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LOVE: A historia de lisey

Obra muito sensível onde o nosso querido Stephen King conseguiu mostrar que sabe escrever sobre amor também, mas claro, o mestre do terror não poderia criar algo sem colocar pelo menos um toque sobrenatural no enredo, nem que seja de leve. Aqui não foi tão leve assim.


Sinopse: Lisey Landon compartilhava uma intimidade profunda e, às vezes, assustadora com seu marido, Scott, um escritor célebre e cheio de segredos. Um desses segredos era a fonte de sua imaginação, um lugar com a capacidade de curá-lo ou destruí-lo. Agora, dois anos depois da morte de Scott, chega a vez de Lisey enfrentar os demônios do seu marido, embarcando em uma perigosa viagem na escuridão que ele habitava. LOVE é uma parábola sobre a imaginação e o amor, e sobre o poder do amor em transformar e de salvar.


A história começa com Lisey finalmente encarando seu processo de luto, após 2 anos da morte de seu marido. Scott Landon era um escritor muito famoso e cativante que se destacava pela sua personalidade atraente e divertida. Mas nem tudo era assim tão luminoso. Scott havia passado por momentos terríveis em sua vida e Lisey estava ali do lado dele com total dedicação e afeto. Guardando todos os seus segredos e angustias.

Além disso existe um segredo que envolve a forma com que Scott criava seus enredos. Algo meio sombrio, mas fantástico e que é o grande lance dessa obra. Esse segrede é na verdade um lugar, chamado Boo'ya Moon, uma espécie de segunda dimensão que existia só dentro da cabeça do escritor, mas que algumas outras pessoas poderiam ter acesso. Veja bem, estamos falando de um romance do Stephen King, não espere coisas simples e rasas. Em suas obras tudo tem um passado complexo e grande personalidade.


Agora vamos falar sobre a experiência de leitura que eu tive: Não foi das melhores e eu terminei a obra bastante descontente até que eu precisei contar sobre a trama para uma amiga e dessa forma me peguei analisando tudo daquele emaranhado de palavras malucas e... De repente me peguei fascinada pelas interpretações que a obra pode nos dar. Quer dizer, quando você sai da primeira camada e deixa a obra se dissolver dentro de você é que a magia acontece. Existem mil coisas que podemos falar desse livro e eu espero que ao menos algumas delas sejam passadas para a série que está sendo exibida no momento.



O livro fala sobre amor sim, mas fala também sobre escapismo e sobre a luta travada pelos escritores para criarem suas obras. Dá um destaque enorme também para a esposa de um grande escritor. Aquela figura que fica à sombra nos eventos, mas que muitas vezes é o que forma a base para o artista criar sua arte. Achei muito lindo o King ter feito essa homenagem para sua esposa Tabita King.

A questão aqui é que a trama vai e volta no tempo porque a história é basicamente feita de flashback e daí acaba ficando um pouco cansativo, mas no fim das contas foi tudo muito necessário pra carregar a gente por todo aquele mundo maluco. Stephen King já mostrou que pode ser bastante complexo quando escreveu sua série infinita "Torre Negra"! Esse livro tem um pé naquele mundo e isso já explica muita coisa.

Bom, espero ter convencido mais alguém a ler essa obra. Não esperem terror, mas sim um drama muito bem elaborado e com um final magnífico!


Ps: A série é horrível! Extremamente confusa e parada. Mesmo com o excelente elenco, não conseguiu atingir o nível que merecia. Recomendo o livro mesmo.

[Livro] O Último Magnata - F. Scott Fitzgerald

Nossa, como é difícil falar de um livro amado pela maioria dos leitores, adorado pelos críticos literários e tido, quase como unanimidade, como a maior obra do autor. 

Sinopse: A experiência de Fitzgerald como roteirista de cinema foi decisiva na criação da obra que é considerada seu trabalho mais maduro. Nas palavras de seu amigo e editor, Edmund Wilson, “O último magnata é de longe o melhor romance jamais escrito sobre Hollywood e o único a nos situar em seu interior”. Ele foi também o responsável pela última versão do livro, já que Fitzgerald morreu subitamente, vitimado por um ataque cardíaco, quando ainda trabalhava nos últimos capítulos.
A história desvenda o universo do cinema dos anos 30, época dos grandes estúdios, e conta a história do produtor Monroe Stahr. O personagem, baseado na vida de Irving Thalberg, antigo chefe da MGM, não consegue superar a morte da esposa, uma grande atriz. Confuso, passa a ser dominado pela visão de uma desconhecida, muito parecida com a falecida esposa. O livro ganhou uma versão cinematográfica em 1976. Com roteiro de Harold Pinter e dirigida por Elia Kazan, teve Robert de Niro no papel do magnata Monroe Stahr.
Francis Scott Key Fitzgerald (1896-1940) se consagrou como um dos ícones da geração perdida e um dos mais importantes escritores da literatura americana. Começou a carreira literária nos anos 20, publicando Este lado do paraíso. Com sua esposa, Zelda, mudou-se para a França, onde concluiu seu terceiro e célebre romance, O grande Gatsby (1925). Com a saúde já abalada pelo alcoolismo, Fitzgerald mudou-se então para Hollywood, onde trabalhou como roteirista cinematográfico. Em 1939, começou a escrever O último magnata, publicado postumamente em 1941. 


Li apenas dois livros de Fitzgerald, este a "O Grande Gatsby". Em ambos, o autor nos apresenta homens milionários, admiráveis, que despertam a inveja de todos que se aproximam, mas que, às portas fechadas, sentem uma imensa amargura e solidão. 

