Então o pessoal do Canal da Antofágica resolveu fazer uma lista com algumas músicas que foram criadas com inspiração em livros da literatura mundial e reuniu 10 dicas pra gente. Eu amei o vídeo e vou deixar pra vocês no final do post, mas resolvi trazer um pouco mais de cada obra (que eu conheço) citada por aqui, vem conferir:
1 - Nirvana - Scentless Apprentice - Inspirado no livro O PERFUME de Patrick Susking publicado em 1985. Esse livro é visceral, gente. É brutal e sensível ao mesmo tempo. ´Chega a ser poético em algumas partes, mas beira o terror e o drama na mesma medida. O filme baseado na obra é tão bom quanto e algumas pessoas até preferem a adaptação por ser muito bem produzida.
2 - Led Zeppelin - Ramble On - Inspirado na Saga do Senhor dos Anéis, mas aqui a busca é por uma garota e não um anel! A letra da música é bem interessante! Essa saga é uma das mais importantes dentro do gênero de fantasia e merece algum destaque! Obrigada Zeppelin!
3 - David Bowie - Diamond Dogs - Álbum inteiro Inspirado na distopia 1984 de George Orwell. Um dos livros mais icônicos entre as distopias, 1984 despertou o interesse dos músicos nos anos 60/70 porque eles entenderam de fato a mensagem que Orwell queria passar. Assustadoramente essa obra é atual até hoje. á um medo de ler e se identificar, viu! Recomendo.
4 - Legião Urbana - Monte Castelo - Renato Russo conseguiu incluir em sua música versos de ninguém mais do que Luiz Vaz de Camões, um dos maiores poetas da história. Quem não se lembra de ouvir: "Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente;" - Gente, Camões é muito mais do que esse poema, essa coletânea que coloquei aqui tem coisas maravilhosas. É sem sombra de dúvidas uma das minhas leituras preferidas da vida!
5 - Radiohead - Banana CO. - Inspirado em Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez - Se esse livro não aparecesse aqui eu ficaria triste. A canção fala da devastação que as companhias produtoras de bananas fizeram na América Latina. O acontecimento é real e se deu em ARACATACA, cidade aonde GABO usou para se inspirar e criar a inesquecível Macondo! Novamente é um dos livros mais importantes dentro do seu gênero. Acredito que Realismo Fantástico não seria as mesma coisa sem essa obra.
6 - Jay-Z - 100$Bill - Escreveu a canção para o filme O grande Gatsby (Estrelado por Leonardo DiCaprio), filme baseado na obra de mesmo nome do escritor F. Scott Fitzgerad. Como pode eu não ter percebido isso? Eu amo esse filme, amo o livro mais ainda e foi o que me fez apaixonar por Fitzgerald. Hoje ele sempre está entre minhas leituras mais amadas.
7 - Marisa Monte e Arnaldo Antunes - Amor I Love You - Colocou um trecho inteiro (declamado por Arnaldo) do livro O Primo Basílio de Eça de Queiroz dentro da música. todo mundo sabe o quanto esses dois são ligados à literatura, Arnaldo com muito mais destaque. Ele acredita que as duas artes sempre andam juntas e eu concordo com isso!
Agora que você já ficou morrendo de vontade de comprar pelo menos metade dessa lista, se inspira no vídeo deles - que tem mais dicas de musicas e livros) e aproveita pra seguir o canal da Antofágica que é sempre muito cheio de informação!
Alguns livros já chegam com uma carga negativa para quem se aventura no mundo da literatura. Geralmente isso acontece com os clássicos que são tristemente tachados de difíceis ou cansativos e na maioria das vezes isso não é verdade.
Obviamente que eu entendo que cada livro exige certo nível de maturidade do leitor para que sua experiência seja vivida da forma mais plena possível, mas nenhuma obra é impossível. Lavoura Arcaica foi um desses pra mim.
