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[Livro] - Libertada

O  livro mais forte que li esse ano.

LIBERTADA conta a historia de Michelle Knight, sequestrada e mantida em cativeiro por 11 anos junto com Gina deJesus e Amanda Berry em Cleveland.

Essa obra não é ficção, infelizmente e cada uma de suas linhas conta um pouco do pesadelo que essas garotas viveram ao lado de Ariel Castro em uma casa nojenta e cheia de correntes em todos os cômodos.

Eu não vou indicar como leitura de fim de semana, porque sei que muitas pessoas preferem se distrair com esse passatempo, mas quero ressaltar a importância que essa obra tem. Deveria ser lida apenas para que saibamos o que existe por aí, o mundo pode ser bem mais cruel do que podemos imaginar.

É um grito de socorro. É um apelo por justiça e mais, foi uma forma de chamar a nossa atenção para a forma como vivemos hoje.

E quero pedir a você que, se um dia notar algo que pareça estranho numa situação ... Por favor, chame a polícia e investigue. Por favor, sempre reserve dois minutos para fazer essa ligação.

Michelle foi a primeira das 3 a ser sequestrada e ficou sozinha por mais de um ano. Durante esse tempo, tomou banho apenas uma vez.

Aos sábados, Ariel recebia amigos em sua casa. Sua família aparecia por lá às vezes também e todos notavam os cadeados nas portas, achavam estranho, mas nunca foram além disso. As garotas estavam no porão, acorrentadas e amordaçada.

Uma das vezes, elas foram presas dentro do furgão dele e ficaram lá por 5 dias para que ninguém da família descobrisse algo. Desmaiaram diversas vezes de calor.

Um vizinho viu Michelle uma vez, usando uma peruca e óculos escuro. Ela não teve coragem de gritar por ajuda, porque Ariel estava armado.

Toda pessoa que está perdida é filha de alguém.

Mas a mãe de Michelle Knight nunca a procurou. NUNCA.

Michelle passava o tempo todo ao lado de Gina, bolando planos para escapar. Elas sabiam que seria impossível, mas se agarrar a esperança era a única coisa que sobrava para elas. Amanda nunca ficava no mesmo quarto. Ariel dizia que ela era sua esposa e a tratava um pouco melhor, sempre, mas a estuprava e torturava também.

A maior parte do tempo, eu estava tão triste e arrasada que me acostumei a me sentir assim.

A narração é minuciosa, mas algumas coisas nem mesmo Michelle consegue narrar. O tempo todo ela reclama de fome, às vezes passava dias sem receber nada para comer e quando ele trazia algo, geralmente estava estragado. Mas em algumas horas, Ariel parecia se transformar e fazia coisas que não correspondiam com a situação, como dar uma televisão para ela.

Quando sua vida é roubada, você fica grata até pelas coisas mais básicas.

Michelle recebeu ainda um caderno e lápis para escrever e desenhar. Gina também. As duas usavam isso para se distrair e fugir de sua realidade. Era uma folga para o pesadelo de suas vidas. Mas o que mais ajudou Michelle a sobreviver, era a lembrança de seu filho. Pensar em Joey a mantinha forte, então ela travava diálogos com o garoto, escrevia cartas para ele e lembrava dos momentos felizes ao seu lado.

Michelle Knight

O mais emocionante, obviamente, foi o dia em que as 3 conquistaram sua liberdade. A primeira vez que pisaram fora daquela casa em mais de uma década. A sensação de andar sem correntes e o calor do sol... Só por isso, elas já se sentiam gratas por permanecerem vivas.

Você faz ideia do que é acordar e se dar conta de que ninguém vai te estuprar naquele dia? (...) Como é bom andar por aí sem uma corrente pesada presa ao punho ou ao tornozelo?

Michelle saiu da casa pesando 38 kgs e com a saúde extremamente debilitada. Até hoje tem problemas de dicção por conta das agressões em seu queixo, mas nada disso a quebrou de fato. Michelle knight é a mulher mais forte do mundo. Das três foi a que ele mais agrediu, física e psicologicamente e também a única a comparecer no julgamento.

