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[Filme] A Autópsia

Uma produção até que simples com uns três cenários, contando com no máximo 5 atores que mais aparecem dos quais ficamos o tempo todo apenas com três, o filme "A Autópsia" consegue construir um clima tão tenso que arrepia até os mais experientes no gênero.





Sinopse: O corpo maltratado de uma mulher não identificada é descoberto em uma pequena vila na Virgínia e eventos inexplicáveis começam a atormentar os donos do necrotério e os responsáveis por fazer a autópsia no cadáver.



Eu não esperava tamanho "climão". Na verdade fui preparada para um grande clichê e levei uns bons sustos. Tudo começa com a descoberta de um corpo, em uma pequena cidade, de uma mulher não identificada. Ela é levada para um daqueles necrotérios que ficam na própria casa dos legistas, sabe. Antigamente isso existia.

Eu sei, bizarro, mas existia! 

Pai e filho se encarregam do trabalho no fim da tarde e quando eles começam a autópsia é que as coisas começam a pegar fogo... Literalmente.


Brincadeira, esse fogo tem um motivo específico que eu não vou contar pra não perder o susto.

Os atores são absurdamente ótimos em seus papeis. O pai, interpretado por Brian Cox está ensinando o ofício ao filho, que é vivido por Emile Hirsch. 


Uma das cenas mais legais é quando o filho mostra o necrotério para sua namorada, bem no começo do filme, e ela pede para ver um dos mortos. 

Quem não faria isso?!!!

Ao abrir uma das gavetas ela vê isso:



Daí pergunta: Para que esse sininho no pé do cadáver?
O pai responde: Para termos certeza de que eles estão mesmo mortos!


OK! Só digo que esse sininho dá o que falar no filme!

Preciso ressaltar um pouco sobre a atriz que faz a Jane Doe. Para quem não sabe Jane Doe é algo como "Maria ninguém" aqui para nós, porque ninguém sabe quem ela é e como foi parar ali. 

A atriz que dá vida (ou não) à essa personagem é a belíssima Olwen Kelly que consegue ficar assustadoramente parada o filme todo e parece morta mesmo. Eu fiquei chocada com aquilo!


E não é só de sustos que vive esse filme. O mistério em torno da Jane Dou é bem interessante também. Como ela foi morta, como foi encontrada e a forma com que seu corpo reagiu (ou continua reagindo) à violência em torno da sua morte nos deixa preso na trama. 


É realmente um suspense da pesada. Fazia muito tempo que eu não via um filme tão bom e tão pouco apelativo quanto esse. Recomendo, mas só para os mais corajosos. Ah, e assistam de dia, por viadas dúvidas!

Veja o trailer:




[Livro] Hellraiser - Clive Barker

E logo após o Natal eu venho com uma resenha dessa né? Mas é porque quero terminar de postar minhas leituras principais ainda esse ano para o OSCAR 2015 que vai rolar em Janeiro. Juro que amo o Natal! Então, lá vai...

Lembro que assistia aos filmes do Hellraiser quando criança e a imagem desse cenobita ficou gravada em minha memória. Até hoje, quando me lembro dele sinto um arrepio, igual ao que eu sentia há uns vinte anos atrás.


Quando vi que a DarkSide estava lançando o livro dele fiquei empolgada, porque só me lembrava do horror dos filmes, da parte muito trash e apavorante, mas não consegui recordar nada da história e foi assim que peguei o livro. Crua de tudo... Quer dizer, quase tudo.

Me surpreendi mesmo assim. A história é fantástica e só me perdoei por tê-la ignorado completamente porque, quando criança, só gravamos mesmo os pregos na cara daquele monstro! (rs).

Classificação

Como disse o William do canal VARIAÇÕES DO ÓBVIO:

Kirsty, amava Rory, que amava Júlia, que amava Frank, que não amava ninguém..."
Espera, ele amava algo sim: o prazer e foi buscando a plenitude dos prazeres da vida, aos quais ele já não encontrava mais de forma convencional, que Frank se depara com um artefato místico (uma caixa) chamado Configuração de LeMarchand. Essa caixa é uma espécie de chave para uma outra dimensão, onde vivem os Cenobitas, criaturas assustadoras e que são capazes de proporcionar o prazer que ele tanto procura.