Sinopse: Lavoura arcaica é um texto onde se entrelaçam o novelesco e o lírico, através de um narrador em primeira pessoa, André, o filho encarregado de revelar o avesso de sua própria imagem e, consequentemente, o avesso da imagem da família. Lavoura arcaica é sobretudo uma aventura com a linguagem: além de fundar a narrativa, a linguagem é também o instrumento que, com seu rigor, desorganiza um outro rigor, o das verdades pensadas como irremovíveis. Lançado em dezembro de 1975, Lavoura arcaica foi imediatamente considerado um clássico, "uma revelação, dessas que marcam a história da nossa prosa narrativa", segundo o professor e crítico Alfredo Bosi.
O que acontece com esse livro? É narrado em primeira pessoa por um rapaz completamente transtornado. Pensa na confusão que é, mas... A escrita de Raduan Nassar é simplesmente impecável. Ele mescla o texto pesado e chocante com descrições poéticas tão sublimes que o ato mais repugnante se torna belo. Acredito que a história é tão interessante quanto a escrita é atraente.
Tudo começa com André recebendo seu irmão Pedro em um quarto de hotel em que ele se hospedou ao fugir de casa. Acontece que o rapaz carrega dentro de si algo muito forte que o impede de simplesmente voltar e é isso que vemos nas primeiras paginas: Esse conflito tão profundo e medonho que atravanca seus pensamentos.
“Não se pode esperar de um prisioneiro que sirva de boa vontade na casa do carcereiro; da mesma forma, pai, de quem amputamos os membros, seria absurdo exigir um abraço de afeto; maior despropósito que isso só mesmo a vileza do aleijão que, na falta das mãos, recorre aos pés para aplaudir o seu algoz; age quem sabe com a paciência proverbial de um boi: além do peso da canga, pede que lhe apertem o pescoço entre os canzis. Fica mais feio o feio que consente o belo.”
Nesse ponto o leitor mais despreparado pode achar o livro um pouco complexo, mas conforme o tempo vai passando e André vai conseguindo se expressão e colocar para fora tudo que sente, a escrita acompanha essa clareza e as coisas começam a fazer mais sentido.
O irmão (assim como o leitor) não entende direito o que o fez tomar essa atitude e mantém os argumentos rudes do pai. Isso piora ainda mais a situação porque esse é um dos motivos que impulsionou André a tomar seu rumo para longe de casa. Além dessa rotina brutal que o pai impunha aos filhos e também as obrigações de trabalho que nada interessavam ao rapaz nasce dentro dele um amor muito profundo por ninguém menos do que sua própria irmã.
Sim, é um livro que te tira do conforto. É complicado ler sobre o amor belo e puro de um rapaz quando este é incestuoso. É tão bem descrito e tão poético que dás um nó na cabeça da gente e o final é outro petardo!
Diante disso nos espanta saber que Raduan Nassar abandonou essa carreira tão rica e promissora para se dedicar exclusivamente às atividades rurais. #VoltaRaduan
Recomendo muito essa leitura. Aproveita e compra o livroAQUI NA AMAZON!
Em Janeiro de 2020 eu comprei um apartamento da MRV e resolvi que vou sair de casa. Essa saga está quase chegando ao fim. Meu condomínio começou a ser construído em março, mais ou menos, e agora, mais de um ano e meio depois, estamos nos famigerados 90% da construção.
Mas porque estou contanto tudo isso?
Porque meu foco de interesse mudou drasticamente. Eu continuo viciada em livros, mas agora eu sou consumidora de produtos para o lar e decorações. Resolvi expandir o leque de assuntos por aqui, portanto se preparem para muitas coisas novas.
Junto disso, comecei a trabalhar com coisas paralelas e tenho uma oportunidade que - se der certo para mim - serei uma das maiores divulgadoras de renda extra desse planeta!
Bom, tudo isso para dizer que uma das várias novidades é que agora somos afiliados da maior rede de distribuição de livros desse planeta (rs)
A partir de agora deixarei inúmeras dicas de produtos imperdíveis para vocês e não teremos apenas livros físicos. Minha atenção caiu nos digitais também e nas vantagens que temos dentro dessa plataforma. Também trarei coisas que vou descobrindo para o lar e por ai vai.
O Blog Vida Complicada está provando seu nome: A Vida não é feita de uma coisa só. Na verdade é um emaranhado de coisas que faz tudo ficar bem complicado e divertido também!
