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Biografia Express: Edgar Allan Poe

Quero contar um pouco sobre a vida de um dos maiores (se não o maior) escritor de terror do mundo: Edgar Allan Poe. Será bem "express", mas será bem elucidativo quanto ao teor de tudo que ele escreveu durante sua vida. 

Antes de tudo: Eu sei que existem biografias controversas quanto a vida desse escritor tão importante, acredito mesmo que esta que estou publicando pode contar algumas informações não verificadas, mas uma coisa é inegável: A vida desastrosa dele contribuiu - e muito - para a criação da sua obra e isso está presente em TODAS as biografias já lançadas.


A vida imita arte ou a arte imita a vida? 


Edgar amou, ainda muito jovem. Ela, Helena, uma mulher mais velha recebeu o primeiro poema escrito por ele na vida e acabou correspondendo a essa paixão. O poema se chamava "Para Helena"

Infelizmente Helena acabou falecendo e essa foi a primeira vez que Edgar entrava em contato com a morte. Logo depois, perdeu a mãe também a logo em seguida, foi adotado. 

A morte o visitou novamente e levou sua mãe adotiva, deixando para trás um pai adotivo que não gostava muito dele. Mas Edgar era brilhante e por isso foi para faculdade. Lá, se apaixonou novamente e foi correspondido, novamente. 

Mr. Poe, seu garanhão! 

Nessa época, por conta da recusa de seu padrasto em aceitá-lo como filho, vivia endividado e essa constante dificuldade o levou a beber. Beber muito. Sua má fama se alastrou e os pais de sua amada, revoltados com essa má influência, deram um jeito de acabar com o romance. 

Edgar foi obrigado a voltar para casa por conta de suas dívidas. Falido e com o coração partido, viu-se mais uma vez rechaçado pelo pai adotivo e sem rumo, alistou-se no exército. Esse período serviu de inspiração para ele escrever "O Escaravelho de ouro" anos depois. 

Nessa época, Poe tentou (inutilmente) uma reconciliação com o pai de criação e conseguiu dele apenas uma amarga e breve carta de recomendação. Munido de várias outras cartas mais calorosas de seus superiores, partiu para Washington, onde morou a maior parte do tempo em Baltimore. 

Recebia de seu pai, pequenas somas de dinheiro que mal o sustentava e foi nesse período que Poe foi roubado por um primo e precisou pedir abrigo à uma tia, chamada Maria Clemm (irmã de seu pai). Lá reencontrou seu irmão e conheceu uma prima, Virgínia Clemm que mais tarde seria sua esposa. 

Nesse período tentou se fazer mais conhecido como escritor e produziu o manuscrito "Al Aaraaf". Entre idas e vindas, voltou para Baltimore, mais ou menos na época em que seu irmão morreu. Vivendo em extrema pobreza, escreveu seu único drama chamado "Policiando". 

Nessa época também recebeu seu primeiro prêmio (50 dólares) em dinheiro pelo conto "Manuscrito encontrado numa garrafa" o que lhe alavancou a carreira. 

Poe perdeu seu cargo por causa da bebida. Voltou para Baltimore, casou com sua prima Virgínia Clemm e depois de implorar por outra chance, conseguiu o emprego novamente. De volta ao cargo, cresceu como crítico literário e publicou diversos contos que o tornou ainda mais conhecido. 

Então. Mais uma vez com problemas alcoólicos, Poe - que não servia para receber ordens - perdeu o emprego. Mudou pra Nova York e depois para Filadélfia. Ali trabalhou como editor de uma revista e investiu em seus contos. Foi nessa época que apareceu o famoso conto "A queda da casa de Usher"


Cresceu e tornou-se sócio da revista. Escreveu "Os crimes da rua Morgue" e "Escaravelho de ouro". O problema foi, novamente, a bebida, que o fez perder o emprego. Junto disso, sua esposa estava tuberculosa e Põe se entregou ainda mais ao álcool. 

Novamente miserável, voltou para Nova York e foi morar em um abrigo e escreveu "A Balela do Balão". Mas sua esposa estava com a saúde muito debilitada, então Poe resolveu mudar para o campo e lá escreveu o tão famoso "O corvo". Este foi um pequeno período de tranquilidade para ele. 

