas costas e braços.

Ótimo, pelo menos não é cigarro. Esse vício até faz bem (tirando as dores), isso se você consegue absorver pelo menos um mol do que anda lendo.

Não vou mentir, Não busco ensinamentos sempre, pois gosto de livros que me tiram da realidade. Gosto de viajar e principalmente de viver uma aventura que se distancie da minha vida, mas aprendi (e o Clube da Leitura tem muita participação nisso) a ENXERGAR ensinamentos ocultos nos livros, principalmente nas obras de escritores mais sérios e consagrados. Daí a importância dos clássicos.

Mas também aprendi que não é todo clássico que presta!
 
Esse é um exemplo deles em minha opinião!

Então, percebi que não adianta abarrotar a estante de títulos se eles não estão servindo ao propósito para que foram criados. Não adianta entupir o Instagran com fotos de mais de 10 mil livros na estante se você não cresceu nem 1 cm ao ler todos eles. Certo? O contrário disso é tempo gasto a toa.

Pessoas que ostentam seus mais de 18 livros lidos em um mês! Como pode? Temos um bando de gênios com leitura dinâmica entre nós? Não trabalham? Não estudam? Eu queria muito ter essa velocidade.



A questão não é mais quantidade. Isso já está ficando maçante, mas precisa ser dito: A qualidade traz mais satisfação.

Por esse motivo comecei a me sentir insatisfeita ao ler, porque percebi que nada estava realmente funcionando para mim. Nesse ponto pude contar com minha amiga CarlaCeres que apontou diversas direções e conflitos que me assolavam e pude entender melhor essa insatisfação.

Sim! Viciados entram em crise quando suas drogas param de funcionar.

Daí começa as Ressacas Literárias e as Péssimas Resenhas que encontramos por aí e isso também faz mal. Por isso resolvi diminuir as parcerias no Blog, mas não as minhas leituras. Eu escolherei o que virá em seguida e só publicarei resenhas que realmente valem a pena ser lidas.

Vou ler para sair da minha realidade, mas também para absorver mais coisas boas. Colocarei um filtro na minha estante e só entrará nela o que realmente me dá prazer.

Chega dessa coisa de ler TODOS os livros do mundo. 
Alguns não merecem ser lidos.

O que? Se eu surtei?


Não! Eu absorvi algo bom de um livro que logo farei resenha aqui. Um livro que me metralhou com pensamentos inquietantes.



Você escolhe o “menos pior”?


Prometo que será a primeira e a última vez que falarei de política aqui no blog, esse ano. Mesmo porque não vale a pena.

Sabe o que vale a pena? Ouvir música, ler um livro, sair com amigos, comer um croissant e não se contentar com o “menos pior”.

Nós não merecemos isso. Nós trabalhamos arduamente todos os dias em serviços que não fazem parte do nosso sonho idealizado e no fim das contas, lá na urna, temos que escolher o "Menos Pior"? Não, não é justo isso!

Todos eles ganham, em um mês, mais do que a maioria de nós vai ganhar em um ano e não trabalham nem a metade. Deveriam ser as melhores pessoas do mundo com todas estas vantagens (que NÓS pagamos).

Não estou pedindo que não votem, às vezes, você acredita e confia no que um ou outro candidato está pregando e se for esse o caso, acho que deve lutar e apoiar sua causa como achar melhor, mas se você está escolhendo entre o "menos pior" só para exercer o direito de voto então PARE!

Sério, Mostrar que não está contente com o trabalho deles, também é um direto seu - e acho que é até um dever.

Me diga uma coisa: Se você vai ao mercado comprar batatas e ao chegar lá vê que todas na prateleira estão podres, você escolhe as “menos piores” para comer?


Pense nisso!

Filmes Românticos

Esse filme é uma bomba atômica
Diários de uma paixão! Adivinhem: Nicholas Sparks! Pfffff

Eu tenho problemas com eles. Muitos problemas.

Estou superando meu ódio mortal pelo Nicholas Sparks bem lentamente e tudo por causa do seu romantismo trágico que me faz terminar suas histórias ou enjoada ou diabética.

Acontece que todas as suas histórias - que depois de um tempo são adaptadas para o cinema - têm um final que não me agrada. Nenhum é bom, todo mundo sofre e eu saio insatisfeita...
Daí esses dias assisti ao filme:

Um Porto Seguro
E quase morri de tanto suspirar.  Ok, Mr. Sparks, um ponto para você.  Não te odeio mais, só não gosto!

Isso me faz lembrar o meu primeiro encontro com filmes românticos.  Foi na escola, mais especificamente no 2º colegial - hoje nem sei mais como chamam, mas enfim...

A maldita professora quis explicar melhor o Romantismo nos levando para a sala de vídeo para passar um filme. Esse filme:






Depois de 50 minutos os garotos pediram para sair da sala, pois acharam chato. Eu nem os vi saindo. Meus olhos criaram uma cortina nublada que me impedia de respirar. Chorei horrores e fiquei até depois da aula para ver o final.

Cheguei a minha casa chorando e quase matei meus pais do coração (até explicar o vexame...). Sonhei com o Christopher Reeve morrendo de amor naquela cama. Chorei de noite ao me lembrar do filme e virei uma adolescente traumatizada (rs).

