Mostrando postagens com marcador Herman Koch. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Herman Koch. Mostrar todas as postagens

[Coluna] Não funcionou para mim #1

Resolvi criar uma coluna diferente aqui no blog, chamada - Não funcionou para mim - onde falarei de livros que não me conquistaram, mas que de alguma forma merecem ser resenhados.

Todo leitor sabe que alguns livros são completamente insuportáveis para uns, ao mesmo tempo em que se tornam preciosos para outros. Por isso resolvi colocar aqui, um pouco sobre o que não "funcionou" para mim naquele momento da minha vida.

Sim, porque já peguei obras que detestei um dia, e em um momento totalmente diferente da vida e acabei gostando. Para tudo existe o tempo certo e para leitura a regra é a mesma.

Hoje trago duas obras. Ambas me encantaram em sua sinopse, cada uma me atraiu com um ponto específico e, talvez por eu ter ido com "muita sede ao pote", me decepcionei rápido demais.


O Gigante EnterradoSinopse: Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, "O gigante enterrado" fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

Pela sinopse parece uma obra incrível. Mágica. Original. Bem, é bastante original e trás mesmo o fantástico para a trama, com ogros, dragões e névoas encantadas, mas a narrativa é extremamente lenta. Cheia de rodeios para no fim não revelar quase nada.

Após a página 200 percebi que havia pouca coisa que me surpreendia e até mesmo a mágica do caminho não me agradava mais. Os protagonistas não me conquistaram e a ÚNICA passagem que me deixou sorrindo, foi exatamente a que eu havia lido no blog da Cia das Letras:

Boa senhora, a ilha de que essa mulher fala não é uma ilha comum. Nós, barqueiros, já levamos muitos até lá ao longo dos anos e, a essa altura, deve haver centenas habitando seus campos e bosques. Mas se trata de um lugar de características estranhas, e quem chega lá vaga por entre as árvores e a vegetação sozinho, sem jamais ver qualquer outra alma. De vez em quando, numa noite de luar ou quando uma tempestade está prestes a cair, é possível sentir a presença dos outros habitantes. Mas na maior parte dos dias, para cada viajante, é como se ele fosse o único morador da ilha.

Afinal de contas, qualquer história sobre o Caronte me atraí. Mas as alegrias pararam aí, bem na página 57.

O que me fez trazer esse livro para cá e não descartá-lo totalmente da indicação foi o seguinte:

  • A trama tem um grande potencial e talvez eu não estivesse no momento certo para a leitura.
  • Conheço pessoas que adorariam essa obra e isso já me faz entender que ela não funcionou para mim, mas pode agradar outros.
  • A edição do livro é uma das mais lindas que já vi e isso me deixou com sentimento de culpa! Ok, não devemos julgar o livro pela capa, mas essa capa é linda demais e me forçou seguir a leitura até o final.
  • Em alguns momentos, a história me lembrou de algo que Neil Gaiman escreveria e sendo ele um dos meus escritores preferidos, decidi que o problema foi comigo.

Por isso, recomendo essa obra para pessoas que buscam uma trama mágica, lenta e rica em detalhes.

***

Casa de praia com PiscinaSinopse: Marc Schlosser, um renomado médico de Amsterdã, exerce sua profissão com certas doses de cinismo. Quando um de seus pacientes, o famoso ator Ralph Meier, o convida para passar as férias de verão com sua família, Marc aceita, apesar de contrariar a esposa, que não suporta a postura arrogante e sedutora de Ralph.
Assim, o casal e as filhas adolescentes dividem com o ator, sua mulher, um diretor de Hollywood e sua jovem namorada uma casa com piscina a poucos quilômetros de uma praia mediterrânea. Alguns dias monótonos se passam até que em certa noite ocorre um grave incidente que interrompe as férias e marca a vida de todos para sempre. Marcado pela ironia afiada e pela trama de forte teor psicológico, Casa de praia com piscina é um romance inquietante e questionador que mais uma vez prova o talento de Herman Koch.

Essa obra me conquistou mais pelo escritor do que pela sinopse, na verdade. A trama me pareceu interessante, mas nada surpreendente, só que eu já havia lido outro livro do Hermann Koch e sabia da incrível capacidade que ele tem de cativar o leitor com sua narrativa.

O primeiro livro do escritor se chama O Jantar e foi resenhado aqui no blog. Ganhou 5 estrelas, porque não posso dar 6 e habita o lugar mais ventilado na minha estante. Caí de amores pela escrita dele e quando vi esse livro, me joguei de cabeça, sem puxar o fôlego antes.

Me dei mal.

A trama e a narrativa são típicas do escritor e no começo me fez relembrar um pouco os protagonistas de O Jantar, com um narrador duvidoso e cheio de defeitos, as páginas foram virando automaticamente e eu vibrava a cada traço de personalidade que ia descobrindo...