Em 1847, sua esposa morreu e Poe demorou a se recuperar. Foi com a ajuda de Maria Clemm que ele se reergueu e escreveu "Eureka", mas a bebida estava cada vez mais presente em sua vida. 

O fim da sua vida foi marcado pela publicação dos seus poemas mais famosos: "Os Sinos", "Annabel Lee" e outros. Apaixonou-se novamente, mas o álcool o acompanhava sempre é no dia 7 de outubro de 1849, morreu entre delírios. 

"Please, Lord, help my poor soul!". 

Morreu, miserável e tragicamente, assim como viveu a vida toda. Dá para entender como seus contos e poemas são regados com muito amor e morte, né? Poe foi brilhante, mas não teve força suficiente para deixar o álcool. 


Edgar Alan Poe - O aniversário do horror

Hoje seria aniversário de um dos escritores mais incríveis do mundo. Uma personalidade tão genial, que inspirou pessoas que hoje veneramos. Nasceu em 1809 e perpetuou a literatura gótica pelo mudo até morrer, no dia 7 de outubro de 1849, aos 40 anos.

Nenhum Halloween seria legítimo, sem mencionar alguma obra do mestre do terror gótico e quase todos os filmes de terror, possuem alguma referência, mesmo que pequena à algum conto dele.

Se você ainda não conhece nada desse brilhante escritor, devo presumir que esteve preso em uma masmorra desde o nascimento, mas não se desespere, tem um post aqui mesmo, no blog que fala um pouco dele e ainda traz um dos melhores contos do Poe: O CORVO


Mas hoje quero falar sobre dois contos, incríveis, que reli esses dias e que qualquer leitor que curte literatura de verdade, precisa conhecer:

1 - O poço e o pêndulo

Um dos contos mais angustiantes de Poe, chegou a ser adaptado para a TV, mas nem de longe, conseguiu reproduzir o terror que é ler estas poucas 10 páginas de puro horror!

A história, narrada em primeira pessoa, se passa na época, tenebrosa, da inquisição, onde o próprio prisioneiro descreve o horror de sua tortura enquanto espera a morte.

As descrições dos objetos de tortura, tais como o pêndulo que dança à sua frente, se aproximando da sua carne a cada segundo, além do martírio de estar no completo escuro, tentando descobrir o que o rodeia, e mais tarde, constatando que foi jogado em um poço são... Impressionantes.

E os ratos... Meu Deus, os ratos!

Não posso dizer muita coisa, não que fosse tirar a surpresa nem nada, mas a intenção do conto é causar angústia e essa vem aos pingos, em fiapos espessos de luz e muito medo.

É diabolicamente assustador e fácil de encontrar na internet.



2 - A máscara da morte rubra

A "Morte Rubra" devastou o país quase inteiro. Uma doença que começava com uma vermelhidão forte na pele e se alastrava para o sangue, causando diversos níveis de dor, antes de trazer o fim. Todos corriam perigo, menos o príncipe Próspero que se fechou em seu castelo, com milhares de amigos, sadios e limpos, ignorando assim o resto da população.

Beleza, vinho e segurança estavam dentro da abadia. Além de seus muros, campeava a “Morte Rubra”.

Então lá pelo quinto ou sexto mês, o tal príncipe egoísta, resolveu promover um baile, para entreter àqueles que o rodeava. Pessoas sadias da alta sociedade. Para tal baile, foram criados 7 salões que dispunham de iluminação e decoração específica e em cores diferentes para diferenciá-los:

A sala da extremidade oriental, por exemplo, fora decorada em azul, e intensamente azuis eram suas janelas. A segunda sala tinha ornamento e tapeçarias purpúreas; purpúreas eram as vidraças. A terceira fora pintada de verde, sendo também verdes as armações das janelas. A quarta havia sido decorada e iluminada de alaranjado; a quinta, de branco; a sexta, de violeta. O sétimo aposento estava completamente revestido de veludo preto..."

E neste último as janelas fugiam do padrão da mesma cor, sendo pintadas de vermelhas. Esta sala, porém, ficou vazia durante toda a festa, pois a luz que a atravessava assustava os visitantes, e também tinha o relógio...

Era neste mesmo aposento que havia, encostado à parede oeste, um gigantesco relógio de ébano, cujo pêndulo produzia um badalar tão estrondoso de hora em hora, que a Banda se acanhava e silenciava a música para o observar".