A partir daí tomei distância de filmes românticos, mas Hollywood não estava de acordo com essa minha decisão e me fez confrontar o gênero novamente quando "ousou" colocar o ator mais sexy do mundo, esse:

Gerard Butler

No papel principal de um dos filmes mais dolorosos que já vi chamado:


O QUE FOI AQUILO?! Gente, isso deve fazer mal. Vocês já soluçaram de tanto chorar, vendo um filme? Eu já! Foi vergonhoso... Chorei tanto que no outro dia meus olhos estavam vermelhos!

Oh Deus... Mulheres são estranhas. Sei que ando tomando distância desses filmes e livros, essa coisa de lavar a alma não é comigo. Já não chega sofrer com a minha história e agora vou sofrer com a dos outros?

Tô pouco me lixando se você encontrou o amor da sua vida e ele morreu em um naufrágio enquanto você congelava em uma porta flutuante!

Azar o seu se o cara que você mais ama morreu jovem e viril e te deixou cartas maravilhosas que chegaram de todas as formas ao longo da sua vida!

Eu... Ok me deu vontade de chorar, vou parar por aqui.

PS. Eu te amo, Gerard Butler! 

A Evolução - by Simpsons

Esse ai é pra quem curte Simpsons...



A questão é bem simples: Será que nosso cérebro evoluiu junto com o corpo? 

Bem, quem assiste noticiário tem sérias dúvidas disso! 

Excelênte Feriado para todos!!!

***

Links onde me encontrar:


Não perca sonhos

Não perca momentos especiais com alguns livros, porque não foram criados por pessoas ilustres.

O que eu quero dizer com isso. Às vezes entramos em uma livraria a procura de um escritor específico. 

- Hoje quero ler Edgar Allan Poe! 

Eu sou assim. Gosto de nomes consagrados, comentados e ressaltados, mas nesses últimos meses tive a oportunidade de conhecer escritores novos, jovens e com pouca experiência e cansei de contar às vezes que suas histórias me fizeram viajar verdadeiramente.

Então me lembrei de um livro que li há anos atrás chamado O apanhador de sonhos do ilustríssimo Stephen King do qual eu sou fã declarada, mas que me decepcionou assustadoramente. 

Que porcaria de leitura foi aquela? Antes desse livro em questão eu havia lido Pescaria de Corpos da Claudia Mattos e me encantado demais. Isso ficou na minha cabeça!


Como um escritor que não é "ninguém" conseguiu me fazer chorar enquanto o grande King me fez duvidar que eu chegaria ao final do livro?

O que dizer... ? King já foi um "ninguém". King já precisou oferecer seus livros para os vizinhos. King já pediu ajuda e já foi recusado pelos leitores.

Então gente, leia Leminski. Procure Shakespeare. Sonhe com Cecília Meireles, mas perca um tempo lendo a sinopse do Zé Ninguém que está no fundo de uma das 47 estantes da Saraiva. Você pode se surpreender e se encantar como nunca antes.


Não perca sonhos bons, porque você não conhece quem os criou! Ele pode virar "King" daqui uns anos!

★☆★☆★☆★☆★☆

Gente, quero aproveitar esse post e deixar um recado. Lendo um blog que gosto muito, me peguei analisando, assim como o post que estava lendo, que não vendo fazendo um trabalho muito bom aqui. 

Daí resolvi ser realista e falar com vocês sobre isso. Tenho alguns projetos para esse ano e um deles tem me exigido total dedicação. Para levar esse projeto para frente, percebi que meu tempo deve ser melhor usado e o blog está ficando um pouco abandonado e sem assuntos legais.

Por isso decidi reduzir, assim como a escritora do blog que me inspirou, as postagens daqui e de 3 posts por semana, passarei a publicar apenas 1!

Não, não é pouco, acho sinceramente que menos, é mais e prefiro escrever algo realmente bom, do que vários Posts meia boca. Além disso, passarei a responder todos os comentários, aqui e no blog de vocês e espero que voltem para trocarmos idéias nos comentários.  

Bem, é isso, em breve trarei novidades e notícias dos meus próximos projetos que com certeza vai animar vocês. Não me abandonem, pois não abandonarei vocês! 


Mãos masculinas - O lado sexy

Adoro mão de homem. 


Dedos longos com nódulos ligeiramente mais grossos e palma larga. Pouco me importa se são calejadas como as dos trabalhadores braçais ou lisas como dos executivos, que sejam fortes, firmes. Adoro observar homens na cozinha porque suas mãos se movimentam com uma rapidez desajeitada formando ângulos entre os dedos com uma masculinidade incrível. 


Quando pegam algo pesado as veias se sobressaem como se tentassem ajudar com mais força o que os braços carregam com maestria irresistível. O toque delicado das pontas dos dedos de um homem causa eletricidade. Adoro mãos com unhas curtas, redondas e limpas de maneira quase mecânica com qualquer sabão que se encontre na pia. Nada de especial, quanto mais simples e rústico melhor.


Gosto das mãos cuidadosas que seguram crianças e coisas frágeis como se o poder que elas possuem pudesse quebrar qualquer coisa ao mínimo descuido. Gosto de suas extensões fortes quando envolvem o que querem proteger. Dedos que se movimentam em nossos pés delicados com força e cuidado resultantes de uma enorme concentração para não apertar demais.


Adoro a segurança que transmitem ao agarrar nossas mãos ávidas de cuidados com firmeza fazendo o resto do mundo, desmoronar. Adoro mãos de homens, as que envolvem, as que seguram com ansiedade, as que estimulam, as que divertem e principalmente as que são bem masculinas.


Eu não sei se essa é a minha parte preferida em um homem, mas com certeza é linda de se ver.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...