Com muito custo Frank consegue abrir a tal caixa, mas logo de cara percebe que não se deu tão bem como ele imaginava. Acontece que a concepção dos cenobitas em relação ao prazer é BEM diferente da nossa e, digamos, bem dolorosa para Frank. 

O encontro deles é aterrorizante. Desde a aparição até o momento em que Frank é levado para o mundo dos Cenobitas, as sensações que ele experimenta são de enlouquecer os sentidos. Algo horrível e doloroso só para terminar sendo torturado por estes monstros para toda a eternidade.

Valeu a pena Frank? Dá para pensar um pouco aqui não dá? Apesar de ser um livro de terror dos mais densos que já li, podemos refletir o tamanho da importância que damos aos prazeres da vida, sem nos importar com as consequências, mas enfim... Ninguém aqui está invocando os Cenobitas, está? (Espero que não).


Então, algum tempo depois Rory (irmão de Frank) e sua esposa Júlia, se mudam para a antiga casa da família, sem saber que Frank realizou o maldito ritual de invocação aos Cenobitas ali. O interessante é que Julia sente algo diferente na casa desde o começo, uma sensação de que não está sozinha. Isso acontece muito no quarto do ritual. 

Essa sensação aumenta quando Rory sofre um pequeno acidente e corta a mão bem em frente esse quarto. Júlia o ajuda com o curativo e quando volta para o local, a fim de limpar tudo, o sangue do marido simplesmente desapareceu. Daí vocês já começam a entender o que está acontecendo aqui né?

Nada disso é SPOILER viu. Juro. É só um resumão da coisa toda. Ainda existe uma quarta personagem (Kirsty) que entrará na obra e dela não quero contar nada. Essa será a grande surpresa para quem resolver ler esse livro.

Sim, Frank está vivo e por causa do sangue de Rory, conseguiu encontrar uma brecha entre as duas dimensões. Ainda é torturado pelos Cenobitas que dão a ele todo o "prazer" que ele desejava, mas agora consegue interagir com o nosso lado. Mais especificamente, com Júlia que é uma pessoa muito louca!


Reflexão: Como meu pai me deixou assistir esse filme quando criança? Eu acho que sei, essas coisas (Exorcista, Palhaços Assassinos, O Iluminado e Hellraiser) eu via tudo escondida, quando matava aula. Pai, eu espero que você não leia o meu blog!!!

Hellraiser, lançado pela DarkSide (que os fantasmas a abençoe, sempre) é bem pequeno. Tem 160 páginas e letras grandes, além de várias ilustrações e tal. Capa dura e escritos em dourado, é um livro lindo mesmo, mas não se engane, não é nada leve de ler. A história de Clive Baker é densa e psicologicamente comprometedora.

Esse livro conta a história do primeiro filme da franquia. Eu lembro que assisti mais de um, mas não sei quantos. O mais interessante é que o escritor, que foi também o produtor dos filmes, resolveu escrever esse livro já pensando na adaptação. Imagina a cabeça do Mr. Barker que é um cara bonitão que só. Olha:



Enfim, li em algum lugar que na versão cinematográfica há uma mudança de nomes e tal, mas não lembro e ainda não revi o filme para isso. Quem souber me conta aí. De qualquer forma vale a pena ler antes, porque foi a primeira obra a nascer, mas o filme é quase um trauma de infância para mim (rs).

[Livro] A condessa Sangrenta - Alejandra Pizarnik





Sinopse: Novela de terror inspirada na vida da condessa húngara Erzébet Báthory, condenada pelo assassinato de 650 jovens mulheres com requintes de crueldade. Vários dos tormentos aos quais as jovens foram submetidas são descritos no livro.
Primeira obra da autora publicada no Brasil. Posfácio de João Silvério Trevisan (autor de Ana em Veneza e Devassos no Paraíso). Ilustrações do argentino Santiago Caruso.