Ele gostava de lembrar que ninguém estava a sua procura e que ele podia fazer o que quisesse com ela. Michelle fingia não ligar, mas isso a machucava de verdade, mesmo assim não conseguiu destruí-la.

...em 26 de julho, ele (Ariel) se declarou culpado para a acusação de 937 crimes, incluindo estupro, agressão e assassinato.

Mas pouco tempo depois se matou enformado com um lençol. Ouvi na época que isso aconteceu enquanto ele se masturbava (em busca de um orgasmo mais potente), independente disso, Ariel não conseguiu suportar sua vida enjaulado, mas passou 11 anos fazendo exatamente isso com essas garotas.

— Ele não conseguiu aguentar nem um mês da tortura que fazia a gente passar — eu disse a Gina.

No dia do julgamento, Michelle foi a única a fazer questão de comparecer para dar um depoimento. Escreveu uma carta e a leu na frente de todos, para Ariel. O final da carta foi repetido diversas vezes na mídia:

... você roubou 11 anos da minha vida, e agora eu a recuperei. Eu passei 11 anos no inferno, e agora o seu inferno está apenas começando.

Imagina o tamanho da força que essa mulher precisou para tomar essa atitude? Encarar seu raptor e se libertar dessa forma, dizendo tudo que ficou preso em sua garganta por anos! Eu a admiro e não sei se teria metade da sua força.

A parte mais triste foi saber que Joey, seu filho, havia sido adotado por uma família que não aceitou, até hoje, o reencontro que Michelle tanto sonhou nesses anos. Eles estão procurando preservar o garoto, mas me revoltei por vê-la novamente impossibilitada de algo e a resposta a isso veio diretamente dela:

Às vezes você precisa gostar das pessoas do jeito que elas precisam que você goste. Eu preciso amar Joey o suficiente para abrir mão dele. E foi o que fiz..

A vida pode ser dura com certas pessoas e às vezes até parece injusta, mas ninguém recebe um fardo maior do que pode carregar. Eu acredito nisso, mesmo achando que Michelle, Gina, Amanda e tantas outras receberam um fardo pesado demais. Obviamente a dúvida passava pelo coração de Michelle, que muitas vezes se perguntava se Deus realmente existia e durante a leitura me perguntei isso também.

Por que Deus não pode tornar possível que nunca passemos por dificuldades? Um dia, no céu, vou ter que perguntar isso a Ele.

Mas ao olhar para trás, Michelle conseguiu ver o milagre de sua vida ao conquistar sua liberdade, tirada dela antes mesmo de ser sequestrada e se ela conseguiu enxergar isso, eu também farei o mesmo. Nascida em um lar destruído, obrigada a cuidar de seus irmãos mais novos, sendo estuprada diariamente por um tio dentro de casa, foi sequestrada e mantida em cativeiro por 11 anos e perdeu a guarda do filho para sempre...

Não parece um fardo pesado demais? Eu desejo tudo de melhor que a vida pode oferecer a essa mulher. Espero que finalmente sua vida comece!

Relembre o caso:





Eu já vivi uma aventura

Era uma vez...


- Você precisa fazer uma coisa muito importante pra mim. Estou doente e agora o mundo depende de você. Para começar você terá que trocar essa roupa. Armadura e capacete de ferro se fazem necessário, você correrá um grande risco o tempo todo e não posso deixar que você morra antes de terminar a missão.

- Certo - Eu respondi desconfiada, um pouco apavorada pelo que estava por vir, mas excitada para ver até onde ia a mente humana.

- Pegue o cavalo mais forte e siga pelo caminho do rio. Você vai passar por quatro montanhas, mas só uma delas terá uma caverna. Você está entendendo?

- Claro, estou entendendo tudo! - Eu menti.

- Então porque não está montada no cavalo ainda?

- Porque estou esperando o senhor me explicar tudo antes.

- Ah, já começaram as desculpas. Quando você vir o monstro da caverna então, vai gritar como uma mulherzinha...

- Mas eu sou uma mulherzinha...

- Chega de lamúrias, suba no cavalo.

E lá estava eu, em um quarto de hospital sendo observada por meu pai e minha tia e tendo que fingir que subia em um cavalo imaginário.

Aconteceu em 2012.

