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A formação de um leitor profundo

Eu não sabia bem como nomear o tipo de leitor que eu gostaria de discutir aqui. Pensei em chamá-lo de "leitor clássico", mas sendo bem sincera, que pessoa lê APENAS livros considerados clássicos? A verdade é que a demanda de obras, nos últimos tempos, têm sido avassaladora e chega às livrarias aos montes - por dia. Impossível escapar de um contemporâneo ou outro.

E ao contrário do que dizem os críticos, nem todos são ruins. O problema dos livros contemporâneos é que pertencem a escritores que estão trilhando seus primeiros passos ainda e estes apresentam falhas, assim como nossos imortais já apresentaram um dia.

Pelo menos, em minha cabeça, é essa a diferença. Veja bem, temos hoje Cesar Bravo - um escritor incrível que está arrastando multidões de leitores por onde passa - mas que ainda não foi considerado um escritor clássico. Raphael Montes é outro exemplo e estou aqui nomeando apenas os que escrevem um determinado gênero (terror/Suspense). Então, se o que diferencia um Cesar Bravo de um Stephen King é apenas o tempo, não devemos criticar leitores que se rendem aos contemporâneos. 

Mas é inegável o quanto um clássico tem a nos dizer. Eles parecem mais profundos, mais encorpados e é deles que eu quero falar. O que torna um leitor mais profundo? Quais clássicos tornam sua bagagem realmente considerável? Você está no caminho certo em suas escolhas?

Alguns escritores são imprescindíveis para quem deseja se tornar um leitor respeitado: Vitor Hugo, Tolstoy, Dostoiévski, Thomas Man, Kafka, Cecília Meireles, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Cervantes, Shakespeare, Alexandre Dumas, Gogol, Mia Couto, José de Alencar e mais um milhão de exemplos, mas são somente estes? Obvio que não. 

Eu descobri, estes dias, que para cada clássico que eu leio, mais três títulos são acrescentados à minha lista, ou seja, eu jamais chegarei ao final e, acredite, essa é a melhor parte!

A americanização dos nacionais

Há quem não se importe muito, mas se eu escolho um livro brasileiro para ler, espero não encontrar nenhum Jhon ou Mary na trama. Me alegro quando consigo me encontrar naquela história e quando os personagens possuem características que são mais "comuns" para mim, porque somos conterrâneos.

Sim, me irrita ler uma obra nacional completamente americanizada pelo autor. E posso apontar diversos problemas que fazem uma história assumir esse perfil. Um leitor mais atento percebe, logo de cara, quando isso vai acontecer e acreditem: Isso é o suficiente para que uma estrela de classificação seja tirada.

Posso enumeras os exemplos para ficar mais claro. Quer ver só:


1 - Nomes: Porque, em nome de GOD, os personagens precisam ter nomes como: Steven, Catherine, Jason, Emma... Qual o problema com nossos nomes? Não é uma história nacional? Então porque não nomear os personagens com Pedro, Marcelo, Aline, Juliana etc... Salvo em uma história de fantasia, onde tudo se passa em mundos alternativos ou coisa do tipo, usar nomes "diferentes" é totalmente permitido, mas eu disse diferente e não americano.


2 - Locais: Qual o motivo da história - escrita por um brasileiro - se passar em Nova York? São Paulo não é grande o bastante? Não é completo o bastante? Ou o motivo é que não possui o glamour que podemos conferir nos filmes? Quer um exemplo positivo disso: André Vianco. O cara ambienta todas as suas histórias em Osasco ou Porto Alegre e é incrível se encontrar nos cenários. Stephen King escreve como se tudo acontecesse no Maine - estado que me mora - e o pessoal de lá vibra por isso. Por que não podemos fazer isso aqui? Já pensou criar uma história que se passa na cidade em que você mora, com referências reais e tal? Não seria incrível? Pensem nisso, por favor...