Quando comecei o Blog Vida Complicada passei a ter algumas oportunidades que não chegavam a mim antes como leitora. Umas delas foi conhecer escritores novos, relativamente desconhecidos no cenário literário e tão talentosos quanto os famosos publicados nas grandes editoras.
Nesse momento passei a ler homens e mulheres de todos os cantos desse país e o ultimo que apareceu por aqui foi o talentosíssimo Francis Graciotto.
Em minha singela opinião, quando um assunto entra "na moda" acaba se esgotando com rapidez. Tivemos a onda dos vampiros, depois lobisomens, daí vieram os "softporns" e logo em seguida: ZUMBIS.
Li algumas coisas desse último tema e achei tudo muito parecido, tudo com cara de "The Walking Dead", inclusive com a mesma formação de personagens e logo desisti dessas histórias, mas caiu no meu colo essa obra: Febre Vermelha. Conheci o escritor, a edição era linda, estávamos perto do halloween e eu resolvi dar uma chance! E então...
Que viagem boa! Me fisgou da primeira à última página. Francis tem uma abordagem nova, fresca e tão nacional que parece estar acontecendo aqui do lado. Ele tem uma linha de raciocínio rápida dos fatos que levaram ao surgimento da tal febre vermelha que vai te carregando pelos capítulos com imensa naturalidade.
Mesmo com toda rapidez e fluidez os personagens são profundos e complexos - do tipo cheios de defeitos que você adora mesmo assim. Da mesma forma que inova, faz de forma primorosa tudo que uma boa história de zumbis exige.
Conselho: Não se apaixone por personagens nessa história. tudo é muito volátil e o mundo é perigoso demais para se apoiar totalmente em um pilar só. (rs). Febre Vermelha foi meu presente de Halloween. É uma história deliciosa e ambiciosa que já rendeu outro projeto:
Esse pequeno livro chamado Dias Febris vem com 8 contos que se passam nesse universo tomado pela febre vermelha. Totalmente independente do romance, pode ser lido antes ou depois do romance e em qualquer ordem, sem perigo de estragar qualquer experiência.
Eu não consigo encontrar defeitos nessas duas obras. Nenhunzinho mesmo. Acredito que Francis Graciotto vai longe e espero vê-lo despontando listas e indicações pelos nossos ambientes literários. O terror merece mais destaque, pois possui qualidade literária transbordando para todos os lados, assim como um grande drama ou romance clássico.
Leiam mais nacionais. Temos escritores incríveis aqui, escondidos simplesmente pela máfia das editoras que cobram um rim por qualquer publicação.
Esses dias comprei um livro só pelo valor. Não foi pela capa, pelo menos (rs).
Bem, li a sinopse, achei "legalzinha", mas o que me convenceu a finalizar a compra foi mesmo o preço: Apenas R$10,00 (sem frete). Praticamente de graça.
O livro era bem pequeno também, pouco mais de 100 páginas e com várias ilustrações no meio, era algo para ler brincando, sabe?
Me lembrei agora de uma conversa que tive com um amigo duas atrás: Os melhores livros que já li são bem pequenos e de fácil leitura.
Esse foi só mais um assim. Daquele tipo que te segura com força já nas primeiras linhas e te arrasta até o final sem esforço algum. Toma um lugar bem grande em sua alma, daqueles em que vc vai marcando tudo com post its coloridos e, mesmo detestando essa mania, acaba grifando frases com caneta vermelha.
"Os livros que devoraram meu pai" é LO-TA-DO de referências literárias e se o leitor tiver a sorte de já ter passado pelas obras citadas vai aproveitar 60% a mais da leitura. Se não leu, vai tomar spoilers diversos (rs). Eu tive sorte.
Em um resumo rápido e bem superficial, esse livro fala de um homem viciado em leitura que leva livros para ler escondido no serviço. Ele é tão viciado que um dia uma dessas obras o engole e ele desaparece. Anos depois seu filho sai a sua procura. Nos livros!
Pareceu coisa do Ítalo Calvino? Então. Se jogue nessa leitura o mais rápido possível. Não foi a toa que ele foi o ganhador do prêmio Literário - Maria Rosa Colaço de 2009. (Prêmio esse que eu não conhecia, mas que irei vasculhar assim que terminar essa resenha).