Ambos sofrem por amor, o que é interessante de se observar em homens poderosos como os criados por Fitzgerald. Eu preciso confessar logo, meu preferido ainda é Jay Gatsby, mas Stahr tem um charme bem parecido, portanto ambos são interessantes, cada um em sua área de super ricaços! 

Notem que estou falando dos protagonistas e não da história, pois é exatamente isso que fica em você após o término da leitura. A trama, pouco importou para mim aqui nessa obra, porque é Stahr que me fascinou e tudo ao redor dele pareceu simples e desinteressantes. 

Me desculpem os amantes dessa obra, em minha opinião é um livro bastante arrastado, principalmente pela sua genialidade em descrever o mundo do cinema na época de ouro dos Estados Unidos. O que de mais rico existiu nessa época do que Hollywood e suas estrelas? Mas a genialidade aqui requer detalhes, muitos e bastante extensos. 

De qualquer forma, Fitzgerald faz isso com maestria e já era de se esperar. Ele cria cenários vívidos, personagens que poderiam realmente existir (se é que não existem até hoje), mas (para mim) faz a história andar mais lentamente. Sem falar que ao lado de Stahr ninguém mais é interessante (rs). 


Stahr é poderoso magnata da industria do cinema. Tudo passa por ele e a ultima palavra é sempre dele e de seus sócios. Ele é viúvo e logo nas primeiras páginas já descobrimos que ele foi profundamente apaixonado pela esposa que era também uma estrela de cinema. 

A trama começa de fato quando ele avista uma mulher que é sósia de sua falecida esposa e fica obcecado por ela. Essa parte da história é bastante interessante. Fitzgerald criava diálogos magníficos, ricos, hipnotizantes. É neles que desvendamos toda personalidade dos personagens e o quanto são fortes (ou escondem bem suas fraquezas). 

Enfim. Não quero me alongar mais na trama, mas preciso dizer que este, sendo o ultimo livro de Fitzgerald, está inacabado, portanto vai até o capítulo 6 e acredito que deveria ter mais um tanto desse para a frente. Mas o nosso escritor gênio não se foi, deixando para trás apenas leitores curiosos, ele esboçou tão bem sua ideia que só a organização de seus rabiscos puderam fazer com que a trama se fechasse. 

O final é fantástico! Ou seria fantástico ao quadrado caso ele tivesse terminado de escrever. Queria muito ter lido isso completamente revisado por ele, certamente arrancaria lágrimas. 

Por favor não me odeiem, mas Jay Gatsby ganhou meu coração bem antes de Stahr aparecer e ele ainda ocupa o lugar de ouro em minha estante, mas "O Último Magnata" não fica atrás. É um livro maravilhoso, que pode cansar um leitor mais novato, mas que encantará qualquer um que se renda à arte em palavras. 

[Livro] A Pequena Caixa de Gwendy – Stephen King e Richard Chizmar

Pequeno livro que li, lentamente, e terminei em dois dias, com ilustrações de Richard Chizmar e que me encantou como se fosse um conto de fadas moderno. Mais uma vez a Editora Companhia das Letras com seu selo SUMA arrasou na edição de capa dura e arte original!


Sinopse: A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada... Até agora. Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso. 


Eu acho que o Mr. Stephen King está ficando mole! (rs) 
Essa obra não tem nada de terror e não apavora. Claro que aquela veia negra e maligna que ele tem desde que escreveu “Carrie” ainda existe e influência tudo que ele coloca as mãos, aqui não é diferente, mas é leve, mágico.

“A pequena caixa de Gwendy” é um drama quase infantil, com um toque... Não, não, uma pitada de suspense à lá King. Algo bem sutil, peculiar, claro, mas que te faz sorrir no final, coisa que geralmente só acontece se seu sorriso é de nervoso! 

Mas vamos à obra: Gwendy é uma garota gordinha que se cansou de ser chamada de Goodyear pelos garotos da escola e resolveu tomar uma atitude. Todos os dias ela sobe uma escadaria imensa (chamada de “escadaria do suicídio") para queimar suas calorias e ainda manera na comida. Ela nunca repete. Isso até que está funcionando, mas seria bom se as coisas andassem mais rápido. 


É aí que entra nosso outro personagem: Sr. Farris é um homem peculiar que um dia aparece sentado no bando que fica bem de frente à tal escadaria. Parecia que esperava Gwendy e realmente fazia isso. Esse homem entrega a ela uma caixa cheia de botões coloridos (cada um deles representa um continente) mas dois deles são mais chamativos: O vermelho realiza qualquer coisa que ela desejar e o preto... bem, é preto, preciso dizer algo mais? 

"Gwendy esqueceu de sentir medo. Está fascinada pela caixa e quando o homem de paletó a entrega ela aceita. Estava esperando que fosse pesada porque mogno é uma madeira pesada afinal de contas e nem dava para saber o que havia dentro, mas não é. É leve a ponto de Gwendy conseguir balançar nos dedos. Ela passa o dedo pela superfície reluzente e meio convexa de botões e quase sente as cores iluminando sua pele." 

A caixa ainda conta com duas alavancas que liberam coisas bem especiais: Uma dela lhe dá moedas raríssimas e a outra chocolates do tamanho de jujubas que fazem milagres para sua dieta. Acontece que King mergulhou no mundo mágico e criou uma trama deliciosa e leve. Algo que só vi em “Os Olhos de Dragão” (resenha aqui). 

A grande questão é que a caixa proporciona coisas boas para Gwendy que passa a conseguir, sem muitos esforços, tudo que sempre desejou. É como se tivesse uma fada madrinha bem ali, capaz de destruir o mundo com seus botões, mas com a habilidade de lhe dar conforto e força de vontade para as tarefas do dia a dia. Cabe a Gwendy decidir o que fazer com essa caixa tão especial.