3 - Comidas: Não estou dizendo que é impossível, mas me diga se é normal uma família comer bacon com ovos mexidos e panquecas com milk shake logo cedo? É normal isso? Vamos combinar que brasileiro está mais para um pão com manteiga e um café com leite. Fala sério. Qual o problema em ser um pouco mais fiel à nossa realidade? É até divertido - pelo menos para mim - quando um personagem compra uma coxinha de frango no mercado ao invés de pedir um waffle! 


4 - Copos vermelhos em festas - NÃO!!! Nos mercados se vendem copos brancos ou transparentes. Não é impossível comprar os vermelhos (ou azuis) eu mesma já comprei, mas os vermelhos são como um símbolo americano de festas. Todo jovem que se preza - lá - já esperou os pais sair de casa para comprar aqueles barris de chope e distribuir copos vermelhos para os convidados em seus gramados. Nós nem temos gramados aqui quase! Vivemos presos dentro de muros e grades... Fala sério!


5 - Armários em escolas - Essa eu morro de rir. Eu sei que em muitas escolas particulares existem armários para que os alunos guardem seus materiais. Eles ficam em corredores também, mas alguém aqui já estudou em uma escola estadual? Se tivesse armários, certamente não teriam as portas (hahahahaha). Só digo que se o escritor quer mesmo impressionar e conquistar os leitores, seria legal se ele se aproximasse um pouco mais da realidade em que a massa vive. Eu mesma nunca vi esses armários nos corredores em toda a minha vida de estudante. Sei que existem porque me falaram, mas não faz parte da minha realidade, assim como não faz na da maioria dos alunos de classe media ou baixa que estudaram a vida toda em instituições publicas. Pense nisso, isso é só uma dica de uma leitora mais exigente.

Eu pensei em citar algumas obras que "escorregaram" em cada um desses itens listados acima, mas no fim desisti. Não preciso fazer isso, sei que, mesmo os que não concordarem comigo agora, irão se lembrar desse post mais para frente e reconhecer as tais obras. Sei também que nada disso é uma regra, tenho amigas com costumes bem diferentes dos meus, que comem waffle com mel no café da manhã. 

A cultura americana está aí para ser aproveitada e eu gosto muito dela. Vivo dentro dela o tempo todo, mas acho que o escritor precisa olhar ao redor de si próprio e criar personagens mais palpáveis para os seus leitores. Ou será que a ideia é ser só mais um no meio desse mar de livros? 

Aqui, me parece que ser o diferente é ser um pouco mais normal, não acham?

Eu e meu caso de NÃO amor pelo amado Ernest Hemingway

Eu li duas obras desse escritor, só para não ser injusta em minha crítica. Eu tentei e 'REtentei' encontrar toda a genialidade que as pessoas falam que ele tem, mas infelizmente, suas histórias não são para mim.

É, meu querido Ernest... Estas tuas frases geniais quase me enganaram!!!
O respeito, obviamente, mas não o amo e não o idolatro como vejo milhões de leitores fazendo e vou logo dizendo: Esse post contém a opinião CONTRÁRIA de todos os outros posts que você encontrar pelo mundo, ao qual falam de Hemingway.

Eu sei, eu procurei. Não existe crítica negativa a esse escritor o que me faz pensar algumas coisas:

  • Eu fui o problema, e nesse caso, me perdoem, mas minha opinião continuará sendo está, até que eu leia outro livro dele e mude de ideia.
  • Os leitores não leram, de fato, os livros dele e gostam de usar suas frases geniais pela internet sem conhecer - de verdade - sua escrita. (Isso acontece, juro).
  • Hemingway tem um pacto com os críticos e todo resenhista que publicar algo negativo dele irá desaparecer misteriosamente. Nesse caso já deixei algumas postagens programadas e mandei minha senha do blog para um amigo.
Dito isso, começarei o meu relato, embasada em duas obras: O SOL TAMBÉM SE LEVANTA e O VELHO E O MAR, certo?

