Sou
defensora de causas. Quem me conhece sabe bem que tenho aversão à pessoas
preconceituosas e no meu currículo de amigos aparece todo tipo de raça, opção
sexual, cor, religião e me divirto com isso. Como dizia Cazuza "Meu
negócio é multiplicar e não subtrair".
Tem coisa
mais gostosa do que poder (digo poder porque é um privilégio) discutir sobre
religião com alguém de opinião contrária a sua? Quando feito com
responsabilidade e amizade é muito bom, todos os lados só têm a ganhar. Vários
pontos de vistas, novidades e descobertas que não fazem parte do nosso dia a
dia. Discutir religião é saudável quando feito por pessoas intelectuais,
engrandece. Sou espírita e tenho um amigo Adventista de Sétimo Dia e nossas
coversas são incríveis.
E falar
sobre sexualidade então... Tenho amigos gays que contribuíram muito para meu
entendimento sexual e ainda o fazem por serem pessoas abertas e inteligentes.
Com meus amigos posso discutir, discordar, desafiar e sou testada em minhas
convicções também. É renovador para mim.
Adoro
mulheres que se valorizam que lutam pelo direito de serem iguais e que gritam
quando se sentem oprimidas, essa época já passou. É feio ter preconceito, é
cafona discriminar. Tenho uma amiga que me ensinou demais o que é ser MULHER de
verdade, feminilidade é muito mais do que fazer sexo, é opinião, é modo de
vida.
Mas se
tem uma coisa que eu tenho pavor é de movimentos estúpidos. Guerras sem coerência.
Na boa? Em minha opinião um desses gritos que já está ultrapassado é a parada
gay! Antigamente isso tinha motivo e era em uma data legal onde as pessoas
mostravam para "que" lutaram e festejavam suas conquistas e
igualdades, era legal. Hoje virou mais um motivo de algazarra.
Parada
gay virou uma desculpa para se arrumar um parceiro para um "sexo" de
fim de mês, virou carnaval. Não está certo isso, é banalizar o grito de guerra,
é minimizar ele. Às vezes penso que alguns gays gostam de ser odiados pela
sociedade e isso me entristece... Vejo vários homossexuais lutando ainda no seu
dia a dia e os respeito tanto quando uma minoria usa de desculpa essa
"guerra" para fazer festas. Não concordo!
Outra
coisa... Passeata feminista? Ok sou mulher, luto diariamente pelos meus
direitos indo trabalhar, indo estudar, batalhando por uma vaga melhor em meu currículo
e melhor salário, com reconhecimento e do nada uma leva de mulheres saem as
ruas protestando por liberdade? E o respeito às outras pessoas?
Não foi
um nem dois que vi reclamando do transito no dia de ontem no Rio de Janeiro.
Pessoas precisando chegar em seus empregos, mulheres na correria do dia a dia
que tiveram que mudar sua rota porque outro bando de mulheres gritavam
impedindo o trânsito. Isso é respeito?
Guerras
sem organização, guerras feitas por fazer e sem "alma", isso eu sou
contra. Mas sempre serei a favor dos direitos iguais e isso deve ser respeitado
tanto por héteros, brancos, homens e católicos quanto para gays, negros,
mulheres e espíritas.


