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TAG - Um livro por dia da semana

Olá, pessoal!

Esses dias, eu vi uma TAG no Blog Leitora Incomum da Fernanda e fiquei com vontade de trazer para cá.  Essas brincadeirinhas são divertidas, pois trazem de volta à nossa mente títulos lidos há muito tempo, por isso vale a pena conferir.


Fique a vontade para replicar em seus blogs ou até mesmo deixar, nos comentários,  suas escolhas. Vou adorar saber e quem sabe tiro algumas dicas de vocês também! Então vamos lá. Cada dia da semana tem sua característica, portanto o livro tem que combinar:

1- Domingo: um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse.

Tantos, mas vou citar dois apenas:



A Culpa é das Estrelas do John Green: Esse livro me partiu ao meio. Me desconstruiu de verdade. Eu precisava de mais tempo ao lado daquele casal, eu queria mais daquelas conversas e daquelas confissões. Queria aprender mais com eles e dar mais gargalhadas com as inúmeras sacadas geniais que foram escritas ali. Esse com certeza é um livro que se tornará um Clássico.








Perdida da Carina Rissi: Nem é um Best Seller, mas me tocou. Acho que foi porque eu assisti a um filme parecido na escola e me tocou muito. Ler esse livro me obrigou a mostrar o lado da Camila romântica que quase ninguém conhece (nem mesmo eu). É lindo e eu queria mais. Bom que terá o 2 \0/




2- Segunda: um livro que você tem preguiça de começar.



Deslembrança: Esse livro ficou por meses parado na minha estante e eu olhava para ele sem a menor vontade. Até que li, influenciada por resenhas magníficas e me decepcionei. Acho que eu estava prevendo que não me agradaria. Foi mais do mesmo, entendem?!





3- Terça: um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação.



Divina Comédia: Inferno de Dante Aliglieri: Um clássico super interessante, mas muito maçante. Li apenas para entender melhor o livro com o mesmo Título do Dan Brown.  Nem consegui fazer resenha. É bem complexo e cheio de descrições ainda vem todo em forma de versos! Muito “terça-feira” esse livro.





4- Quarta: um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento.



Crime e Castigo do Dostroieviscky: Não deixei pela metade, pois ele tem mais de 600 páginas e eu parei na 100 (rs). A historia não é das piores, mas a narrativa é extremamente cansativa (pelo menos para mim). Foi um livro proposto no Clube do Livro e eu falhei, não dei conta. Os Russos me venceram.





5- Quinta: um livro que você não recomenda. (Apesar de eu amar a quinta!)



Divergente - A série toda. Na verdade o primeiro livro é muito bom, me deixou apaixonada, mas as sequências são tão ruins que estragaram qualquer sentimento bom que eu tinha pela obra. O segundo livro é maçante e o último livro é revoltante. Dei graças a Deus que terminou e também por eu não ter COMPRADO os livros. Não recomendo jamais.



6- Sexta: um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra).




O Rei de J. R. Ward - Quero demais, demais, demais esse 11º livro da série Irmandade da Adaga Negra, para mim é a melhor escritora de ficção vampírica (?) da atualidade. Esse livro foi lançado na bienal (2014) e eu estou "em cólicas" por ele!!!! #TeAmoWrath




7- Sábado: um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou.



O Oceano no Fim do Caminho do Neil Gaiman: Meu mais novo amor literário. Esse é o típico livro “sábado”: Delicioso. Uma leitura bem agradável com uma linguagem diferente que te leva para um mundo surreal e faz o que os livros devem fazer: Encanta!






E a semana acabou! 
Deixe suas escolhas aí nos comentários pra mim. 
Vou adorar pegar ideias!

[LIVRO] Will & Will – John Green e David Levithan

Eu já havia lido outro livro do David Levithan e sei o quanto ele explora o cenário homossexual, mas ler isso vindo do John Green é bem interessante.




Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. 
Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.





Os dois autores tratam o assunto com uma naturalidade deliciosa o que nos faz ambientar bem rápido e não estranhar absolutamente nada. Acho mesmo que a literatura gay está evoluindo e os leitores precisam se acostumar com histórias maiores a cada dia.

Esse livro não foi surpresa alguma para mim, pois vinda de dois excelentes escritores que eu admiro demais só poderia ser um sucesso!  Nessa obra, os dois se uniram para escrever capítulos intercalados contando a historia de dois Will Graysons completamente diferentes e igualmente interessantes que se conhecem de uma forma muito louca!