Ambos pequenos e de leitura rápida. A linguagem é muito fácil e a narrativa... Como eu posso dizer, sem ofender os fãs, muitas vezes, a narrativa e os diálogos, me pareceram vagos. Algo assim:

- Olá - eu disse.
- Olá - ela respondeu.
- Como você está hoje?
- Estou bem.
E fomos para o bar. Eu pedi uma bebida forte.

Para mim isso cansa. Foram vários os momentos em que pensei que deveria pular algumas linhas (e até páginas) para ver se algo mudava e para meu espanto, mudava apenas o bar em que estavam. Isso enquanto na obra O Sol Também se Levanta, já no outro livro foi a maldita e eterna, luta entre o pescador e o peixe gigante que leva quase 100 páginas.


Mas vamos falar um pouco de O SOL TAMBÉM SE LEVANTA: É narrada em primeira pessoa, por Jake, que se confundiu em minha cabeça, pois parecia muito com o próprio escritor (já li várias coisas a respeito dele). Em dado momento, comecei a imaginá-lo como ator que fez Hemingway no filme 'Meia Noite em Paris e aí virou tudo a mesma coisa:

Corey Stoll é mesmo um gato!
Procurando saber mais sobre a obra, descobri que essa "bagunça" não foi só minha. Muitos desconfiam que este seja um livro quase autobiográfico do escritor, contando sobre uma de suas aventuras, já que os pensamentos e atitudes condiziam com o que ele relatava em outros romances.

Enfim, assumindo que Jake é Hemingway, a coisa toda ficou um pouco mais fácil para mim. Imaginar ele como o ator acima facilitou ainda mais, pena que não foi o suficiente.

Jake – o personagem - não me interessou em nada. Pouco me importou o que ele desejava e o que buscava - ele próprio parecia não saber - mas ao passo que o imaginei como o grande escritor, ficou um pouco mais interessante. Um pouco...

Não me critique. Cada pessoa tem direito de gostar e desgostar de uma obra seja ela conceituada ou não. Conheço pessoas que AMAM Crepúsculo. Eu apenas não gosto de Hemingway.

O interessante da obra são as inúmeras referências a locais da França que realmente existem. Bem, eu li que existem. Nunca fui à França, mas gostaria de trilhar aquele caminho. Enfim, no geral, não é uma história ruim, apenas escrita de uma forma bastante cansativa, pelo menos para mim.


Mas tentei experimentar outra obra e nessa, tive certeza de que Hemingway não escreve para mim. Eu entendi e até apreciei o livro O VELHO E O MAR, mas terminei a obra cansada - exausta seria a palavra mais apropriada - e não levei boas lembranças comigo.

A história se passa quase toda em alto mar, após um velho pescador que não pesca nada há mais de cinquenta dias, fisga um peixe imenso e trava uma batalha com ele. Durante essa batalha, que dura quase 100 páginas, ele faz reflexões de todos os tipos e é nesses momentos que conhecemos o velho melhor. Sabemos de suas ambições, de seus sonhos e tal.

Mas novamente, mesmo entendendo a necessidade de TODA essa luta, me cansei. Me senti quase o velho, tentando engolir aquele livro até o final e tudo isso para perceber que uma obra de pouco mais de 100 páginas quase me venceu.

Então decidi que livros que me deixam exausta dessa forma, não servem para mim.

A genialidade de Hemingway é incontestável. Ele faz reflexões excelentes no meio de suas obras, mas de uma forma maçante e por isso ele tenha me perdido como leitora. Novamente, o respeito completamente e já o recomendei para amigos e familiares, que eu sei, que gostarão se sua escrita.


Essa sou eu mostrando respeito até às obras que não me agradam. Todo mundo deveria fazer o mesmo! Hemingway não foi chamado de gênio à toa e quem sou eu para dizer o contrário.

Em resumo, essa seria a minha resenha para estas duas obras conceituadas que não caíram no meu agrado. Dou a ambas 3 estrelas, mas agora sei, exatamente, para quem recomendar o famoso Hemingway.

