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As crianças e o terror

Você pode falar o que quiser, pode criticar que o cinema coloca atores jovens demais em filmes assustadores. Pode se debater com a ideia de que uma pequena criancinha precisou atuar ao lado de pessoas vestidas de demônio ou coisa pior... 

Fato é que, sempre que uma criança está envolvida em um projeto como esse a "parada fica séria" e o filme (livro, série ou qualquer coisa do gênero) se eleva a um nível bem maior de medo. 

Em resumo: Crianças são assustadoras! (até fora dos filmes, diga-se de passagem). 

Tenho alguns exemplos do quanto esses pestinhas podem tirar o telespectador do sério. Veja isso: 

O Cemitério (Stephen King) - O pequeno Gage tão meigo e fofo, depois que decide voltar do mundo dos mortos consegue retalhar o vizinho, aterrorizar o pai a mãe, o papagaio e eu! 


O Grito - Então pulamos para esse filme que foi terrivelmente fraco (pra mim), mas que teve sua salvação ao apresentar o adorável Toshio. Já ali na escada eu vi que aquela criança não era normal. Algo de muito errado morava ali (arrepiei aqui, sério). 


A colheita Maldita - E se uma criança não basta, vamos logo colocar um monte delas. 
A-PA-VO-RAN-TE. Algo naquela inocência velada delas me incomoda. 


A Mulher de Preto - Aqui a criança não é o problema. Bem, é sim, mas a mulher de preto é pior. A questão é que tudo que envolvia essa pequena criaturinha tinha uma atmosfera tão apavorante que... QUE MEDO! 


A Órfã - Que menina maldita. Sem mais! 


O bebê de Rosemary - O que? Não vale recém-nascido? Aposto que ele não te daria esse mole todo. 


O Iluminado - Quem, dotado de uma memória, irá esquecer aquelas gêmeas malditas querendo brincar PARA SEMPRE! 


Ah, chega né? Questão é que crianças são assustadoras desde sempre e tenho certeza que elas tiram de letra atuar nesses filmes. Sabe de uma coisa, acho até que elas gostam desse poder que exercem em nós.

Minhas lendas particulares de terror - História verídica


Algumas lendas e boatos ficam enraizados dentro da gente de uma forma assustadora né?!

Eu nasci em uma cidadezinha bem pequena chamada Fernandópolis e lá fiz o ensino fundamental 1 (Até a quarta série), me mudei de lá aos 10 anos, portanto pude aproveitar de várias lendas que só uma pequena cidade do interior pode nos dar.

Duas delas marcaram várias noites da minha infância, como a lenda de que uma criança havia esquecido a boneca Xuxa dela dentro da igreja e quando voltou para busca-la ela já não estava mais lá!

Todo mundo se lembra da lenda da boneca Xuxa né?! Pois é, eu não esqueço jamais!


Essa igreja ficava em frente a minha escola, era obviamente em uma praça e a professora nos levava lá para fazer aula de educação física! Anos atrás isso era normal, os alunos não tinham problemas mentais e corriam para a rua como hoje e tal...

Bem, eu não corria para a rua, mas curtia me esconder atrás da igreja nas nossas brincadeiras. Em uma dessas escapadas eu e uma coleguinha minha (que tinha mais piolhos do que um mendigo) fomos atraídas por algo que se mexia atrás de uma porta de vidro no fundo da igreja.

Imediatamente lembramo-nos da lenda da boneca e ficamos morrendo de medo, ameaçamos sair correndo, mas como criança não tem noção, a curiosidade foi tão grande, mas tão grande que acabamos indo em direção da porta de vidro.

Dávamos passinhos pequenos, agachadinhas e no mais completo silêncio e assim que chegamos perto da porta a coisa que se mexia parou.

Eu me lembro de quase nem respirar, até os piolhos da minha amiga pararam de andar em sua vasta cabeleira, ficamos abraçadas numa tremedeira incrível e eu (sequelada) resolvi dar uma batidinha na porta...

Coisa leve, algo imperceptível – BUM (até a professora do outro lado da igreja escutou e veio correndo). O fato é que assim que bati a coisa de dentro começou a bater no vidro violentamente!


Eu acho que sai correndo desmaiada, porque naquela hora dei conta de fazer os dois mesmo. Senti tanto pavor que nem chorar eu conseguia! Eu tinha medo de olhar pra trás e ver a bonecona da Xuxa correndo atrás de mim e só parei dentro da escola.

Bem, a professora acabou indo na igreja mais tarde para ver se realmente havia algo lá dentro, ela ficou preocupada e quando voltou me disse que era um passarinho ferido que ficou preso lá dentro. Sei lá...



Demorei uns dias para acreditar naquela farsa de passarinho – Sem dúvidas era a boneca Xuxa - e mais um mês para me livrar dos piolhos que peguei ao abraçar minha amiguinha! 


Aprendendo com os blogs


Esses dias passeando pelos blogs que sigo, reparei em uma coisa que achei o máximo.
Nunca procurei blogs que sejam específicos de algum assunto, mas notei que as pessoas levam para o blog assuntos que estão vivendo no momento e, isso enriquece quem lê de tal forma que se torna interessante acompanhá-los mesmo que não façam parte da sua vida.


Por exemplo: Sigo um blog La Bella Vitta que sempre foi sobre moda, comportamento, beleza em geral, mas a blogueira resolveu casar e agora traz sempre assuntos de casamento, eu ando aprendendo muito sobre isso, porque a forma que ela escreve é única e eu adoro ler. Não penso em me casar, mas acho interessantíssimas as dúvidas, novidades e a loucura que é montar uma festa dessa magnitude. Super interessante! Quem quiser visitá-la ande logo, porque está chegando o grande dia e o link está AQUI .


Outro blog que sigo e gosto muito é o TROCANDO IDÉIAS - ESPAÇO MULHER, que era um blog sobre coisa do cotidiano, beleza e tendências só que um certo dia a blogueira resolveu ficar grávida! Resultado, nunca li posts tão cheios de emoção do que estes.


Ela mostra felicidade até na escolha do carrinho do bebê. É realmente interessante e não é coisa boba de mãe de primeira viagem não, ela estuda os ciclos, fala sobre a formação do feto e tudo mais. Tem um material muito rico lá também. Quem se interessar pelo blog dela clique AQUI e corram também porque já já teremos mais uma criança no mundo!

Então, fiquei analisando que sigo vários blogs assim, quem acompanha um há muito tempo vai percebendo as mudanças da vida das pessoas e isso é muito interessante.
Claro que fui analisar o meu então, vi o seguinte:
Quem lê meu blog desde o início sabe que:
Eu não usava meu nome, muito menos minha foto, assumi minha identidade algum tempo depois, tive que criar coragem.
Não estou contente no trabalho porque não tem nada a ver comigo, sou bióloga, porém, não exerço a profissão.
Já tive dois colaboradores no blog, que ficaram pouco por aqui.
Há algum tempo atrás, tive uma desilusão amorosa que me deixou realmente mal, hoje estou cada vez melhor. (ufa, que vida!). E não faz um ano ainda que tenho blog.


Então, quando algumas pessoas vierem dizer que ser blogueiro é coisa de gente “QUE NÃO TEM O QUE FAZER”, não acredite, têm muitas histórias interessantes nesses espaços. Há confissões, sentimentos, aprendizado e muita amizade, porque blogueiros são pessoas interessantes.
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