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[Coluna] Não funcionou para mim #3

Hoje eu trouxe duas obras, relativamente famosas, aqui para essa coluna. É um exemplo de que não adianta ter um marketing bom, ou cair nas graças da grande massa de leitores que vai - obrigatoriamente - te agradar.

Bem, eu tenho muito disso. Quando vou com muita "sede ao pote" acabo me decepcionando. Isso aconteceu com esse primeiro livro e me fez questionar, mais uma vez, de onde estou tirando as dicas de livros que eu me interesso.

O Último Policial - Ben H. Winters 

Sinopse: Qual o sentido de se investigar um crime quando o planeta tem apenas seis meses de vida? O detetive Hank Palace enfrenta essa questão desde que o asteroide 2011GV1 foi avistado em rota de colisão com a Terra. Em face da tragédia iminente, a maioria das pessoas abandona seus trabalhos, casas e famílias e as instituições começam a ruir, mas Palace insiste em investigar um suposto suicídio. Ganhador dos prêmios Edgar, dedicado à literatura policial e de mistério, e Philip K. Dick, voltado para livros de ficção científica.O Último Policial é a combinação perfeita do clássico romance noir com o melhor da ficção científica atual. Primeiro de uma trilogia, o livro pinta um retrato fascinante dos Estados Unidos pré-apocalipse através de um enredo original e envolvente e de um protagonista carismático.


Classificação
Editora Rocco

Um livro que prende a atenção no começo. Li rapidamente até a página 60, mais ou menos, mas depois a coisa começa a se arrastar, porém, a ideia é muito boa. Mostrar as reações das pessoas que perderam a esperança na vida é bem interessante. Quer dizer, um asteroide VAI atingir a Terra e já tem até uma data. Você ai morrer em breve e isso é fato. O que vai fazer da vida até lá? Muitos param de trabalhar, outros se dedicam ainda mais e muita gente simplesmente se mata. Mas o caso apresentado aqui é chato e para falar a verdade, não me afeiçoei ao protagonista, o que torna tudo mais desinteressante.

Decepcionou demais, um livro cheio de prêmios que só foi elogiado em todos os blogs que vi. Bem, aqui vai o outro lado, não é uma obra prima. Está longe disso, na verdade! 


Deuses Americanos - Neil Gaiman


Sinopse: Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa perspicaz adotados desde Sandman. Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro - e, ao mesmo tempo, de dentro para fora - da alma e espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obssessões por dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.





Classificação
Editora Conrad

Ah, como é difícil criticar um autor tão querido dessa forma. Ninguém é perfeito e esse livro, para mim, é o exemplo clássico disso. A história, assim como o livro acima, é muito boa. Um homem, chamado Shadow, sai da cadeia e encontra com vários deuses no seu caminho. O porquê desses encontros e o motivo de tudo que acontece ao redor de Shadow é explicado bem lá no final e é sim, interessante. É legal também ir descobrindo quem é quem nessa história...

Mas o desenrolar da coisa é muito chato. O vai e vem do Shadow com seu novo trabalho e as ideias que ele tem junto com os personagens ao seu redor. Não. Quase desisti do livro mesmo. A melhor parte fica com as histórias paralelas à dele que aparecem entre os capítulos.


É isso aí. Duas obras famosas que não caíram nas minhas graças. A segunda está ganhando uma adaptação em série e eu espero que seja excelente. Algumas obras funcionam melhor na televisão. Fazer o que!

Você já leu alguma dessas? Gostou?


[Coluna] Não funcionou para mim #2


Na coluna anterior (AQUI), várias pessoas falaram sobre largar livros pelo metade e tal, mas quero deixar claro, que estes que eu coloco aqui, nessa coluna, foram lidos por completo. Acredito que não há mal algum em deixar um livro pela metade, mas se faço isso, não posso resenha-lo.