Fatos interessantes – Hoje é meu aniversário

32 aninhos de vida!!! \O/

Hoje é 23 de agosto de 2015, mas coisas interessantes costumam acontecer nesse dia há muitos anos e eu vim aqui contar algumas para vocês:


Em 1305 - Morre William Wallace: Guerreiro que liderou seus compatriotas na luta contra a dominação inglesa à Escócia. Sua história ficou tão famosa que em 1995 foi produzido um filme com Mel Gibson como protagonista.


Em 1957 - Elvis Presley estreia com seu segundo filme - Loving You: Esse filme é baseado na história da vida do próprio cantos e chegou a ser conhecido como The Elvis Presley Story". Em uma cena do filme, quando Elvis canta "Got a Lot of Loving To Do" em um teatro, a sua mãe aparece como figurante.


Em 1963 - Nasce Glória Pires: Começou a atuar com cinco anos de idade e hoje é uma das principais atrizes da Rede Globo (podem espernear o quanto quiserem, mas é a maior emissora do Brasil, quando o assunto é novelas).


Em 1965 - Emissora usa jato de água para afastar fãs dos Rolling Stones: A banda se apresentava no Manchester TV Studios e a multidão ao redor ficou tão eufórica que precisou ser contida dessa forma! Se eu estivesse por perto, estaria no meio, com certeza!!!



Em 1968 - Ringo Starr deixa os beatles: Sua decisão é mantida em segredo (mesmo porque eu acredito que vários fãs se matariam com essa notícia) e depois de constantes pedidos pelos demais membros, na semana seguinte ele aceita retornar à banda e encontra sua bateria coberta de flores. UFA!

Olha esse cabelo!!! 
Em 1969 - Jornal nacional entra no ar pela primeira vez: Não era com o Willian Bonner, mas contava com uma bancada de peso: Hilton Gomes e Cid Moreira. Foi o primeiro programa transmitido em cadeia nacional.



Em 1983 - Camila B. Monteiro nasce: Eu estreei no mundo bem nesse dia. Rodeada de parentes felizes e muita festa. Eu cresci da mesma forma, amada e mimada. Na escola me despontei na arte de matar aulas e na faculdade descobri que adorava ser diferente dos outros: Comecei a trabalhar com serpentes e ao me formar, descobri, novamente, que queria mudar de rumo.

Hoje sou escritora. Posso não vender horrores, mas me sinto feliz por ter uma turminha de leitores. Espero um diap oder viver disso e quem sabe em 2050, eu possa fazer uma retrospectiva só minha!!!

Feliz aniversário para mim! (rs)



Vivendo em um sonho

Uma vez eu li um livro muito interessante, era espírita e falava sobre desdobramento. Quem conhece ou já estudou algo dessa doutrina sabe o que é, mas para os leigos deixo uma pequena, e espero que correta, explicação:

Desdobramento é o ato em que o espírito consegue sair do corpo carnal e vagar por aí, estando assim, presente em dois lugares simultaneamente. 

No livro, um homem era preso em um lugar, tipo Alcatraz e vivia na pior situação possível, muitas vezes amarrado à camisa de força e subjugado a condições desumanas. Este homem descobriu uma forma de se desdobrar e aprendeu a viver livre para o resto da sua vida, mesmo estando preso.

O livro é lindo. Sério, mas não lembro o nome dele, mesmo porque havia esquecido que ele existia até o presente momento em que escrevo esse texto. 

E porque eu me lembrei disso? Porque li um texto antigo meu (leia aqui) e lembrei exatamente o que senti ao escrever aquilo. Lembro-me de ter saído totalmente do ambiente em que estava, me imaginando naquele cenário. Desejando realmente viver ali.

Lembro que não queria terminar o texto, porque assim teria que voltar para a realidade. Ali estava tão bom, tão confortável, tão meu. 