Classificação

Que livro sangrento mesmo. A edição da obra contribuiu e muito com isso e as ilustrações, do Santiago Caruso, são incríveis e apavorantes. Mas essa personalidade não seria tão bem retratada sem tudo isso.

A obra é uma novela de terror que conta as barbáries cometidas por uma condessa húngara que viveu de 1560 a 1614. Sim, ela existiu e deveria ter aparecido aqui no blog no mês do Horror!!! (#falhaNossa). Desde sua descrição até o castelo em que Erzébet Báthory vivia, grita MEDO!

Castelo de pedras cinza, escassas janelas, torres quadradas, labirintos subterrâneos, castelo localizado na colina de rochas, de ervas ralas e secas, de bosques com feras brancas no inverno e escuras no verão, castelo que Erzsébet Báthory amava por sua funesta solidão de muros que afogavam qualquer grito.

Conhecida como "A condessa sangrenta" ou "A condessa Drácula", buscava em seus mais de 600 assassinatos a beleza eterna. Queria ser imortal e jovem e para isso se banhava em sangue e assumia o papel da própria morte.

Ao matar, busca um marco de eternidade: a morte não pode morrer.


Os métodos de tortura, usados pela condessa são meticulosamente descritos nesse livro, com um tom meio poético e de alguma forma, ressaltando o “belo” que a própria via. Sua posição social era de destaque. Muitos não acreditavam que ela era capaz de realizar tais atrocidades e por isso, viveu impune por anos.

Como Sade em seus escritos, como Gilles de Rais em seus crimes, a condessa Báthory alcançou, para além de todo o limite, o último fundo da depravação. Ela é mais uma prova de que a liberdade absoluta da criatura humana é horrível.

Na realidade, Erzébet Báthory sofria de melancolia, que na época era descrito como se a pessoas fosse possuída pelo demônio. Nos dias de hoje, a diagnosticaríamos como psicopata ou maníaca depressiva. O que não justifica seus atos, mas é interessante entender o que a história via e como a medicina classifica hoje o que pensavam ser chagas do demônio antigamente.

Assim viveu mais de três anos, quase morta de frio e de fome. Nunca demonstrou arrependimento. Nunca compreendeu por que a condenaram.

Tem um detalhe que eu gostaria de ressaltar, porque me deu arrepios só de imaginar: A condessa usava velhinhas para lhe ajudar nas torturas. Eram elas que traziam as moças e os instrumentos para serem usados. Imaginem velhinhas do mal?!! (#MortaDeMedo)

Suas velhas e horríveis criadas são figuras silenciosas que trazem fogo, facas, agulhas, atiçadores; que torturam moças, que depois enterram.

Muito se fala também sobre sua sexualidade. Algo que . na época, não era tão comentado. Sabe-se apenas que entre suas vítimas só existiram mulheres. Além de seu marido, Erzébet Báthory nunca se relacionou com homem algum e até seus ajudantes eram do sexo feminino (as malditas velhinhas o.O

Nossa que livro terrível. Tem menos de 100 páginas e muitas figuras, dá para ler em uma tarde, tranquilamente, mas mesmo assim é uma leitura que não passará desapercebida. Mesmo porque a louca da condessa existiu de verdade e isso – pelo menos para mim – já basta para ficar marcado na memória.

Cara, como a humanidade é podre né?


Horror, terror e gore – afinal, qual a diferença?

Olá!
Hoje eu trouxe uma convidada especial para escrever para vocês: Karen Alvares.
Autora da obra Alameda dos Pesadelos que eu resenhei aqui no blog esses dias. Para aproveitar nosso mês de Halloween, ela resolveu escrever sobre o MEDO. Confere aí, aposto que está de arrepiar!


Já faz algum tempo que eu estava a fim de falar sobre esse assunto. Eu adoro esse gênero, seja na literatura, no cinema ou em games, e até mesmo já escrevi várias histórias com essa temática. Até mesmo Alameda dos Pesadelos tem um pézinho nesse mundo, apesar de muita gente dizer que mais chorou lendo o livro do que outra coisa (o que não é nada ruim, pelo contrário, é incrível!).