“Quanto da vida dela é obra dela mesma e quanto é obra da caixa com seus chocolates e botões?”. 

Acho mesmo que esse é um excelente livro para quem quer começara ler King. Não vai ter aqui aquela coisa crua e visceral que nós fãs amamos, mas terá a rescrita detalhada e muita história por baixo da história principal como de costume. Personagens profundos e acontecimentos de cair o queixo. Recomendo.


[Livro] O Pistoleiro da Meia-Noite - Rodrigo Rodrigues

Tenho a maior satisfação do mundo hoje em abrir esse meu pequeno espaço para falar de um livro muito especial para mim, pois se trata do primeiro lançamento de um amigo meu e só por isso já valeu a pena ter voltado com o blog (mesmo de forma tão esporádica).



Sinopse: Frankie é um assassino de aluguel implacável que roda o país estrada afora matando desconhecidos a troco de dinheiro. No entanto, a quantia ganha é o que menos lhe interessa... A única coisa que o move é um forte impulso homicida, que ele controla por meio de protocolos rigorosos. Após quarenta anos de serviços prestados, seu corpo já não é mais o mesmo, os ossos doem e o coração velho está cansando demais. É então que a aposentadoria se torna uma realidade inevitável, mas a vontade de continuar na ativa e o medo de encarar a vida solitária deixam-lhe em conflito. Porém, quando um senador aparece em busca de vingança, o pistoleiro aceita o trabalho, planejando seu último desafio, só que, ao confrontar o alvo, um sujeito misterioso, Frankie se envolve em uma trama sobrenatural de consequências cruéis. 


Eu classificaria essa obra como uma novela, porque é maior do que um conto, mas bem menor do que um romance e, como novela, cumpre muito bem seu papel. (São 101 páginas bem intensas) 

Certamente o mundo é um hospício muito maior do que as pessoas imaginam. 

Os personagens são bem delineados, não tão aprofundados como em um romance, mas não deixa nada a desejar. A trama é simples, mas muito envolvente. Não há reviravoltas, surpresas ou sustos, você já prevê o que vem pela frente, mas é tudo descrito com muita habilidade. 

É como ler sobre uma lenda urbana que você já conhece, mas que foi tão bem escrita que empolga da mesma forma. 

O Recife do Diabo era um lugarejo esquecido, que regressava aos tempos antigos, quando os homens ainda balbuciavam palavras sem sentido e louvavam entidades ancestrais.

Bem, fui um pouco injusta quando disse que não havia surpresas: Bem no finalzinho do livro recebemos o gancho tão esperado e para alguns isso pode, sim, ser surpreendente - eu achei corajoso. Foi muito bem bolado, por sinal a forma com que o autor deixa claro que a história não acaba ali foi a parte que eu mais gostei: A motivação do protagonista. 


Dá forma que o Rodrigo Rodrigues colocou a trama, teremos continuações infinitas pela frente e eu adoraria ler cada uma delas. Ainda mais que as influências são claríssimas, Stephen King está presente em todas as páginas e isso tornou a leitura, pelo menos para mim, muito agradável e familiar. 

Não há crime aos olhos de Deus que não possa ser perdoado.

É o primeiro romance do autor e acho que já mostra um enorme potencial para crescer no cenário literário. Espero que a Editora Chiado não o perca de vista.









Rodrigo "Shepard" Rodrigues, queria te dizer que estou feliz da vida por ter você como amigo e muito orgulhosa com seu caminho. Espero que você tenha mais realizações como essa e que sejam tão boas quanto! Conte sempre comigo!






Siga o Rodrigo Rodrigues em todas as plataformas. Vamos valorizar o que nossos autores estão produzindo. Vale a pena demais e para quem tiver interesse em adquirir sua obra, tens links aqui:




[Livro + Filmes] Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

 Um dos livros mais assustadores que li esse ano e olha que nem é obra de suspense. Penso que distopias me assustam mais do que terror hoje em dia, porque parecem tão reais e próximas de se tornarem realidade!

Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.
Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. 

A história é bem simples e foi resumida muito bem nessa sinopse, então agora vamos falar da escrita do autor. Aliás, pretensão minha querer tecer alguma crítica a um dos mestres da ficção científica, certo? Ray Bradbury arrasta multidões de fãs pelo mundo e essa obra é seu grande destaque (em minha opinião). 

Ray Bradbury

Sua forma de descrever as coisas, mesmo as mais assustadoras, é tão poética que encanta e faz o leitor reler parágrafos de forma sistemática. Fiz inúmeras marcações em um livro de 200 páginas! 

Aliado a isso temos a construção dos personagens que é bem bacana também. Montag e Clarisse possuem poucas conversas no começo do livro, mas são incríveis, ao ponto de te fazer parar a leitura por alguns segundos para pensar e absorver tudo aquilo. 

Agora o ponto alto do livro foram mesmo as críticas à sociedade e o motivo pelo qual os livros começaram a ser queimados e proibidos. É algo tão contemporâneo que diversas vezes ergui os olhos do livro para contemplar, com dor no coração, minha própria biblioteca. Como se fosse possível que, algum dia, alguém pudesse entrar ali e queimar tudo. É angustiante. 


É um livro que você não consegue passar dois dias lendo. 24 horas é mais do que suficiente. É difícil parar. Como já disse, tem menos de 200 páginas e a trama vai te arrastando sem que possa perceber. Sei que ficção científica não é muito “minha praia”, mas a escrita de Ray Bradbury é, portanto quem sabe não me arrisco mais vezes no gênero, né?! Acho que vale a pena. 