Meu avô português de 93 anos precisou ser internado por causa de uma forte pneumonia e para meu martírio (e deleite) o médico receitou um remédio que provocou uma reação extremamente forte nele, causando alucinação.

- Está pronta?

- Prontíssima - Respondi literalmente trotando em meu cavalo James... (Ah, me deixem... Já que eu precisava imaginar que fosse algo muito louco então... Dei um nome para o cavalo e ele era preto, Não quero nem saber!).

- Então vai seguindo até achar a caverna que eu falei... É linda a paisagem não é mesmo?

- Magnífica - Eu respondi, já que estava atravessando um vale lindo com um riacho cuja correnteza não dava trégua. (Sim eu me empenhei e daí? Hahaha).

- Olha lá o monstro! Agora pegue essa espada e a enfie no olho esquerdo dele. Isso o fará ficar quieto, então quando ele parar você joga essa poção na espada e a retire do olho dele e ele vai morrer. É o único jeito.

Eu dei sim alguns golpes de espada na sala do hospital, matei aquele ogro cinza horrível e tenho que dizer aquele único dente dele ne apavorou, mas valeu a pena.

- Muito bem - Disse meu avô satisfeito - Agora eu vou descansar e você pode voltar por onde veio. Aproveite a paisagem...

Essa é minha avó e o meu grande avô português;
Um velhinho lindo e cheio de histórias pra contar da "Terrinha" dele!

A historia para ele havia acabado, assim como o efeito do remédio que se esvaia do seu organismo tão debilitado, mas para mim foi épico. Meu avô deve ter lido os livros mais legais do mundo pra criar aquela história em sua cabeça.

Fiquei um pouco chateada quando acrescentaram o nome desse remédio em seu prontuário, ele nunca mais pode tomar por causa da reação. Eu sei que é para o bem dele, mas criar histórias com meu avô foi irado e isso não esquecerei nunca mais!

Welcome to "MATRIX"

Minha sala nem de longe é bonita asim

Sala quieta, pequena, cheia de arquivos da mesma cor, ambiente sempre frio por conta do ar-condicionado.
As pessoas têm que passar por mim para ir à qualquer comodo daqui, mas não falo com nenhuma delas. No máximo, BOM DIA! BOA TARDE!

Todos estão sempre apressados, as próprias pessoas que trabalham aqui mal se olham, mal conversam porque o serviço está sempre atrasado.
Cada um tem sua salinha quieta, pequena, cheia de arquivos, sempre fria e cada um FICA só na sua salinha o tempo todo.

O diferencial é que temos um "portal para o mundo" em cima de nossas mesas. Tenho esse computador que estou escrevendo agora (que apago todos os históricos no fim do dia para que ninguém aqui descubra que tenho um blog) e que me possibilita sair um pouco desse ambiente estático.

Quando fechamos nossas portas, entramos em um mundo que é só nosso e cada um vai fazer o que precisa fazer: MSN, Facebook, Orkut, BLOG, Paciência...
Cada um tem seu passatempo aqui (que eu sei) e às vezes acho que é por isso que o serviço está sempre atrasado (rs). Mas o fato é o seguinte:


Por que decidimos ficar trancados nessas salinhas? Por que fico o dia todo sem ver a luz do dia ou a chuva lá fora? Se acontecer inesperadamente um eclipse solar eu não vou perceber a menos que alguém venha me avisar aqui dentro. Por que temos que ficar sozinhos o tempo todo? Eu não queria estar aqui!
Ai, virão algumas pessoas e me perguntarão: Então por que não procura outra coisa?
Simples, porque nada vai ser tão diferente do que isso, principalmente pelo histórico de serviços que já arrumei e pelas minhas habilidades, portanto, trocarei de salinha somente. (essa minha pelo menos tem café).

Mas o pequeno portal está aqui a minha frente ainda, eu uso ele para não me sentir sozinha o dia todo. Tenho uma vida aqui dentro, conheço pessoas de várias partes do Brasil e até fora do meu país. Já aprendi muita coisa dentro dessa tela e já perdi coisas e pessoas importantes também!