Mas afinal, qual a diferença entre horror, terror e gore? E, mais ainda, existe uma diferença?
Há sim uma diferença entre os termos, mas ela é sutil, especialmente quando falamos de horror e terror, tanto que muita gente usa as palavras como sinônimos. Vamos recorrer à Wikipedia:
"Terror ou Horror é um gênero literário, cinematográfico ou musical, que está sempre muito ligado à ficção e fantasia, e que também pode ser verificado na pintura, no desenho, na gravura e fotografia. A abstrata ideia de terror ou o ato de transmitir o sentimento de terror ou horror pode ser verificado em todas as formas de arte. Ao decorrer da década de 1990, até os dias de hoje, o gênero também compreende um estilo de desenvolvimento de jogos eletrônicos."
notamused

Ok, a Wikipedia também utiliza os termos como sinônimos e define como o "ato de transmitir o sentimento de terror ou horror". Obrigada, Wikipedia, você não ajudou muito a gente, não é verdade? Porque, afinal, o que são esses sentimentos? Como defini-los?
"Terror é geralmente descrito como o sentimento de medo e expectativa que precede a experiência horrível. Por outro lado, horror é o sentimento de repulsa que geralmente ocorre depois de algo assustador é visto, ouvido ou experimentado. É a sensação que se tem depois de chegar a uma realização terrível ou experimentar uma ocorrência profundamente desagradável. Em outras palavras, horror está mais relacionado a ficar chocado ou assustado (sendo horrorizado), enquanto o terror está mais relacionada à ansiedade ou medo. Horror também pode ser definido como uma combinação de terror e repulsa." Fonte
Obrigada, Wikipedia em inglês, você sempre é bem mais detalhada!

amused

Perceberam a diferença? O terror é muito mais sobre ficar ansioso antes de algo horrível acontecer, enquanto o horror é o sentimento de repulsa após algo horrível acontecer. O que importa é que ambos são sentimentos e, portanto, algo extremamente subjetivo. O que para você pode dar medo ou nojo, pode ser normal para o seu vizinho, por exemplo. Esse "algo horrível" pode ser qualquer coisa, desde uma barata repulsiva gigante até a morte de um ente querido. O sentimento é diferente para cada pessoa e jamais duas pessoas vão sentir algo da mesma maneira.

Um exemplo de uma obra que me causa arrepios só de lembrar é o conto O Fantasma ou The Boogeyman, de Stephen King. A história toda se passa com um cara se consultando num psiquiatra e contando como seus filhos foram mortos por uma entidade sinistra no meio da noite. Não há um pingo de sangue no conto e aparentemente nada acontece, mas durante toda o texto o leitor fica ansioso, sentindo a tensão se avolumar a cada linha. É uma leitura sufocante. Quase todo o texto é terror, e o horror só dá as caras no desfecho perturbador do conto. É meu conto preferido do King, mas pode não ser o seu; pode ser até que tenha alguém por aí que não viu nada de especial nessa história.


Mas, se os sentimentos são tão completos e tão tênues, como agir, especialmente se você está escrevendo/criando algo e deseja que isso cause um sentimento de horror/terror?

Acredito que não haja uma fórmula exata. O importante, de verdade, é construir uma história com tensão, que envolva o leitor/telespectador e cause algum tipo de sentimento. Porém, não há como saber se esse sentimento vai ser de medo, ansiedade, repulsa, choque ou, até mesmo, lágrimas ou revolta. Isso vai depender de como a pessoa do outro lado vai reagir e cada um reage à sua própria maneira. Eu adoro horror e terror, mas não sou uma pessoa que se assusta fácil; quando eu assisti O Exorcismo de Emily Rose dei risada o filme inteiro e toda vez que jogo Silent Hill 4 o que mais faço são piadas durante o jogo e às vezes até fico cantando. E não sou a única maluca que faz isso, não.