E antes de terminada a última badalada, eis que surge um convidado, tão estranho quanto a última sala, vestido de Morte Rubra. Quem ele é? O que ele quer? Que vestes são aquelas? Heresia? 

Leia o conto. É delicioso, com uma narrativa profunda. Impossível não se imaginar dentro daquelas salas!

Seus contos são facilmente encontrados em qualquer lugar pela internet e também em qualquer coletânea de horror que se prese. Busque algo sobre ele e descubra o melhor do terror, em sua essência! Aliás, só não lê Poe, quem não quer.

[Livro] Enshadowned - Kelly Creagh



Livro no Skoob
Vocês sabem o quanto eu amo Edgar Allan Poe? É muito, muito mesmo!

Bem, vocês imaginam então, o tamanho da minha ansiedade quando alguém resolve escrever uma obra inteira se enrolando nas obras desse escritor e criando um romance no meio disso?

Sim, é a trilogia perfeita e está sendo lançada pela nossa parceira Editora Pandorga! \O/

A resenha do primeiro volume já foi feita aqui no blog há muito tempo atrás – Leia a resenha de Nevermore – e agora eu trago a continuação dessa obra sombria e magnífica. Se preparem!

Enshadowed Começa exatamente onde o outro terminou e por isso essa resenha conterá SPOILERS para quem pretende começar a série, mesmo assim tentarei ser direta e cuidadosa.

Isobel precisa ir à Baltimore, visitar o túmulo de Poe na madrugada de seu aniversário para encontrar o admirador do escritor. Sombrio? Sim... A obra toda é assim e é encantadora por isso.

Essa é sua única chance de conseguir entrar no mundo em que Varren está preso e ela só pode contar com sua amiga Gwen que estava naquela festa no fim do livro 1 (Nevermore)!

E o que foi aquela festa?! Quem leu “A Máscara da Morte Rubra” de Edgar Allan Poe teve espasmos de alegria naquelas últimas páginas. Eu tive.

Se quiser saber sobre esse conto, veja esse vídeo aqui:


Isobel continua sendo perseguida pelas forças sombrias de seus pesadelos, mesmo acordada que farão de tudo para interferir sua busca por Varren. O livro é poético, assim como Poe e como Isobel – protagonista – não é das melhores alunas em literatura, ganhamos de brinde um guia para as obras do mestre das histórias sombrias.

As descrições e os cenários se encaixam perfeitamente nos diversos contos do escritor e quem os conhece aproveita mais da obra, tanto do primeiro volume quanto desse segundo.

O ponto negativo é a narrativa que é um pouco lenta em alguns momentos. Outra coisa que me incomoda muito é o quanto as protagonistas – aqui a Isobel – são lentas para reagir às situações. Romances sobrenaturais podem cair dessa armadilha e se não desenvolvido bem, fica chato e, muitas vezes, bobo.

Mas a ideia de unir um romance com as obras de Poe foi genial demais e faz com que os defeitinhos da trama se camuflem!

Isso não vai garantir 5 estrelas, mas ganha 4 porque tem como ficar melhor e eu gostei de ler a obra. No final é isso né? Se fez passar o tempo bem, valeu a pena!


Top 5 – Escritores de terror


TOP 5 - ESCRITORES DE TERROR

Hoje quero enumerar aqui os 5 escritores mais importantes (em minha opinião) para o gênero de terro que você não pode morrer sem conhecer ao menos uma obra.

Classificar os melhores é bem complicado, porque nem sempre agrada a todos, mas acredito que ao menos 3 nomes dessa lista que criei são unanimidade entre os fãs. Ah, também quero ressaltar que a ordem que eu vou colocar aqui não significa, necessariamente, a ordem de qualidade. Já foi difícil escolher 5 deles, delimitar uma ordem é quase impossível.

1 – Stephen King


Impossível falar de terror sem citar o nome mais conhecido no meio literário e cinematográfico. King parece ter seduzido tanto leitores quando produtores de filmes, porque suas obras são campeãs de adaptações e até quando ficam ruins... Ficam ótimas!

Mr. King tem a capacidade de nos transportar para dentro de seus horripilantes romances e nos prender por noites e noites de pesadelos. É imprescindível conhecer pelo menos 3 de suas mais de 60 obras antes de morrer. Quase obrigatório para fãs de terror.