O primeiro Will Grayson que conhecemos é o Will do John Green. Um garoto tímido, inteligente, desajeitado e sarcástico (traço dos personagens de Green) cujo melhor amigo é Tiny Cooper que para mim roubou a cena em quase todas as páginas! Will faz muitas reflexões inteligentes durante a trama toda e me fez morrer de rir em diversas passagens e refletir em outras:

“Não tenho a menor ideia do motivo por que alguém iria querer ser professor. Isto é, você tem de passar o dia com um grupo de garotos que ou o odeiam profundamente ou puxam seu saco para conseguir uma nota boa. Isso deve afetar a pessoa depois de algum tempo.”

“Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. É porque um pedacinho se perde...”.

Tiny Cooper  – melhor amigo de Will – foi um show à parte, ele é gay assumido, enorme e gordo, mas que parece não se importar em absolutamente nada do que as pessoas pensam e pelo contrário, todos o amam pela personalidade expansiva e principalmente pelas ideias: Tiny está planejando um musical para contar a historia de sua vida e “enfiou” seu amigo Will no projeto.

Seu amigo o descreve bem nesse trecho:

“Ele pode ser um feiticeiro malévolo, mas Tiny Cooper não está nem aí pros outros e se ele quer ser um gigante saltitante, então é seu direito como americano enorme.”
Adorei essa imagem, peguei no GOOGLE e mostra claramente cada um dos personagens.
Quem leu identifica rapidamente quem é quem!

O outro Will é do Levithan e tem a personalidade mais escura, depressiva e fechada, além de já ser homossexual, mas nada assumido. Will mantem um relacionamento secreto com um garoto virtualmente e planeja o encontrar, pois esse é o ponto alto do seu dia. Nada ao seu redor faz sentido e esse garoto é a luz de sua vida. Esse Will tem seus momentos também:

“... a única coisa certa mesmo nessa vida é que sempre que eu ligar a TV haverá um episódio de Law & Order.”

“... quem se importa com a porra do sexo? As pessoas agem como se essa fosse a coisa mais importante que os seres humanos fazem, mas vamos combinar, como pode a porra das nossas vidas evoluídas girar em torno de algo que as lesmas podem fazer?”.

Pelos trechos que eu coloquei aqui já deu para perceber o quanto é fácil diferencial um Will do outro e não fica estranho em absolutamente nenhuma página. O encontro entre eles é arrasador e muito inteligente.

Não posso falar mais nada da trama para não perder a graça, mas deixo claro que o que omiti aqui é a parte mais legal do livro!Recomendo esse livro e os outros desses autores que estão em alta nessas ultimas temporadas e não é para menos!

[LIVRO] - Cidades de Papel

LIVRO NO SKOOB
John Green merece sim um espaço em sua estante. Depois de ler A Culpa é das Estrelas, confesso que fiquei com medo de me aventurar em outro romance do escritor - lindo, carismático,  divertido, inteligente e trágico.

Mas o meu vicio por boas histórias é maior do que qualquer receio e lá estava eu, encomendando mais três livros dele enquanto derramava minhas últimas lágrimas por Gus e Razel e suas malditas estrelas...

Cidades de papel é uma delícia de leitura. Às vezes imagino John Green como um jovem adulto bagaceiro, porque os adolescentes que ele cria são simplesmente reais para mim e todos encantadores a sua maneira.

Quentin Jacobsen é definitivamente um desses adolescentes. Um personagem que nos custa deixar quando a história termina. Confesso que sentirei falta dele e de seu humor ímpar.

Aliás, é exclusivamente ele e seus amigos que fazem essa história brilhar mais. Quentin é apaixonado pela sua vizinha Margot e relembra com nostalgia de sua infância ao lado dela quando ainda eram amigos. Hoje ela é popular e mal fala com ele.

E tudo seguiria normalmente, se Margot não resolvesse incluir Quentin em seu plano de vingança maluco. E é assim, em uma madrugada inesperada que os dois partem para uma aventura irresponsável e irresistível reatando a cumplicidade de antes.

O problema é que Margot não é do tipo de garota que simplifica as coisas. Com seu histórico de fugas, a rainha da escola se aperfeiçoou em deixar pistas dos locais para onde fugia e no outro dia, após a aventura com Quentin resolveu que fugiria novamente, mas deixou seu rastro de pistas para trás.