Mas nenhuma dessas reações causa um demérito nas obras, que são excepcionais. É apenas a minha reação; não sou nenhuma psicóloga, mas isso pode até ser uma maneira que eu tenho de lidar com o medo, quem sabe? É aí que entra o bom senso do leitor/telespectador: a obra é ruim ou é você que é pouco impressionável? Enquanto você dá risada, o vizinho pode estar se borrando nas calças. Você sentiu algo, apesar de não sentir medo? Quem sabe você não ficou tenso ou ansioso? Isso já é um sentimento e uma vitória para o criador da história. E uma coisa importante: nem todo terror/horror tem sangue espirrando.

É aí que entra o gore ou splatter.

Todo gore é um horror/terror. Mas nem todo horror/terror é um gore.
"Splatter filme splatter ou filme de Gore é um subgênero do cinema de terror que, deliberadamente, se concentra em representações gráficas de sangue e violência gráfica . Estas películas, por meio da utilização de efeitos especiais, tendem a apresentar um interesse evidente na vulnerabilidade do corpo humano e a sua teatral de mutilação."Fonte
Gore é um subgênero, portanto, você nem sempre vai ler uma história de terror ou de horror envolvendo sangue e tripas. Há exemplos de obras de horror que não têm sequer uma gota de sangue, tudo pode se desenvolver apenas com a tensão e, principalmente com o terror psicológico. Essa é uma das áreas que eu mais gosto de trabalhar em meus textos; os conflitos internos do ser humano, o medo de si próprio, o choque envolvendo suas próprias ações, dilemas de consciência, a reação ao inesperado. Já ouvi leitores reclamando que havia pouco sangue em meus textos; bem, aí vai, eu não escrevo gore, apesar de já ter visto/lido muita coisa assim, não sou a maior fã dessa coisa gráfica e violenta, prefiro muito mais causar um sentimento desagradável na boca do estômago do que fazer a pessoa vomitar. Então, se você procura gore, violência, mutilação ou algo do gênero, meus textos não são pra você.

Exemplos clássicos de gore: A Centopéia Humana e A Morte do Demônio.



Agora, se você curte tensão, ansiedade e medo em uma história, com poucas doses de sangue ou talvez sem sangue algum, aí sim pode dar uma chance aos meus textos. Quem sabe não desperto algum sentimento em você? ;)

O último dia de outubro (saiba como adquirir)

Emílio Bianco é um serial killer sofisticado; os assassinatos que realizou durante trinta anos de carreira eram verdadeiras obras de arte. Suas pinturas de morte ainda assombram e despertam o mórbido interesse dos especialistas. Atualmente está enterrado vivo em uma instituição psiquiátrica, para segurança de todos. Mas Emílio ainda tem uma última obra a finalizar. O final de outubro se aproxima.

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Horror em Gotas (saiba como adquirir)

“Vou lhe contar uma história, mas você tem que prometer não contar a ninguém. Queime esses papéis.”
Horror em Gotas reúne 30 contos de terror, uma gota por dia, um pesadelo por noite, para que você sinta o horror desses personagens na própria pele. Tranque as portas. Apague as luzes. Não olhe para trás. O medo está à espreita e o seu tempo está acabando. Tique. Taque.

Noites_Negras_de_Natal
Noites Negras de Natal e outras histórias (saiba como adquirir)

Um casal numa jornada sombria, um jovem isolado com os sobrinhos em um sítio macabro no interior de Minas, operários numa obra suspeita e uma mulher amaldiçoada. São esses os personagens que você vai encontrar em Noites Negras de Natal e outras histórias. Nessa coleção de 4 contos, as escritoras Karen Alvares e Melissa de Sá se lançam em histórias sobre o que tem no escuro da noite e atrás da porta. 4 contos de terror, dos quais 2 são especiais natalinos. Do que você tem medo no Natal?

 
Revista Black Rocket - Edição 06 - Feliz Natal Zumbi (baixe grátis)

Esta é a primeiríssima edição de contos de ficção científica com a temática Natal Zumbi lançada no Brasil. Por que juntar natal e zumbis para esta edição especial? Primeiro, porque os zumbis nunca foram tão populares. De personagens desprezados, ganharam os holofotes e se tornaram estrelas. Segundo, porque, de todas as épocas do ano, o Natal durante um apocalipse zumbi seria muito mais duro para os coitados que lutam pela sobrevivência. Esta edição, com toda certeza, será uma ótima companhia para o seu Natal.