Então pensei que quem escreve, ou compõe, ou pinta, sofre um tipo de desdobramento quando se entrega às suas obras. Não é como se nosso espírito saísse do corpo e tal, nada disso, mas nossa mente sai com certeza. O pensamento fica tão denso em outra realidade que parece uma experiência tangível e não apenas imaginação.

Para quem leu o texto que me inspirou a escrever isso, saiba que realmente eu estive na casa de dois andares com janelas de dois minutos. Releio esse texto de tempos em tempos, porque sinto saudades desse cenário. 

E esse é um dos mil motivos que me fazem continuar escrevendo...


A arte de resenhar

Resenhar é uma arte.

Existem milhões de blogs literários por aí, eu mesma acompanho vários deles, mas nem todos desenvolvem essa atividade tão bem. Eu tento e consigo às vezes, mas nem sou um blog literário, nunca consegui me ater a um só assunto!

Minha irmã disse esses dias, que começou a ler livros por minha causa, porque eu contava a ela sobre as obras que estava lendo e fazia isso de maneira tão legal que ela acabou se rendendo. Hoje ela é uma leitora ativa.

Isso me deixou orgulhosa, não vou mentir. Do mesmo jeito que eu fico orgulhosa quando alguém me pede dicas de livros, ou que se lembra de mim quando escutam alguma notícia relacionada a isso. É um orgulho enorme, sinto como se o meu trabalho fosse reconhecido. 

Resenhar é mesmo uma arte e como qualquer arte, não é fácil. Convencer as pessoas de que aquela historia vale a pena (ou não), contando apenas os pontos principais, sem deixar escapar qualquer "spoiler' é um desafio. Escolher "quotes" então é a melhor parte. Sempre que leio um livro fico já com um marcador ou adesivo em mãos, porque sei que alguma frase ou passagem vai me fisgar e é essa que trarei aqui para vocês.


Ás vezes, pego livros antigos só para reler esse "quotes" que deixo marcados para sempre em meu exemplar. É delicioso reviver aquele momento de leitura. 

Sim, resenhar é um trabalho algumas vezes. Nós que fazemos parcerias com editoras recebemos para isso, só que em forma de livros, o que dá QUASE no mesmo do que receber em dinheiro, já que gastarei quase tudo em livrarias! Para muitos não compensa, mas para mim é excelente.

Sem falar que o simples fato da editora confiar em mim para ser uma ferramenta de divulgação nas redes sociais é ótimo. Todo blogueiro que decide entrar nesse universo de resenha sonha com alguma parceria e nem sempre a consegue. Eu estou trilhando o meu caminho de forma bem satisfatória.

Então a próxima vez que você ler uma resenha - se ela for realmente boa - saiba que aquilo leva muito do coração do blogueiro que a escreveu e é o resultado de muita luta por aquela parceria.

As resenhas mais difíceis? São, sem duvida alguma, as dos livros que eu mais gosto. Eu nunca acho que me dediquei o suficiente, porque gostaria de convencer o UNIVERSO todo que aquela obra é boa. Os livros que levam 5 estrelas são sempre os mais complicados. 

Os meus ídolos para o novo Oscar

Os atores, os músicos, os modelos, os mágicos (não estes não), os lutadores de Kung Fu, os cozinheiros, os pintores, os pensadores, os marinheiros, os bombeiros, os mecânicos, os médicos, etc...

Os leitores são uma paixão à parte!

Todos eles são incríveis a seu modo (menos os mágicos) e me atraem de alguma forma, mas nenhum é tão irresistível – para mim – do que OS ESCRITORES.

Sim, sim, sim... Se quiser ver a Camila aqui vibrando por alguém, ou enfrentando uma fila quilométrica para pegar um mísero autógrafo, ou economizando horrores para ter um pedacinho de uma obra de arte, seria provavelmente por um escritor.

John Green seria o Bradley Cooper - Lindo, fofo e qualquer coisa que faz encanta!

