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Mês do Halloween, Dicas de livros e sorteio

Diz a lenda que um alcoólatra mal educado chamado Jack Miserable bebeu excessivamente em um dia 31 de outubro e o diabo veio buscar sua alma. Jack enganou o diabo para continuar bebendo e viveu por mais alguns anos. Quando morreu, não foi admitido no céu. Ressentido, o diabo também não o quis no inferno e o enviou para a noite escura com apenas uma brasa de carvão para iluminar o caminho. Jack colocou o carvão em um nabo esculpido que funcionava como uma lanterna e dizem que ele vaga pela Terra desde então.


Lendas como essa fazem do Halloween a data a mais divertida do ano e, para nosso deleite, muitos escritores continuam criando histórias (talvez algumas delas nem sejam tão ficção assim, certo?) para nos assustar. Eu reuni uma pequena lista dos meus livros preferidos dentro do gênero "terror/horror" para quem quiser entrar no clima!




1 - O Cemitério (Stephen King): não pode faltar, né? Mas esse é especial, porque acredito que seja um dos meus preferidos entre a imensa lista de livros do King. A história me deixou absolutamente impressionada e a notícia boa para quem decidir se aventurar nessa leitura é que terá adaptação nova para o cinema. Eu acho digno, já que a adaptação dos anos 80 é assustadora, mas é tão ruim que dá dó!





2 - O Vilarejo (Raphael Montes): Pelo amor de Deus que livro bom é esse e o mais legal: é muito bem ilustrado! Acreditem, isso torna a experiência bem mais tenebrosa. Raphael Montes vem sendo comparado com Stephen King e eu discordo disso, não que ele não tenha talento, mas porque ele escreve um terror muito mais puxado para o bizarro e não tão psicológico como o do King. Mesmo assim, recomendo seus livros e espero muitas outras coisas boas vindo dele.




3 - O Colecionador (John Fowles): Acredito que Stephen King leu este livro antes de escrever seu tão aclamado "Misery". Digo uma coisa: Se você sair ileso dessa leitura, provavelmente você não tem coração. É uma história arrebatadora, contada de um jeito que mexe com você e brinca com seus sentimentos. O leitor é, constantemente, jogado de um lado para o outro e o final... Estou em choque até agora!






4 - Do Inferno (Alan Moore): É uma HQ deslumbrante que conta a versão mais aceita até hoje para a história de "Jack, o estripador". Acontece que HQ é visual, né? Imagina essa história contada dessa forma e pelas mãos do mestre Alan Moore. Acho que nem preciso falar mais nada! Leitura obrigatória para quem curte terror e suspense.






5 - Hellraiser ( Clive Barker): Você pode até me falar que já viu os filmes que passavam nos anos 90, mas uma coisa é fato: Ler essa história é muito mais apavorante do que ver. As descrições de Clive Barker são tão palpáveis que dá medo da nossa própria imaginação. Essa história mexe com nossos sentimentos e sentidos, você sente cheiros, arrepios, ansiedade, tudo! No entanto, não indico essa obra para qualquer um, porque é realmente pesada!



6 - A mão do macaco (W. W. Jacobs): Esse não é um livro e sim um conto. Não sei em qual livro você poderia encontrá-lo, mas o PDF. dele é facilmente encontrado pela internet toda. É um conto realmente apavorante que merece ser lido e relido porque em torno dele foi criada toda uma lenda urbana que aparece em várias produções do gênero. Leitura rápida e bem assustadora!


Dicas dadas, agora quero convidar vocês para participar do sorteio que está rolando lá no Facebook, em parceria com o escritor Rodrigo Rodrigues e a Livraria Torre do Tombo.



[Livro] O Colecionador - Jhon Fowles

Livro incrível que me surpreendeu demais. Não foi o que eu esperava após ter lido tantas resenhas (isso sempre atrapalha), mas o que encontrei aqui é ainda melhor e é uma obra que serviu de base para outras que gostei muito, então valeu a pena me doar à essa história. 





Sinopse: “O Colecionador" é a história de Frederick Clegg, um homem solitário com um plano para conquistar o grande amor de sua vida. "O Colecionador" também é a história de Miranda Gray, sequestrada por um maníaco que acha que pode obrigá-la a se apaixonar por ele. Dois narradores antagônicos, sequestrador e vítima, brilham no romance de John Fowles. 









Um rapaz se apaixona por uma garota, mas sua personalidade, um tanto peculiar, o impede de se aproximar dela. As primeiras páginas contam muito bem o tipo de pessoa que ele é. 

Acontece que ele é um psicopata e sente essa necessidade de possuí-la e assim talvez a faça amá-lo. Veja bem, não encare esse "possuí-la" como algo sexual, o que o rapaz quer, na verdade, é ter essa garota para ele como um objeto maravilhoso, como um pássaro na gaiola ou talvez como uma obra de arte presa a parede. Para isso ele a sequestra. Ah, ele diz o tempo todo que ela é sua hospede! (rá, sei!). 