Não vou falar mais nada da história em si, porque o mais legal é ir caminhando sem saber aonde está pisando, mas posso dizer que o Epílogo quebrou meu coração em 7 bilhões de pedacinhos. Mas calma, não é tudo só tristeza, dei boas gargalhadas com essa história e as referências são de matar ualquer leitor apaixonado.
Mais um daqueles contos do Dostoiévski que são tão profundos e cheios de detalhes que mais parecem uma novela.
Sinopse: Numa iluminada noite de primavera, à beira do rio Fontanka, um jovem sonhador se depara com uma linda mulher, que chora. São Petersburgo está mergulhada em mais uma de suas noites brancas, fenômeno que as faz parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas. Em apenas quatro noites, o tímido rapaz e a misteriosa Nástienhka passam a se conhecer como velhos amigos, mas algo vem atrapalhar o desenrolar romântico deste fugaz encontro. Publicada em 1848, esta história faz parte do ciclo de obras que Dostoiévski (1821-1881) criou após amargar uma forte desilusão amorosa e é a última escrita antes da prisão e do período de exílio na Sibéria.
Acho que já é redundante escrever sobre a genialidade do autor, portanto vou me ater a outro aspecto dessa pequena obra: A solidão.
Se você quer ler e entender sobre solidão, pegue um romance do Dostoiévski e você terá relatos profundíssimos e variados sobre o tema. Ao lado da religiosidade, acredito que esse seja o tema mais usado em seus trabalhos.
Em "Noites Brancas" o sentimento veio acompanhado de seu algoz natural: a esperança o que tornou tudo mais doloroso e real.
Só uma pessoa que se sente sozinha em meio à multidão de gente ao seu redor é que conseguiria entender, de fato, o começo desse conto sem achar bobo ou sem sentido. Quando alguém se vê na situação de não ter ninguém e não ser notado por ninguém, sem querer, se joga à trivialidade das coisas.
Situações começam a ser criadas para amenizar a dor, tais como: Apego a lugares, apego a pessoas estranhas que frequentam os mesmos lugares nas mesmas horas, carinho por prédios históricos e por aí vai. Nosso protagonista é de uma peculiaridade ímpar, assim como todo solitário e logo nas primeiras páginas somos apresentados a sua rotina.
Tudo anda bem até que a "tal esperança" aparece na vida dele na forma de uma bela jovem e eu não vou falar nada mais além disso. O conto é realmente pequeno e qualquer coisa além disso pode tirar a graça da história.
Só digo que o final é muito bom, digno de um gênio da escrita. Mas cuidado, corações fracos podem sangrar... (rs)
Obra que me fez lembrar demais outro livro do autor: "Sob a Redoma", tanto pela trama distópica e sobrenatural quanto na quantidade de personagens.
Sinopse: Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir. Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”,incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir. Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis. Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.
Um livro do King que trás logo nas primeiras duas páginas uma "lista de personagens" é algo para prestar atenção. Não é brincadeira, tem divisão com títulos e tudo! Dito isso preciso ressaltar o ÚNICO ponto negativo que eu encontrei nessa trama:
É um pouco mais arrastada do que as outras obras dele. As primeiras 200 páginas é basicamente para apresentar os mais de 30 personagens ao leitor e também para inserir o problema na trama que é: As mulheres começaram a dormir e durante o sono um casulo se forma ao redor delas e elas simplesmente não acordam mais. Quando alguém tenta remover essa substância esquisita elas despertam extremamente violentas, agridem (e até matam) quem as incomodou e voltam a dormir.
"Um ruído baixo começou a soar de dentro da garganta dela, quase um ronco. As pálpebras estavam se movendo, tremendo com o movimento dos olhos por baixo da pele. Os lábios se abriram e fecharam. Um pouco de cuspe escorreu pelo canto da boca."