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Alameda dos Pesadelos (saiba como adquirir)

Vívian era apenas uma mulher solitária, com uma vida normal, presa em sua rotina sem graça, até a noite em que presencia um acidente. A partir daí seu pesadelo começa; ela passa a ter visões de um homem que conheceu no passado e desejava nunca mais encontrar. E o pior: ele quer vingança. Até que ponto um pesadelo é fruto da imaginação? Vívian descobre que o limite entre a alucinação e a realidade é tão pequeno que a loucura está a apenas um passo de distância e o pesadelo pode estar escondido na nossa mente, como um monstro à espreita, esperando sua chance de despertar. E para escapar do seu horror particular, Vívian precisará entender quais foram seus erros. E finalmente aceitar a própria culpa.

Lendas Urbanas Brasileiras

Sim, nós temos lendas urbanas também e são boas, de arrepiar.
Algumas delas foram adaptadas e fortemente incorporadas para nossos costumes e até hoje existem pessoas que afirmam serem, estes causos, verídicos, nada fantasiosos. Bem, eu não duvido de nada nesse mundo e não vou atrás de provar que são apenas lendas, mesmo porque não quero ter a certeza de que são verdadeiras.

Achou covardia? Aposto que você não tem coragem de apagar a luz do seu quarto e diante do espelho dizer 3 vezes:

Maria Sangrenta, Maria sangrenta, Maria sangrenta.

Vai lá, eu espero! (Rá!)

Lendas ou não, são terríveis, então vamos a elas:

Chupa-cabra


Quem não se lembra da onda de fazendeiros desesperados em busca dessa criatura que a cada relato ficava mais apavorante? Alguns o descrevia como um cachorro, outros diziam ter dentes para fora da boca como um javali, alguns mais afoitos diziam que andavam sobre duas patas e uivava, enfim... Não faltou história para essa criatura que foi “vista” não só no Brasil, mas também em Porto Rico, Flórida, Chile e México. Lenda ou não, o Chupa-Cabra espantou fazendeiros e drenou muito animal no pasto nos anos 90.

Arranca-Línguas


Essa eu não conhecia, mesmo porque é mais comum em Goiás e na região do Rio Araguaia. As pessoas diziam que um ser maior que um gorila costumava atacar moradores dessa região e arrancava suas línguas para se alimentar. Nos poucos relatos que encontrei pela internet, esse ser chegou a aterrorizar cidades inteiras, que passaram a se esconder em casa assim que o sol ia embora! #Tenso

A loira do banheiro


Essa eu vivi ativamente enquanto estudante. A lenda conta que havia uma loira que vivia nos banheiros das escolas e para invoca-la era necessário dar descarga 3 vezes, seguidas de 3 batidas na porta e logo em seguida chamar por ela. É uma variação da Maria Sangrenta Americana que aparecia quando chamada pelo espelho, mas que nunca funcionou comigo...

Sim, eu já tentei. Claro que rodeada de amigos e com a porta do maldito banheiro aberta, mas já pensou se... #ArrepieiAgora

A procissão das almas


Eu nunca gostei de procissão. Desde criança morria de medo de ver aquele bando de gente de noite, segurando velase rezando pela rua. Me arrepia só de imaginar até hoje. Agora sabendo dessa lenda aqui, não saio nem na rua se topar com uma.

Reza a lenda que uma velha que gostava de passar boa parte do tempo olhando a rua pela janela, um dia avistou uma procissão passando, com pessoas vestindo roupas largas e brancas, com velas nas mãos. A velha sabia que não era dia de procissão e não reconhecia ninguém que ali estava.

Uma dessas pessoas foi até a velha e entregou uma vela, pedindo que a guardasse, pois voltaria para pegá-la no dia seguinte. A velha fez como pedido e foi dormir. No outro dia, ao acordar, viu que no lugar da vela estava apenas o osso de uma pessoa adulta e de uma criança. Isso foi uma forma de punição, pois essa procissão não era para ser vista por pessoas vivas!

