Há algum tempo venho percebendo como anda o comportamento das pessoas em relação as mídias sociais.
Bem, já de cara digo que eu sou apaixonada por Facebook e recentemente comprei um telefone com tecnologia Androide então pela facilidade acabei gostando do Twitter também. (inclusive, declarei meu desapego a ele aqui no blog e agora preciso me retratar, mas fica pra outra hora).
A quantidade de informação nessas redes é incrível, é algo mágico. Quem bobeia ou até mesmo está ocupado demais para se atualizar acaba se vendo perdido em maio a tantos assuntos e polêmicas, muitas vezes recheados de comentários controversos sobre diferentes temas. Mas tem um recurso que facilita demais a tarefa de mostrar ao mundo sua opinião, é um botãozinho mais ou menos assim:
Esse é o famoso ícone do Curtir que anda fazendo com que todos descubram qual a atitude tomar em relação a uma determinada matéria. Não entendeu? Li um texto esses dias indicado pela Carla do Blog ALGO ALÉM DOS LIVROS (Clique Aqui) e nesse artigo fala bem o que penso em apenas meio parágrafo que irei reproduzir aqui:
"... não experimentamos ou lemos mais os conteúdos na internet para tirarmos nossas próprias conclusões, mas procuramos na quantificação das curtidas, pistas para como devemos nos sentir em relação a um determinado conteúdo."
Quer dizer, estou lendo uma reportagem e para falar a verdade não entendi direito o que se trata, mas entre os que curtiram o link está uma pessoa que sei que é sabida das coisas então confio cegamente em tudo e clico em CURTIR e levo essa opinião comigo, para sempre. Está certo isso?
Esses dias vi uma foto horrível de um animal torturado (o povo do Facebook tem essa péssima mania de postar essas coisas) e logo abaixo uma legenda assim: Matança de animais aumenta a cada dia. Juro que tinha mais de 50 "curtidas". Agora me diga o que esse povo está curtindo? Eles leram a legenda?
Cuidado com o que você "curte".