Mas a questão é que você pega essa ideia logo de cara e as coisas demoram um pouco para acontecer justamente porque o leitor ainda está perdido no meio do mar de personagens. Isso atrasou bastante a trama e deixou ainda mais evidente o que todo mundo sabe: O Stephen King enrola pra cacete! (rs)
Bem, passemos para os pontos positivos do livro que são só todos os outros milhões. Se você é fã do mestre já deve estar achando o que eu escrevi anteriormente bem redundante. Nós estamos muito acostumados com esse jeito dele e até gostamos, mesmo que isso traga um ponto negativo, ainda assim é tão bem escrito e desenvolvido que você engole as páginas mesmo assim.
Por conta dessa questão de não poderem dormir, as mulheres recorrem a todo tipo de estimulante para ficarem acordadas e isso inclui cocaína e outras drogas. Isso é angustiante. Uma delas chega a pensar que talvez seria melhor se render e dormir logo de uma vez, porque assim escaparia dos problemas que anda enfrentando acordada. #QuemNunca!
Não é um livro sanguinário. Não espere algo próximo de "O Cemitério" ou "IT". Como eu já disse ele está mais próximo de "Sob a Redoma" do que qualquer outra coisa. Há sim algumas cenas bastante pesadas e cheias de sangue, mas nada comparado ao que estamos acostumados a ler. Portanto nivele suas expectativas quanto a isso. Mesmo assim encontramos aqui referências à estupros e abusos psicológicos e sexuais, mesmo entre família. (Isso é constante nas obras dele).
"Jeanette fez o que ele mandou e, enquanto fazia, manteve o olhar na janela atrás dos ombros dele. Era uma técnica que ela começou a aprender aos onze anos, quando o padrasto a tocava, e aperfeiçoou com o falecido marido. Se encontrasse alguma coisa em que se concentrar, um ponto focal, quase dava para esquecer o corpo e fingir que estava agindo sozinho enquanto você visitava aquilo que de repente estava achando tão fascinante."
Tramas e subtramas são muito bem desenvolvidos e da metade do livro para frente você nem consulta mais o glossário de personagens. Cada um fica absolutamente distinto do outro o que acelera a leitura.
Nosso famoso escritor preferido é conhecido pela sua critica religiosa e aqui ele faz um trabalho diferente do que andou fazendo em toda sua carreira. Ele muda o foco e aposta no "feminismo". As mulheres adormecendo e deixando para trás homens perdidos e desesperados é algo muito bem explorado. Por conta disso podemos chegar a conclusão de que um mundo só de homens simplesmente acabaria uma hora ou outra. Sem falar que a violência cresceria em números astronômicos e não para por aí...
Uma das personagens chega a dizer que se fosse ao contrário, se os homens dormissem e as mulheres ficassem acordadas, em pouco tempo eles se organizariam, dariam a luz à novos meninos (banco de espermas, sacou) e os educaria diferente. Assim o mundo continuaria... MELHOR!
Tem como ser mais feminista do que isso?
Só quero falar mais uma coisinha da trama: Em determinadas partes do livro, o leitor acompanha o "Nosso Lugar" que é o mundo paralelo em que as mulheres adormecidas estão e isso é bem bizarro e interessante. Elas começam a se organizar e a distinção entre as duas realidades começa, de fato, a se distanciar É uma obra que te coloca para pensar sobre diversos aspectos das nossas relações. Te instiga à critica feminista e mostra um lado do King que muita mulher vai adorar.
"As mulheres começaram a chamar de “lugar novo” porque não era mais Dooling, ao menos não a Dooling que elas conheciam. Mais tarde, quando começaram a perceber que poderiam ficar ali por muito tempo, começaram a chamar de Nosso Lugar. O nome pegou."
Eu estou falando muito do Stephen King e não estou citando o filho Owen que escreveu esse livro junto dele, mas é porque eu simplesmente não consegui identificá-lo. Só vi Stephen ali e isso me alegra! Teremos um substituto para quando nosso mestre partir? Quem sabe?!
Agora um pequeno elogio à editora: A suma manteve a capa original do livro e isso agradou demais os fãs brasileiros e, ainda por cima, lançou aqui no país o livro apenas 20 dias depois do lançamento lá dos Estados Unidos. Um "VIVA" para a Suma. Muito amor por vocês!