Essa história pode não parecer muito original, talvez você já tenha lido aí ao menos dois livros que falam disso, mas, acreditem, essa obra foi a primeira que trouxe esse tema, exposto desse jeito, para a literatura e todas as outras podem (ou não) ter se baseado nessa para nascer. 

O livro é narrado em primeira pessoa, mas dividido em duas partes. Na primeira parte é Frederick quem expõe os fatos. Sua obsessão fica evidente e, por incrível que pareça, sua inferioridade diante dela também. Em determinados momentos da história você chega a sentir pena dele. Ele mostra o quanto ela é forte e decidida. Inteligente acima da média, chega a ser esnobe e, diversas vezes, até manipuladora. 

Na segunda parte a coisa muda de figura e é Miranda quem passa a narrar os fatos de seu próprio sequestro. É aqui que a obra te dá o petardo. Só digo uma coisa: É muito mais completa e bizarra! 

Eu não quero falar mais nada, principalmente sobre essa segunda parte, porque é interessante você se deixar guiar pela narrativa de ambos. Achei muito intrigante o paradoxo das personalidades de ambos quando narrado através dos outros do outro e de si mesmo. Como uma pessoa pode ser diferente aos olhos de cada observador. Isso é algo que grudou em minha cabeça e não consigo parar de pensar no assunto. 

Obras que beberam dessa fonte 

Jhon Fowles pode ter sido lido por alguns escritores do gênero e pode ter inspirado outras histórias igualmente fantásticas. Pode ser que exista outras, mas aqui quero citar duas que me marcaram e que gostei demais: 


Misery (Louca Obsessão) - Stephen King 
Sim, eu acho que o mestre leu esse livro para criar uma de suas melhores histórias. A trama não é exatamente igual ao "Colecionador", mas tem similaridades incríveis. De qualquer forma vale a pena ler as duas porque não seguem o mesmo rumo e o final é absolutamente diferente.  



Dias Perfeitos - Raphael Montes
Essa eu tenho certeza que veio direto da fonte. Parece até uma releitura. Obviamente possui algumas diferenças estruturais, mas a base toda está lá. Uma ressalva que quero fazer é que em "Dias Perfeitos" as coisas são muito mais bizarras! Recomendo demais a leitura. Aliás, recomendo o autor e toda sua bibliografia.
Tem resenha desse livro AQUI. Confira. 



E é isso. Não é porque um escritor se inspirou em outra obra que seu livro deve ser descartado. Não sendo uma cópia e possuindo pontos específicos só faz a coisa toda mais interessante. Um dia farei um post sobre obras que não são tão "novidades" como nós pensamos ser, mas ainda sim são ótimas. 


Uma pequena ressalva: A DarkSide relançou esse livro recentemente com uma capa de “cair o queixo”. Eu li na versão antiga (deu o maior trabalho para achar), mas fiquei encantada com o trabalho da Editora para essa nova edição. O livro parece um quadro!!! Quero demais.



[Livro] Os Goonies

Eu nem acredito quando escuto, de algumas pessoas que nunca nem ouviram falar dessa história. Só por isso merece uma resenha. 




Sinopse: clássico filme infanto-juvenil, "Os Goonies", volta direto dos anos 1980, adaptado para livro. Às vésperas de serem despejados de seus lares, um grupo de crianças - os Goonies - segue em busca de um tesouro escondido, em uma história fantástica de amizade. 




Classificação
Editora: DarkSide


Esse é um clássico dos anos 90, criado pelo incrível Steven Spielberg e que agora virou livro, por conta de uma projeto chamado FILMES PARA LER da Editora DarkSide.


A história é simples, um grupo de garotos resolve ter sua última aventura antes de ser, praticamente, despejados de casa por uma construtora que comprou todos os terrenos do bairro. E a questão é que eles encontram mesmo, pela primeira vez na vida, uma aventura de verdade, cheia de perigos, bandidos, lendas de piratas e muito ouro.

As páginas são incrivelmente visuais. Não sei se é pelo fato de que assisti ao filme quando criança, mas as descrições são vivas e muito dinâmicas. A obra conta com uma cena a mais do que o filme, o que foi bacana para os leitores que já haviam assistido o filme. Uma surpresinha a mais.


Agora, sobre a edição, não tenho adjetivos justos para colocar aqui. A Editora DarkSide simplesmente faz um trabalho impecável em suas obras e esse não ficou atrás. A capa é linda, o cuidado na diagramação também e o marcador que veio junto, tem cenas do filme. É um deleite para os olhos e fica maravilhoso na estante.