Agora sobre o filme. 


A adaptação de 1966, dirigida por Truffaut é simplesmente péssima (rs). Me desculpem os fãs do cineasta, mas não consegui chegar ao final do filme. É muito ruim em um nível assustador. De qualquer forma, muitas coisas foram mudadas e não consegui engolir, de forma alguma, essas mudanças e muito menos as interpretações. A trilha sonora é bizarra também! #Medo 

Novidade!


A grande novidade é que esse ano (2018) será lançado outra adaptação, agora com direção de Ramin Bahrani, o qual não conheço absolutamente nada, mas que conta com um elenco bem bacana. #Oremos 

Ficamos na torcida, né? Uma obra tão importante e tão profunda merece uma adaptação à altura.

[Livro] - O Garoto dos Olhos Azuis

Essa é uma resenha paras as garotas românticas. Esse post é para arrancar suspiros e sorrisinhos, mas não é só isso. Nessa obra, Raiza Varella acrescenta ao romance, um toque de ação e suspense que vai conquistar outros tipos de leitores e ESSE é o seu tempero especial.

Sinopse: O príncipe encantado existe?Bárbara é linda, loira e bem-sucedida. Desde que assistiu a uma cerimônia de casamento pela primeira vez, ainda criança, seu sonho é apenas um: percorrer o tapete vermelho da igreja, vestida de noiva. Porém, contrariando todas as suas expectativas, ao ser abandonada no altar, a vida de Bárbara desmorona. Ela decide voltar à cidade natal e passa a viver com os irmãos e mais dois amigos. Todos homens. Com a ajuda de Vivian, uma espécie de Barbie Malibu, Bárbara tenta superar sua decepção amorosa recente e uma da adolescência, que volta com tudo à sua memória: o garoto dos olhos azuis. Será que o cavalo branco só passa uma vez? É isso que Bárbara vai descobrir com bom humor, jogo de cintura e uma pitada de neurose, em O Garoto dos Olhos Azuis, romance de estreia de Raiza Varella.

Classificação
Editora Pandorga

O Garoto dos Olhos Azuis foi cedido pela nossa parceira Editora Pandorga e escrito pela, talentosa, Raiza Varela que eu conheci no Skoob e no Instagran e achei supersimpática. (Beijo Raiza, sua obra é deliciosa).

Gente, esse livro teve um gostinho de "sessão da tarde" para mim, sabe? Aquele romance gostoso que te prende apaixonada e te faz sofrer aflita mesmo que você já saiba o que vai acontecer com a mocinha no final. 

Por isso eu detesto o Nicholas Sparks - Ele sempre mata alguém importante. Detesto #EsperoQueEleLeiaIssoUmDia 

Mas vocês também sabem que Romance não é muito a minha praia não é mesmo? E para me envolver precisa ter um toque a mais, um ingrediente especial que me faça seguir a leitura e, esse teve! \0/ 

Teve mesmo. Acreditem ♥ 

Mas é bem o ingrediente especial que não posso contar, é um grande Spoiler e vale muito a pena ser lido na surpresa. É o que faz a coisa ficar arriscada, imprevisível, instigante. E por isso adorei esse livro. O que posso contar dele para vocês é o seguinte: 

Bárbara é o tipo de garota que sonha em se casar e tem até um príncipe encantado em sua cabeça há muitos anos - O tal garoto dos olhos azuis. Ela tem esse sonho  e deseja ardentemente segui-lo como um plano de vida feliz. Tenta tanto até que consegue, mas na hora H, seu noivo a abandona no altar para ficar com sua "melhor amiga" e desfaz todos os seus sonhos.

Devastada, Barbara vai morar com os irmãos que dividem uma casa com mais dois amigos e em resumo, ela termina afundada em uma fossa eterna e morando com 4 rapazes. Tem alguma formula melhor para se curar? (rs).

Já sacou o que pode rolar né? Um deles - Ian - é supergato e superfofo e super... (ai ai *suspiros*). O desenrolar dessa nova relação é DE-LI-CI-O-SA e quando você acha que pode respirar apaixonada o grande "ingrediente" aparece e BAM! 

Vale ressaltar que os irmãos de Bárbara são ótimos assim como os amigos que vivem com eles. Suas personalidades são ótimas e me lembrou do quanto eu gostaria de ter tido uma família grande daquela forma. E também teve a Viviam - Irmã do Ian (♥) que se mostra uma verdadeira amiga para Bárbara, algo que ela estava precisando muito mesmo naquele momento. Desejei conhecer uma "Viviam" também, confesso. 

Enfim... Bárbara tenta seguir em frente com sua vida, tenta se entregar às novas experiências, mas o passado insiste em aparecer de várias formas, uma delas bem difícil de ignorar, mas... Ok, quase Spoiler. 

É uma história muito bem escrita, muito envolvente e difícil de largar. Depois do final fiquei desejando permanecer naquela casa movimentada e cheia de amor e amizade. Recomendo que leiam! 

[Livro] + [News] Inferno - Dan Brown


Abandonai toda a esperança, vos que aqui entrais - Inscrição na porta do inferno segundo Dante
Queria eu poder convencer a TODOS que aqui passarem a ler o livro de "cabo a rabo" e não perder tempo na vida com essa resenha. Eu serei injusta e já vou avisando!

Sabe aquele livro que você não entende porque não tem 7 mil paginas? É dele que iremos falar agora - Very Sory! (quem leu a obra entenderá essa expressão).


Sinopse: Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.
No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.