Leia, mas se você for daqueles que detestam a enrolação do King, se prepare antes.
Acontece que falar de literatura é o que eu mais gosto de fazer mesmo, então resolvi resgatar esse cantinho que já me trouxe tanto benefício. Certo, sem enrolação, vamos ao que interessa: Livros!
Tenho em torno de 60 resenhas atrasadas para postar;
Devo ter assistido umas 15 séries diferentes desde a última que indiquei aqui;
Aproximadamente 300 filmes foram consumidos sem moderação;
E um número incalculável de reflexões, literárias ou não, foram produzidas em meu cérebro durante esse período de abstinência bloguística! (sim, já voltei inventando palavras).
Mas por onde começar? Bem, durante esse tempo não fiquei parada e criei alguns projetos de leitura e é daí que partirei. Vou compartilhar com vocês o que ando lendo e como venho escolhendo minhas próximas leituras e depois recomeço com as resenhas.
Projeto #LendoOQueTenho
Ano passado reformei toda minha biblioteca e disso aqui:
Fui para isso aqui:
Então percebi que tinha livros incríveis estacionados em minha estante e resolvi movimentá-los. Preciso admitir que encontrei coisas ali que eu nem sabia que tinha comprado ou recebido e tive belas surpresas.
Quem se interessar pelo projeto, estou publicando fotos e pequenos comentários a cada obra que consumo lá no Facebook em um álbum especial – CLIQUE AQUI
Projeto #LivrosBasicosParaUmLeitorCompleto
Esse foi pura audácia minha mesmo!
Sempre vejo listas essenciais em vários sites importantes e até grandes escritores já ditaram para nós o que acham que seria imprescindível ser lido por quem leva a literatura a sério.
Acontece que eu resolvi criar minha própria lista de livros que eu acho obrigatória para todo leitor. Obvio que coloquei algumas obras de gêneros que, geralmente, são ignorados.
Portanto, sim, temos terror/suspense aqui. Ah, está em ordem alfabética e possui, atualmente, 94 títulos. Chegarei aos 100 em breve.
==A, B==
Auto da Barca do Inferno, O - Gil Vicente
Apanhador no Campo de Centeio, O - Jerome David Salinger
Alice no país das Maravilhas - Lewis Carrol
Bebê de Rosemary, O - Ira Levin
==C==
Colecionador, O - John Fowles
Corcunda de Notre Dame, O - Vitor Hugo
Cem anos de Solidão - Gabriel García Marquez
Cortiço, O – Aluízio Azevedo
Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
==D==
Duplo. O - Fiodor Dostoiévski
Dom Quixote - Cervantes
Dom Casmurro - Machado de Assis
Doutor Fausto - Thomas Mahnm
Divina Comédia - Dante Alighieri
Drácula - Bram Stoker
Diário de anne Frank - Anne Frank
==E==
Eneida - Publio Virgilio Maronis
Evangelho Segundo Jesus Cristo, O - Saramago
E o Vento levou - Margaret Mitchell
Estudo em vermelho, Um - Arthur Conan Doyle
Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust
Édipo Rei - Sófocles
==F==
Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Frankenstein - Mary shelley
==G==
Grande Gatsby, O - F. Scott Fitzgerald
Gente Pobre - Fiodor Dostoiévski
Guerra e Paz - Liev Tolstói
Grandes Sertões Veredas - João Guimarães Rosa
Guarani, O - José de Alencar
==H==
Homem Duplicado - José Saramago
Hamlet - Willian Shakespeare
Hobit, O - J. R. R. Tolkien
Harry Potter - J. K. Rowling
==I==
Ilíada - Homero
Irmãos Karamázov - Fiódor Dostoiévski