O projeto "Filmes para ler" pode ser comprado em um box lindo que ainda trás uma edição do clássico PSICOSE e outro de A NOITE DOS MORTOS-VIVOS. Olha que lindo:



Eu tenho só Os Goonies, mas sei que as outras duas edições são igualmente caprichadas. Se você nasceu nos anos 90 e não viu esse filme, não sei o que está esperando... Tem no Netflix! Aproveita!


[Livro] – Serial Killers, anatomia do mal

Então eu encontrei um leitor tão maluco quanto eu e como não pude comprar o livro da Editora Dark Side: Serial Killers, anatomia do mal, o convidei para resenhar aqui no meu blog. Eu estou falando do Rodrigo Shepard, meu amigo de leitura, viciado em Stephen King e história de terror. Algo me diz que vocês o verão aqui outras vezes, mas por enquanto, fiquem com uma pequena resenha que ele preparou para o Blog Vida Complicada:

Livro no SKOOB


“De todas as criaturas já feitas, o homem é a mais detestável. De toda a criação, ele é o único, o único que possui malicia. São os mais básicos de todos os instintos, paixões, vícios – os mais detestáveis. Ele é a única criatura que causa dor por esporte, com consciência de que isso é dor” ( Mark Twain) Pag 6

O assassinato em série sempre foi um dos temas mais notórios para mídia, seja ela criminal ou ficcional. As manchetes sobre mortes de inocentes sodomizados, torturados e mortos por psicopatas, são a receita certa para quebrar a percepção seletiva de qualquer pessoa. Antes mesmo do surgimento da impressa, ou mesmo da criação do termo “serial killer”, cidadãos cumpridores da lei já tinham uma curiosidade mórbida sobre o assunto e lotavam ruas e praças para assistir a execução por enforcamento de algum monstro infame assassino e molestador de crianças.

No livro de não ficção “Serial Killers – Anatomia do mal”, do escritor norte americano Halrod Schechter, professor de historia e cultura americana, além de especialista sobre o tema, nos convida a fazer um tour pelas mentes desses maníacos homicidas. Previamente digo que este livro não é recomendado a leitores frágeis, pois o autor não poupa os detalhes mais sórdidos para transparecer o máximo de realidade possível. 

A obra faz jus ao titulo “Anatomia do mal”, pois é feita uma verdadeira dissecação sobre o tema, partindo do capitulo “O que significa” e indo até “O serial Killer na cultura pop”. Para exemplificar o tema, o autor usa de diversas ferramentas para contextualizar o leitor, apresentando uma rica coletânea de informações, como estudos de casos reais, perfis psicológicos e textos históricos, tendo também como destaque um generoso acervo gráfico de fotografias e ilustrações (macabras) que contribuem ainda mais para experiência.



De forma gradual vamos afundando no lodo escuro e viscoso que é a mente humana, conhecendo as motivações, traços psicológicos, perversões sexuais e métodos de assassinato (o famoso modus operandi) de uma gama gigantesca de assassinos diferentes, categorizados por diversas nomenclaturas, como os Assassinos em Massa (aqueles que cometem vários homicídios em um curto espaço e período de tempo) e os terríveis: Barba azul (o que seria a versão masculina das Viúvas negras). 

Usando de uma escrita primorosa o autor consegue envolver e evocar emoções, mesmo em uma obra de não ficção. É impossível ler as descrições criminais sem se comover com o destino das vitimas e enojar-se com a frieza doentia dos assassinos. 

E meio a tanto sangue e desgraça fica difícil pautar um momento de clímax no livro, no entanto acredito que o ponto alto foi um capitulo nomeado “Galeria do mal, 10 monstros americanos”, neste capítulo o autor dedica um espaço especial aos Serial Killers mais notórios dos últimos séculos. Monstros que mesmo em uma categoria bizarra conseguiram se destacar deixando marcas na historia criminal e também na cultura pop. 

Entre eles citarei dois:


Edward Gein, o necrófilo fazendeiro que tinha em sua casa utensílios domésticos feitos a partir de pedaços humanos, caso que posteriormente serviu de inspiração para o filme Psicose, baseado no romance do Robert Bloch, que tinha certa curiosidade pela historia de Ed. Gein; 


Albert Fish, canibal e molestador de crianças, este monstro envelheceu cometendo atrocidade inconcebível, difícil até mesmo de relatar sem embrulhar o estomaga do leitor mais calejado sobre o assunto.

Na reta final do livro o autor aponta a necessidade crescente da sociedade de endeusar o assassino serial, reproduzindo verdadeiros tributos a eles por meio de filmes, series, musicas e etc. Como leitor curioso pelo tema, posso dizer que minha visão sobre o assunto sofreu uma drástica mudança, a obra de Schechter consegue traçar um verdadeiro divisor de águas sobre o quanto a ficção esta longe de reproduzir a insanidade da realidade. 

A verdade é que não importa o quanto a indústria do entretenimento se esforce na criação de monstros, pois o pior sempre foi e será o próprio ser humano.

Rodrigo Shepard


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