2 – Edgar Alan Poe


Como não colocar o mestre do suspense sombrio aqui nesta lista. Poe consegue nos encantar e aterrorizar ao mesmo tempo. Seus contos serviram de base para diversas histórias, músicas, filmes e outros contos. 

Vários escritores fantásticos são crias de Poe e até mesmo uma série foi criada embasada em seus poemas.
Poe consegue ser moderno até hoje e sua forma de escrita deu origem às histórias góticas que tanto nos atrai hoje. Leitura obrigatória também.

3 – Bram Stocker


Será que preciso dizer alguma coisa? Bram Stocker nos apresentou a criatura mais terrível de toda a literatura fantástica que perpetua até hoje como um dos seres mais temidos de todos: O Conde Drácula.

A genialidade de Stocker ao criar uma criatura que se alimenta do sangue dos humanos foi tão admirada que até hoje nascem escritores seguindo seus passos. Mas enganam-se quem pensa que ele estaria feliz ao ver a modinha de vampiros bons que existem atualmente, o monstro de Bram Stocker é impiedoso, maligno e sem um pingo de sentimento.

4 – Anne Rice


Em minha opinião, Anne Rice foi a primeira a expor as criaturas mais diabólicas de Bran Stocker de uma forma diferente. Ela criou vampiros como Lastat que traziam em seu coração um completo vazio de sentimentos. Vampiros sanguinários e aproveitadores.

Mas também criou Louis, um vampiro mais racional e sentimental. Que buscava algo mais do que apenas sangue e aniquilação ao seu redor. A partir daí os escritores sentiram-se livres para criar diversos tipos de criaturas, cada um com sua particularidade. Mesmo assim, é uma das melhores escritoras desse gênero que não se limita apenas aos sugadores de sangue, mas também aos Lobos e bruxas.

5 – André Vianco


Sim. Eu não poderia terminar minha lista sem colocar ao menos um brasileiro nele. Vianco segue os passos de Bram Stocker e criou vampiros malignos em sua primeira série chamada de OS SETE.  André Vianco é um escritor brilhante que busca nos clássicos, inspiração para sua escrita moderna.

Acredito que no Brasil, nenhum outro escritor o supera no suspense e uma vez que conhecemos suas criaturas, fica difícil largar a leitura. Vianco também escreve sobre demônios e anjos, mas sem seguir modinhas, o que é ótimo, pois nenhum de seus livros se perde em romances açucarados. Esse cara tem o terror correndo nas veias e é por isso que ele fecha o meu Top 5. 

Resenha preliminar - The Following

Leia a resenha ouvindo a trilha sonora da série - APERTE PLAY:



A RESENHA:

Algumas produções são espetaculares! Precisei de somente 44 minutos de The Following para descobrir isso. Assisti somente seu primeiro episódio e já a promovi como uma das minhas preferidas, com direito a estrelinhas ao lado.



Seguindo a linha policial, The Following se diferencia e se destaca pelas referencias únicas às obras do enigmático Edgar Allan Poe que eu tanto adoro!



A maestria de interpretação por parte dos atores, o cenário, as falas cheias de referências à Poe, a beleza dos diálogos sombrios e a trilha sonora, nada está fora do lugar! Absolutamente nada!

Kevin Bacon é o Agente Ryan Hardy e James Purefoy interpreta o Serial Killer Joe Carrol. Unidos conseguiram uma simetria perfeita em seus papeis opostos.


Quando o policial entende a cabeça do assassino é que o jogo se torna interessante. Ryan se entrega às obras de Poe e começa a combater um assassino com total conhecimento e paixão pelo que faz.

Serial Killer Joe Carrol
Agente Ryan Hardy

Sem contar muito da história que me surpreendeu pelo menos umas três vezes só no primeiro episódio, eu vou dizer mais ou menos do que se trata The Following:

Mesmo os Serial Killers têm amigos


Ryan Hardy foi responsável por capturar o maior e mais temido serial Killer de todos os tempos: Joe Carrol, que acaba fugindo da cadeia para terminar o que começou, ou seja, o que Ryan interrompeu. Mas durante o episódio uma teia de acontecimentos muito mais inteligentes é desvendada e o policial percebe que a prisão de Joe é só o prólogo dessa obra que está apenas começando.

Para me fazer sonhar com corvos a série começa e termina ao som de Marilyn Manson gritando:

I wanna use you, and abuse you, I wanna know whats inside!
(Eu quero usar você, e abusar de você, eu quero saber o que tem dentro!)

