A DarkSide criou uma série de livros e chamou de FILMES PARA LER ( terá uma resenha de um deles aqui, em breve) e eu adorei a ideia. Então naquela famosa arrumação da minha estante encontrei estes 3 exemplares aqui:
Notem que um deles é repetido, mas em inglês, o que foi ótimo para treinar, já que eu li o original e quando não entendia algo ia para a tradução, me salvar.
CSI se mostrou eletrizante, tanto na tela, quanto nas páginas. O ritmo das histórias é exatamente o mesmo. E notem que estou falando do CSI Las Vegas que sempre foi meu preferido dos 3 que existem: CSI Nova York e CSI Miami (este último parece ter conquistado muita gente também).
Mas eu sempre achei a interação do pessoal de Las Vegas muito mais natural e divertida. Os personagens sempre me atraíram mais, e nos livros senti a mesma coisa. É delicioso ler imaginando os atores. Adorei.
Recomendo muito essa leitura (que não é da DarkSide - Só citei isso porque lembrei da ideia deles) para quem curte leituras rápidas e cheias de mistério. É um livro policial cheio de detalhes de perícia e deduções incríveis.
Grinsson é muito bem descrito aqui e o resto do elenco também, mas ele é e sempre será meu preferido, com aquela neura por insetos *adoro*.
Se não me engano, tem outro livro dessa mesma série que eu não tenho, mas os casos são independentes, assim como na televisão. Não existe muita ordem para os livros.
Deixem aí nos comentários suas preferências de séries, quem sabe eu não venha falar sobre elas por aqui!
Comprei esse livro há mais de um ano e o guardei na estante. Sabe aquelas “heresias” que cometemos de vez em quando? Essa foi uma delas. Lembro que li o primeiro capítulo, em pé, na livraria e me apaixonei pela trama bem ali, mas ao chegar em casa acabei deixando de lado por conta das outras leituras e o livro foi ficando...
Esses dias, eu resgatei vários desses, perdidos, da minha estante e decidi que estava na hora de me redimir com A Mulher Enjaulada. Qual foi minha surpresa quando, já no começo da leitura, não consegui – mais uma vez – largar o livro.
Sinopse: No auge da carreira política, a bela e reservada Merete Lynggaard desaparece. As investigações que se seguem não rendem muitas informações à polícia, levando ao arquivamento do caso. Passados alguns anos, o detetive Carl Mørck, responsável pelo recém-criado Departamento Q — uma seção para casos importantes não solucionados — é encarregado de descobrir o que, afinal, aconteceu a ela. Então, com seu assistente, Assad, ele inicia uma busca pelos rastros desse mistério e, para isso, Carl precisa vasculhar o passado de Merete, guardado a sete chaves, para descobrir a verdade.
Tudo começa com uma mulher, presa em algum lugar, no escuro total, sem entender nada e sem sabe por que está lá. O livro é contado em terceira pessoa e intercala entre o tormento dessa mulher presa e o dia a dia de um investigador de polícia que acaba de sofrer um atentado.
Depois de algum tempo, começou a se sentir lúcida, e então o medo apoderou-se dela como uma infecção. Sua pele tornou-se quente, o coração começou a bater descompassadamente. Os olhos, cegos pela escuridão, piscavam nervosos. Ela tinha lido e visto tantas coisas horríveis...”
A obra é dinamarquesa e o governo do país decide criar um departamento chamado “Q” que trabalhará, exclusivamente, para solucionar casos arquivados. Casos antigos e mal estudados. É uma jogada política que irá disponibilizar uma verba enorme a fim de elevar as estatísticas no país.
Carl Mork é o tal investigador do livro e de cara eu já gostei dele. Um homem que tinha a equipe perfeita, mas que sofreu um atentado em um de seus casos e perdeu um de seus companheiros e o outro está em péssimas condições no hospital e ficará paralitico para o resto da vida. Acontece que esse caso o consumiu e fez de Carl uma pessoa bem amarga. Resultado: Ninguém gosta muito dele. (só eu...rs)
A criação do Departamento Q parece um céu para os chefes de polícia que nomeiam Carl como responsável e arrumam para ele uma salinha horrorosa no porão, a fim de se livrar dele e, de quebra, aproveitar a verba que receberão. Mas Carl é genial e não será tão fácil enganá-lo.