Iracema - José de Alencar
Iluminado, O - Stephen King
==J, K, L==
Laranja Mecânica - Anthony Bur
Lolita - Vladimir Nabokov
==M==
Montanha Mágica, A - Thomas Maham
Moby Dick - Herman Melville
Madame Bovary - Gustave Flaubert
Morro dos Ventos Uivantes, O - Emily Bronte
Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
Macbeth - Willian Shakespeare
Metamorfose - Franz Kafka
Médico e o Monstro, O - Robert Louis Stevenson
Miseráveis, Os - Victor Hugo
==N, O==
Odisseia - Homero
Oceano no fim do caminho - Neil Gaiman
==P==
Príncipe, O - Maquiavel
Poderoso Chefão, O - Mario Puzo
Psicose - Robert Bloch
Primo Basílio, O - Eça de Queirós
Processo - Franz Kafka
Porque ler os Clássicos - Ítalo Calvino
==Q, R==
Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
Revolução dos Bichos - George Orwell
Ratos - Gordon Reece
==S==
Sofrimentos do Jovem Werther, Os - Johann Wolfgang von Goethe
Sangue Frio, A - Truman Capote
Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien
Senhor das Moscas - William Golding
Sagarana - João Guimarães Rosa
Sol também se levanta - Ernest Hemingway
Sandman - Neil Gaiman
Senhora - José de Alencar
Sobre a Escrita - Stephen King
==T==
Tempo e o Vento, O - Érico Veríssimo
Terra Sonâmbula - Mia Couto
Três mosqueteiros - Alexandre Dumas
Trabalhadores do Mar - Victor hugo
==U==
Ulisses - James Joyce
==V==
Volta do parafuso, A - Henry James
Velho e o mar, O - Ernest Hemingway
Visconde partido ao meio - Ítalo Calvino
Vinhas da Ira, As - John Steinbeck
==W,X,Y,Z==
==Número==
1984 - George Orwell
Lista dos ganhadores do Prêmio Nobel da Literatura
Essa é uma meta para a vida. Obviamente que não vou terminar antes de morrer, portanto espero que eu possa acumular 9 encarnações nessa aqui. Isso porque não peguei dos anos 200 para cá e sim desde a criação do tal prêmio que foi exatamente em 1901! Rá!
2017 - Kazuo Ishiguro (Reino Unido)
2016 - Bob Dylan (EUA)
2015 - Svetlana Alexievich (Bielorrússia)
2014 - Patrick Modiano (França)
2013 - Alice Munro (Canadá)
2012 - Mo Yan (China)
2011 - Tomas Transtroemer (Suécia)
2010 - Mario Vargas Llosa (Peru)
2009 - Herta Müller (Alemanha)
2008 - Jean-Marie Gustave Le Clezio (França)
2007 - Doris Lessing (Reino Unido)
2006 - Orhan Pamuk (Turquia)
2005 - Harold Pinter (Reino Unido)
2004 - Elfriede Jelinek (Áustria)
2003 - J.M. Coetzee (África do Sul)
2002 - Imre Kertesz (Hungria)
2001 - V.S. Naipaul (Reino Unido)
2000 - Gao Xingjian (França)
1999 - Günter Grass (Alemanha)
1998 - José Saramago (Portugal)
1997 - Dario Fo (Itália)
1996 - Wislawa Szymborska (Polónia)
1995 - Seamus Heaney (Irlanda)
1994 - Kenzaburo Oe (Japão)
1993 - Toni Morrison (EUA)
1992 - Derek Walcott (Santa Lucia)
1991 - Nadine Gordimer (África do Sul)
1990 - Octavio Paz (México)
1989 - Camilo José Cela (Espanha)
1988 - Naguib Mahfouz (Egito)
1987 - Joseph Brodsky (EUA)
1986 - Wole Soyinka (Nigéria)
1985 - Claude Simon (França)
1984 - Jaroslav Seifert (Checoslováquia)
1983 - William Golding (Reino Unidos)
1982 - Gabriel García Márquez (Colômbia)
1981 - Elias Canetti (Bulgária/Reino Unido)
1980 - Czeslaw Milosz (Polónia)
1979 - Odysseus Elytis (Grécia)
1978 - Isaac Bashevis Singer (EUA)
1977 - Vicente Aleixandre (Espanha)
1976 - Saul Bellow (EUA)