“Sweet Dreams” realmente foi a melhor escolha para uma trilha sonora! É como eu disse nada está fora do lugar! NADA!


Aguardem a resenha completa quando eu terminar essa temporada! Espero que logo!

Resenha - Nevermore (Editora Pandorga)


Quero falar sobre o tempo que demoramos para ler um livro. 

Antigamente eu demorava dois dias para ler um livro todo, tinha muito tempo livre, poucas coisas para fazer e quase nada de responsabilidade. Hoje tenho projetos, tenho parceiros e além de ler eu escrevo também, então quando digo a vocês que li um livro em uma semana é porque li muito rápido. 






Nevermore eu li em quatro dias! É simplesmente um livro brilhante publicado pela nossa parceira Editora Pandorga! A Escritora Kelly Creagh mescla sua paixão por Edgar Allan Poe em seu romance todinho baseado em suas obras. Os vilões desse romance aparecem nas obras de Poe e me senti extasiada durante toda a leitura.

Tenho que frisar que NEVERMORE é um livro basicamente sobre um romance adolescente. Bem, pelo menos o primeiro livro porque descobri que é uma trilogia! Isobel é uma líder de torcida popular. Aquela história que já conhecemos dos colégios americanos. Ela namora Brad que adivinhem: É jogador do time, lindo e cobiçado pela escola toda e para completar a turma perfeita ela ainda tem uma melhor amiga super popular assim como ela chamada Nikki.

Eu provavelmente teria jogado o livro de lado com esse estereótipo de livro adolescente americano até que bem no começo a trama nos é apresentada: O professor de inglês anuncia um trabalho e resolve - com malícia no coração - Sortear as duplas ao invés de deixar a escolha livre. Todos devem lembrar como era terrível ser sorteado na escola né?! A chance de cair com uma pessoa que você não tinha afinidades era imensa e foi exatamente o que aconteceu com Isobel que acabou ganhando Varen como parceiro.



Varen era um garoto muito estranho que ao contrário da radiante Isobel só se vestia de preto e andava com os góticos da escola. Típico! Logo de cara Varen anunciou que fariam o trabalho sobre Edgar Allan Poe - escritor que Isobel por acaso, não conhecia - e marcou um encontro com ela para falarem sobre o tema. Então para nosso deleite os dois começam a estudar e nos coloca para estudar também, falando sobre histórias, poemas e curiosidades, tudo bem sutil e interessante!

Acontece que Brad não gosta nada de ver sua namorada se encontrando com o esquisitão da escola e resolve acabar com a brincadeira toda com seu jeito agressivo de ser, mas acaba unindo os dois cada vez mais. Isobel se vê apaixonada e entregue à Varen que por sua vez parece cada dia mais envolvido com a garota. E é a partir daí, quando os dois percebem que estão envolvidos que a ação começa.

Isobel de alguma forma passa a ver coisas estranhas a seguindo, assusta com sombras que não deveriam estar lá, e sonha com um homem misterioso. Homem este que a apavora e que parece estar cada vez mais presente no seu dia a dia. A única pessoa capaz de lhe ajudar agora parece ser Varen, mas ele também vem lidando com alguns problemas inexplicáveis e assim como ela começa a se perder no que é sonho ou realidade e chega a confundir uma com a outra.


É nessa mistura do real e do sonho que somos jogados e acabamos descobrindo que a história de Edgar Allan Poe pode nos mostrar muito mais do que imaginávamos. O pouco que Isobel havia estudado com Varen para o projeto da escola agora se mostra primordial para sua sobrevivência. É um livro delicioso. Fiquei chateada de já não ter em mãos o final da obra porque li afoita.

Recomendo demais aos que já conhecer Poe e aos que não conhecem é também uma obra imperdível. Se bem que em minha opinião fica mais legal se você já conhecer os contos que são citados na obra NEVERMOR que por sinal além da capa linda é uma obra a parte. Suas folhas são pintadas de preto nas beiradinhas e a cada inicio de capítulo temos essa arte.

É lindo e sombrio, assim como as obras de Edgar Allan Poe


Só fotos!

Hoje estou querendo só imagens!


Quero o ousado.


Quero o amor.


Quero o belo! hehehe


Quero o agressivo!