Mas percebi, lá pela página 200 que não saia disso. Quer dizer, eu já havia descoberto que o narrador era um médico "escroto", preconceituoso, que tinha nojo de pessoas, mas cadê a casa de praia com piscina?! *__*

A coisa toda acontece de uma vez. Do meio para o final a trama acelera, mas uns 15 capítulos do final as surpresas acabaram para mim. Desvendei tudo e já esperava o óbvio (que acabou vindo).

Li cada frase com o seguinte pensamento:

- Hermann, você consegue fazer melhor, meu amigo!


Ele consegue mesmo. Seu primeiro livro ainda é um dos meus preferidos nesse gênero, enquanto esse segundo eu pretendo esquecer rapidamente.

O que me fez trazer o livro para cá:

  • A trama é lenta, mas muito bem desenvolvida.
  • O escritor merece e assim como conheço pessoas que detestaram O Jantar, sei que existem leitores que levariam um puta susto no final dessa obra.
  • O protagonista, mesmo sendo um estúpido, me agradou (rs), eu sei, tenho um lado imoral aflorado e às vezes me identifico com os piores tipos.
  • Eu cheguei até o final, portanto, mesmo não gostando muito, algo me prendeu ali e isso significa que outras pessoas podem gostar da trama.
  • Participei de uma TAG e me indicaram esse livro, por isso fui obrigada a postar sobre ele (rs).

Indico esse livro para leitores pacientes, que curtem conhecer muito profundamente os personagens antes de saber quem matou quem. A escrita é impecável e merece ser indicada.

***

Sobre a Tag

A Nina do Blog Psicose da Nina, me convidou para participar de uma brincadeira e se eu aceitasse, ela escolheria um livro da minha estante do Skoob. Acabou que ela escolheu esse Casa de praia com Piscina do Hermann Koch e eis aqui a minha resenha.


Bem, a ordem é que eu convide outras 5 pessoas para o desafio, mas eu não as encontrei ainda! Também não desisti, assim que reunir as 5 aviso vocês.

Espero que tenham gostado e quem quiser participar dessa TAG me avisa aqui nos comentários. \0/



[Livro] – O Jantar (Herman Koch)


Expressão que define o livro: PUTZ!!!

Sim. Este é um livro doido e irresistível sobre um jantar e só.

Livro no Skoob

Só? Não pensem que isso é pouco, muita coisa pode acontecer em um jantar e é exatamente isso que podemos encontrar neste livro.

Bem, vou explicar direito para não acontecer mal entendidos. Parece estranho dizer que tudo se passa apenas nesse evento e eu cheguei a duvidar que saísse algo de interessante dali, mas essa obra foi lançada pela Editora Intrínseca e isso já me basta para dar uma chance.

O livro é em primeira pessoa, contado exclusivamente pela visão de Paul que vai nos guiando à partir de pouco tempo antes de um jantar a qual ele não está nem um pouco feliz em participar. Paul e mais 3 pessoas passarão a protagonizar todas as páginas desse romance.

A medida que a história avança, Paul vai nos apresentando às pessoas ao seu redor, contando fatos e lembrando passagens antigas e aos poucos vamos conhecendo todos. A personalidade de cada um vai ficando evidente, assim como os laços que os unem.

Impossível não tomar partido de um deles, impossível não odiar um deles e igualmente impossível não admirar e se surpreender com um deles, ou vários deles...

Considero a forma com que ele vai apresentando cada um a melhor parte do livro. Quando pegamos uma obra nas mãos, imediatamente à primeira linha, vamos criando rostos e imagens para tudo que é descrito e, nesse livro em particular, precisei desconstruir e construir novamente os personagens até o final da história, foi delicioso.

Nas últimas páginas e ainda me sentia indecisa sobre a aparência e personalidade de alguns deles. Por esse motivo não citarei nem os nomes dos tais convidados para esse jantar, porque descobri-los é fantástico.

Minha reflexão ficará furada aqui também, mas acredite em mim, essa é uma dica de livro que deve ser levada a sério. Não guarde em seus favoritos e o esqueçam. Comprem o livro, pois vale a pena (mesmo minha resenha sendo tão superficial).

Foi por isso que indiquei esse livro no Clube do Livro, porque quero demais falar sobre ele e só posso fazer isso com quem já leu! Ah, só duas pequenas informações para animar um pouco mais:

1 – O jantar tem sim um propósito.

2 – Cada pessoa possui uma visão dos fatos. Cabe a nós decidir quem está certo no final da história.


A novidade boa é que essa obra está sendo adaptada e tem na direção a talentosíssima Cate Blanchett. Ainda não se sabe se ela irá protagonizar o filme ou só dirigir, mas eu estou torcendo para vê-la no papel da... (não vou contar)


Leiam, leiam, LEIAM!!!!




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...