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Ter rotina é ruim?




Na pratica meu ano parece ter começado hoje. Segundona normal depois de 30 dias de férias! Foi bom demais, mas a vida real me chama de volta!

Portanto nossos horários por aqui voltarão ao normal e as postagens serão publicadas (preferencialmente) de segunda, quarta e sexta novamente, exatamente às 8 horas da manhã!

Se eu tenho manias? Quase nenhuma!

Não sei por que alguém acharia que tenho manias só porque gosto de publicar posts nos dias perfeitos e sempre na mesma hora. Ou talvez por que eu tenho hora certa para dormir e para acordar todos os dias. Se eu pratico da mesma rotina a semana toda é porque gosto de organização.



Sou bem flexível... De sexta e Sábado me permito dormir quando o organismo pede o sono... Geralmente isso acontece no mesmo horário de todo dia, mas daí não é rotina... Ou é?! 

Manias, neuras, rotinas. Chame do que quiser porque para mim no final das contas acaba sendo a mesma coisa! Vejo muitas pessoas criticando outras por possuírem rotinas e acho isso um pouco estúpido.

- “Oh Deus me livre ter rotina... Gosto de levar a vida de forma descontraída”. 

Leio isso demais na internet e tenho a impressão que as pessoas gostam de dizer essas coisas para parecer “descoladas” ou para mostrar o quanto suas vidas são interessantes.



Primeiramente preciso dizer que existem graus de rotinas. O que fazemos todo dia por imposição do trabalho ou dos estudos não deixa de ser uma rotina e é exatamente o que torna os nossos finais de semana tão atrativos.

Acabei de voltar de férias e estou de volta a minha rotina semanal, novamente ansiando pelo final de semana como todas as outras pessoas do mundo, mas preciso dizer que nos 30 dias que estive de férias não senti falta do final de semana porque esta foi totalmente substituída por sábados gigantes!


O que quero dizer é que nem todos conseguem ter rotina. Reconheço que vidas agitadas e até mesmo algumas profissões obrigam a pessoa a não ter rotina, mas as que podem ter e se moldam a ela passam a ter uma qualidade de vida legal também.

Não há vergonha em ter rotina e isso não significa que a vida é mais chata, simplesmente que é bem mais regrada, bem... 

Eu prefiro pra dizer a verdade! E você?

Acabou



Minhas férias chagaram ao fim e segunda-feira eu estou de volta na rotina normal e ainda não classifiquei se quero mais férias ou se estou pronta pra voltar.


Quero dizer que tudo que eu havia planejado fazer nas férias, todos os projetos sem terminar, o tempo que eu prometi usar para dormir e descansar, os médicos que eu queria marcar para fazer um CHECK UP, os posts que eu queria escrever...

Nada disso foi feito! Hahahaha

Mas tenho que dizer que estou sentindo falta da MINHA rotina. Dos meus horários e até mesmo da correria do dia a dia.

Sem falar que engordei uns 5kgs por ter saído da linha nesses 30 dias de puro passeio e também perdi meu ritmo tanto de escrita quanto de estudo!


Foi ótimo, mas preciso voltar. Tenho muitas coisas para contar, muitas reflexões que pretendo colocar aqui por escrito e algumas novidades!

Então, até segunda-feira galera!

Quando o passado se encosta no presente


"EU SÓ QUERO SABER EM QUAL RUA MINHA VIDA VAI ENCOSTAR NA TUA!" 


Nunca vi sentido nessa letra da Ana Carolina. Achava sem noção e para dizer a verdade quase todas as músicas dela são loucas! Até que aqui na minha cidade, em uma determinada rua minha vida encostou-se à vida de várias pessoas importantes.

Encostar é pouco, minha vida mesclou com outras vidas e isso faz diferença até hoje! Acreditem, sinto falta até da rua.

Eu trabalhava de telemarketing e sofria um monte pra ganhar uma quantidade de comissão que valesse a pena. Mas junto comigo trabalhavam pessoas incríveis.

Nós não ganhávamos muito dinheiro não, mas nos divertíamos demais. Vendíamos inseticidas naturais e ligávamos para o Brasil todo.

Era muito divertido lidar com essas pessoas de lugares tão distantes e dávamos muita risada das conversas loucas que eventualmente precisávamos ter. Tudo por uma venda!

Também tínhamos algumas manias malucas para ajudar no dia a dia, ali se matava um leão por dia e era preciso essas amizades porque tinha dia que eu queria pular lá de cima daquele lugar.  


