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| LIVRO NO SKOOB |
Mas o meu vicio por boas histórias é maior do que qualquer receio e lá
estava eu, encomendando mais três livros dele enquanto derramava minhas últimas
lágrimas por Gus e Razel e suas malditas estrelas...
Cidades de papel é uma delícia de leitura. Às vezes imagino John Green
como um jovem adulto bagaceiro, porque os adolescentes que ele cria são
simplesmente reais para mim e todos encantadores a sua maneira.
Quentin Jacobsen é definitivamente um desses adolescentes. Um personagem
que nos custa deixar quando a história termina. Confesso que sentirei falta
dele e de seu humor ímpar.
Aliás, é exclusivamente ele e seus amigos que fazem essa história
brilhar mais. Quentin é apaixonado pela sua vizinha Margot e relembra com
nostalgia de sua infância ao lado dela quando ainda eram amigos. Hoje ela é
popular e mal fala com ele.
E tudo seguiria normalmente, se Margot não resolvesse incluir Quentin em
seu plano de vingança maluco. E é assim, em uma madrugada inesperada que os
dois partem para uma aventura irresponsável e irresistível reatando a
cumplicidade de antes.
O problema é que Margot não é do tipo de garota que simplifica as
coisas. Com seu histórico de fugas, a rainha da escola se aperfeiçoou em deixar
pistas dos locais para onde fugia e no outro dia, após a aventura com Quentin
resolveu que fugiria novamente, mas deixou seu rastro de pistas para trás.
Quentin é um fofo, responsável, inteligente, mas apaixonado e com a
ajuda de seus amigos igualmente geniais: Radar, Bem e Lacey, sai em uma busca,
extremamente divertida, juntando cada pista que Margot resolveu deixar.
O livro tem sua reflexão também, é claro. Margot busca descobrir quem
ela verdadeira mente é, quando não está interpretando seu papel de rainha da
escola e faz com que Quentin descubra o que é também, de uma forma bem egoísta,
eu admito, mas muito inusitada.
Eu sou suspeita, amo John Green e recomendo
qualquer coisa que ele escreve, portanto leiam o livro e me digam depois. É bem
diferente de A Culpa é das Estrelas, mas também é imperdível.