Classificação

Editora Arqueiro


Seguindo o mesmo caminho de todos os outros livros de Dan Brown, como protagonista temos Robert Langdon, mas dessa vez pegamos um atalho diferente e posso dizer seguramente que na obra vi somente uma critica apenas à Igreja Católica, portanto entre os leitores deste escritor escuta-se um sonoro: Ohhhhh...


Mas não é só isso. A critica existe e é direcionada a NÓS, seres humanos! Gostou? Olha a história:

Langdon acorda em uma cama de hospital e ao olhar para o lado observa alguns prédios do lado de fora e constata que está na Itália! Mas ele não se lembra de ter saído dos Estados Unidos. 

Tudo fica mais confuso quando uma mulher, misteriosa e armada, tenta invadir seu quarto. Temendo por sua vida e totalmente confuso, Langdon tenta fugir. Por pouco não é pego, se não fosse pela ajuda de Siena Brooks, uma jovem médica que acaba envolvida até o pescoço por te salvo sua vida.



E nesse frenesi maluco de perseguição é que começa o livro, Langdon descobre que está com um objeto escondido em seu casaco, uma espécie de projetor de uma das obras de Dante Alighieri – O INFERNO DE DANTE a qual mostra todas as camadas do Inferno até a última, onde está Satanás.

Cada camada recebe pessoas diferentes, dais quais recebem o castigo de acordo com seu pecado como explica Langdon nesse trecho:

"– De cima para baixo, temos: os sedutores açoitados por demônios; os aduladores à deriva num mar de excrementos; os clérigos oportunistas enterrados de cabeça para baixo até a cintura, com as pernas para o ar; os feiticeiros com as cabeças torcidas para trás; os políticos corruptos atolados em piche fervente; os hipócritas usando pesados mantos de chumbo; os ladrões picados por cobras; os conselheiros traidores consumidos pelo fogo; os semeadores de discórdia destroçados por demônios; e, por fim, os mentirosos, irreconhecíveis de tão deformados pela doença".



Fugindo dessa assassina voraz, o professor e sua nova amiga - que passa a ser perseguida também - precisam descobrir o que esse objeto, que mostra uma das obras mais famosas de Dante, tem a ver com seus perseguidores e também com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os problemas parecem aumentar a cada instante. Essa imensa organização tenta contatá-lo desesperadamente, assim como um vilão, um tanto quanto peculiar. Este, acaba descobrindo que a Superpopulação Mundial é a chave para muitos problemas atuais, como explica Siena Brooks nesse trecho citando Maquiavel

“Quando todas as províncias do mundo estiverem abarrotadas, a ponto de seus habitantes não conseguirem subsistir onde estão nem migrar para outra parte, o mundo irá purificar a si mesmo.”

O vilão desse livro tem uma mente brilhante e maquiavélica (Maquiavel foi até citado acima então imaginem) e Langdon chega a entender suas razões e de certa forma, nós leitores, também assim como é dito no livro:

“Nada é mais criativo ou destrutivo do que uma mente brilhante com um propósito”

Bem, acho que não vou ficar falando mais da história, porque além de ser uma obra complexa, e com muitas reviravoltas, é necessário lê-la em sua totalidade para que ela pareça tão fantástica, como eu penso é, mas ainda deixarei uma citação e uma frase do livro que me cativaram demais e me colocaram para pensar por algum tempo: 

“Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.” - Dante Alighieri.


“– Estudei bastante biologia e é muito normal uma espécie entrar em extinção pelo simples fato de ter superpovoado seu habitat – prosseguiu ela. – Imagine uma colônia de algas vivendo na superfície de um pequeno lago na floresta, aproveitando o perfeito equilíbrio de nutrientes do ambiente. Se não forem controladas, elas vão se reproduzir de forma tão agressiva que logo cobrirão toda a superfície do lago, impedindo a luz de entrar e, portanto, impedindo o desenvolvimento de nutrientes na água. Depois de sugar ao máximo os recursos do ambiente, essas algas morrem depressa e desaparecem sem deixar vestígios. – Ela suspirou. – Um destino semelhante pode estar reservado à humanidade. Muito mais cedo e muito mais rápido do que imaginamos.” 
O tema do livro é interessantíssimo e digno de reflexão, além de envolver obras maravilhosas e um dos artistas mais famosos do mundo: Dante Alighieri. Eu recomendo essa leitura até para quem não gosta do Dan Brown, pois traz um aprendizado bacana com cunho científico. Acho importante esse tipo de cultura. A ciência está aí para ser aproveitada e só depende de nós a aproximação!

***
Agora, o motivo pelo qual eu REpostei essa publicação:


Inferno está sendo adaptado para o cinema e o trailer acabou de sair, obviamente com o ator Tom Hanks mais uma vez no papel de Robert Langdon. Olha só:



ALÉM DISSO...

O Blog Vida Complicada fechou uma parceria *linda* que vai ser muito proveitosa para os leitores que nos acompanham. 
Quero apresentar à vocês, a Livraria e Sebo Torre do Tombo




Há mais de 22 anos no ramo de troca e venda de livros, a Torre do Tombo começou como uma "locadora", mas diante da insistência dos leitores em "comprar" as obras que encontravam ali, se transformou em SEBO!

Hoje, em nova localidade (e pertinho de casa - isso é uma delícia para mim), conta com um acervo incrível de livros e vários cômodos abarrotados de estantes. Eu quase me acabo quando a visito!

E para comemorar essa nossa parceria, Vamos promover um sorteio, justamente com um exemplar de INFERNO do Dan Brown, para quem quiser se preparar para o filme. Que tal? Vamos lá:

Vamos às regras?