Eu li um artigo esses dias que falava que o mundo merecia um Oscar para escritores e eu concordo plenamente com isso. Porque só os filmes merecem esse glamour já que o mundo literário é tão movimentado quanto Hollywood!

Aliás, metade do que o cinema apresenta hoje para nós, vem dos meus amados escritores ♥
Tenho até algumas similaridades para apresentar:


Provavelmente Stephen King seria a nova Meryl Streep – Pois seria SEMPRE indicado e ninguém teria chance alguma de ganhar dele (rs)


Paulo Coelho seria o novo Leonardo Di Caprio – Seria indicado sempre e NUNCA ganharia nada (hahaha maldade minha?)


Neil Gaiman seria o novo Johnny Deep – Excêntrico e aguardado, independente de ganhar ou não. As pessoas só iriam quer vê-lo na cerimônia.


Richelle Mead seria a nova Megan Fox – Linda e sexy, independente do que escrevesse. Todo mundo leria só para tê-la na estante.


Jô Soares seria o novo Eddie Murph – Não apareceria quase nunca, mas quando acontecesse seria por um filme qualquer engraçado que arrecadaria milhões e seria esquecido logo, sem nenhum Oscar, claro (eu amo o Jô, não me entendam mal).

E você? Consegue pensar em alguma comparação bacana? Deixa aí nos recados, quem sabe um dia isso se realize!

Meu querido diario...


Hoje minha mãe apareceu com uma novidade.

Estávamos todos no fundo de casa fazendo um churrasco, quando ela disse que havia feito um poema a muito tempo atrás.

Ok, todos sabem que amo ler e a ideia de ler algo que minha mãe escreveu quando era adolescente me deixou realmente animada.

Depois de vários pedidos insistentes (e foram muitos mesmo) ela resolver dizer que estava com vergonha de mostrar o poema porque ele estava em um caderninho.

CADERNINHO????? Como assim um caderninho?

Ela ainda seguiu dizendo: “... é, sabe aqueles caderninhos que as meninas escrevem quando estão apaixonadas e tal...”


Surtei! E meu pai então? Arregalou os olhos e veio logo interessado... “ Fala de mim La?”. Hahahahahahha!

Minha mãe tem um diário????? Depois de 20 e tantos anos convivendo com uma pessoa você ainda continua a conhecê-la. Claro que ela me deixou ler depois de muito pedir e prometer não rir dela.

Era um caderninho fino e realmente foi de quando ela tinha uns 16 anos. Fazia um tempão que ela não o pegava. Estava escondido dentro de um plástico, já com as paginas meio amareladas, mas conservava um cheiro tão bom... um cheiro de rosas. Delicia ver aquilo.

Os olhinhos dela brilhavam, mas ela ainda estava envergonhada e eu na sede de ler o tal diário. Bem, comecei a ler quando o churrasco acabou e esperei ela sair de perto pra não me ver rindo de algo que poderia estar escrito ali.

No começo havia varias historias de amor de menina mesmo, mas essas historias foram tomando uma forma mais seria. Para a minha surpresa não me pareciam engraçadas, porque se pareciam muito com as minhas historias.

Me debulhei em lagrimas quando cheguei na parte onde ela falava da tristeza de não ter mais o pai ao seu lado. Ela escreveu no diário dias depois que ele faleceu e aquelas palavras pareciam tão profundas.

Tinham brigas com a mãe depois disso. Ela se sentia muito sozinha... até que aparece meu pai...

Como foi bom ler minha mãe falando do meu pai como uma adolescente. Que delicia a empolgação dela em dizer que ele era o amor da vida dela sem ao menos imaginar que alguns anos mais tarde a própria filha ia estar lendo aquilo.

Meu conselho? Escrevam diários. Um dia você pode ter um filho que vai amar ler tudo que você escreveu.
Eu já comecei o meu a algum tempo atrás e confesso que achava besteira no começo mas agora acho legal escrever. Espero que um dia alguém leia e se emocione também, como aconteceu comigo hoje!


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