Quentin é um fofo, responsável, inteligente, mas apaixonado e com a ajuda de seus amigos igualmente geniais: Radar, Bem e Lacey, sai em uma busca, extremamente divertida, juntando cada pista que Margot resolveu deixar.

O livro tem sua reflexão também, é claro. Margot busca descobrir quem ela verdadeira mente é, quando não está interpretando seu papel de rainha da escola e faz com que Quentin descubra o que é também, de uma forma bem egoísta, eu admito, mas muito inusitada.


Eu sou suspeita, amo John Green e recomendo qualquer coisa que ele escreve, portanto leiam o livro e me digam depois. É bem diferente de A Culpa é das Estrelas, mas também é imperdível.

Resenha – A culpa é das estrelas


Okay! (como dizem os personagens desse romance)

Essa não será mais uma resenha no blog e sim será uma dica obrigatória para qualquer pessoa que pense que a vida não anda sendo muito justa. A culpa é das estrelas me pegou de jeito e John Green acabou de conquistar mais uma leitora voraz e viciada.

Esse é um livro sério. Um livro realista e que te mostra a verdade e não o que você quer ler, apesar de ser um romance entre adolescentes.


Hazel Grace é uma garota de 16 anos que luta contra um câncer que, apesar de estar em reminiscência, promete lhe tirar a vida em pouco tempo. Isso é fato e de alguma forma, Hazel já aceitou seu destino. 

Por causa disso, ela passa suas tarde ao lado da mãe - que deixou tudo para lhe dar todo suporte – assistindo America´s next Topo Model. 

A vida dela é monótona e bem sem graça, principalmente porque ela precisa carregar para onde vai um carrinho com seu cilindro de oxigênio, porque os seus pulmões simplesmente esqueceram como se faz para respirar sozinhos.


A maior preocupação da garota é como seus pais vão encarar a vida quando ela se for. As estatísticas mostram que a maioria dos casais se separa após a morte de um filho e Hazel não quer isso. Não quer de jeito nenhum. 

A única coisa que a mãe de Hazel a obriga fazer é participar de uma chatíssima reunião de um grupo de apoio para jovens com câncer e o que era para ser apenas mais uma reunião muito chata se torna o começo de uma linda história, pois Hazel conhece Augustus Waters. 

Gus é um cara autentico lindo e perfeito. Hazel não entende o que ele faz ali e depois de algum tempo descobre que ele perdeu um das pernas por causa do Câncer. De imediato nasce uma cumplicidade deliciosa entre eles, adolescentes maduros e vitimas do câncer enfrentando a morte com enorme coragem. 


Os dois fazem uma viagem juntos, onde conhecem o escritor do livro preferido dela e se surpreendem com a personalidade, um tanto quanto, incomum do homem. Não quero falar muito sobre ele, já que é uma parte muito importante da história.


Essa viagem serve para aproximar o casal ainda mais, dando força para que atravessem o caminho necessário, do qual se preparam há muito tempo. 


E como eu já disse o livro é real. Lindo e fofo, mas real e é aí que a coisa pega. 

Hazel e Gus se envolvem verdadeiramente e sofrem juntos as baixas de suas doenças. Eu chorei muitoooo, porque é lindo mesmo esse livro. Toda sua fama pela internet faz jus ao que eu li. Toda expectativa que nutri antes de comprar essa obra realmente foram saciadas e isso me agradou demais. 

Não espere contos de fadas da vida e esse livro não é um conto de fada, mas vale a pena ler. E olhe só que legal, o livro está sendo adaptado para o cinema e aqui está Hazel Grace e Gus abraçadinhos nos atiçando a curiosidade. 


Espero ansiosa por essa produção e pelo jeito não sou a única. Olha o que o Escritor do livro John Green escreveu em seu Twitter: ‏

@realjohngreen: "Assistir às filmagens tem sido a experiência mais mágica que já vivi. Sou muito grato a todos que emprestaram seus talentos a essa história." 

É isso aí gente. Corre e compra esse livro, e entre para o clube dos apaixonados pelo John Green!!! \O/


Em todas as entrevistas dele tenho a impressão que ele é um cara muito palhaço! É impossível não se apaixonar por uma personalidade assim! 

LEIAM!  

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