O que aprendi morando sozinha


Queria falar com vocês sobre o tanto de coisa que aprendi, morando sozinha em um condomínio há apenas 3 meses.

1 – Ter vizinhos tão próximos pode ser um inferno, mas se você tirar a sorte grande – como eu – e se mudar com pessoas interessantes e dispostas a fazer daquele local um verdadeiro lar, você está no céu!



2 – O outro lado da moeda é ter que conviver com pessoas que pensam completamente diferente de você e para manter o clima de paz as vezes temos que abrir mão de algumas coisas. Falo sobre os outros moradores que brigam por coisas bobas ou que não respeitam o ambiente comum de todos.

3 – Donos de pets são ótimos para pegar amizade, mas uma enorme parcela deles não pega o cocô do seu doguinho quando saem para passear. O que percebi é que não importa a quantidade de lixeiras ao redor, eles nunca vão aprender. Por outro lado, você vai conhecer cada cachorrinho fofo que vai considerar ter um também.

4 – Sempre tem um monte de vizinho falido que não vai deixar a mensalidade do condomínio ficar lá nas alturas. Alie-se a eles se você, assim como eu, vive com o orçamento no limite (rs). Melhorias são necessárias, mas a crise é eterna!

5 – Fazer compra 1 vez por semana economiza dinheiro, mas cansa pra caramba! Eu estipulei um dia para ir ao mercado, assim reponho apenas o que realmente falta porque eu achei quase impossível prever o que vou gastar no mês todo, daí eu sempre precisava ir ao mercado fora do dia e isso induz ao gasto, mas principalmente ao desperdício.


6 – Eu sou uma pessoa extremamente controlada em termos de dinheiro. Aprendi isso esse ano com muita certeza. Pra isso tenho meu dinheiro separa por categorias e dessa forma até consigo poupar alguma coisa.

7 – Emergências acontecem. Mesmo que você tenha extremo cuidado com tudo, um segundo de vacilo e pode acontecer um acidente com o carro (meu caso), uma torneira pode dar defeito (meu caso), a conta de energia pode vir acima do esperado (meu caso) e você pode ficar doente do nada (meu caso).

8 – A equipe de trabalhadores do condomínio passará a ser seus facilitadores. Cuide bem deles, merecem todo respeito do mundo e sem eles sua via poderia virar um inferno!

9 – Quando se vai morar sozinha pela primeira vez até lavar roupa é legal. Isso é verdade, mas lavar o banheiro perde o gosto bom logo nas primeiras 3 vezes.

10 – Finalmente, descobri que todo meu esforço de trabalho, levantando cedo, enfrentando dias de chuva, dores ou stress extremo valeram a pena, porque hoje tenho o meu canto e se tudo der errado, posso voltar pra ele e ficar em paz e em segurança.

Ninguém disse que seria fácil. A vida é complicada mesmo, mas vale muito a pena!


8 comentários

  1. Oi, Camila,

    Dou muito valor à autonomia e à independência, no que se refere à moradia. Então, assim que eu pude também, décadas atrás, tratei de arranjar o meu canto, rsrs.
    Claro que - se a gente se esforça para tanto - tudo vai progredindo. Então as coisas vão também melhorando, a gente vai se ajustando e criando esquemas próprios para resolver os problemas.
    Pela lista acima dá pra ver que você tem aprendido bastante, sobre a nova condição de morar só.

    Beijo

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  2. Me diverti com os "(meu caso)". Que texto legal! Morar no seu próprio cantinho está te inspirando. Felicidades!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. É, poucas coisas na vida são mais intensas e carregadas de simbolismo que morar só, em seu próprio cantinho.
    "Dono da própria vida", era como eu me sentia.
    Texto humano, instrutivo, emocional.
    Gostei bastante, obrigado pro compartilhar!!!
    (Como sugestão, que tal escrever sobre esse mesmo assunto, daqui a um ano? Acho mesmo que vão haver aprendizados novos e provavelmente algumas modificações!)

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    1. Excelente ideia. Farei com certeza. Vamos ver o que vai mudar até lá. Agora posso dizer: estou vivendo o melhor momento da minha vida!!!!

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  5. Camilinha, eu moro sozinho. Falo com todos e
    todos falam comigo. Na pandemia eu meti u'a
    máscara nas fuças e fui de porta em porta onde
    deixei livros para entretê-los. Agora, me pergunta
    se alguém me interfonou, se tocou minha
    campainha perguntando se eu ia bem ou se fora
    acometido com o mal do Covid ou não: Um ano
    eu estive trancado sem que soubessem de mim.
    Os livros? Ah, sei lá. Nunca tocaram no assunto.
    O importante é que eu fiz minha parte.
    Um beijo e bom dia, Camila querida.

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    1. É sempre assim.
      Atualmente, depois de algum esforço e treinamento, eu tenho encontrado prazer na ação e não na reação.
      Se a pessoa reage bem, ótimo. Se não reage ou reage mal, é mesmo uma situação para ela lidar, não para mim.
      A ideia de distribuir livros é ótima!!
      Eu fiz com pretzels e quando alguém falava "Não, eu não como isso (Realmente aconteceu)", dentro da minha cabeça era, "Ótimo, vou visitar ainda mais uma pessoa hoje, antes de voltar para casa".
      Aprendi a ser egoísta, na gentileza...

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