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Resenha - ELA (HER Indicado ao Oscar 2013)

Hoje trago a resenha do meu filme preferido entre os indicados ao OSCAR 2013. Torci demais, mas havia outras produções muito maiores que levaram os melhores prêmios, mesmo assim, esse é meu preferido!


HER é um filme poético e muito inteligente.

Theodore é um homem sensível e amável que trabalha em uma empresa que escreve cartas para as pessoas. O tipo de cara que curte ouvir músicas melancólicas remoendo uma separação recente com o amor da sua vida.

Até que um dia ele compra um software altamente moderno para lhe fazer companhia. Este software se autonomeia Samantha e tem uma voz rouca e sexy despertando curiosidade em Theodore.


É esse o clima do filme, bem esse mesmo do vídeo.

Samantha tem a habilidade de crescer com suas experiências e isso faz de cada Software uma personalidade única e exclusiva de seu usuário. Ela já chega organizando sua vida de escritor e dando dicas interessantes o fazendo rir de imediato e é assim que a relação deles começa.

É impossível não se apaixonas por eles e por alguns momentos esquecemos que ela é apenas uma Sistema operacional, assim como ele.


Uma das partes que mais gosto no filme é quando ele escreve as cartas no trabalho usando um método interessante: Ele FALA e o computador vai escrevendo com uma grafia bem parecida com a de uma pessoa e depois imprime. Mas Theodore coloca tanto sentimento em suas palavras que é delicioso ficar ouvindo as histórias que ele cria.

Nota mental (escrita) – O videogame dele é fantástico!

As conversas, as emoções e tudo que eles compartilham um com o outro são tão profundamente poéticas. É realmente gostoso conviver com Theodore em todos os momentos.

Eles se envolvem porque se completam com perfeição. Ela cresce, aprende coisas o tempo todo. Compõe musicas no piano baseada em momentos que eles viveram juntos e em uma determinada hora ele até fazem amor de um jeito bem singular e lindo.


Daí começamos a prestar mais atenção nas pessoas em volta e TODOS andam sozinhos gesticulando e sorrindo para seus aparelhos e isso é meio chocante de se ver. Os softwares são tão perfeitamente moldados às pessoas que elas não se interessam mais por ninguém e ficam solitárias com seus OS.

E assim, como todo relacionamento, nascem as complicações. De alguma Theodore começa a perceber isso e mesmo apaixonado vai entendendo que algo está errado.


Gente, para mim, o filme merecia um Oscar. Torci muito por ele – Até entendo porque outros ganharam – mas essa produção realmente me colocou para pensar. É delicioso assistir.

Joaquim Phoenix deu um show de interpretação e contracenou praticamente sozinho o tempo todo. Eu não consigo pensar em um ator melhor para esse papel. Theodore é adorável!

Veja o Trailer:



Espero que tenham gostado. Não quero falar mais do filme para não criar expectativas demais, mas realmente é uma obra completa para mim. Assistam!

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