Portanto abaixo estão os livros que não funcionaram para mim, mas que foram livros até o final:

A casa dos macacos - Sara Gruen

Sinopse: Autora do aclamado Água para elefantes, vencedor de inúmeros prêmios e adaptado para as telonas em superprodução com Robert Pattinson e Reese Witherspoon, Sara Cruen retorna com o envolvente e emocionalmente estimulante A casa dos macacos. Considerado pelo prestigiado jornal britânico The Independent o melhor romance do ano, o livro a confirma como uma das principais vozes da literatura contemporânea americana.
Uma narrativa claramente ancorada em altos conceitos morais, mas sem sermões, traz sérios questionamentos sobre nossa verdadeira identidade. As consequências da comunicação entre espécies, a importância do contato sexual entre homens e entre outros primatas, a dinâmica familiar, as disfunções emocionais, o aprisionamento de animais para pesquisas científicas, a obtusidade da cultura pop e a noção do que constitui humanidade e humano.
Isabel Duncan, cientista do laboratório de Linguagem de Grandes Primatas, não compreende as pessoas. Mas sabe tudo sobre macacos. Principalmente os bonobos Sam, Bonzo, Lola, Mbongo, Jelani e Makena. Integrantes de uma das espécies mais próximas da humana, são capazes de raciocinar e de se comunicar na linguagem americana de sinais. Isabel se sente ainda mais à vontade com eles do que jamais se sentiu com sua própria espécie. Até que conhece o repórter John Thigpen, que apura uma matéria sobre defensores dos direitos dos animais.
Quando uma explosão atinge o laboratório, a reportagem, a mais importante da carreira do jornalista, passa a ser centrada em Isabel. E ela se vê obrigada a interagir com sues semelhantes para salvar sua família primata de uma nova forma de exploração: um reality show estrelado pelos bonobos desaparecidos se torna o maior — e o mais improvável — fenômeno da mídia moderna. Milhões de fãs se postam diante da tela da TV para assistir aos primatas pedirem pratos gordurosos para viagem, fazerem sexo diversas vezes e assinar petições pedindo que Isabel vá buscá-los.
Em A casa dos macacos, Sara Cruen explora o mundo animal de forma única. E cria uma trama atual, um brilhante e desafiador romance carregado de ética e críticas à sociedade atual.
Classificação

--- Até a sinopse do livro é enorme e chata! ---
Essa obra me surpreendeu por ter sido criada pela mesma escritora de "Água para Elefantes". Nem parece a mesma. Ao contrário do outro, neste sofri para chegar ao final e nenhum personagem me conquistou. Mas espere aí, a trama é muito boa, só não gostei de como foi conduzida e não tive empatia por ninguém, nem pelos macacos (rs). Essa escritora curte falar sobre a exploração desenfreada com animais e isso me atraí muito. Se ela lançar outra obra irei ler, com certeza. É uma pena que essa não tenha cativado meu coração. Mas fica a dica para quem gosta de dramas com um toque leve de romance.


Os Segredos de Emma Corrigan - Sophie Kinsella

Sinopse: Em O Segredo de Emma Corrigan , Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público - foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil - e crítica. Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real.
Funcionária Júnior da Panther Corporation, uma empresa de produtos energéticos e esportivos com filiais por toda Grã-Bretanha, Emma vai a Glascow participar da reunião de marketing sobre um novo refrigerante, a Panther Cola. O que parecia uma grande oportunidade profissional se transforma num pesadelo. Como se não bastasse ter derramado a bebida num superior, seu vôo de volta para casa quase cai. Em momentos de tensão as pessoas fazem as coisas mais estranhas. E Emma Corrigan não é exceção. Acreditando estar a um passo de uma morte trágica, ela conta todos os seus pequenos pecados para o passageiro ao lado. Afinal, qual a probabilidade de vê-lo de novo? Ainda mais com vida?
Mas o destino decide brincar com a protagonista: o avião pousa em segurança e o distinto cavalheiro nada mais é que o fundador e presidente da empresa onde trabalha. E além dos segredos pessoais, Emma abriu o verbo sobre todos os colegas da Panther e suas estratégias para enrolar no serviço. Para recuperar o respeito profissional - e voltar às boas com o pessoal do escritório - Emma se mete nas situações mais inusitadas, quase novelísticas. Mas com as quais todas as mulheres acabam se identificando.