1 - Seguir o blog Vida Complicada é essencial e primeira regra do sorteio – Está no formulário. 
2 - Responder o e-mail que eu enviar no prazo de 48 horas. Após isso haverá outro sorteio.
3 - Deixar um comentário neste post, nem que seja para me dar "Olá". 

Não precisa deixar e-mail. NÃO PRECISA. NÃO PRECISA. NÃO PRECISA. E eu tenho certeza que terá um ou outro e-mail nos comentários!

4 – Apenas leitores com endereço nacional podem participar.
5 - As páginas do Facebook devem ser CURTIDAS e não apenas VISITADAS
6 - Preencher o formulário abaixo o máximo que puder!
7 - O sorteio vai até dia 30/07/2016 - Temos mais de um mês para aproveitar!

Ah! Aos que ainda não sabe participar dos sorteios com o formulário Rafflecopter é só clicar AQUI, que eu ensino passo a passo.


Boa Sorte!

[Livro] Onze Semanas - Ernani Lemos

Sabe aquele livro que começa sem muita pretensão e vai crescendo, crescendo, crescendo e quando você percebe, está na última página, completamente envolvido com a trama e prevendo: Ressaca Literária. 


Sinopse: A relação de amor entre duas pessoas, seja de mãe e filho, seja de marido e mulher, é desmedida por padrão. No início a empolgação se esforça para esconder todos os defeitos e no fim o cansaço faz esquecer todas as qualidades. Não há relacionamento em que uma pessoa veja a outra com justiça. Se existe alguém com quem nunca somos generosos, é com quem amamos.
Que acontecimento poderoso consegue afastar mãe e filha por quase toda a vida? E que tipo de força é capaz de reaproximá-las nas fronteiras da morte?
Da cama de hospital onde vive seus últimos dias, Claudia dá início a uma jornada dolorosa pelas experiências que moldaram a história dela e da filha, Meg. A mãe terá que ser mais rápida do que a morte para convencer a jovem a dividir confissões de uma vida marcada por um trauma. Manter-se viva e reviver a memória serão os desafios de Claudia para mudar o mundo das pessoas que mais ama.
Com uma dose de mistério que fatalmente leva os olhos à próxima página, Onze Semanas é uma viagem de sensações viscerais que conduz o leitor inúmeras vezes, sem que ele perceba, ao papel dos personagens. 

Classificação
Editora: Chiado

Ernani Lemos tem uma narrativa aconchegante. Eu não consigo encontrar outra palavra para o que ele faz nessa obra. 

Onze Semanas é o prazo que Meg tem ao lado de sua mãe, que está em fase terminal de um câncer que a consome há algum tempo. A questão é bem mais profunda do que isso - e você se pergunta: 

"O que poderia ser pior do que esse prazo tão curto com alguém que amamos?" 

Meg não perdoa sua mãe por algo que lhe aconteceu quando criança e, de fato, quando começamos a conhecer os seus motivos, o ódio parece mesmo a melhor justificativa, no entanto, Cláudia (mãe) tem uma ideia, que promete esclarecer todas as dúvidas e mágoas da filha e propõe a ela um jogo. É o último pedido que ela faz e Meg se vê obrigada a aceitar. 

Toda semana, Meg precisa ir ao hospital visitar Cláudia. Ela deve contar algo da vida dela para MERECER algumas páginas de um diário, onde a história que ela quer saber foi, minuciosamente, contada pela mãe. 


De início, a ideia parece meio boba e Meg cumpre com desdém seu papel, mais por curiosidade do que por comprometimento com a mãe, mas aos poucos e sem perceber, as duas voltam a se conectar e o tempo (onze semanas) que antes não importava tanto e até parecia, passou a ser curto demais. 

Eu chorei!!!!

Chorei mesmo. Essa obra te coloca de frente com a morte e com as oportunidades que deixamos escapar a cada dia, por medo ou orgulho. Sem falar que no meio da leitura eu perdi meu avô, que sofreu por quase um ano antes de morrer. 

Esse livro me tocou mesmo. Mexeu na ferida e expôs meus medos e inseguranças de uma forma assustadora. Quem é leitor sabe bem o quanto um livro, lido na hora certa, pode virar um tesouro e este foi exatamente isso para mim. 

Onze Semanas é narrado de uma forma tão doce e tão honesta que me fez entrar na trama. Ninguém é perfeito. Ninguém mesmo. A vida prega peças absurdas na gente e se você não está o mínimo preparado, é arrastado pelos eventos como se estivesse no meio de um tsunami. 

As revelações do tal diário são surpreendentes. Eu juro que não estava prevendo nada do que se mostrou no final e senti o famoso "soco no estômago" (adoro essa expressão. Ela é a mais fiel que consigo imaginar) que eu tanto espero de um livro. 


Meg tem razão de sentir ódio da mãe. A mãe teve razão em todos os seus atos. O irmão de Meg tem razão de agir como sempre agiu com a família. O vizinho da Meg... Bem, esse eu não sei. 

Nem todo livro é perfeito e nesse, algumas explicações me soaram meio estranhas. Eu jamais agiria da forma que foi descrita aqui em algumas situações, mas esse é o grande lance: As pessoas são diferentes e agem de forma imprevisível. 

O que aprendi, lendo esse livro é que TUDO tem dois lados. Qualquer ato, qualquer reação. E as consequências ou recompensam acabam vindo, uma hora ou outra. Uma vida pode ser jogada fora, dependendo de como você reage aos problemas que se desenrolam a frente. 

A edição da Chiado está linda. Cuidadosa e delicada. Ando percebendo um crescimento grande na qualidade de suas obras e isso me alegra. 