Quero MUITO o sexy!


Quero barulho...


... e quero o silêncio.


Quero o curioso.


Quero o intelectual.


Quero o gostoso (tô falando de comida agora)


Quero a paz.


Quero mais mães!


Quero a minha mãe!



Mãe, vai um sorrisinho gostoso aí para você! Te amo!


Agora não é mais sobre comida que estou falando! hahahaha

Excelente final de semana e parabéns para as mamãe!

Que sejam tão lindas como a minha!


***

Fiz a resenha do livro Nevermore e publiquei lá no meu blog  Cultura Viciante


Passa lá para ler!

Clique AQUI!

Excelente final de semana!

Edgar Allan Poe - Annabel Lee


Ahh, me explique se existe uma maneira de não se apaixonar por Edgar Allan Poe?! Eu não costumo ser romântica, mas o traço desse homem é irresistível e me faz sonhar!


Então há tempos trouxe AQUI o poema mais famoso dele - O CORVO - e agora trago outro. Não sei se já conhecem, a tradução está logo abaixo do poema original, porque os que entendem inglês PRECISAM ler essas palavras e suas rimas deliciosas, então aqui está:

ANNABEL LEE
(by Edgar Allan Poe)


It was many and many a year ago,
In a kingdom by the sea,
That a maiden there lived whom you may know
By the name of Annabel Lee;
And this maiden she lived with no other thought
Than to love and be loved by me.
I was a child and she was a child,
In this kingdom by the sea;
But we loved with a love that was more than love-
I and my Annabel Lee;
With a love that the winged seraphs of heaven
Coveted her and me.

And this was the reason that, long ago,
In this kingdom by the sea,
A wind blew out of a cloud, chilling
My beautiful Annabel Lee;
So that her highborn kinsman came
And bore her away from me,
To shut her up in a sepulchre
In this kingdom by the sea.

The angels, not half so happy in heaven,
Went envying her and me-
Yes!- that was the reason (as all men know, In this kingdom by the sea)
That the wind came out of the cloud by night,
Chilling and killing my Annabel Lee.

But our love it was stronger by far than the love
Of those who were older than we-
Of many far wiser than we-
And neither the angels in heaven above,
Nor the demons down under the sea,
Can ever dissever my soul from the soul
Of the beautiful Annabel Lee.

For the moon never beams without bringing me dreams
Of the beautiful Annabel Lee;
And the stars never rise but I feel the bright eyes
Of the beautiful Annabel Lee;
And so,all the night-tide, I lie down by the side
Of my darling, my darling, my life and my bride,
In the sepulchre there by the sea,
In her tomb by the sounding sea.



E agora a tradução, não menos merecedora de destaque porque foi ninguém mais, ninguém menos do que Fernando Pessoa que nos trouxe ao entendimento das rimas famosas de Poe com sei jeito magnifico também!

ANNABEL LEE
(de Edgar Allan Poe - Por Fernando Pessoa)

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.


Fernando Pessoa

***


Fiz uma resenha completa da série LOST no cultura viciante.
Clique AQUI e confira!


A arte do suspense - Edgar Allan Poe

Sexta-feira 13? Haha. Juro que não fiz de propósito com esse post. Acabei de ver.

No dia 19 de janeiro de 1809 nasceu Edgar Allan Poe que veio a se tornar um autor, poeta, editor e crítico literário que ficou mais conhecido por contar histórias que envolviam o mistério macabro e o suspense. Foi o primeiro escritor de contos americanos e também o primeiro a tentar ganhar a vida somente como escritor o que lhe rendeu uma vida financeira difícil.

Em Janeiro de 1845, Poe publicou seu poema The Raven (O Corvo), foi um sucesso instantâneo.
Essa foto é muito legal porque faz referência ao conto O CORVO e também
à outro muito famoso chamado O GATO PRETO.
No dia 3 de outubro de 1849, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, com roupas que não eram as suas, em estado de extremo delírio, e levado para o Washington College Hospital, onde veio a morrer apenas quatro dias depois. Poe nunca conseguiu estabelecer um discurso suficientemente coerente, de modo a explicar como tinha chegado à situação na qual foi encontrado. As suas últimas palavras teriam sido, de acordo com determinadas fontes, "It's all over now: write Eddy is no more", (Está tudo acabado: escrevam Eddy já não existe).