Classificação

Ah, meu Deus, eu estou ficando velha. E com isso estou ficando exigente e intolerante. Bem, resumindo: Qualquer livro que coloque a mulher como uma personagem tonta e meio burrinha, sendo "resgatada" pelo homem incrível, inteligente e capaz... Irá parar aqui nessa coluna para mim. 
Portanto, não me venham com gritarias, Sophie Kinsella pode até escrever bem (isso ela faz) mas sua concepção de romance para mim não serve. Gosto de protagonistas fortes e que sabem o que querem (mesmo quando confusas). Algumas cenas desse romance me deixaram com vergonha alheia e quase me fizeram chorar (e não foi no bom sentido mesmo rs).

E é isso. Estes foram lidos no ano passado e só agora, eu consegui fazer essa coluna. Vamos ver o que 2016 reserva para nós. E você? Anda lendo algo que caberia nessa coluna também?

[Coluna] Não funcionou para mim #1

Resolvi criar uma coluna diferente aqui no blog, chamada - Não funcionou para mim - onde falarei de livros que não me conquistaram, mas que de alguma forma merecem ser resenhados.

Todo leitor sabe que alguns livros são completamente insuportáveis para uns, ao mesmo tempo em que se tornam preciosos para outros. Por isso resolvi colocar aqui, um pouco sobre o que não "funcionou" para mim naquele momento da minha vida.

Sim, porque já peguei obras que detestei um dia, e em um momento totalmente diferente da vida e acabei gostando. Para tudo existe o tempo certo e para leitura a regra é a mesma.

Hoje trago duas obras. Ambas me encantaram em sua sinopse, cada uma me atraiu com um ponto específico e, talvez por eu ter ido com "muita sede ao pote", me decepcionei rápido demais.


O Gigante EnterradoSinopse: Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, "O gigante enterrado" fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

Pela sinopse parece uma obra incrível. Mágica. Original. Bem, é bastante original e trás mesmo o fantástico para a trama, com ogros, dragões e névoas encantadas, mas a narrativa é extremamente lenta. Cheia de rodeios para no fim não revelar quase nada.

Após a página 200 percebi que havia pouca coisa que me surpreendia e até mesmo a mágica do caminho não me agradava mais. Os protagonistas não me conquistaram e a ÚNICA passagem que me deixou sorrindo, foi exatamente a que eu havia lido no blog da Cia das Letras:

Boa senhora, a ilha de que essa mulher fala não é uma ilha comum. Nós, barqueiros, já levamos muitos até lá ao longo dos anos e, a essa altura, deve haver centenas habitando seus campos e bosques. Mas se trata de um lugar de características estranhas, e quem chega lá vaga por entre as árvores e a vegetação sozinho, sem jamais ver qualquer outra alma. De vez em quando, numa noite de luar ou quando uma tempestade está prestes a cair, é possível sentir a presença dos outros habitantes. Mas na maior parte dos dias, para cada viajante, é como se ele fosse o único morador da ilha.

Afinal de contas, qualquer história sobre o Caronte me atraí. Mas as alegrias pararam aí, bem na página 57.

O que me fez trazer esse livro para cá e não descartá-lo totalmente da indicação foi o seguinte:

  • A trama tem um grande potencial e talvez eu não estivesse no momento certo para a leitura.
  • Conheço pessoas que adorariam essa obra e isso já me faz entender que ela não funcionou para mim, mas pode agradar outros.
  • A edição do livro é uma das mais lindas que já vi e isso me deixou com sentimento de culpa! Ok, não devemos julgar o livro pela capa, mas essa capa é linda demais e me forçou seguir a leitura até o final.
  • Em alguns momentos, a história me lembrou de algo que Neil Gaiman escreveria e sendo ele um dos meus escritores preferidos, decidi que o problema foi comigo.