Leiam! Eu recomendo com força. Essa história não poderia ter vindo a mim em uma hora tão propicia, mas não ando vendo resenhas negativas dela, então deve ser mesmo uma excelente obra!


[Livro] O Visconde partido ao meio - Italo Calvino

Enfim, eu li Italo Calvino, minha gente e vou dizer: Adorei! 

Sinopse: O Visconde Medardo di Terralba, em temerária arremetida contra a ímpia artilharia de turcos, leva um tiro de canhão no peito. O destemido mas inexperiente defensor da cristandade sofre sérias avarias, sobrando-lhe apenas uma metade do corpo, felizmente intacta. Graças ao entusiasmo dos médicos que o socorrem, Medardo sobrevive, embora partido ao meio. À mutilação física do senhor de Terralba seguem-se consequências indesejáveis em seu comportamento, causando grandes desgostos aos moradores de seus domínios. Mas quando os camponeses já estavam se acostumando às idiossincrastias do visconde, eis que ressurge a outra metade, para grande confusão e maior transtorno geral. Se meio visconde já incomodava tanta gente, o que dizer de duas metades contraitórias de Medardo di Terralba? 


Classificação
Editora: Companhia das Letras

O livro é fininho de tudo, li em duas tardes, com toda a calma, mas vou logo dizendo, não é uma leitura levinha. A Escrita do Calvino é densa e floreada. Tenho a impressão que ele sempre queria dizer bem mais do que escrevia e por isso parava a leitura algumas vezes para pensar. 

A história é hilária e a ideia muito original. Um Visconde que leva um tiro de canhão na guerra e tem uma das suas metades (a direita) salva pelos médicos, volta para casa. 

"Em suma, salvara-se apenas metade, a parte direita, que aliás se conservara perfeitamente, sem nem sequer um arranhão, excluindo aquela enorme rasgadura que a separara da parte esquerda estraçalhada". 

O curioso e que coisas estranhas começam a acontecer na vila em que ele mora. Além de artes como: Frutas que aparecem comidas nas árvores (só pela metade) flores são arrancadas pela metade da terra, etc... O Visconde Metardo passa a ser uma pessoa detestável. Detestável mesmo e não do tipo só "chatinho". 

A maldade emana dele de forma descontrolada e, como ele é um visconde (mesmo partido ao meio) manda e desmanda como quer. Dá ordens para prender pessoas sem motivo algum. Enforca vários prisioneiros por ninharia e espalha o medo ao seu redor. 

"Metardo condenou Fiorfiero e toda a sua quadrilha a morrerem na fora, culpados de rapina. mas como as vitimas eram por sua vez caçadores ilegais, condenou-as igualmente a foca. E para punir os guardas que intervieram tarde demais e que não souberam prevenir os crimes dos caçadores nem os dois bandidos, decretou que eles também fossem enforcados". 

Um dia ele se apaixona e decide, com toda a sua maldade, que vai casar. A vontade da moça não conta, é claro, e o casamento é quase certo, mas dessa vez, os planos de Metardo podem não dar certo. 

É que, do nada, sua outra metade aparecesse de volta à vila, (A metade boa) e assim como a metade má que já estava ali, passa a destilar sua personalidade por onde passa. 

Agora, não pensem que só bondade em um ser é algo ótimo... Essa é a beleza dessa obra, um pouco difícil de ler, mas de uma genialidade incrível! 

"Que se pudesse partir ao meio todas as coisas inteiras - disse meu tio de bruços no rochedo, acariciando aquelas metades convulsivas de polvo, que todas pudessem sair de sua abstrusa e ignorante inteireza. Estava inteiro e para mim as coisas eram naturais e confusas, estúpidas como o ar: Acreditava ver tudo e só havia a casca. Se você virasse a metade de você mesmo, e lhe desejo isso, jovem, havia de entender coisas além da inteligência comum dos cérebros inteiros. Terá perdido a metade de você e do mundo, mas a metade que resta será mil vezes mais profunda e preciosa. E você haverá de querer que tudo seja partido ao meio e talhado segundo sua imagem, pois a beleza, sapiência e justiça existem só no que é composto de pedaços. 

Gente, o livro é divertido demais. Vale a pena ser conferido, mesmo com a linguagem mais complexa. São poucas páginas e logo no início você esquece qualquer dificuldade. Eu recomendo! 

[Livro] Mausoléu - Duda Falcão

Mais uma parceria BRASUCA que confirma o que venho falando há muito tempo: Nossos escritores estão arrasando cada dia mais. Essa obra, além de muito bem escrita é um deleite para os olhos, com uma das edições mais bacanas que já vi. 



Sinopse: Seja bem-vindo, leitor incauto! Eu sou O Anfitrião! Fico muito contente que você tenha chegado até aqui para conhecer a arquitetura do my master! Nesta obra sepulcral sua ótica humana será ofuscada por visões grotescas. Folheie as próximas páginas... Abra a porta e entre na cripta dos insanos. Durma na pedra fria do Mausoléu e tenha pesadelos eternos, he, he, he, he. 



Classificação
Editora: Argonautas


Trinta e seis contos de terror, que percorrem cenários diversos: cemitérios, casas assombradas, pequenos vilarejos, cavernas e por aí vai... 

Vários contos foram publicados em antologias ou coisas do tipo e agora estão reunidos nessa edição que é a coisa mais linda do mundo. Sem falar que são todos bem curtos e você fica naquela: Só mais um, só mais um, só mais um e não para nunca.

O cuidado que a editora teve foi de causar inveja. O trabalho em cada folha, desde a escolha das letras até as ilustrações nos cantos, contribuíram e muito para o aproveitamento de cada história e preciso dizer, nenhum conto me decepcionou. 