Vou ter muita coisa para fazer, Marcus. Nós temos que apresentar resultados, não é verdade? O Parlamento vai querer saber como aplicamos o seu dinheiro, não acha? Eram quantos, oito milhões? É realmente muito dinheiro”.
É assim que ele consegue um carro, vários objetos para sua péssima sala, uma porta (sim, ele não tinha nem porta e um ajudante e esse sim me conquistou. Assad é um cara muito interessante: Quieto, responsável, determinado e muito experiente às vezes. Carl sabe pouco do seu passado e se assusta com algumas coisas que Assad fala, como se ele tivesse muita experiência. O legal é que ele pediu asilo político à Dinamarca há pouco tempo e tem algumas coisas que ele ainda não entende direito. As confusões dele são ótimas.
O café de Assad era uma alarmante e potente experiência, que acabou com o sono de Carl, provocando a desagradável sensação de sangue correndo descontroladamente por suas veias. Foi isso que o levou a finalmente começar a folhear as pastas”.
Os dois formam uma dupla deliciosa de acompanhar e com a determinação de Assad começam a trabalhar em um caso, arquivado há 5 anos de uma mulher que desapareceu de um navio, sem explicação alguma. Seu nome é Merete.
As partes da mulher enjaulada são bem apavorantes. Algo que não dá para explicar de forma fiel aqui em resenha. Só lendo para sentir a angustia que é ficar presa em um lugar, no escuro completo sem saber o que virá no próximo segundo. A tortura psicológica é uma das piores também e quando você acha que está tudo horrível e não dá para ficar pior... tudo piora:
— Feliz aniversário, Merete. Meus parabéns pelos seus 32 anos. Sim, hoje estamos no dia 6 de julho. Você está aqui há 126 dias e nosso presente de aniversário será deixar a luz acesa durante um ano”.
Ela sofre muito e o leitor se sente igualmente perdido quando os capítulos dela chegam. É aquela situação em que eu não sabia qual história eu preferia ler. Quando chegava ao fim da narrativa dela e pulava para a realidade do investigador eu xingava e pensava até em pular as páginas, querendo ficar ali, naquela jaula com Merete, mas ao passo que Carl e Assad progrediam na investigação e o capitulo deles acabava eu queria continuar com os dois e não voltar para a jaula.
É uma leitura rápida e dinâmica. Cada página é uma peça de um quebra-cabeça político muito bem arquitetado. Merece cada uma das 5 estrelas possível para uma nota.
Curiosidade: O Departamento Q é uma série, descobri isso ao terminar essa leitura. Existe mais um livro desse investigador e seu assistente e eu espero que no próximo falem mais sobre o passado de Assad, me apaixonei por ele de verdade!
O segundo volume é esse:
Sinopse: Ao retornar das férias, o detetive Carl Mørck, do Departamento Q, encontra em sua mesa os arquivos do caso Rørvig. Que estranho. O caso não havia sido encerrado? O assassino dos dois irmãos mortos na casa de veraneio não se entregara nove anos depois do crime? Quem teria colocado aqueles arquivos ali? Alguém parece querer que o caso seja reaberto e Carl Mørck morde a isca.
As pistas que encontra levam o detetive à alta-roda, ao mundo do mercado de ações, da indústria da moda e da cirurgia plástica. E também às sarjetas mais imundas e sinistras de Copenhage, onde conhece Kimmie, uma moradora de rua atormentada por vozes e que precisa roubar para viver. Kimmie parece estar sempre fugindo. E de fato está. Três poderosos homens estão atrás dela e não medirão esforços para encontrá-la, pois Kimmie parece saber algo capaz de ameaçar o futuro deles. Algo que pode ter a ver com o caso antes encerrado, mas que, infelizmente para os três, acaba de ser reaberto pelo incansável detetive Mørk.
E o bacana é que esse segundo volume tem uma adaptação para o cinema. Já estou com o livro e o filme aqui e logo tem resenha. Já me disseram que este é melhor que o primeiro e se isso for verdade, vou pirar no meio da leitura, certeza!
Olha o trailer de A CAÇA:
Foi liiiindo dar uma imagem aos dois investigadores desse livro. Carl e Assad são geniais juntos no livro e espero que no filme sejam assim também!