A relação entre o virtual e o real é uma coisa complicada de entender. Porque eu dentro da minha salinha pequena (cheia de arquivos, sempre fria e quieta) faço milhões de coisas além de cadastrar notas fiscais, fazer cotações e pedidos de compras. Eu descobri que gosto de escrever, eu descobri que posso ler o THE NEW YORK TIMES, já li livros pelo computador me épocas de total falta do que fazer, já criei histórias, já amei, já chorei...

Mas ai chega a tão esperada 18:00 horas e eu desligo meu portal (não sem antes apagar o histórico) e volto para minha vida real e aqui é tudo tão sem graça as vezes, tão igual e sempre mais complicado (volto para minha vida complicada demais). Por conta disso, meu celular tem acesso à internet, minha casa tem o sistema wireless e posso acessar meu postal mesmo dentro do banheiro e estou à procura de uma cafeteira que entre no Facebook.

Mas, a vida está ai, temos que vivê-la e encará-la uma hora ou outra e os que retardam isso (eu no caso) levam uma PORRADA e são obrigados a sair do portal querendo ou não. Sabe de uma coisa, é muito mais penoso aqui fora, nem sempre dá pra passar um antivírus nas pessoas e nem bloqueá-las, mas dá pra aprender coisas legais também.
Ok! Vou lançar um desafio para eu mesma e vou tentar trazer a vocês todas as vantagens que existem em viver fora do mundo da Matrix desse portal.

E não se esqueçam, se estão lendo esse texto é porque estão nesse portal também, analise o seu dia, você também nota como isso está tomando conta de todo nosso tempo? Como era antes? Você lembra?!

Do Real ao Imaginário



por Alfonso

Segunda-feira acordei, abri meus emails e tive uma surpresa: Não havia recebido nenhum email falando de política!! Por incrível que pareça, isso é verdade!!

Confesso que fiquei preocupado.

Mas será que alguém tem a capacidade de ler um email e realmente mudar seu voto? Alguém se deixa levar por emails que recebam e acham que aquilo é verdadeiramente concreto? Será que a pessoa que lhe enviou tem realmente certeza daquilo que lhe encaminhou?


Vamos ser bem sinceros, muitos encaminham emails sem ler. Não é possível que tanta gente se preocupe comigo ou então acham que eu mereço saber aquilo que eles acabaram de saber. Essas correntes que falam (falavam?) de política será que realmente são verdadeiras? Não estou aqui para dizer meu voto e muito menos proteger algum candidato. Eu tenho opinião própria para votar.

Minha opinião sobre isso é simples e objetiva: qualquer pessoa que saiba escrever, usar o computador, escreve uma “corrente”. Não estou criticando pessoas inteligentes que fazem isso, e que talvez (talvez), estejam certas naquilo que escrevem.

Da mesma forma que estou dando minha opinião aqui, em um espaço aberto a escrita e aos leitores, posso escrever um email daqueles..... Qual a credibilidade que darão ao que escrevi? Darão, viu! É só escrever e dar a cara a tapa. Quando menos esperar, um simples email de opinião própria já rodou quase que o Brasil todo, e quem sabe não saiu do país.

Não li nenhum email inteiro que me enviaram sobre política, alguns confesso que me chamavam atenção pelo assunto, mas mesmo assim, achava tudo muito remoto o que dizia. Sou meio cético, sabe? Preciso de provas concretas para acreditar em certos fatos. Prefiro eu mesmo ir atrás da informação que preciso, mesmo que ao final do email você escreva o nome de uma grande universidade do país, de um grande pesquisador, etc. Afinal, posso terminar esse post e escrever: “Por Arnaldo Jabor”, não posso?


Estou dizendo isso porque já recebi muitas coisas assinadas por falsos escritores. Foi o que eu disse: você escreve a assina embaixo o nome de outra pessoa. Isso é simples. Vai da “bela” índole da pessoa em fazer isso.

Agradeço aos emails sobre política que recebi ao longo dos meses, todos foram muito úteis a mim. Tirei algumas conclusões: Acham importante eu saber determinada “coisa”; Me acham burro e precisam me avisar antes que eu vote em “fulano de tal” ou então me acham “Maria vai com as outras”. Hahaha

Sejam sinceros: vocês dão credibilidade a todos emails que chegam em vossa caixa postal? Como fazem a seleção do real e do fictício?

Ótimo dia a todos.

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