Isso mesmo. Todos são excelentes. Claro que tenho os meus preferidos. O primeiro que leva o nome do livro foi o pontapé inicial do meu deslumbre. 

MAUSOLÉU brinca com monstros e fantasmas em um cemitério. Além dele, me vi perdidamente deslumbrada com DESFILE que trás uma trupe de criaturas mitológicas e mágicas para uma pequena cidade. O desfecho desse conto é delicioso! 

Além desse, posso citar entre meus preferidos A DAMA DO ESCURO e MUSEU DO TERROR que faz referência a tantos objetos famosos da literatura fantástica e de terror que li duas vezes. 

Além da genialidade do escritor, sua admiração pelo, incrível, Edgar Allan Poe é evidente em vários contos. Alguns deles fazendo referências claras ao corvo ou ao gato preto, por exemplo. Isso para uma amante desse escritor como eu, foi de deixar sorrindo de orelha a orelha.


O que mais falar do livro? Queria ter lido mais lentamente e provavelmente, deixarei essa obra do lado da cama, para sortear um conto ou outro de vez em quando. 

O que me alegra é que o escritor acabou de lançar outra obra, chamada TREZE e já avisou que um exemplar está vindo direto para minha casa. YEAH!!!!! 

Se interessou? Fala com o escritor e encomenda o seu. Vale cada página e tenho certeza que você volta para comprar o segundo também! Em breve tem resenha!


Oscar Literário – Criando uma TAG


Como assim não existe um Oscar literário ainda? Nada de Jabuti, porque nem todas as obras são inscritas lá. Nada de Academia de Letras, porque autores independentes perdem a vez com isso, etc.

Foi pensando nessa questão que decidi criar a minha premiação. Eu sei que sou um grão de areia nesse mundão de meu Deus, mas se eu puder alegrar ao menos um escritor com essa premiação (mesmo que simbólica), já me darei por satisfeita.

Para isso adaptei - me baseando na premiação de Hollywood - 10 categorias que escolherá entre os livros que eu li no ano, aquele que mereceria essa bela estatueta como prêmio:



Então vamos às categorias e uma breve explicação sobre cada uma:

01 - Melhor descrição de cenário
Sabe aquela descrição da mesa de jantar que chega a cheirar bem? É essa que eu quero.

02 - Melhor personagem coadjuvante
Aquele que quase se destacou mais do que o protagonista. Tem obras que isso acontece e chega a confundir o coração do leitor.

03 - Melhor personagem
Aquele que você até acha possível encontrar na rua de tão real que ele é. Nem sempre é o "mocinho", vilões nos encantam também.

04 - Melhor escritor veterano
Aquele que você sabe que irá te salvar de uma ressaca literária. O que parece escrever apenas para você no mundo.

05 - Escritor revelação
Um rosto novo é sempre bom, histórias frescas, melhor ainda. Quem chegou, "causando" na sua estante, esse ano?

06 - Melhor livro nacional
O Brasil tem se destacado tanto na literatura que merece uma categoria só dele. Que venham os nacionais.

07 - Melhor livro infantil
Não precisa ser necessariamente infantil, livros que você leria para o seu filho também contam. Aquelas fofuras da literatura merecem ser premiadas.

08 - Melhor conto
Contos são obras pequenas e, independente do gênero, nos tiram o fôlego também. Grandes escritores se rendem a eles.

09 - Melhor Editora
Algumas editoras conseguem trazer para o leitor o melhor da literatura e transformam os livros em verdadeiras obras de arte. Sempre tem uma que se destaca mais do que as outras de tempos em tempos.

10 - Melhor livro
Aquela obra que tirou seu sossego por dias ou que você leu em uma "sentada" só. Que te fez pensar, refletir, amar e desejar ter escrito isso antes do escritor.


DETALHE: O molde para a indicação é OBRIGATÓRIO e segue abaixo:


Agora para deixar claro, algumas regras que deverão ser seguidas para a premiação: 

  • Ninguém vive apenas de lançamentos, portanto clássicos e livros mais antigos poderão entrar nessa votação. A ordem é o que foi lido NO ANO em questão. 
  • Livros do ano passado não valem. 
  • Uma obra pode ser indicada mais de uma vez e podem ganhar mais de uma também. 
  • Apenas 3 livros deverão ser indicados por categoria e, sempre que possível, deve-se incluir o link das resenhas feita pelo blog. 
  • As escolhas são pessoais e cada premiação deverá ter sua justificativa. Que fique bem claro que isso é o que o blogueir@ acha e não uma verdade universal. 
  • Livros independentes concorrerão ao lado dos publicados por editoras. Basta ser bom para ser indicado. 
  • Obras finalizadas até o dia 31 de dezembro poderão ser indicadas. Isso poderá ser conferido com o site do SKOOB se possível. 
  • O post com as indicações e premiados deve ir ao ar nos primeiros dias do ano seguinte. 

É isso! Vai ser divertido brincar de premiar, acho mais do que justo reconhecer o que nos fez bem durante o ano todo. E para a brincadeira ficar mais legal ainda, quero convidar alguns blogs para participar: Os escolhidos são:

Outras regrinhas: 
  • Os blogs que aceitarem, devem usar o molde das indicações (imagem com espaço para as indicações e para o vencedor) para seu post.
  • Deve também o Blog Vida Complicada como criadora da TAG.
  • Se você, que não foi indicado e quiser participar, fiquei à vontade, mas (por favoooor), siga as regrinhas acima.

Se preparem, Janeiro tem premiação do Oscar Literário por aqui.


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