Você arrisca ficar olhando alguma depois de ler isso?! #NuncaMais

Dizem que a Procissão das Almas, em Mariana, é baseada nessa lenda, e por isso os devotos que dela participam usam os mesmos trajes e aparatos descritos pela senhora que presenciou a Procissão das Almas.

O Homem do saco


Essa lenda foi algo inventado pelos pais terríveis do século passado. Pessoas que produziam traumas absurdos em suas crianças e se divertiam com isso. A lenda sofre diversas variações de acordo com a criatividade dos adultos (rsrs), mas todas as versões são terríveis.
Reza a lenda que um velho com um saco pegaria qualquer criança que estivesse sem nenhum adulto por perto. Algumas vezes quem contava essa história ia mais longe e dizia que o tal homem levava as crianças para sua casa e fazia sabonetes e botões com eles.  WTF! Sabonete! Que coisa horrível de inventar para uma criança!

Só sei que vários homens sofreram Bullying de crianças naquela época HAHAHAHAHAHAHAHA

A gangue do palhaço


Oh criatura assustadora é o palhaço né? Stephen King tem larga culpa nisso quando criou o seu Pennywise apavorante (logo teremos resenha desse livro aqui), mas a lenda é de muito antes.

Nos anos 90, um jornal de São Paulo escreveu sobre o caso de um palhaço que, nos Estados Unidos da década de 60, assassinava crianças. A história fez sucesso na cidade de Osasco, onde começaram os boatos de que um palhaço na cidade estaria roubando crianças para vender seus órgãos. As pessoas se impressionam e começam a inventar, daí as coisas mais absurdas viram lendas.

Mas não para por aí, o estado todo se alarmou com essas histórias que começou a ficar cada vez mais horripilante. Em pouco tempo, já havia se tornado uma gangue inteira de palhaços que atacava em toda a região, com uma Kombi azul, mas apenas em escolas públicas. A história tomou proporções tão grandes que ninguém mais sabia se era verdade ou apenas lenda urbana. Já notaram como escola abre margem para coisa de terror?!

Bem, tem bastante material aqui para seu subconsciente te pregar uma peça hoje a noite né? 

Então, bons sonhos...




Medo

Post feito atravéz dos pedidos alí do novo GADGET.


Todo mundo sente medo, esse sentimento é um tanto quanto grudento, vira e mexe ele aparece!
Quanto mais precisamos nos ver livres dele mais ele se mostra, saltitante a nossa frente!
Mas o que é viver uma vida inteira sentindo medo?
O que é não arriscar nada, não tentar nada novo, não se deixar cair nunca por causa desse sentimento?
Eu me incluo nessa categoria porque tenho um puta medo de sair da minha zona de conforto, mas chega uma hora que a vida te da um chutão na traseira e te obriga a andar pra frente e não importa teu sentimento. Então adianta ter medo?


Cada um tem seu medo particular, uns tem medo de começar do zero, outros de se mostrar pra alguém e eu tenho medo de PERDER.
Não de perder apostas, ou perder empregos ou coisa do tipo. Tenho medo de perder pessoas e tudo que elas trazem.
Tenho medo de magoar os outros porque tenho um jeito todo explosivo de ser e de perdê-las por essa razão!!!


Por isso vivo me desculpando, vivo me cuidando para não tropeçar e PERDER alguém. Sim, eu perdi alguém já!!! Não adiantou muito me cuidar, todos temos nosso livre arbítrio e eu levei a pior nessa. Várias pessoas perdem...
Não sei lidar com isso. Eu sei que ninguém é de ninguém no mundo, mas quando digo perder não é que considero essa pessoa minha propriedade eu quero dizer no sentindo de tê-la comigo, no sentido de poder contar pra tudo!


Esse é meu maior medo, o de perder o amor e o carinho das pessoas e me ver sozinha. Esse medo me freia demais na vida. Me para o tempo todo e por causa dele perdi já muita energia. Claro ando aprendendo coisas demais na vida. Estou amadurecendo com esses tropeções, mas o MEDO continua aqui! E como deixar de se limitar por conta desse sentimento traiçoeiro?

E você? Sente medo de algo?
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