O trato era, cada uma ligava após a outra e se fechássemos uma venda fazíamos uma dancinha ao som de “I fell good”! Era pura adrenalina, todo mundo queria dançar, é claro!

Ah como é bom lembrar-me disso. Hoje passo na frente daquele prédio todos os dias depois de sair do meu atual serviço e me dá um aperto no peito, uma vontade de subir as escadas correndo e fazer tocar nossa música!

Que pena que tudo que é bom tem que acabar um dia!


Ps: Carol, esse post foi dedicado a você que me ajudava a matar meus leões quando terminava de matar os seus!


Só me explicando



Pessoas amadas que passam por aqui todos os dias...
Leitores pacientes...

Essas teias de aranha nos cantos do blog terão um fim.
Ando atolada no meu serviço e estudando muito toda noite e fim de semana. Esse é o motivo das malditas aranhas se instalarem aqui!

Mas eu voltarei... Prometo!
Segundona estarei aqui! (ou até antes)

Que horas são?

Às quatro e meia da madrugada as primeiras luzes se acendem.


Padeiros, trabalhadores rurais e outros já se encaminham para seus afazeres diários, com olhos semi-cerrados de sono e vão letamente costurando obstáculos nas ruas ainda escuras da cidade.
Aos poucos luzes vão aparecendo nas casas, inundando o ar com cheiro de café acordando os passarinhos. Já são 6 horas da manhã.


A cidade dá seu primeiro suspiro de bom dia. Carros saem às ruas com mães e pais atrasados, crianças correm pelas calçadas gritando e rindo com suas mochilas “de rodinhas” enquanto outras crianças seguem vendendo balas em semáforos (mas ninguém nota). A cidade dá seu próximo suspiro, parecendo pedir a Deus coragem para mais um dia.


Às sete horas da manhã todos na rua parecem ter perdido a hora. Motos costuram o transito unindo um veículo ao outro, derrapam, buzinam e freiam diante dos sinais vermelhos. Motoristas se estressam em suas primeiras horas do dia. Pedestres correm atrás dos ônibus ou aguardam suas caronas.

O comércio está aberto e o sol já brilha alto. A cidade dá mais um suspiro de calor e cansaço e nem chegou a hora do almoço ainda. O caos reina no centro da cidade até as nove da matina, enquanto nos bairros as donas de casa seguem com seu trabalho diário da limpeza de suas residências. A cidade suspira novamente, parece que todos se acomodaram.

Às dez horas os fogões começam a trabalhar. Bares, restaurantes e residências produzem um magnífico aroma que perfuma as calcadas.

O caos recomeça, crianças saem ao meio dia das escolas e seus pais em meio ao transito se espremem para buscá-las e levá-las para casa. A cidade tem fome, suspira por alimento e a população parece entender, barulho de talheres e pratos é ouvido em todos os lugares até as treze horas.
Nesse momento mais nada na cidade dorme. Comércio se prepara para o segundo período, academias, cafés, lan houses, bancos, padarias, farmácias, oficinas mecânicas, tudo está aberto e pronto para mais um período.


O Sol brilha (e aquece) com toda sua força até as dezessete horas, quando parece que começa a ter sono. A cidade suspira se preparando novamente para o transito caótico. Ambulâncias e viaturas policiais parecem fazer parte da paisagem natural quase inexistente nessas metrópoles.
Ninguém repara nos canteiros de flores cultivados pelos moradores mais velhos e já aposentados, o tempo corre e é impossível parar para observar isso. O transito não para, as pessoas querem chegar em seus lares, muitos tem jornada tripla e precisam se apressar.
Mais um suspiro da cidade, implorando descanso ao menos por algumas horas. Impossível.


Às dezenove horas, as luzes na rua se acendem novamente, o sol parece ter desistido de iluminas essa bagunça toda. Ainda há muitos carros na rua, estudantes vão para suas faculdades, famílias saem para jantar fora, pessoas vão fazer compras e a rotina vai até as vinte e duas horas quando todos em um suspiro final se preparam para dormir.

A cidade suspira outra vez, agora mais calma, o transito vai se acalmando faltam apenas duas horas para o dia acabar. Guardas noturnos se acomodam, apagam-se as luzes dos últimos estabelecimentos, mas se você observar bem verá que muitas pessoas apenas começaram sua jornada. Ainda há carros transitando pela rua, poucos, mas há.

Ouve-se bem de leve o ultimo suspiro da cidade, residências apagadas, comércio fechado, poucos sons rompem a calmaria. Hora de dormir.
Às quatro e meia da madrugada as primeiras luzes se acendem...

Começa tudo de novo!


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