Por isso, recomendo essa obra para pessoas que buscam uma trama mágica, lenta e rica em detalhes.

***

Casa de praia com PiscinaSinopse: Marc Schlosser, um renomado médico de Amsterdã, exerce sua profissão com certas doses de cinismo. Quando um de seus pacientes, o famoso ator Ralph Meier, o convida para passar as férias de verão com sua família, Marc aceita, apesar de contrariar a esposa, que não suporta a postura arrogante e sedutora de Ralph.
Assim, o casal e as filhas adolescentes dividem com o ator, sua mulher, um diretor de Hollywood e sua jovem namorada uma casa com piscina a poucos quilômetros de uma praia mediterrânea. Alguns dias monótonos se passam até que em certa noite ocorre um grave incidente que interrompe as férias e marca a vida de todos para sempre. Marcado pela ironia afiada e pela trama de forte teor psicológico, Casa de praia com piscina é um romance inquietante e questionador que mais uma vez prova o talento de Herman Koch.

Essa obra me conquistou mais pelo escritor do que pela sinopse, na verdade. A trama me pareceu interessante, mas nada surpreendente, só que eu já havia lido outro livro do Hermann Koch e sabia da incrível capacidade que ele tem de cativar o leitor com sua narrativa.

O primeiro livro do escritor se chama O Jantar e foi resenhado aqui no blog. Ganhou 5 estrelas, porque não posso dar 6 e habita o lugar mais ventilado na minha estante. Caí de amores pela escrita dele e quando vi esse livro, me joguei de cabeça, sem puxar o fôlego antes.

Me dei mal.

A trama e a narrativa são típicas do escritor e no começo me fez relembrar um pouco os protagonistas de O Jantar, com um narrador duvidoso e cheio de defeitos, as páginas foram virando automaticamente e eu vibrava a cada traço de personalidade que ia descobrindo...

Mas percebi, lá pela página 200 que não saia disso. Quer dizer, eu já havia descoberto que o narrador era um médico "escroto", preconceituoso, que tinha nojo de pessoas, mas cadê a casa de praia com piscina?! *__*

A coisa toda acontece de uma vez. Do meio para o final a trama acelera, mas uns 15 capítulos do final as surpresas acabaram para mim. Desvendei tudo e já esperava o óbvio (que acabou vindo).

Li cada frase com o seguinte pensamento:

- Hermann, você consegue fazer melhor, meu amigo!


Ele consegue mesmo. Seu primeiro livro ainda é um dos meus preferidos nesse gênero, enquanto esse segundo eu pretendo esquecer rapidamente.

O que me fez trazer o livro para cá:

  • A trama é lenta, mas muito bem desenvolvida.
  • O escritor merece e assim como conheço pessoas que detestaram O Jantar, sei que existem leitores que levariam um puta susto no final dessa obra.
  • O protagonista, mesmo sendo um estúpido, me agradou (rs), eu sei, tenho um lado imoral aflorado e às vezes me identifico com os piores tipos.
  • Eu cheguei até o final, portanto, mesmo não gostando muito, algo me prendeu ali e isso significa que outras pessoas podem gostar da trama.
  • Participei de uma TAG e me indicaram esse livro, por isso fui obrigada a postar sobre ele (rs).

Indico esse livro para leitores pacientes, que curtem conhecer muito profundamente os personagens antes de saber quem matou quem. A escrita é impecável e merece ser indicada.

***

Sobre a Tag

A Nina do Blog Psicose da Nina, me convidou para participar de uma brincadeira e se eu aceitasse, ela escolheria um livro da minha estante do Skoob. Acabou que ela escolheu esse Casa de praia com Piscina do Hermann Koch e eis aqui a minha resenha.


Bem, a ordem é que eu convide outras 5 pessoas para o desafio, mas eu não as encontrei ainda! Também não desisti, assim que reunir as 5 aviso vocês.

Espero que tenham gostado e quem quiser participar dessa TAG me avisa aqui nos comentários. \0/



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