1975 - Eugenio Montale (Itália)
1974 (1) - Eyvind Johnson (Suécia)
1974 (2) - Harry Martinson (Suécia)
1973 - Patrick White (Austrália)
1972 - Heinrich Böll (Alemanha)
1971 - Pablo Neruda (Chile)
1970 - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (Rússia)
1969 - Samuel Beckett (Irlanda)
1968 - Yasunari Kawabata (Japão)
1967 - Miguel Angel Asturias (Guatemala)
1966 (1) - Shmuel Yosef Agnon (Israel)
1966 (2) - Nelly Sachs (Alemanha)
1965 - Mikhail Aleksandrovich Sholokhov (Rússia)
1964 - Jean-Paul Sartre (França)
1963 - Giorgos Seferis (Grécia)
1962 - John Steinbeck (EUA)
1961 - Ivo Andric (Jugoslávia)
1960 - Saint-John Perse (França)
1959 - Salvatore Quasimodo (Itália)
1958 - Boris Leonidovich Pasternak (Rússia)
1957 - Albert Camus (França)
1956 - Juan Ramón Jiménez (Espanha)
1955 - Halldór Kiljan Laxness (Islândia)
1954 - Ernest Miller Hemingway (EUA)
1953 - Sir Winston Leonard Spencer Churchill (Reino Unido)
1952 - François Mauriac (França)
1951 - Pär Fabian Lagerkvist (Suécia)
1950 - Earl (Bertrand Arthur William) Russell (Reino Unido)
1949 - William Faulkner (EUA)
1948 - Thomas Stearns Eliot (Reino Unido)
1947 - André Paul Guillaume Gide (França)
1946 - Hermann Hesse (Alemanha)
1945 - Gabriela Mistral (Chile)
1944 - Johannes Vilhelm Jensen (Dinamarca)
1940-43 - Não foi atribuído
1939 - Frans Eemil Sillanpää (Finlândia)
1938 - Pearl Buck (EUA)
1937 - Roger Martin du Gard (França)
1936 - Eugene Gladstone O'Neill (EUA)
1935 - Não foi atribuído
1934 - Luigi Pirandello (Itália)
1933 - Ivan Alekseyevich Bunin (Rússia)
1932 - John Galsworthy (Reino Unido)
1931 - Erik Axel Karlfeldt (Suécia)
1930 - Sinclair Lewis (Estados Unidos da América)
1929 - Thomas Mann (Alemanha)
1928 - Sigrid Undset (Noruega)
1927 - Henri Bergson (França)
1926 - Grazia Deledda (Itália)
1925 - George Bernard Shaw (Irlanda)
1924 - Wladyslaw Stanislaw Reymont (Polónia)
1923 - William Butler Yeats (Irlanda)
1922 - Jacinto Benavente (Espanha)
1921 - Anatole France (França)
1920 - Knut Pedersen Hamsun (Noruega)
1919 - Carl Friedrich Georg Spitteler (Suíça)
1918 - Não foi atribuído
1917 (1) - Karl Adolph Gjellerup (Dinamarca)
1917 (2) - Henrik Pontoppidan (Dinamarca)
1916 - Carl Gustaf Verner von Heidenstam (Suécia)
1915 - Romain Rolland (França)
1914 - Não foi atribuído
1913 - Rabindranath Tagore (Índia)
1912 - Gerhart Johann Robert Hauptmann (Alemanha)
1911 - Maurice Maeterlinck (Bélgica)
1910 - Paul Johann Ludwig Heyse (Alemanha)
1909 - Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf (Suécia)
1908 - Rudolf Christoph Eucken (Alemanha)
1907 - Rudyard Kipling (Reino Unido)
1906 - Giosuè Carducci (Itália)
1905 - Henryk Sienkiewicz (Polónia)
1904 (1) - Frédéric Mistral (França) =/=
1904 (2) - José Echegaray y Eizaguirre (Espanha)
1903 - Bjørnstjerne Martinus Bjørnson (Noruega)
1902 - Christian Matthias Theodor Mommsen (Alemanha)
1901 - Sully Prudhomme (França)
Obviamente que não tenho prazo para terminar isso. Essas listas são apenas uma direção para que eu não me desvie do caminho certo da literatura e me perca em livros de vampiros sanguinários e atraentes...
Espero contar com alguns de vocês nessa empreitada. Para ficar sempre por dentro, aqui estão minhas redes sociais. Me siga, me acompanhe, comente!