Excêntrico em ultimo grau, Edgar Allan Poe conquistou milhões de leitores em décadas passadas e continua conquistando hoje em dia. Seus contos parecem atuais e a maneira como escreve é hipnotizadora. Se não o conhece ainda recomendo que  faça.
Geralmente tudo era sombrio e macabro ao seu redor (digo, em suas escritas)

 Bem já li vários contos, todos excelentes, mas The Haven é com certeza o meu preferido pelo tom poético que é dado a ele. Colocarei o poema abaixo cuja tradução foi feita por Fernando Pessoa, mas colocarei também a versão original em inglês e quem domina a língua leia dessa forma e se possível em voz alta. É uma delicia chegar às rimas porque elas desenham um balanço tão perfeito que me faz ler o poema quase toda semana!

 Espero que gostem tanto quanto eu...


 O Corvo
(Edgar Allan Poe)

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
 Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais. 
É só isto, e nada mais." 

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
 P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais, 
Mas sem nome aqui jamais!

 Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
 Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais". 
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
 Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais. 

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
 Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
 Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
 Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais. 
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
 Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais". 

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
 Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais". 

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
 Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
 Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais". 

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
 Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais". 

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
 Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais! 

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
 O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais". 

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
 Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais". 
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
 Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais". 

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
 Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

Fernando Pessoa

Agora para quem quer ler o original:

The Raven
(by Edgar Allan Poe,first published in 1845)


Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary,
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of someone gently rapping, rapping at my chamber door.
" 'Tis some visitor," I muttered, "tapping at my chamber door;
Only this, and nothing more." 
Ah, distinctly I remember, it was in the bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow, sorrow for the lost Lenore,.
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore,
Nameless here forevermore. 

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me---filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
" 'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door,
Some late visitor entreating entrance at my chamber door.
This it is, and nothing more." 
Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
"Sir," said I, "or madam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is, I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you." Here I opened wide the door;
Darkness there, and nothing more. 

Deep into the darkness peering, long I stood there, wondering, fearing
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word,
Lenore?, This I whispered, and an echo murmured back the word,
"Lenore!" Merely this, and nothing more. 

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping, something louder than before,
"Surely," said I, "surely, that is something at my window lattice.
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore.
Let my heart be still a moment, and this mystery explore.
" 'Tis the wind, and nothing more." 

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven, of the saintly days of yore.
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But with mien of lord or lady, perched above my chamber door.
Perched upon a bust of Pallas, just above my chamber door,
Perched, and sat, and nothing more. 

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly, grim, and ancient raven, wandering from the nightly shore.
Tell me what the lordly name is on the Night's Plutonian shore."
Quoth the raven, "Nevermore." 

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning, little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door,
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore." 

But the raven, sitting lonely on that placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered; not a feather then he fluttered;
Till I scarcely more than muttered,"Other friends have flown before;
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before."
Then the bird said,"Nevermore." 

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master, whom unmerciful disaster
Followed fast and followed faster, till his songs one burden bore,
Till the dirges of his hope that melancholy burden bore
Of "Never---nevermore." 
But the raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird and bust and door;
Then, upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore,
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking, "Nevermore." 

Thus I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl, whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamplight gloated o'er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o'er
She shall press, ah, nevermore!

Then, methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God hath lent thee -- by these angels he hath
Sent thee respite---respite and nepenthe from thy memories of Lenore!
Quaff, O quaff this kind nepenthe, and forget this lost Lenore!"
Quoth the raven, "Nevermore!" 

"Prophet!" said I, "thing of evil!--prophet still, if bird or devil!
Whether tempter sent, or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate, yet all undaunted, on this desert land enchanted
On this home by horror haunted--tell me truly, I implore:
Is there--is there balm in Gilead?--tell me--tell me I implore!"
Quoth the raven, "Nevermore." 
"Prophet!" said I, "thing of evil--prophet still, if bird or devil!
By that heaven that bends above us--by that God we both adore
Tell this soul with sorrow laden, if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden, whom the angels name Lenore
Clasp a rare and radiant maiden, whom the angels name Lenore?
Quoth the raven, "Nevermore." 

"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul spoken!
Leave my loneliness unbroken! -- quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!"
Quoth the raven, "Nevermore." 
And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon's that is dreaming.
And the lamplight o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted--- nevermore!
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